terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Tour pelo meu Bullet Journal | flip-through

No ano passado por esta altura andei a pesquisar planners para imprimir e que pudessem servir para me organizar. Infelizmente essas formas de organização exigem gastar tinteiros e papel, por isso, acabei por achar que não valia a pena.

Comprei então uma agenda, como faço todos os anos e pronto.

A questão é que eu nunca me dei muito bem com agendas. Uso no início mas como são muito impessoais eu sinto que não tem a minha essência. Coloco os meus afazeres e pronto... já está tudo destinado e acaba por ser só uma to do list.

Não me interpretem mal, eu adoro agendas! Mas uso-as apenas para colocar coisas muito gerais.

Quando descobri o conceito do bullet journal fiquei fascinada!

Inicialmente, como podem ver no vídeo que está no final deste post, eu guiei-me por coisas que via pelo youtube (AmandaRachLee) que consistia em:
- Capa
- Monthly log
- Daily Log
- Gastos Mensais
        etc.

Então comecei a construir o meu BuJo em Março. Ora, como comecei em Março e não em Janeiro me escaparam-me algumas coisas básicas como o índice, simbologia/palavras-chave(key), calendário (e este sim fez-me muita falta) e future log (para anotar coisas que tenho que fazer em meses cujo spread não tenho feito).

A primeira coisa que me deparei quando avancei no Bujo é o facto de ter errado na escolha do caderno em si. Não usei o notebook original, nem mesmo uma das opções de folhas resistentes à venda no mercado. Usei um notebook que já tinha em casa e não tinha dado uso.

Nota: Para ver uma comparação entre vários tipos de cadernos podem ver este vídeo .

Por isso, fica a dica para vocês que pretendem começar um Bullet Journal: procurem um notebook com páginas resistentes, isto é, que ao escrever com determinados tipos de canetas, por exemplo, não passe para o verso da folha.

Depois à medida que os meses foram passando fui pensando em temas adequados a cada mês, fui procurando o estilo de organização que se adequava a mim e pronto, lá fui fazendo o meu BuJo.

Poderão ver como ele ficou nesta Tour pelo meu Bullet Journal.


domingo, 10 de dezembro de 2017

I'm not this hair. I'm not this skin. I am the soul that lives within.

Ao ver este vídeo surgiu-me a inspiração para escrever algumas palavras em relação ao que penso sobre o assunto: http://www.tabonito.pt/o-video-comovente-contra-o-abuso-sexual-de-mulheres-que-esta-correr-o-mundo


Eu não sou este cabelo. Eu não sou este corpo. Eu não sou estes olhos.


Eu não sou um ser emotivo, nem destinada a ficar em casa. Eu não sou fraca, nem me encolho com uma ameaça.

Eu não sou uma "mulherzinha", nem apenas um objeto.

Eu não sou produto do mercado para meteres rótulos.

Eu sou uma alma que sobrevive num mundo de discriminação. Eu não sou de uma geração que me mereça.

Sou um ser diminuído dia após dia. Sou um ser excluído muitas vezes com ironia.

Porque mulher tem que ser "recatada e do lar". Porque mulher não pode usar saia demasiado curta. Porque mulher tem que se dar ao respeito. Porque mulher tem que pensar em cada um dos passos que dá, não vá fazer algo que autorize o seu assédio ou até a sua violação.

Porque mulher não pode rir alto, nem usar muita maquilhagem. Porque se o fizer, quer é andar na "vadiagem".

Mas mulher pode fazer o que quiser. Ouviste bem? O QUE QUISER! Porque mulher é mulher e isso basta!

Porque homem é que tem que aprender que não é por mulher usar saia curta ou se divertir que está a permitir qualquer atividade contra a sua vontade.

Porque a sociedade tem de parar com a chamada "cultura da violação", que que culpa a mulher pela sua própria violação!

Somos de uma geração que tem de crescer. Somos de uma geração que tem, de sobretudo, aprender. Por isso, antes de julgares as mulheres que vês na rua, ENSINA O FILHO QUE TENS EM CASA a respeitar a mulher independentemente do que ele acha que ela insinua.

Porque mulher não é só roupa, cabelo e corpo. Porque mulher não é pele, mamas e rabo. Mulher é para ser respeitada e não violada!


Porque NUNCA, mas mesmo NUNCA, a mulher tem culpa do homem ser uma besta.

#nãoàculturadoestrupo



quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Inspirações de DIY de Natal


1- Postais de Natal originais









2- Cortinas de enfeites




3- Embrulhos originais




4- Decoração da Árvore de Natal original







Nota: Todas estas fotos foram retiradas da plataforma Pinterest. Não consegui colocar o widget do pinterest para cada foto, pelo que, se clicarem nas fotos irão conseguir aceder à localização original da respetiva foto.


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

10 ideias para presentes de natal

Comprar presentes de natal é sempre uma tarefa complicada, especialmente quando tens uma cara-metade e tens medo de errar, por isso espero que este post te ajude.

1. Livros

Este nunca falha! E agora há quem diga "mas e se a pessoa não gosta de ler?". Não gosta aprende a gostar, porque se gosta de quem lê então vai ter que ler um livro ou dois na vida para a impressionar. Por isso pode começar a ler já!

2. Agenda 2018

Nada mais útil que oferecer uma agenda. Todos nós precisamos de um local onde colocar as nossas tarefas e compromissos pelo que uma agenda é sempre bem vinda.

3. Pijamas e meias (bem quentinhos de preferência)

Quando éramos crianças este era o nosso terror! Queríamos brinquedos e jogos! Mas hoje em dia até agradecemos quando nos oferecem este tipo de coisas. A verdade é que são coisas que usamos e vamos precisar sempre! :)

Então se me derem daquelas meias foleiras de natal eu deliro de felicidade!

4. Produtos essenciais

Perfumes e cremes estão sempre in. Podem comprar daqueles packs existentes nas lojas ou fazer o vosso próprio cabaz, tornando assim o presente mais pessoal. ;)

5. Trabalhos Manuais

Quadros, esculturas, DIY, etc. são sempre bem-vindos. As prendas feitas com carinho e boas intenções têm muito mais valor do que aquelas que foram simplesmente compradas.

6. Um produto da SAAL Digital

Como vos disse na resenha que fiz do Álbum Digital, fiquei bastante feliz com o serviço deles e, como tal, caso queiram oferecer, por exemplo, um álbum, é uma prenda que, para além de ser feita por vocês, faz um figurão!

É moderna e fica sempre bem oferecer um álbum de fotografias (especialmente se for com a qualidade que a SAAL Digital disponibiliza). E não, eles não me estão a pagar para fazer publicidade, sou apenas uma cliente satisfeita!

7. Cartões Oferta

Esta é para aqueles que das duas uma, ou já não conseguem decidir o que comprar e desistem ou então para os preguiçosos que nem se dão ao trabalho de pensar.

De qualquer das formas é sempre uma maneira de dar alguma coisa que se sabe à partida que a pessoa vai gostar, visto que ela é que escolhe.

8. Velas

Esta nunca sai de moda. De cores, com cheiro, com diferentes formas. Se a pessoa gosta de velas então... uii, é um sonho! 

Eu, por exemplo, adoro velas e quando me dão uma já a quero colocar na testa e andar com ela acesa em todo o lado.

9. Ferrero Rocher

Há melhor presente que este? Depois engordamos uns 10 kg mas quem se importa? Ao menos consolamos-nos com esses docinhos maravilhosos.

10. Amor

Say whaaat?? Yap, é o presente que é mais necessário! Mimos, abraços e aquele calor humano que tanto gostamos é sempre o melhor presente para qualquer ocasião!


Acham que me esqueci de algo? Se acham que sim, digam nos cometários ;)

Beijinhos, Brenda


domingo, 3 de dezembro de 2017

4 coisas que adoro no Natal

1- Os anúncios

Aliás, O anúncio! Falo do anúncio do Ferrero Rocher, claro! Sabemos que é natal quando chega este tão tradicional anúncio:



2- A árvore e presépio

Para mim não podem faltar estas coisas. E árvore sem presépio também não é a mesma coisa! Nem que seja algo simples, apenas com as figuras principais, mas o presépio não pode faltar!

3- O frio

AHHH pois claro! Não podia faltar o frio para estarmos enrolados numa manta e a beber chocolate quente enquanto vemos um filme de natal.

4- A família

E claro, natal não é natal sem família! E é nesta altura que mais se passa tempo juntos e em harmonia (ou não ahah). Claro que não pode passar um natal em que tenhamos tias distantes a perguntar se já arranjamos namorado(a), se as notas estão boas, ou até a observarem-nos de cima abaixo para quantificarem visualmente o quanto mudamos fisicamente em relação ao ano passado.

Mas por muito que a família às vezes seja chata, nós até que adoramos passar esta época com eles... :)



E vocês, o que adoram nesta época?
Beijinhos, Brenda


sábado, 2 de dezembro de 2017

Carta ao Pai Natal


Querido Pai Natal,

Como me portei bem este ano tomei a liberdade de te escrever esta carta com 3 pedidos para este natal.

Espero que possas trazer-me estes presentes, obrigada.

1. Leite e Mel
de Rupi Kaur



Sinopse: Leite e Mel é um conjunto de poesias sobre o amor, a perda, o abuso infantil e, finalmente, a cura. Transporta os leitores para momentos difíceis da vida, mas leva-os a descobrir neles a doçura e a fragilidade da vida, porque a doçura está em todo o lado, se estivermos abertos a recebê-la. 

Leite e Mel é uma história de sobrevivência através da poesia. Para a autora, é o sangue, suor e lágrimas dos seus vinte e um anos.



Já tinha colocado este na wishlist de Setembro que podem ver AQUI. E como este é o livro que mais quero de momento volto a enumerá-lo. De referir que gostava de ter este livro, de preferência, em inglês, pois já sabemos como é a poesia traduzida...

2- Uma Árvore pela Floresta

Este é um projeto dos CTT e QUERCUS em Portugal que permite florestar as zonas afetadas pelos recentes incêndios com espécies vegetais autóctones.

Basicamente podemos comprar um kit nas Lojas CTT aderentes e estaremos a contribuir para a criação de bosques mais sustentáveis e resistentes a incêndios.

Para acompanhar o projeto basta registarmos a nossa árvore AQUI.

3- Acaba com o preconceito

Porque é o preconceito que dá origem aos conflitos. E se as pessoas forem tolerantes com as diferenças de cada um o mundo seria um local ótimo para se viver.

🌳

E pronto, cheguei ao fim da minha carta. Espero que não esteja a pedir demais e que não fiques com uma dor nas costas de carregar estes presentes.

Obrigada. Beijinhos, Brenda

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

DC Comics | Super-Homem & Mulher-Maravilha: Par Perfeito


Costumo ver filmes e séries de Super-Heróis, mas nunca me tinha aventurado em comprar uma banda desenhada.

Vi o filme da Mulher-Maravilha e achei esta heroína incrível (resenha do filme aqui). Por isso quando vi a banda desenhada à venda não hesitei em adquiri-la.

A capa dura dá um ar mais sofisticado e a primeira reação que temos ao abrir o livro é "UAU".

A qualidade das páginas é incrível e os desenhos são completamente fora do normal. Nunca achei que ia gostar tanto de ler uma BD!




Em relação à história em si, como sou leitora de livros mais volumosos senti que, como é de esperar, a história não avança muito numa BD. A história vai evoluindo aos bocadinhos e se comprasse, como era há uns anos, capítulo a capítulo ia ficar bem insatisfeita com meia dúzia de páginas.

Em relação ao enredo propriamente dito, isto é, o facto do Super-Homem e da Mulher-Maravilha fazerem "O Par Perfeito", há quem defenda que sim, mas eu desta vez sou do contra.

Não shipo Super-Homem e Mulher-Maravilha.

Porquê? Pelo óbvio... A Lois é que é o amor do Clark... Sim "Clark"! Porque eles antes de serem super-heróis são pessoas. E pensando bem dois super-heróis a namorar não dá lá muito certo, a não ser que trabalhem juntos e tenham precisamente as mesmas convicções, para não se desentenderem e depois isso não se refletir na relação.

Já para nem falar que eles lidam um com o outro como "super-heróis" e não como "amantes" e que pode não resultar muito bem. Pelo menos é o que acho...

Por isso já sabem que essa parte toda de amorzinho entre os dois não me agradou, mas claro, eu comprei a BD porque eles lá estavam os dois! Por isso my fault!

De qualquer das formas alimentou o bichinho para ler mais livros neste estilo.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

À procura de Alaska de John Green


À procura de Alaska é uma história que prende desde a primeira página.

Conta a história de Miles que decidiu ir para um colégio interno, Curver Creek, à procura da Grande Incógnita. Miles tem o desejo de conhecer a vida além da sua cidade, do seu praticamente inexistente grupo de amigos e deseja viver aventuras em prol da descoberta da Incógnita.

É fascinado por últimas palavras e, desde a primeira vez que os seus olhos incidiram nela, por Alaska.

Alaska é a personagem mais incrível que tive a honra de conhecer através da leitura. É extremamente cativante, entusiasta e inteligente. Também é meia doida, mas os doidos são os melhores não é? ;)

Gostei muito da forma como o livro dá primeiro a conhecer o Miles, e fundamenta o que o torna a pessoa que é, e só depois introduz a Alaska. Precisamente para que no "Depois" consigamos ver um Miles que se mantém inteiro com os acontecimentos, isto é, ele continua a ser uma pessoa, ou seja, não é daquelas personagens que só importa porque está ancorada em outra. Miles, mesmo sem Alaska, é Miles! E gostei bastante desse ponto.

"Ele - o Simón Bolívar - ficou abalado pela avassaladora revelação de que a corrida impetuosa entre os seus azares e os seus sonhos estava naquele momento a atingir a linha da meta. O resto era obscuridade. "Que diabo", suspirou. "Como é que alguma vez haverei de sair deste labirinto?"

Foi o primeiro livro que li deste autor e devo dizer: Desgraçaste-me o psicológico John Green!

Este autor escreve de uma forma extremamente fluída, gostei mesmo muito!

Chorei baba e ranho na segunda parte do livro TODA. TODINHA MESMO! Se houve 2 páginas que não chorei já foi um milagre.

É um livro incrível e que eu não sabia que tinha de ler até o ler e pensar: Este é um livro que me mudou, se não o lesse com certeza a minha vida não ficaria completa. 

Por isso recomendo muitíssimo. Este é sem dúvida um livro que toda a gente devia ler pelo menos uma vez na vida.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Era uma vez uma gastroenterite


Para quem é universitário comer mal já é hábito, beber pouca água também e o resultado é o nosso sistema imunitário ficar fraco.

Ora há um meses apanhei daquelas gastroenterites bonitas e fui fazer uma visita ao serviço de urgências do hospital.

Foram "apenas" 24h no hospital, mas bastou isso para me deparar com um tanto de situações curiosas que espero não vir a presenciar nem tão cedo.

Pelo meio de uma ala de urgências pilhada de doentes e funcionários do hospital, adolescentes embriagados, mães em desespero e um tarado na sala de inalação a olhar fixamente para mim enquanto eu ardia de febre, a pior das situações aconteceu na cama ao meu lado.

Então foi assim:

Uma senhora de idade, com quem já tinha tido a oportunidade de trocar alguns dedos de conversa durante a sua longa espera, já tinha sido transferida 2 vezes, com grandes intervalos de tempo, e até ali ninguém a tinha observado ainda. Ora, depois de algum tempo, uma médica veio finalmente avaliar a situação da senhora, falou com a funcionária do lar que a tinha vindo acompanhar e pediu que chamassem um membro da família. Aparentemente, a pessoa já se encontrava no hospital porque pouco depois apareceu por lá. Passou por nós e a senhora disse "Filha, vieste ver-me, dá-me um abraço!" (tom de voz emocionado) Ao que a "filha" responde "Não te vim ver! Vim falar com a médica!" E passou sempre para a frente, sem parar para olhar a mãe por 2 segundos...

Olhem, eu já estava doente, com febre e a vomitar até às tripas e assistir a tal atitude de desprezo... Vou-vos contar... Se eu tivesse forças tinha ido dar chapadas no focinho daquela mulher até ela ir dar atenção à senhora doente!

E como se não bastasse o desprezo da filha, ainda que se saiba que no serviço de urgência é muito difícil dar conta disso e que não é propriamente um hotel em que se sirvam excelentes refeições, ela esteve até à noite sem comer. Resumindo, ela entrou por volta do meio dia e pelas 7 da noite é que lhe deram um chá e umas bolachas de água e sal.

Entretanto fui transferida e deixei de a ver, não sei como a senhora ficou, mas pensemos: Quantos de nós gostaríamos de ser tratados desta forma quando chegamos a uma certa idade? Lembrem-se que os mais velhos não são apenas frágeis fisicamente, são também a nível emocional.

E tal como cuidaram de nós quando éramos pequenos, temos nós agora o dever de cuidar deles quando eles regressarem a esta segunda infância repleta de histórias e sabedoria.