domingo, 22 de setembro de 2019

Não, não era só um gato

3 meses sem o meu menino.

Um dos meus maiores medos foi sempre este: viver além dos meus gatos. Sei bem que é inevitável mas esperava que isso acontecesse num futuro bem longínquo. Mas não, é o presente... Há 3 anos a Shy escolheu-me. Eu resgatei-a da rua, mas foi ela quem me adotou. 

Mais tarde, em Março de 2019 ela veio a dar-me aquele que é a minha outra metade: o Miyagi. 

O Miyagi foi outro bichinho que me adotou, porque inicialmente eu não ia ficar com ele, pois à partida ele já tinha uma família adotiva. Mas no fim das contas essa família desistiu da adoção e eu decidi que entre os dois gatinhos que tinha para doar: o Bambi e o Miyagi, era impossível ficar com outro gato que não o meu pretinho. 

Nunca acreditei muito nisto de almas gémeas, nem tão pouco com animais! Mas com o Miyagi foi tudo diferente, algo me faz crer que as nossas almas estavam destinadas a se encontrar. 

Como qualquer gato fazia das suas, mesmo que eu dissesse "Sai daí de cima" ou "Não arranhes o sofá" ele continuava, ainda fazia cara de inocente e era impossível brigar com aquela fofura. 

Antes de perder o Miyagi só conseguia imaginar o que seria perdê-lo ou à Shy. Quando pensava nisso agarrava-me a eles e rezava para que esse momento fosse o mais longínquo possível. E mesmo quando não conseguia imaginar, porque ainda não tinha encontrado este tipo de amor, respeitava a tristeza da outra pessoa porque só essa pessoa sabia o que sentia e o quanto custava a perda. Nunca disse "Isso já te passava, não? Não tens que chorar mais por causa de um gato", (e gostava de não ter ouvido isso). Sei que a morte faz parte da vida, mas o respeito e a empatia também fazem, por isso se, felizmente, nunca passaram por isso ou não compreendem o amor que se pode ter por um animal, que simplesmente respeitem (e não invalidem).

Além disso, questiono-me se quem me diz, mesmo que com boas intenções, "Arranja outro" também diz o mesmo a alguém que perde um filho, uma mãe, ou outra pessoa que ama. "Ah Brenda, não compares um gato a um ser humano" comparo sim, porque isto não é uma roupa que se estraga e vais à loja comprar outra, não é um telemóvel que parte e compras a débito ou crédito. Isto é uma vida. Uma que nem clonada será igual.

Às pessoas que dizem "É só um gato!" só tenho a dizer: Tivessem muitas pessoas o amor que tenho aos meus gatos. Tivessem muitas pessoas alguém que se importasse tanto quanto eu me importo. E há sempre o recalcado, uma alma com rancor, que nestas alturas começa a evocar argumentos alegando que há quem goste mais de animais e lute mais pelos seus direitos do que pelos direitos do ser humano. E é quanto mais conheço essas pessoas que mais amo os meus bichinhos, porque de repente não lutam por nada na vida, mas criticam quem luta pelas suas causas.

O Miyagi não era só o meu gato, era o filho da minha Shy, era o meu morcego, o meu demónio, o meu mimoso, o meu amor, o meu filho.

Não haverá outro Miyagi, nem em mil vidas nem no multiverso. Miyagi há só um e ele agora vive no meu coração. O nosso amor é para sempre 🖤

Por isso fiz este vídeo, para vos mostrar que não, um gato não "é só um gato". Há definitivamente uma Brenda antes do Miyagi e uma Brenda depois do Miyagi. Não vos consigo explicar o quanto este gato foi o amor da minha vida, mas talvez consigam perceber um pouco com este vídeo:

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

A Passagem | Horácio N. Medina

Em primeiro lugar, agradeço ao Horácio pelo envio do livro.

Poesia é das coisas que mais gosto de ler, mas, surpreendentemente, agora que penso nisso não tenho lido muita em português. 6 anos para ser mais precisa! Portanto, A Passagem é o primeiro livro de poesia que leio em português em anos, o que só por si já o torna um livro especial.

Passagem
A foto não foi tirada na hora de melhor iluminação solar, ficou um pouco estourada como podem ver (ou serei eu que estou demasiado branca?? Devia ter ido mais à praia I guess ahah). Mas como adorei o local, e não podia esperar pela Golden Hour, queria mesmo tirar a foto deste livro aqui!

Este livro relembrou-me os tempos de escola em que lia e amava cada palavra de Fernando Pessoa. Agora vocês dizem "Credo Brenda, estás a comparar este livro às análises chatas que se fazem na escola", não, não estou, calma! Estou a comparar aos poemas cheios de palavras e significados escondidos que tornam a leitura de um poema uma grande aventura dependendo da interpretação e vivência de cada um. 

E foi assim que me senti a ler o livro do Horácio: A Passagem é uma aventura! Adorei ler cada um dos poemas e procurar os significados escondidos, interpretar cada poema e... colocar marcações em quase todas as páginas!

O livro A Passagem está dividido em 3 partes: os Campos, a Corrente, a Passagem.

Na primeira parte temos uma pessoa que não sabe quem é e que adora as coisas simples da vida. Confesso que me lembrou Alberto Caeiro com toda a vontade de voltar à natureza e às coisas e sensações simples da vida! 

A segunda parte é sobre irmos na corrente da vida, sobre descobrirmos quem somos pelo caminho. Há dúvidas, há certezas, voltam a haver dúvidas, mas é assim que é viver.

Na terceira parte parece-me que o sujeito poético estava consciente da morte, do fim da vida, daquilo que importa e dos sonhos que todos devemos ter e lutar como uma criança é capaz de lutar por aquilo que acredita. Uma criança não é corrompida pela realidade do que pode ser possível e impossível num sonho. Um adulto vive de aparências, vive daquilo que é belo por fora e vazio por dentro. E o sujeito poético parece-me um observador nesta parte, observador de uma realidade mais pesada, mais sombria.

Partilho convosco um pouco do meu poema favorito desta parte:

"(...)
Dói-me a cabeça das coisas que passam nela,
E das coisas que lhe passam e ficam bem dentro.
Ouço vozes de risos e congratulações,
(talvez de alguma ligeira comédia)
Que saem das bocas alheias que desconheço,
Do desconhecido que é meu.
E, porque é meu, assim o devesse conhecer,
E a alma devesse ficar inteira
E as vozes assim devessem ser sussurros...
E eu devesse ser alguém mais que eu,
Eu, que nada mais sou que eu?
À margem do que sou, só o rio das minhas 
                                                                    [vontades
E o universo da minha capacidade. 
(...)"
Excerto do Poema I de A Passagem de Horácio N. Medina


Se pudesse deixava-vos aqui todos os meus poemas favoritos mas a questão é que... ia ter que transcrever praticamente o livro todo e isso não é propriamente legal, não é mesmo? Por isso, leiam para perceberem do que falo.

Este livro acompanhou-me nos dias em que fui a Lisboa e não podia ter escolhido melhor leitura para me acompanhar nas viagens de avião.

Aviso Legal: Este livro foi-me enviado pelo autor em troca de uma resenha honesta. Todas as opiniões expressas nesta resenha são verdadeiras e completamente minhas.

Compra aqui: Wook | Bertrand

Classificação: ★★★★☆

Com amor, Brenda

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

A Guerra que Salvou a Minha Vida | Kimberly Brubaker Bradley

Guerra

A Guerra que Salvou a Minha Vida é um livro sobre guerras: a 2ª Guerra Mundial e a guerra que Ada trava diariamente.

Ada e Jamie são dois miúdos de Londres com uma mãe tão horrível que vos vai apetecer arrancar as páginas do livro de tanta raiva por essa mulher.

Ada tem um pé aleijado e por isso é o maior alvo da maldade da mãe, que a rejeita de todas as formas possíveis e tem vergonha dela. Tanta vergonha que Ada nunca saiu à rua sequer.

Mas um dia chega a notícia de que é aconselhável que todas as crianças de Londres sejam evacuadas para sua segurança. Então Ada e Jamie acabam por ser enviados para uma aldeia fora da cidade.

E nesta aventura eles aprendem tantas coisas que o coração do leitor vibra a cada nova batalha vencida.

Este é um dos melhores livros que li. Ainda só tinha lido 30 páginas e já estava a recomendá-lo a toda a gente que conheço. Há muito que não tinha um livro que me fizesse dizer "Vá, só mais um capítulo." e depois de 3 ou 4 ainda continuo a ler e a dizer "Opah mas agora não posso fechar o livro e deixar a leitura assim, vou ler o próximo capítulo" e assim foi todos os dias até ficar cansada e os olhos não conseguirem ler mais.

A Guerra que Salvou a minha vida é daqueles livros que é capaz de vos fazer chorar e rir na mesma frase.

E foi precisamente assim que acabei de ler este livro, de lágrimas nos olhos e sorriso nos lábios.

Recomendo A Guerra que Salvou a Minha Vida a pequenos e graúdos e considero esta leitura obrigatória aos pequenos que ainda tendo tudo o que os pais lhes podem dar consideram que nunca têm nada e pedem sempre mais e mais. A Ada tem muitas lições a ensinar e todos podemos aprender com esta menina que batalhou para conquistar o seu lugar no mundo. 

Compra aqui: WOOK BERTRAND

Classificação: ★★★★★

Com amor, Brenda

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Environmentally Friendly | Elias Zanbaka

Environmentally
Sinopse: Out of seven billion people, one man has declared war on Mother Nature and plans to bring it to its knees.

Out of all the criminals in Los Angeles, he's the number one target being hunted by the LAPD tonight.

And out of the entire LAPD, one officer is hell-bent on helping him complete his mission.

Environmentally Friendly descreve uma perseguição a Alan Bushnell, um veterano de guerra com stress pós-traumático. De início não sabemos exatamente o que se está a passar, apenas que há uma perseguição ao Sargento Major Bushell, que fugiu de uma instituição psiquiátrica e se encontra munido de um lança-chamas e uma motoserra. A missão deste Sargento é apenas uma: declarar guerra à mãe-natureza.

Este thriller transporta-nos para uma cena de grande tensão e a escrita é muito rica em detalhes. Gostava que este livro fosse maior e mais desenvolvido para que pudéssemos ter acesso a um contexto mais abrangente dos motivos que levaram a esta missão do Sargento.

Classificação: ★★★☆☆

Compra aqui: AMAZON

Aviso Legal: Este livro foi-me enviado pelo autor em troca de uma resenha honesta. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas.

Com amor, Brenda

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Despedaçada (Broken #1) | Tânia Dias

Despedaçada
Sinopse: Assumir o seu papel como líder não estava nos planos de Alexia White, mas quando a sua mãe perde a vida num terrível assalto ao castelo, ela vê-se sem opções. 

Num mundo onde os fracos se distinguem dos fortes pelos dons que possuem, Alexia está no topo da lista e precisa de aprender a lidar com os seus dons se pretende recuperar Starnyz das garras do traidor. Ian Bealfire, um homem que exala arrogância e prepotência por todos os poros, parece disposto a ocupar o lugar de seu Mestre. 

Há quem diga que a jovem está destinada a salvar o mundo mas despedaçada pelas perdas que sofreu e assombrada pelas memórias do passado, será mesmo capaz de o fazer, quando nem a si parece ser capaz salvar?
Despedaçada transporta-nos para o mundo de Alexia White, uma princesa que perdeu recentemente a mãe, e que agora tem que assumir as funções que sempre negligenciou. Mas Alexia não é uma moça qualquer, ela é uma das sortudas que possui a capacidade de controlar os elementos, ou melhor tem essa potencialidade mas necessita da ajuda de um Mestre que a ensine a utilizar o seu dom. E é aqui que entra o Ian Belfire! Este mestre sedutor, irresistível, arrogante e muito inteligente quer a todo o custo conquistar o coração de Alexia. Será que vai conseguir?



Tenho que dizer que para primeiro livro este está muito bom, mas confesso que de início, e até meio do livro, achei-o um pouco confuso e de desenvolvimento lento. Senti que não tinha as informações que precisava para ter uma visão geral deste mundo em que as pessoas podem dominar os elementos. Gostava que isso tivesse sido um pouco mais explorado porque afinal nós não sabemos exatamente o que existe neste mundo mágico e até parece que nem a própria Alexia sabe visto que faz uma pergunta nas últimas páginas (que não posso especificar para não spoilar) que me fez questionar "Então ela não sabe estas coisas? Ok que negligenciou os seus estudos mas há um básico que se tem que saber para simplesmente viver...". Sabemos que existem determinadas criaturas mágicas que são mencionadas em alguns momentos do livro, mas e que mais? Além disso, a história tem falhas ao nível do português, algumas incoerências, personagens que mereciam um desenvolvimento maior, mas ainda assim é um mundo cativante e que nos faz querer descobrir mais e mais!

Quando chegamos ao fim do livro não há pontas soltas e gostei muito disso!

Gostei do crescimento da Alexia ao longo do livro. No início não me conseguia identificar com esta personagem, mas por fim ela conquistou-me. Alexia cresceu tanto e abraçou sem medo a pessoa que tem que ser para liderar o seu povo e esse crescimento é muito bonito de se ver. Em relação ao protagonista masculino, o Ian Belfire, achei-o muito superficial e só comecei a gostar dele lá para o fim do livro. Em parte achei-o muito cliché, demasiado arrogante e inconsistente com as suas atitudes e só quando as personagens tinham momentos em que ficavam sozinhas, sem distrações, é que senti que o romance começou a ser melhor explorado e realmente as personagens começaram a revelar o seu enorme potencial.

E o ship? Não sei bem se sou #TeamIan ou #TeamAaron, mas gostava que o Aaron tivesse mais oportunidades de mostrar aquilo que traz de bom para a Alexia pois até agora sinto que ele só a prende e não a deixa evolui. Precisamos de mais momentos entre a Alexia e o Aaron para ver efetivamente a relação deles.

O final deixa-nos a querer ler o próximo livro e adorei isso, porque para um livro cuja leitura não me agarrou no início a autora conseguiu dar a volta, aumentar a tensão do enredo e deixar-me sem fôlego, de borboletas na barriga e a querer ansiosamente ler o próximo volume.

Já leste este livro? Se sim, o que achaste? Se não, do que estás à espera para o ler? 😉

Classificação: ★★★

Compra aqui: Wook | Bertrand

Aviso Legal: Este livro foi-me enviado pela autora em troca de uma resenha honesta. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas.

Com amor, Brenda

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Death of Dreams | Shruti Agrawal

Dreams

Death of Dreams é um livro curtinho mas com um conjunto de poemas que valem por mil. Fala sobre amor-próprio, desilusões e corações partidos.

Shruti escreveu um livro tocante e com uma maturidade impressionante. Shruti tem 16 anos! 16! E escreve com uma profundidade sem igual, parece que teve vivências tão profundas que a fizeram escrever com uma precisão sem igual sobre os temas que aborda.

O livro não tem uma estrutura definida, ou seja, não tem uma linha de evolução do género "descoberta dos sentimentos, amor, coração partido, amor-próprio", como estamos habituados a ver em muitos livros de poesia. Todas as páginas têm uma história diferente e, por vezes, senti que estava numa montanha russa de emoções: numa página sentia que duas almas se conectavam de forma linda, noutra o meu coração quebrava, na seguinte voltava a ter esperança na vida e a seguir caía de cara no chão porque sou trouxa mesmo. E o amor-próprio não é uma etapa final, mas sim uma jornada ao longo de todo o livro. Gostei disso neste livro, pois a vida não é linear. As coisas não evoluem como nos livros de romance e o amor-próprio não tem que vir depois das desilusões e sim ao longo de toda a nossa jornada.

Cada poema podia ter várias interpretações, de acordo com cada leitor, mas de uma forma geral eles são bastante claros e bem fáceis de interpretar. O que me agradou mais foram algumas escolhas de palavras que ela utilizou. Ora vejam um dos meus poemas favoritos:
Take a tour within your soul,
And explore places
You've never been to
Because before you expect
Others to know you.

You need to understand
Your worth,
And have a better view.
Se com 16 anos já escreve de forma tão sensível, espero para ver o seu crescimento ao longo dos próximos anos e  nas próximas obras.

Esta é uma leitura bem rápida, visto que o livro tem 58 páginas, onde cada poema fica guardado com carinho no nosso coração. É um livro ótimo para levar numa tarde de praia ou para fazer detox de outras leituras.

Classificação: ★★★★☆


Aviso Legal: Este livro foi-me enviado pela autora em troca de uma resenha honesta. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas.

Com amor, Brenda

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Ponto Sem Retorno (Giselle #1) | Gabriela Simões

Giselle

Aviso Legal: Este livro foi-me enviado pela autora em troca de uma resenha honesta. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas.

Giselle Levy é uma moça de 17 anos, meio-bruxa, que vive isolada com o seu avô nas imediações do Reino de Kendrad. Como o avô está doente e não pode trabalhar, cabe a Giselle ser o sustento da casa, mas como tem que se esconder do Rei e dos seus guardas, que proíbem a existência de criaturas mágicas no seu reino, Giselle não pode propriamente trabalhar no centro e faz aquilo que pode para trazer comida para casa: rouba. 

Mas um dia as coisas não correm bem e ela terá que lidar com as consequências da sua ambição.

Gostei muito desta história! Tem um pouco de tudo o que gosto: fantasia, romance, amizades para a vida e uma protagonista "badass"! Adorei a Giselle, achei-a muito carismática, mas confesso que em alguns momentos detestei que chegasse a ser arrogante a ponto de não saber quando deve parar, mas uma coisa não lhe posso tirar: a rapariga foi sempre consistente com as suas atitudes ao longo do livro. Giselle é muito confiante, determinada e não tem papas na língua.

Entendo todo problema de confiar ou não nas pessoas que conhece no palácio, mas ainda assim acho que isso não devia ter afetado pelo menos uma demonstração clara do que Giselle sente por determinadas pessoas. Achei o livro um pouco morno em termos de romance, shipei um casal em alguns momentos mas precisava de mais, um beijinho pelo amor de Deus! Achei que a Giselle estava a combater demasiado o que sentia.

A certa altura já estava um pouco confusa porque o livro parecia um quadrado amoroso, mas ainda assim não acontecia uma grande demonstração de toda aquela confusão de sentimentos que ia dentro dela. Nas últimas páginas algumas coisas foram explicadas, mas sinto que aconteceu tudo muito rápido, precisava de mais! Acredito que no próximo livro a autora explique algumas das coisas que ficaram em suspenso. Além disso, espero que hajam mais momentos com o avô, visto que depois de irem para o palácio parece que ele sai um pouco da fotografia...

Ponto Sem Retorno é uma leitura muito leve e rápida, que nos transporta para Kendrad e não descansamos enquanto não descobrimos o que irá acontecer com Giselle (eu que o diga... li o livro em 2 dias!).

Não sei se fui eu que agarrei este livro ou se foi o livro que me agarrou.

Agradeço à autora que me enviou o seu livro para eu resenhar de forma honesta, muito obrigada pela oportunidade de ler esta história incrível, Gabby! Aguardo ansiosamente pelo próximo!

Este é o livro ideal para ler relaxado(a) numa tarde de verão ou enrolado numa manta num dia chuvoso.

Classificação: ★★★★☆

Com amor, Brenda

terça-feira, 11 de junho de 2019

Bree | Tay Lopes

Bree

Editora: Maresia | Compra este livro falando diretamente com: @taylopesl !

Bree Miller é uma jovem de 15 anos que há 4 anos teve a sua vida virada do avesso: o seu pai foi preso e em consequência, Bree e a sua mãe começaram a ser alvo de chacota na cidade, um dos seus melhores amigos deixou de lhe falar e sofre de bullying na escola. Desde que tudo isso aconteceu na sua vida, Bree não se sente completa. Além de ter perdido a ligação afetiva com os pais, perdeu o seu dom para as palavras e perdeu também uma das pessoas mais importantes da sua vida: Ethan Foster.

A minha primeira impressão desta história foi que a vida de Bree gira demasiado à volta do Ethan, o melhor amigo que lhe deixou de falar após a sua família ter sido afetada pelo crime do pai de Bree. Além disso, entendo o conceito do livro mas sinto que faltam umas ocasiões de trabalhos de casa pelo meio, de estudo e penso que por vezes os parágrafos em que é descrito como ela se sente quando o vê são um pouco demais. Entendo que ele é muito importante, mas ela não pode achar que é "meia" ou uma metade de pessoa sem ele ou que ele é a estrela e ela um simples pirilampo (vagalume). Ela é uma pessoa completa, pode não se sentir assim, mas é, e não é ele que tem de a completar, ele é só um acrescento à pessoa completa que ela deveria ser.

Porém entendo que aos 15 anos é realmente isso que sentimos, os primeiros amores são sempre o centro do nosso mundo e sentimos que uma vida sem aquela pessoa não é uma vida completa.

Mas caramba, o Ethan é um idiota que fingia não gostar dela, tem atitudes boas por vezes, mas continua a ser idiota e a tratá-la mal mesmo depois de tudo o que passaram. Os erros foram do pai dela e não dela pelo amor de Deus! Eu sei que ele tem 16 anos, mas achei que esta personagem não foi consistente, pois por vezes tinha atitudes muito maduras e outras em que era um completo idiota e parecia ter 10 anos.

Penso que no fim a autora quis mostrar a evolução do amor entre os dois e fazia transições de anos, mas penso que podia ter explorado mais essa parte, pois gostaria de ver mais investidas do Daniel com a ausência do Ethan, gostaria de ter visto mais o que sentiram e o quanto evoluíram enquanto pessoas nessas passagens de tempo.

Tay Lopes escreve de uma forma muito poética e que me remete para os meus anos de adolescente (que não foram há muito tempo ahah). 

Este livro transporta-nos para o tempo em que vivíamos os amores mais puros e despreocupados e descreve-os com uma leveza que nos faz sentir saudades de quando as coisas eram simples aos 15 anos.

No fundo é um romance fofinho e retiramos a conclusão de que as pessoas têm que se conhecer a si próprias primeiro, antes de iniciarem uma relação, seguir os seus sonhos por vezes tendo que abandonar quem amam e é assim a vida. Bree e Ethan mostraram não o que deve ser o primeiro amor, mas sim o que deve ser o último amor, aquele em que somos aceites pelo que somos e não nos é exigido que abdiquemos da pessoa que somos em prol do outro.

Li este livro em 24 horas, o que é incrível para quem está de ressaca literária. Logo, podem ver que é um livro que me cativou bastante e não consegui largar enquanto não terminei.

Nota: Este livro foi-me enviado pela autora, em troca de uma resenha honesta, fosse ela positiva ou não. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas.

Classificação: ★★★★☆

Com amor, Brenda