quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Retrospetiva de 2015

Este foi um ano particularmente produtivo para o blog, pelo menos a partir de Agosto, que foi quando me comecei a dedicar mais a ele.

Mudei o layout e nome do blog de "Suspiros do Coração" para "The Lonely Tree", tendo o link permanecido. Criei um novo, No Silêncio Da Cidade, trabalho sugerido pela professora para a unidade curricular de Jornalismo de Imprensa, Rádio, Tv e Ciberjornalismo, e criei uma fanpage.

Recentemente, tanto que nem fez ainda um mês, inscrevi-me na plataforma Blogs Portugal e isso também impulsionou um pouco o blog. :)

Em termos de posts fiz 22 posts no total (com este inclusive). De seguida apresento-vos o TOP 5 de posts mais visualizados do ano, onde poderás ver ou rever as publicações clicando nos respetivos títulos e na indicação feita no final de cada referência à publicação.

1º Lugar- "Filmes: The Hunger Games: Mockingjay- Part 2"



Adorei escrever este post pelo simples facto que adoro esta trilogia de livros e seria impensável não vos falar do último filme, que na minha perspetiva, é uma das melhores histórias que já existiu no cinema. Assim deixei-vos a minha opinião logo após ter ido ao cinema ver e ainda naquele estado de fascínio e tristeza por ser o fim.

Ainda não viste ou apetece-te rever? Podes ver aqui ou clicando no título acima da imagem.

2º Lugar- Resposta à TAG Liebster Award - Descobrindo Novos Blogs"


Este post consistiu numa tag em que fui indicada e onde respondi a algumas questões, dei a conhecer alguns factos sobre mim e, por fim, indiquei alguns blogues para que dessem continuidade à tag e também para que vocês os conhecessem.

Queres rever as minhas respostas ou visitar novamente os blogs que indiquei? Podes ver aqui ou simplesmente clicar no título.




Finalmente um texto original! :) Este foi um texto em que os meus sentimentos saíram pela ponta dos dedos enquanto o escrevia e, por isso, teve um grande significado para mim. Não só por finalmente me ter exprimido como também por ter tido uma boa receção por parte de quem lê o blog. :)

Para poderes perceber do que falo, revê-o aqui ou no título.

4º Lugar- De que vale dizer as palavras certas se a intenção é vazia?

Este foi um texto que escrevi num momento de exaustão. Estava farta de algumas pessoas simplesmente serem algo pela frente e por trás uns verdadeiros hipócritas. Alias, mencionar esta reflexão até vem a calhar visto que estamos num tempo de transição, no início de um novo ano e muitos votos de sucessos, felicidade e etc. são dados da boca para fora, quando não o deveriam ser.

Eu já coloquei como meta para o novo ano "Todas as palavras que disser serão, sem exceção, sempre verdadeiras, diretas e nunca vazias de sentimento." ;) Para rever clica aqui ou no título.


5º Lugar- As falsas amizades são como tenhas quebradas

Direitos Reservados.
Neste texto falo sobre como as amizades falsas nos conseguem iludir e dar a sensação de que somos acarinhados e protegidos quando essa pode não corresponder à verdade.

Clica aqui para aceder ao post.


Média de Visualizações por mês: 300
Histórico de Visualizações de página: 5359
Nº de Inscritos no blog: 27
Nº de Inscritos na fanpage: 33
Posição atual no Blogs Portugal: 1211 na Posição Global e 245 na categoria de Blogs Pessoais.


Foi um grande ano para mim, e para o blog, e espero que o próximo seja pelo menos igualmente bom. Como tal estipulei algumas metas para o blog, sendo estas: postar com mais frequência, melhorar o layout e, até ao final de 2016, conseguir um total de 150 seguidores e 100 visualizações do blog por dia. Que tal, achas que sonho muito alto? ahah

E tu tens blog? Quais os teus posts mais visualizados? Quais as tuas metas para o ano de 2016? Conta-me tudo nos comentários ;)


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Agradeço


E no fim de mais um ano é tempo de parar e pensar em tudo o que se passou. Sim, é tempo de estabelecer metas (realistas), mas é também tempo de sermos gratos pelo que conquistámos, temos e pelo que até perdemos.

Começo por agradecer por viver mais um ano, viver e não apenas existir.

Agradeço a Deus por me mostrar os caminhos certos para mim e que a cada dia me tornam um pouco mais realizada. Agradeço a Deus por me mostrar todas as falsas amizades e me presentear com as boas pessoas que entraram na minha vida. Agradeço à minha família e aos que permaneceram na minha vida.

Agradeço pelas realizações a nível pessoal e ainda mais pelas a nível profissional.

Agradeço também a pessoa que sou e as minhas falhas que me ensinam que tenho que melhorar a cada dia. Melhorar por mim, para mim e para os outros que interagem comigo no dia a dia.

Ao final de mais um ano posso dizer que todas as passas cumpriram a sua missão e que apesar de não ter mudado radicalmente em relação à pessoa que era no ano anterior a este ainda assim fico feliz pelas pequenas mudanças em mim e pelas pequenas conquistas. :)

Agradeço tudo, agradeço até o mau, pois ele é que me fez valorizar o bom e o presente, o momento de hoje. Agradeço tudo, até as pessoas que me tentam humilhar porque em vez de me diminuírem, me fizeram valorizar ainda mais o que sou.

Agradeço tudo, tudinho. E agradeço-te a ti, que estás aí a ler o meu blog :) Obrigada!

Imagem retirada do site Pixabay.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

É Natal...

Retirada do site pixabay.com
É Natal...

As ruas e casas intensamente decoradas. As felizes músicas de natal. Adultos nas compras e crianças a visitar o Pai Natal. A família toda reunida. Visitas a familiares. Uma verdadeira correria de casa em casa tentando desejar paz e amor nesta época do ano.

A árvore de natal, a decoração da casa, as sobremesas e preparativos para a consoada. Tudo menos um bonito presépio.

Andamos atarefados pelas ruas nas incessantes compras de natal. Na compra de presentes que compensem, de alguma forma, o tempo que não foi dispensado ao longo de todo o ano, o amor que devia ter sido dado todos os dias e não só neste dia...

E neste rodopio de prendas, decoração e faz de conta, em que subitamente temos 1000 amigos para vir a nossa casa e para visitarmos, ou até mesmo inimigos que nesta altura se tornam os nossos melhores amigos.

Contudo, toda a gente se esquece do verdadeiro motivo de celebração do natal: o nascimento de Jesus. 

Dizem que o natal é família, que serve para unir as pessoas. Dizem que o natal é o tempo para sermos solidários para com o próximo. Enganam-se... O natal não serve para unir as pessoas, isso só acontece se elas realmente já estiverem unidas durante o resto do ano. Enganam-se... Não deve haver solidariedade, compaixão e amor só no natal, estes ideais devem residir durante todo o ano.

O natal não é a época do ano em que as mesas estão decoradas, nem a época em que de entre as outras o coração deve permanecer quente ao invés de frio e calculista. O natal é o tempo de estarmos juntos dos nossos, mas não esquecer os que passam dificuldades. E implica saber que não passam apenas dificuldades nesta altura do ano!

Não deveríamos dar presentes apenas neste dia. Não devíamos deixar a casa bem limpa e decorada apenas para as pessoas que nos virão visitar. A reunião da família não deve ser só nesta época! É essencial que nos sintamos gratos pelo que temos durante todo o ano. É vital que usufruamos da nossa linda casa todos os dias, que passemos tempo com quem amamos sempre que pudermos, nem que sejam apenas uma hora por semana...

(C) Brenda Cabral

O Natal é todo o ano. O Natal reside em cada um de nós, não apenas nesta época. Natal é quando decides ser bom para o próximo, natal é quando dás sem olhar a datas e estendes a mão sem pensar no sentimento de concretização que terás de volta. Natal é deixar de tirar selfies com "os pobrezinhos" ou comentar o que se fez no estado do facebook! Natal é ser solidário sem esperar reconhecimento!

Natal é ser Jesus, é ser um Emanuel todos os dias. É ser alguém que sonha, viaja e vive com a vontade de trilhar o seu caminho fazendo o bem pelos outros. 


Que os vossos presentes sejam tudo aquilo que não se pode comprar: amor, paz, saúde, bondade e harmonia. Desejo-vos um Feliz e Santo Natal com o menino Jesus a renascer nos vossos corações! :) 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

TOP 10 de Músicas de Natal


10- So this is Christmas



Não é das músicas que mais ouço e, portanto, essa é a razão pela qual está no lugar 10 :) Porém, é uma linda música de natal e uma das mais características da quadra e que nos mostra que o natal não é só dos consumidores compulsivos e das prendas caras, é para todos os seres humanos independentemente do seu estatuto social, cor, idade ou etc. "And so this is Christmas, For weak and for strong, For rich and the poor ones, the war is so long"

9- Silent Night


Ouvir esta música + olhar para a árvore de natal = Espírito Natalínio nível 100 

8- Jingle Bells


Existem mil e uma versões desta música, e até o "Jingle Bells Rock" do tão famoso filme "Mean girls". Ainda assim prefiro esta versão mais clássica. :)

7- A rena de nariz encarnado (Rodolfo)



Esta foi-me mostrada pela minha sobrinha de 6 anos e como adoro ouvi-la cantar esta música já passou a ser uma das minhas preferidas. Até já tenho a música cantada por ela como meu toque de telemóvel ahah

6- Last Christmas



Ah, esta é a música dos corações partidos! ;) Todos nós já demos "o nosso coração" a alguém pelo natal e muito provavelmente já o teve despedaçado. Aqui fica uma música para relembrar esses tempos (ou ficar nostálgico ao som dela se estiveres a passar por isso!) ;)


5- Santa Claus is Coming to Town

Esta música toca em todas as rádios, filmes e até na música que toca pelas ruas nesta altura :) Claro que tinha que constar da minha lista! :)


4 - Baby its cold outside

Esta versão (Glee) é sem dúvida a minha preferida! Ouço-a MILHARES de vezes! Porque nesta altura realmente "está frio lá fora" e ficar em casa a beber um chocolate quente enrolada num cobertor e a ver filmes com a família é do melhor que há! ;)

3- Nesta Noite Branca


SIM! Uma música cantada em português! "Aqui estou eu p'ra te dizer: Feliz Natal... É o que eu desejo com todo o coração".


2- All I want for Christmas is you


Há quem prefira a versão do Michael Bublé com a Mariah Carey, já eu prefiro esta ;)

1- We wish you a Merry Christmas

Por fim, resta-me desejar-vos um Feliz e Santo Natal, com muita paz, saúde e amor. :)


domingo, 20 de dezembro de 2015

Somos folhas a dançar ao vento



O Outono está a acabar mas não é por isso que deixamos de ser como folhas a dançar ao vento.

Andamos, vivemos, aprendemos... ou talvez não. Uns de nós são folhas caducas, outros folhas persistentes.  A vida é um rodopio, um baile que nunca pára e nós somos como folhas a dançar na loucura deste mundo. Somos folhas a rodopiar na árvore da vida. 

A certa altura todos caímos, sejamos persistentes ou caducas. Uns perduram por mais tempo, ficam fortes, seguros àquela oportunidade, e outros... bem nesses outros está na sua natureza cair. Porém muitos destes não se limitam a cair, pensam que com a sua queda estão no seu direito de levar quem bem entenderem. Para essas folhas custa a crer que existem pessoas destinadas a manterem-se naquele sítio, naquele caminho.

Existem folhas que estão ali o ano inteiro, que merecem o seu lugar na grande árvore. Que merecem sucesso de perdurar mais um segundo, mais uma hora, mais algum tempo naquele sucesso.

Infelizmente, algumas folhas caducas desanimadas ao caírem não reconhecem isso... Não culpam a sua qualidade ou falta de trabalho. Pensam sim que a culpa foi do dançar ao vento das outras folhas que as deitou abaixo. Não sabem fazer outra coisa se não meter as culpas nos outros, seja por outros dançarem de menos ao vento, seja por dançarem de mais.



E se alguém quiser agarrar-te para caíres? E se alguém te quiser ver cair...? Se alguém tiver algo contra ti sem que saibas o quê, por bailares ao vento e não interromperes o bailado destinado a elas, ignora. Ignora porque nada mais poderá ser se não inveja, por não serem capazes e tu seres. Angústia de quem não sabe lidar com as tuas capacidades que te fazem ter sucesso.

E quando atacarem a tua personalidade? Ignora. Gente dessa nada sabe sobre ti, apenas sabe que és fantástica(o) e que te quer tirar isso.

E sabes como sei que és assim? Ninguém inveja algo desinteressante e que não valha a pena. Ninguém inveja um cato... Ninguém inveja uma folha por esta ser castanha e amassada. Ninguém tem desgosto pelo bem alheio em vão, por algo que não valha a pena, que seja mau e pouco sucedido.

Serás sempre mais sucedido que alguém. É um facto. E serás também menos sucedido que outros. É a hierarquia da vida. A diferença é como reages a isso: se decides criticar pelas costas ou ser feliz pela pessoa e trabalhar pelo teu próprio sucesso.

Sê a folha que mesmo nas adversidades continua ali, a balançar com o vento sem tencionar cair. Sê a folha que prevalece firme a cada tempestade, a cada obstáculo, sempre em direção à felicidade e não deixes que usem todos os meios que tiverem para te ver cair. Não deixes que as folhas se reúnam à tua volta para agarrar-te e fazer-te cair.

Porque por muito que te pareça acolhedora a aproximação das folhas, esta "amizade", nunca te deixes ir, nunca confies com facilidade. Dá tempo ao tempo, pois mais cedo ou mais tarde descobrirás o verdadeiro objetivo de se agarrarem a ti: se por amizade verdadeira, se por quererem estar presas a ti quando caírem, para poder levar-te com elas. 








Todas as imagens retiradas do site: https://pixabay.com/pt

sábado, 28 de novembro de 2015

Resposta à TAG Liebster Award - Descobrindo Novos Blogs"

Olá, pessoal! Hoje o post é diferente. Fui indicada pela blogueira Maísa Andreoli, do blog Pequeno Mundo dos Livros para fazer a tag “Liebster Award- Descobrindo Novos Blogs”. Espreita lá:


- Escreva 11 fatos sobre você. 

- Responda às perguntas de quem te indicou. 

- Indique de 11 a 20 blogs com menos de 200 seguidores. 

- Faça 11 perguntas para quem indicar. 

- Coloque a imagem que mostre o selo Liebster Award. 

- Link quem te indicou.

11 factos sobre mim

1) Sou muito esquisita com comidas, quando gosto daquela comida temperada de uma maneira tem que ser daquele jeito.

2) Estive num Clube de Voleibol durante 4 anos. 

3) Já participei num concurso de Misses. 

4) Já ganhei um prémio de um concurso de contos da Nissan. 

5) Detesto falar em público. 

6) Adoro vampiros, lobisomens e todas essas criaturas do fantástico. 

7) Pipocas salgadas são a minha perdição! *o* 

8) Nunca provei comida japonesa, nem chinesa (e nem muitas outras, mas essas são as que mais tenho curiosidade).

9) Gosto de ler livros de ficção-científica, aqueles com histórias verídicas, policiais e tudo o mais, por mais enigmáticas que sejam não me cativam. Todas as histórias que leio têm sempre uma personagem com poderes ou um mundo diferente.

10) Detesto filmes de terror. Isto porque fico "traumatizada", digamos assim, durante muito tempo. Ainda tenho medo de um filme que vi há 8 anos numa festa do pijama em miúda… 

11) Morro do medo de baratas.

Perguntas de quem me indicou

1 - O que você considera constrangedor, mas faz quando ninguém está observando? 
Falar sozinha ahah Falo imenso comigo mesma, mas ajuda-me a manter a organização e o foco no que estou a fazer. 

2 - Se você fosse um desenho da Disney, qual seria e por quê? 
Bela, da Bela e o Monstro. Desde pequena que a adoro! Simplesmente porque como ela adoro ler.

3 - O que você faria se os cientistas comprovassem que o mundo acabaria dentro de um ano? 
Trabalhava uns meses na área que gosto e depois viajava pelo mundo para acabar em grande. :) 

4 - Se você pudesse mudar somente um fato do seu passado, qual seria? 
Não me ocorre nada que gostasse de mudar, simplesmente acho que tudo o que é passado está lá por um motivo.

5 - Qual é o seu passatempo favorito? 
Ver séries! 

6 - O que você faria pelo país se tivesse poderes para acabar totalmente com um, e somente um, de seus problemas? 
Mudava a mentalidade do povo português. A chave para mudar o país é mudar o grande problema para que depois esse resolva os outros.

7 - Com qual famoso você faria parceria, e por quê? 
Bem, parceria, parceria faria com Fernando Pessoa, mas visto que está morto e mesmo em vida era anti-social e não faria parcerias, bem… sem dúvida que seria com a Jennifer Lawrence, não me importava de fazer dezenas de posts a falar dos filmes e aventuras desta grande atriz. :)

8 - Qual citação define sua personalidade? 
“Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.” -Fernando Pessoa 

9 - O que você gostaria que fosse melhor em seu blog? 
O layout, simplesmente acho que não está atrativo o suficiente.

10 - Qual foi seu pior pesadelo na infância? 
Nenhum acho eu ahah Tive uma boa infância. :)

11 - O que você sonha realizar até o fim da sua vida? 
Alguma descoberta fantástica na minha área e ficar marcada como alguém importante. Isto e ser feliz, viajar pelo mundo, entre muitas outras coisas. ;)

Blogs que indico

1) Sentes saudades de alguém em especial?

2) Pipocas doces ou salgadas?

3) Qual consideras a melhor estação do ano?

4) Diz um livro e um filme que te marcaram. Porquê?

5) Qual foi a última coisa que te fez chorar?

6) Uma música com a palavra AMOR

7) Ser amigo é…

8) Qual o tema do último post do teu blog? Deixa o link. :)

9) Qual a meta/sonho que desejas cumprir até ao final do ano?

10) Para ti o Natal significa…

11) Qual a blogueira que mais admiras?


Não te esqueças de comentar o que achaste do post e de espreitar os sites que indiquei para ver as suas respostas e, se até gostares deles como eu gosto, torna-te seguidor(a). ;)


sábado, 21 de novembro de 2015

Filmes: The Hunger Games: Mockingjay- Part 2

A estreia foi a 19 de Novembro e os amantes da saga já não conseguiam aguentar pelo grande final dos Hunger Games: "The Hunger Games: Mockingjay - Part 2"!

**SPOILER ALERT**


Depois de ler todos os livros da saga e todos os filmes lançados até à data, como grande fã, aguardava ansiosamente o filme.

Quando as luzes da sala desligaram e o filme começou senti que uma parte da minha vida como leitora estava a acabar. Os Jogos da Fome foram dos únicos livros que me prenderam do início ao fim, sem sentir que já estava farta, ou até desiludida com o seguimento da história.

Há algum tempo que li os livros, sabia o que iria acontecer, mas não foi por isso que o filme deixou de me surpreender. Muito bem produzido, com bons efeitos e com atores fantásticos, o filme foi um dos melhores que já vi.

Todo o filme foi um fechar de capítulo, uma conclusão de todo o desenrolar da história. Acabou de uma forma previsível? Claro. Acabou de um jeito como todos os contos de fadas? Claro. E claramente que os personagens mereciam esse final depois do sofrimento que passaram. 

A Katniss iniciou dizendo que não queria ter filhos, mas claramente o mundo mudou e os seus motivos para não os querer também. Pensava-se que ela acabaria com o Gale que sempre fez tudo por ela, mas acabou com o Peeta, aquele sem o qual ela não conseguiria viver sem. O Peeta não queria que os Jogos/Snow o transformassem em algo que não era, transformaram-no, mas, ainda assim, ele conseguiu encontrar o seu caminho de volta.

E... acabaram os dois no meio do verde, da natureza, onde precisamente a Katniss começou. Isso demonstra que, apesar de todo o sofrimento que passou, ela ainda é quem ela, ela ainda é a Katniss de coração puro que não deixou que os Jogos a quebrassem. Tem pesadelos? Sim. Mas todos nós temos pesadelos com aquilo que fizemos no passado. Eles definem quem somos hoje é claro, são a causa da nossa grande força e maturidade, mas não devemos deixar que o medo de outrora seja o medo de hoje. E é precisamente isso que ela vai ensinar aos seus filhos. :)

Em suma, adorei o filme. Não chorei, o que é impressionante, e a sessão com casa cheia acabou em altos aplausos, mostrando o quão boa foi a saga e o quão gratos estávamos por nos ter feito sonhar e viajar por Panem ao longo destes anos.




segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Séries: 1ª Temporada- Supergirl

Fonte: Imagem do Facebook oficial da série

Já há algum tempo que saiu o episódio piloto e desde aí que os fãs do género aguardavam a continuidade do primeiro episódio da primeira temporada da série que irá celebrar o "poder feminino" e a sua capacidade heróica.

No piloto, a Kara Denvers/Kara Zor-El passa por uma fase complicada descobrindo muitas coisas acerca da sua família e acerca de si própria, até que decide aceitar o seu verdadeiro eu, a Supergirl.

Nestes novos episódios vemos a nossa heroína a combater difíceis inimigos e a constatar que ainda tem muito que aprender.

Sendo uma produção da CBS, claro que não nos podia desiludir, mas confesso que pensei que ia gostar mais da série. Não me convenceu a 100% (ainda). Pelos 3 episódios já lançados, e tendo assistido Smallville, dá a sensação que todo o enredo vai ser semelhante ao do Super-Homem, o que não a tornará única, simplesmente uma cópia com troca de género (já parece que estou a falar da Edição do 10º aniversário do Crepúsculo!).

De notar que não é má, penso que a atriz (Melissa Benoist) é bastante adequada à personagem e toda a história bem contextualizada, porém para mim este é o tipo de séries que sei que não vou seguir religiosamente, pois tem o que chamo "episódios individuais" que é quando um assunto começa e termina no mesmo episódio. Para mim, esta série é algo para "se ir vendo" ao longo do tempo e não para ser vista e esperada todas as semanas. Basicamente é para se ver uma vez ou duas e depois desligar, como o CSI, Castle ou Mentes Criminosas em que vejo um episódio à hora de almoço, outro episódio daqui a 1 mês, outro daqui a 3 e gosto da série na mesma, só que não a sigo episódio a episódio.

Não digo que não vá ter fama ou não ser tema de conversa, até porque irá haver muito marketing em volta dela, porém (e agora entra o julgamento a sério ahah) acho que não chegará ao nível de TWD nem GoT, séries que cativam os fãs e que os fazem esperar pelos episódios ansiosamente, transformando o dia de emissão em "dia santo". 

Contudo, vou continuar a seguir para ver o rumo que a série vai tomar, se separado do enredo do Super-Homem ou não. Mais tarde dar-vos-ei um novo feedback. :) 

Para quem ainda não conhece a série, aqui está o trailer.




sábado, 14 de novembro de 2015

Foquei a câmara e registei o momento

(c) Brenda C.

Que linda paisagem não é? Nem imaginas o caminho que tens que percorrer até lá...

Primeiro uma casa abandonada, um cenário fantástico para qualquer amante de fotografia. Depois um arco de árvores, que mostravam elegantemente o caminho. De seguida, algo mais complicado, um caminho húmido, íngreme, sem locais seguros onde nos sustentar. Para não cair foi preciso pensar estrategicamente, pensar no controlo que temos nas nossas ações... nos nossos movimentos.

Pensar antes de dar um passo, pensar antes de colocar a mão em algo que me possa ajudar a percorrer o longo caminho.

Tal como na vida, nem sempre temos controlo. A certa altura a queda é inevitável. Talvez por falta de espírito crítico, por estarmos cansados ou por estarmos demasiado confiantes do trilho que percorremos, no solo que nos sustenta.

Dói, não dói? Cair quando menos se espera, quando achamos que temos o controlo da nossa vida e no último instante, mesmo antes da queda, nos apercebermos que vamos cair, que podíamos ter evitado esse final...

Nunca é demais estarmos preparados. Nunca é demais o tempo que precises para recuperar dessa dor. Descansar só te faz bem à alma.

Os caminhos que percorrerás não serão fáceis, uns lamacentos, uns de alcatrão, uns suaves e outros declivosos. A certa altura ao parares para observar o mundo ao teu redor, irás aperceber-te que estás num caminho pouco seguro, daqueles que ou acertas ou cais redondamente pela vertente da vida abaixo. Estás tão alta(o) que vês as nuvens ao teu lado, estás tão alta(o) que ao cair poderás não chegar inteira(o) lá baixo...

Obstáculos aparecerão e que tu conseguirás ultrapassá-los sozinha(o). Outros com ajuda de amigos, meros conhecidos e até ajudas de quem não esperavas. E tens que te conformar com o facto de não receberes a ajuda de quem mais esperavas. Essas pessoas por vezes abandonam-nos.

Mas segues em frente, o caminho fica cada vez mais inclinado e mais difícil de não deslizar. E aí há uma altura que tu decides...

Houve uma altura em que eu decidi...

Por iniciativa própria sentei-me, sentei-me e deslizei como se o caminho fosse um escorrega e não importasse a maneira como o descesse. Se bem, se mal, se magoada, se ilesa. Com força de vontade chegaria lá na mesma, por isso decidi provocar o inevitável.

A certa altura já me sentia novamente preparada e ergui-me. Fui até às rochas, ao mar e foi aí que vi.

Ah que linda paisagem não é? Nem acredito no que passei até chegar a ela.

Um descanso soube-me bem. O mar a completar o seu ciclo: espraio, ressaca, espraio, ressaca... Que maravilha de mundo!

Foquei a câmara e registei o momento, que na altura me pareceu perfeito...

Chegando a casa, tranquila da aventura. Já neste tempo de calmia refleti. Olhei todas as fotos, todos os momentos e apercebi-me que na escalada da vida, consoante a fase em que nos encontramos, vemos o que queremos ver. O bonito, o feio, o mau, o bom, o que nos interessa...

Repararam naqueles troncos? Naquele "lixo" que destoa na linda paisagem? Eu sim, mas apenas quando vi a foto em casa. No momento final da descida não vi, pois a minha preocupação era contemplar o sol, ser encantada pela simplicidade da natureza depois desta fase complicada. Olhei o bom e adorei o momento, mesmo sabendo que haveria o imperfeito no meio de tudo aquilo. Mas não me importei com isso, ignorei e concentrei-me no que importa.

Todas as caminhadas que faço na vida fazem-me valorizar o ar que respiro. Fases desafiadoras como esta fazem-me valorizar o bom das coisas, mesmo que elas tenham uma ponta de imperfeição, mesmo que na verdade sejam em parte más, pois apesar de tudo as dores que sentia e o "lixo" tornaram o momento único.

Devemos ver o bom e reconhecer o mau. Devemos contemplar o que a vida nos dá, agradecendo a oportunidade que temos todos os dias. Agradecendo o facto de acordarmos para caminhar nesses caminhos difíceis, caminhos esses que, no fundo, nos enriquecem e dão um maior significado à palavra "viver".



domingo, 8 de novembro de 2015

De que vale dizer as palavras certas se a intenção é vazia?


Há pessoas que se perdem, pessoas que se ganham.
Há pessoas que nos perdem, há pessoas que nos ganham.

Há muito tempo que a vida é feita de momentos, de amizades perdidas, de amores não correspondidos. Há muito que a vida é uma confusão de caminhos rumo à felicidade.

Há muito que os humanos se perdem no que os outros querem que eles sejam e não no que querem ser. Há muito que as pessoas tentam moldar os outros ao seu gosto. Há muito que as pessoas deixaram de aceitar e se adaptar aos seus semelhantes, como é preciso, e os abandonam por eles não serem como esperam.

Há muito que as pessoas não dizem o que sentem, o que pensam... Para quê acumular o "NÃO" dentro de ti quando na verdade é o que queres dizer? Porque deixas que te façam sentir cada vez mais impotente?

Diz "NÃO!" quando for preciso, diz "Basta" quando não forem bons para ti, mas acima de tudo diz "Amo-me"... tem amor próprio. De que vale dizer "Quero-te" se o sentimento já não é o mesmo? 

De que vale dizer as palavras certas se a intenção é vazia?

Algo não te faz feliz? Vira-lhe costas e vai ser feliz. Algo faz-te sentir inútil? Vira-lhe as costas e prova o contrário. Algo de incomoda-te? Diz, resolve e muda!

Todos nós temos problemas, atitudes incorretas e pessoas erradas na nossa vida, mas o que nos define é a nossa capacidade de lidar com eles, pois afinal somos seres capazes do recomeço, de luta e da revolta. 

Todos temos o direito de nos sentir felizes e concretizados e ninguém está no seu direito de nos tirar isso. Se não te sentes assim, infeliz e preso por alguém que não te merece, cara amiga(o), claramente tens as pessoas erradas por perto.

E enquanto seleccionas os desnecessários da tua vida pensa que há pessoas como tu, que se perdem e que tal como tu pessoas que se voltam a ganhar, ainda que para isso tenhas que perder as pessoas que não pertencem à tua vida para poder ganhar as que não te desvalorizem e não te tratem como lixo.

Brenda C.
(08-11-2015)

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O podre que tenho dentro de mim


A noite vai longa e deito-me a chorar. Nos últimos dias não tenho tido sono, não com o que se anda a passar... Ajusto os cobertores para me aquecerem, mas só Deus sabe o frio que tenho no coração, a dor que me consome.

Acordo.

Mais uma noite sem sono profundo, nem sequer um pedacinho de sonho. E eu... que sonho todos os dias as coisas mais parvas do mundo, eu que possuo um inconsciente tão absurdo que me faz sonhar todas as noites, sem falhar uma... Agora nem mereço sonhar.

Visto-me, como a pouca comida que consigo meter no estômago e saio de casa.

E lá está, no meio das árvores e prédios do recinto está o grupinho. O grupinho dos meus pesadelos. Passo por ele e sorrio. Avanço em direção à sala escura e silenciosa e sento-me aguardando pelo professor.

Ele chega, a aula começa. Como é normal chegam alguns atrasados, o grupinho entreolha-se e ri, claramente goza com alguém. Desta vez não sei de quem. Olho para eles e sorrio, afinal é a única maneira de me integrar...

Intervalo. Dois grupinhos separam-se, eu fico à parte como sempre. Um é simpático comigo, o outro nem por isso. Toda a gente parece feliz e amiga. Será que só eu sei a falsidade que aí perdura? Será que só eu sei que todos ali falam mal do que está ao seu lado? Será que só eu sei que amizade é algo que entre aqueles "amigos" não existe?



Olhos voltam-se para mim mirando-me de cima abaixo. Palavras são trocadas com olhares tentando não parecerem focar em mim, mas acabando por incidir subtilmente. Param uns segundos, seguidos de um riso de escárnio. Não sei qual o motivo de tanta risota. Talvez seja o meu cabelo que esteja desajeitado... Sorrio-lhes, deixando-as sem jeito, levando-as a depararem-se com o meu pior defeito: a capacidade de me estar a lixar para o que dizem e como olham. A capacidade de as mandar à fava quando me apetece, virar-lhes as costas e abanar a minha anca magricela de que elas comentam tanto achando que me ofendem.

Aulas recomeçam e acabam. O dia termina e vou para casa acompanhada, como sempre. Estes com quem vou são agradáveis comigo, são simpáticos.

Passa o meu colega menos favorito, aquele que sempre abusou um pouco da minha boa vontade e digo-lhe, como sempre, educadamente "Até amanhã!" e ele responde-me "Adeus, amiga. Até amanhã". Não gosto dessa palavra vinda dele, não sou sua amiga, mas deixo passar, deixo sempre. É bom ouvi-la, mesmo que seja de alguém que após algum tempo queira vir abusar da minha boa vontade. Nessa altura hei-de dar conta do recado, mas por enquanto deixo.

O grupinho olha para ele e ri. Comenta o seu jeito de falar, de andar, de acenar, de rir, ... Eles olham para mim e rio desconfortável, sem saber o que fazer... Sem saber o que faço. Olha que bela amiga.

Chego a casa, tomo banho e janto. Olho para o espelho e vejo o nojo de pessoa que sou. Vejo o podre dentro de mim, o podre que me mata lentamente. Sei o que sou, sei o que sofro com os outros e porque deixo estes fazerem o mesmo com ele? Que tipo de pessoa sou? Porque não respondo e luto por ele?

Ele pode não ser a melhor pessoa deste mundo, pode até ser má pessoa, não sei... Não o conheço bem, mas o que sou se deixo que lhe façam isto? Uma vez ouvi dizer: "O que os outros são não me interessa, o que eu sou para eles é da minha responsabilidade."

E neste momento acordo realmente e limpo as lágrimas. Não vou deixar que façam isto com ele, podem fazê-lo comigo, não quero saber, mas com ele não. Quem deita abaixo os outros não se sente confortável consigo mesmo, não é interessante o suficiente, daí precisar de falar dos outros para se sentir superior, como se lhe trouxesse algum tipo de satisfação.

Isso conforta-me, mostra-me que apesar de não fazer nada determinante para que o outro grupo pare de gozar comigo sei que no fundo essas pessoas querem ser como eu, ter o que eu tenho ou ser o que eu sou. Ele não sabe disso ainda, não sabe as razões, como eu sei as delas, mas vou mostrar-lhe... Vou mostrar-lhe a verdade para que ele também possa lutar de volta tendo consciência do que é dito. Para que ele possa andar de passo firme sabendo do que tanto riem e mostrar todos os dias que não o afetam.

E assim, no reflexo do espelho o podre começa um pouquinho a desaparecer e sinto esperança que talvez um dia ele me perdoe por ter rido dele aquelas vezes... Talvez ele perceba que precisei de errar para perceber a verdade.



Mas ainda permanece a dúvida no ar, será que algum dia essas más pessoas vão morrer com o seu próprio veneno? Não gosto de desejar mal a ninguém, mas espero que sim. Espero que um dia, após tantos anos de risos maldosos, finalmente vejam o podre dentro de si e tentem mudar-se. Pena que já será tarde demais, pena que os estragos que fizeram em outras almas não sejam reversíveis. Acredito que monstros desses não sentem remorsos, monstros desses irão sempre achar que o podre e o motivo de risota está nos outros. Eles são divindades perfeitamente ocas que ficando hoje completas com a tristeza alheia, ficarão assim para sempre, envoltas no seu riso venenoso. Só espero que mesmo antes de darem o seu último fôlego se lembrem do quanto mal fizeram e do quão nojentos são.


Brenda C.
(05-11-2015)

Todas as imagens retiradas do site: https://pixabay.com/pt

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

As falsas amizades são como telhas quebradas



Este gif não me pertence e desconheço o seu autor, pelo que lhe concedo o título de "Direitos Reservados". Caso conheças ou sejas o autor dele identifica-te nos comentários e dar-te-ei os devidos créditos.

As falsas amizades são como telhas quebradas. Estragam o nosso telhado e nada mais são do que inúteis.

É Verão. O sol brilha, não há brisa que sopre. Conhecemos pessoas parecidas connosco e criam-se amizades com promessas de ser para sempre. O mar está calmo e o céu limpo. A vida está numa fase de bom tempo, sem furacões, tsunamis ou qualquer perigo que ameace o nosso bem estar. O sol põe-se, o sol nasce, a amizade parece estar firme.

O Outono chega e tudo começa a ficar menos bem. O vento que chega e nos desalinha o cabelo, o horário de verão acaba, os problemas começam a chegar. A vida complica. A amizade parece que não fica...

E o Inverno chega e lá bem no meio da tempestade surge uma telha quebrada, uma aqui, uma ali. Cada vez mais com o passar do tempo, proporcionalmente à quantidade de complicações na nossa vida. Nos dias de mau tempo chove para dentro da casa, gota a gota... E não há nada que se possa fazer. No meio da tempestade não podemos subir ao telhado e consertá-lo, não podemos trocar simplesmente as telhas, temos que esperar.

Uma telha quebrada dá-nos a falsa sensação de proteção. Pensamos que estamos a salvo da chuva mas não. Quando menos esperarmos mais uma telha poderá permitir que a água entre, não nos dando o alento para a qual foi destinada, o alento que uma amizade deve dar.

É nos maus momentos que se veêm como são as pessoas, como nos bons momentos é fácil dar conforto e sorrisos, mas como no Inverno rigoroso é difícil permanecer firme e a amizade intacta. Mas um telhado requer uma constante reparação. 

A minha casa tem um telhado cheio de telhas quebradas. Meto a tigela e vou para a rua. Prefiro molhar-me à chuva do que sentir esta falsa proteção, sentir que não estou sozinha quando o estou. Se é para ter telhas de faz de conta, prefiro viver sem telhado. Assim sei com o que posso contar.

Quando o bom tempo chegar, quando a razão me guiar, de olhos secos e coração frio irei subir ao telhado, retirar todas as telhas quebradas e colocar novas. Novas pessoas, novos pensamentos e novos projetos que façam a minha casa ficar seca e segura.

Colocarei todas as telhas boas da minha vida e sei que estas me protegerão de todas as tempestades que por aí virão. E quando estas faltarem, quando as telhas de qualidade escassearem... Ah! Deixo mesmo assim... Deixo para que de dia possa receber o calor do sol e para que à noite possa observar o universo de oportunidades que tenho pela frente.
Brenda C.
(22-10-2015)

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Carta ao meu melhor amigo

Sei que provavelmente não irás ler isto e se leres nem te irás aperceber que é de ti de quem falo, pois achas sempre que tudo está bem, mesmo que eu to diga que não está.

Faz hoje um ano que nos chateamos. Por um esquecimento parvo, por seres demasiado orgulhoso para me perdoar.

Cada um prosseguiu com a sua vida, por caminhos diferentes e nunca nos esquecemos. Falámos e voltamos a ficar amigos, porém por pouco tempo.

Começaram a surgir obstáculos, um rapaz que me fez esquecer a mágoa de te ter perdido, vinte raparigas (ou mais até, não consigo acompanhar) que inconscientemente usaste para me esquecer, o trabalho, os estudos, muita coisa. A culpa até se calhar foi minha, não sei. Por ter seguido em frente primeiro do que tu, por não ter esperado pelo teu perdão. Por me ter fartado de chorar noites a fio...

Mas não me podes culpar, pensei que esse perdão nunca iria vir, que esperar por ele seria como esperar por uma gota de água no deserto. És e sempre foste demasiado casmurro para admitir que erraste no que quer que seja, que erraste ao dizer-me todas aquelas coisas, por algo que na altura até podia ter alguma importância, mas que com o passar do tempo era um absurdo.

Eu também errei, claro. Ao dizer que te odiava e preferia nunca te ter conhecido e sabes bem que queria mesmo dizer aquilo. Não eram simples palavras de dor, era a verdade. Naquela altura, preferia mesmo nunca te ter conhecido, nunca termos sido felizes juntos, nunca nos termos apoiado sequer. Preferia mil vezes não te ter tido alguma vez do que não te ter agora, depois de tudo.

Sempre me perguntaste se era feliz. Como se ao te responder que não entrasses logo num avião e me viesses trazer a felicidade. E sempre te respondi que sim, que era e sou feliz. Sou feliz sem ti. Sempre fui, mesmo antes de te conhecer era feliz. Mas sabes bem que fizeste transbordar algo em mim. Agora simplesmente há um espaço em branco, um vazio no lugar em que tu estavas. Há uma peça em falta no puzzle do meu coração, da minha vida. É um vazio que dói, um vazio que sei que só tu podes preencher.

Sei que isto soa muito a "As palavras que nunca te direi" de Nicholas Sparks, porém sabes bem que tudo o que tinha para dizer te disse. Escrevo-te isto pela simples razão de que sempre que tento iniciar uma conversa contigo para te falar de tudo o que se anda a passar ou não me respondes, ou se o fazes é só milénios depois (Sim! Provavelmente seria mais eficaz enviá-la por correio, talvez obtivesse a resposta em 2 meses com sorte...). E quando respondes dizes que são coisas da minha cabeça, que não nos estamos a afastar, nada disso. Com sorte falamos 2x nos últimos 2 meses e foi porque eu puxei assunto e me digitaste uma resposta rápida para depois me voltar a esquecer.

Sabes que não te quero perturbar nesta vida nova, mas só quero que saibas que após um ano a distância do mar que nos separa se tornou real (talvez até tenha duplicado) e apesar de achares que está tudo bem, desengana-te. Se achas que basta chamar-te no chat que me respondes, desengana-te. Há muito que esta amizade é só num sentido e não sou mulher para implorar atenção. Especialmente não a tua.

Estás a perder-me cada vez mais todos os dias e só quero que saibas que quando tomares juízo e vieres preencher aquele vazio já eu terei aprendido a viver com ele. Não te peço para me esqueceres porque tenho a certeza que já o fizeste, pelo menos por enquanto, pois de momento não precisas de mim. Peço-te sim que quando te lembrares e tentares resgatar tudo o que fomos não o faças.  Não sou de amizades às prestações. Deixa-me ir como te estou a deixar ir agora.

Com saudades tuas,
Da tua outrora confidente e grande amiga.

(Filipa Helena, 08-10-2015)


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Séries: Final da 3ª Temporada de Under The Dome

Trailer da 3ª Temporada do canal "CBS TELEVISION STUDIOS"

Há quem considere a série mais brilhante de sempre, eu considero que foi a série que mais se afastou do percurso que eu tinha imaginado e que por isso me desiludiu muito.

O que me fascinava em toda está história era o facto de viverem numa redoma e sempre imaginei que a causa para o surgimento dela fosse algo revolucionário! Na verdade até foi, utilizaram um tema que eu ainda não tinha visto em séries, porém toda a terceira temporada, na minha opinião, foi mal concebida. Prova disso é que ao que parece a série será cancelada e não haverá uma temporada 4.

A primeira e segunda temporada foram muito boas, bem delineadas e a história tinha um seguimento bastante organizado. A terceira temporada foi um caos autêntico. Muitos podem ter gostado mas a alternância entre "infetado, não-infetado" foi demasiada para meu gosto. Haviam também ali uns episódios a meio da temporada que facilmente seriam reduzidos para metade pois não traziam nada de relevante para a evolução da história e simplesmente se tornavam aborrecidos de assistir.

Gostei de toda a história do Barbie e da Julia, o ressurgimento do seu amor que venceu a infeção e a capacidade da Julia acreditar no Barbie sempre até ao fim. O Joe e a Norrie cresceram bastante e no final viu-se que apesar da Norrie ter seguido com a sua vida não perdeu a esperança que o Joe estivesse vivo.

Ao longo da temporada tivemos a oportunidade de finalmente ver que o Big Jim tinha sentimentos e isso notava-se bastante no amor que tinha ao seu cão. Sendo que o amor aos animais é o mais fácil de se demonstrar, o Big Jim teve a capacidade, duma forma que nem com o filho tinha conseguido, demonstrar que na verdade conseguia ter humanidade e não pensar só em si.

O Barbie finalmente aceitou a escuridão que tinha dentro de si e utilizou-a para eliminar a ameaça sem sentir remorsos. Porém, a escuridão não foi suficiente para acabar com o "Enemy Within"- que vendo bem a associação deste termo ao inimigo mudava de acordo com a perspetiva das personagens.

Em jeito de palavras finais, gostaria de salientar que apesar de ter dito que a 3ª temporada da série foi mal concebida gostaria que ela regressa-se numa possível 4ª temporada, pois apesar de tudo a história fica inacabada para os fãs e o final do último episódio simplesmente não nos dá o desfecho que precisávamos. Assim, espero que uma "alminha qualquer" compre os direitos autorais e continue com esta série bastante promissora.

Brenda C.
(14-09-2015)

sábado, 12 de setembro de 2015

Séries: Final da Temporada 2 de The Last Ship



E chegou o final de mais uma temporada de The Last Ship.

Sempre achei que a segunda temporada ia ser muito inferior à primeira, visto que se tinha encontrado a cura e seria complicado continuar com uma boa história envolvendo muita ação, porém admito que me enganei-me redondamente! A série surpreendeu a cada episódio e espero sinceramente que haja uma 3ª temporada a caminho senão muitos dos fãs irão ficar desiludidos.

É inegável que o episódio 12 foi um episódio brilhante! O melhor de todos até à data, na minha opinião. Qualquer um de nós acharia que superar um episódio desses seria bastante difícil, mas aconteceu que finalmente quando chegou o 13º episódio o objetivo da temporada foi cumprido: a cura chegou às pessoas.

No episódio anterior viu-se a Dra. Rachel em terra a espalhar a cura, porém por ter cometido um homicídio ainda teria que ser julgada. Sempre achei que a Rachel e o Tom Chandler estavam destinados a apaixonar-se um pelo outro, mas quando ela cometeu aquele crime as minhas esperanças caíram por terra e aguardei ansiosamente para que o perdão do Presidente a incluí-se.

Já no último episódio, o Presidente fez aquele discurso de arrepiar e o reencontro do Tex com a filha era a última coisa que precisávamos para conhecer melhor o Tex e o seu lado mais afetuoso. Apetece-nos dar um abanão no oficial que passou, ainda que sem intenção, a imagem de que não era seguro irem ter com a Marinha Americana à primeira paragem ao longo do rio Mississipi, porém ele conseguiu consertar o seu erro.

Não esperava a atitude dos imunes e muito menos aquele final cruel que depois de uma cena tão íntima como foi a do Chandler e da Rachel nos dava as esperanças que eles poderiam vir a admitir o que sentiam.

Teremos que esperar pela próxima temporada para saber o que acontecerá a uma das nossas personagens mais importantes, sendo que entretanto podemos ir revendo os episódios e formando teorias de como esta série nos poderá ainda surpreender mais na próxima temporada! ;)

Brenda C.
(13-09-2015)

Imagens retiradas do Facebook Oficial da Série The Last Ship

Séries: 2ª Temporada de Tyrant

*contém spoilers*

Hoje venho falar-vos um pouco da temporada 2 da série Tyrant.

Para quem ainda não conhece esta série trata a história de uma família, os Al-Fayeed, e um país, Abuddin, que fica no Médio Oriente. Na primeira temporada, há a morte do ditador Khalid Al-Fayeed, o até à data Presidente de Abuddin, passando o cargo para o filho mais velho, Jamal Al Fayeed.

Toda a primeira temporada se baseia no regresso e na relação que Bassam Al Fayeed (Barry), o filho mais novo do Tirano, tem com o irmão e a adaptação da sua mulher Molly e os dois filhos, Sammy e Emma, ao drama que está "por trás" das cortinas daquela dinastia familiar.

Ao longo da temporada começa a notar-se que Bassam começa a desejar ter o poder do Presidente, até que no final ele é acusado de conspirar e trair o irmão.

Já na segunda temporada, respiramos de alívio quando Bassam não é morto, pois quem não adora um herói que tenta devolver ao povo o país que lhe foi tirado pela tirania de uma ditadura? Jamal abandona-o no deserto e depois de ser encontrado, Barry acaba por renascer como Khalil. Mas para a família Barry está morto.

Numa pequena aldeia, Khalil decide, após o exército do Califado começar a conquistar território dentro de Abuddin, criar um movimento ("The Red Hand") onde ajudava o irmão Jamal a expulsar as tropas do país, mesmo este não sabendo que quem o ajudava era o irmão mais novo, Barry.

Ao longo da temporada, ele reencontra-se com o filho e acabam por resolver as suas diferenças, lutando em conjunto pelo que acreditavam. Khalil vive a guerra com o apoio da mulher do homem que o acolheu em sua casa depois de ser resgatado no deserto e acabam por se apaixonar, embora lutem contra o que sentem.

Finalmente no último episódio da última temporada Bassam e Sammy regressam para junto de Molly e apesar de terem religiões distintas e não terem vivido uma guerra juntos, Molly é aquela que "no fim do dia" deixa Bassam em paz e o aconselha da melhor maneira. 

Bassam tenta convencer Jamal a renunciar o cargo e nos últimos segundos  a série volta a surpreender. Agora resta esperar pela 3ª Temporada para saber qual o destino de Jamal e de Abuddin! :D

Devo dizer que esta temporada me surpreendeu bastante! Pela positiva em alguns aspetos e pela negativa noutros. Em termos de pontos positivos gostei de ver a evolução do Jamal como presidente, continuou a não ser adequado ao cargo e a não saber liderar corretamente o povo, mas foi uma boa tentativa. Gostei também de ver o Rami, filho bastardo de Jamal, e a Nusrat, mulher do filho legítimo de Jamal, a apoiarem-se e a formarem uma bonita amizade, que quem sabe poderia evoluir para algo mais se ela não tivesse deitado tudo a perder.

Acerca do que achei mau temos o caso do Barry com a Daliyah que apesar da Molly também se ter envolvido com o advogado é diferente, pois ela não sabia que o Barry estava vivo. Fiquei muito triste com as mortes da Samira, filha do melhor amigo de Barry, e da Amira Al-Fayeed, pois eram mulheres fortes que defenderam até ao fim os seus ideais.

Por fim, gostava só de salientar o excelente guarda-roupa desta série, em especial o da Leila Al-Fayeed que como mulher do presidente mantém sempre a postura e, apesar de parecer manipulável e viver sobre a sombra do marido acabou por se revelar exatamente o oposto, sendo que dos dois ela é a mais inteligente e engenhosa.


Brenda C.
(10-09-2015)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Mudança

A mudança é a ínfima capacidade de se tornar melhor, de mostrar uma versão melhorada de si a cada dia.

A mudança é a necessidade de se trocar o Sol pela Lua para se poder desfrutar dum bonito luar, mesmo que a luz avistada não passe de uma projeção da do Sol. Mudar é trocar o calor do Verão pela queda das folhas no Outono e não se importar com isso. É trocar uma capa de chuva pelo pijama num dia de Inverno.

A natureza ensina-nos a mudar. Mas nós, humanos, o que fazemos? Paramos. Paramos no tempo. As nossas células multiplicam-se, envelhecem e morrem. Milhões de novas células são criadas a cada dia que passa e a nossa personalidade mantém-se estática. Nunca consideramos a opção "mudar" até que seja estritamente necessário.

Porquê mudar? Por outras pessoas? Pelo teu companheiro? A resposta é bem simples, deves mudar apenas e só por ti. Porque tu mereces, deves isso a ti mesma. Tirar um fim de semana ou um dia que seja para olhar para dentro de ti. Se não estás contente com o que és melhora-te. A vida é uma constante mudança, uma constante oportunidade de melhorares. Estás contente com o que és? Melhora-te na mesma. Porque o problema das pessoas é achar que está bem assim e que por isso o mundo tem que lidar com ela do jeito que é.

Arrogância não é opção. Não podes conformar-te com o facto de seres de determinado jeito e deixares as pessoas afastarem-se de ti por isso. Se elas são importantes, melhora-te. Deixa-as admirar a pessoa que és e mostra-lhes a pessoa em constante manutenção que tem na frente. 



Tu és o que pensas ser e se a tua vida está um caos é porque imaginas um caos para ti. Os obstáculos servem para ser ultrapassados. São uma forma de testar a tua força, de alertar-te para a mudança que deve ocorrer dentro de ti. 

Por vezes, esses obstáculos levam-te por caminhos estranhos e divergentes dos que planeaste, até que chegas ao final da estrada e pensas em desistir dos teus sonhos. E sabes que mais? Não faz mal desistir deles. Deves desistir desses sonhos, sim! Devemos desistir quando eles não nos acrescentam nada, quando já não se enquadram mais no que somos. Quando o sonho não se adequa a ti desiste e procura um sonho maior.

A mudança não se dá com o tempo, mas sim com a quantidade de feridas e golpes que sofres e o quanto eles te tornam mais forte. Não habituada à dor, mas preparada para enfrentá-la as vezes que forem necessárias até concretizares os teus sonhos.

A mudança é essencial e depois de algum tempo não darás pela chegada dela, a tua alma irá apenas sentir "Aqui estou. Esta sou eu. Uma versão melhor que a de ontem e em renovação para ser ainda melhor amanhã."

Brenda C.
30-08-2015