segunda-feira, 10 de maio de 2021

De Livro para as Ilhas: entrevista ao autor Almeida Maia

No âmbito do desafio "De Livro para as Ilhas", organizado com a @angiexreads, decidimos entrevistar vários autores das ilhas dos Açores e Madeira. Nesta primeira entrevista publicada, ficarão a conhecer um pouco mais sobre o famoso autor de "A Viagem de Juno" (um livro de que falo muito no meu instagram: @brendafrc): o autor açoriano Almeida Maia.

1. Defina-se em 3 palavras.

Esta é a pergunta mais difícil de todas! Diria que, antes das minhas características pessoais, vêm as condições de: filho, pai e açoriano. Só depois vem o resto.

2. Escreve apenas quando está inspirado ou tem alguma rotina de escrita?

Quando a inspiração surge, encaminho-a para os meus blocos de notas, mas prefiro não depender apenas dela para escrever. Tenho uma disciplina de escrita bem definida, embora nestes tempos pandémicos a tenha colocado um pouco de parte. A prioridade tem sido o trabalho e as filhas. Naquilo a que chamaríamos de normalidade, escrevo todos os dias, de segunda a sexta.

3. Prefere escrever no papel ou no computador?

Faço apontamentos em papel, mas prefiro escrever no computador. Para o meu ritmo de trabalho, torna-se mais consistente. Mas talvez seja por uma questão de hábito, porque até tiro algum prazer do ritual da tinta sobre o papel.

4. Policial, distopia e romance foram alguns dos géneros que já escreveu. Tem algum favorito?

Sinto que estes géneros representam uma evolução de mim próprio e das minhas leituras. Li muitos policiais durante a juventude, passei à ficção científica e, hoje, dedico-me mais à leitura do romance literário. O policial é divertido de escrever, mas o romance completa-me melhor e permite-me explorar as áreas da vida que mais questiono.

5. Enquanto leitor, qual o género que predomina na sua estante?

Comecei por ter muita banda desenhada e livros de aventura juvenis, uma acumulação que foi alimentada pela minha mãe. Depois, a coleção Vampiro e vários romances policiais, sobretudo do Rex Stout. Acumulei as histórias do H.G. Wells e de Hemingway, além dos grandes romances, claro. O romance deverá estar em predominância, mas a competir com a não-ficção. Também consumo muitos temas de História, Filosofia, Biografia e Psicologia.

6. Qual o seu sítio favorito para comprar livros?

Tento comprar o máximo possível em livrarias locais. Há um prazer incomparável em folheá-los no ato da escolha. Alguns títulos muito específicos, ou difíceis de encontrar, obtenho-os através da internet.

7. Que livro escrito por um(a) autor(a) açoriano(a) nos recomenda vivamente?

É difícil eleger apenas um, mas como sou apologista de que ler Nemésio é fundamental para se conhecer a realidade açoriana, Corsário das Ilhas talvez seja um bom começo.

8. Qual o seu lugar favorito da ilha de São Miguel? Esse sítio já o inspirou de alguma forma na sua escrita?

As lagoas do Fogo e das Sete Cidades são as paisagens que mais me emocionam em São Miguel, mas toda a costa é impressionante. Os lugares junto ao mar servem-me de inspiração para a escrita, aliás, a geografia açoriana está presente em todos os meus trabalhos.

9. Dê-nos 3 motivos para visitar a sua ilha.

Daria como principal motivo as paisagens e a possibilidade de ligação com a natureza, que tanta falta nos faz atualmente. Em segundo lugar, as pessoas e a forma calorosa de receber. Por último, mas não menos importante, a riquíssima gastronomia, sem sombra de dúvida.

10. Deixe umas últimas palavras a quem lê esta entrevista. 

Muitas vezes perguntam-me de que forma se pode apoiar os escritores e a nossa literatura. Eu costumo dizer que não é apenas comprando os seus livros, embora isso seja importante, por motivos óbvios. A divulgação é essencial: passar a palavra, classificar e comentar os títulos nos sites da especialidade, apoiar nas redes sociais, enfim. Todos os pequenos gestos contam. E isso leva-me a congratular-vos por esta iniciativa. É um contributo valiosíssimo!

Foto da Lagoa do Fogo: @natureshots.rsa

Espero que tenham gostado desta pequena entrevista a um autor açoriano que descobri há pouco tempo, mas tenho adorado cada livro! 


Com amor, Brenda

domingo, 2 de maio de 2021

De Livro para as Ilhas: o Projeto Sensibilizar

No post de hoje no âmbito do projeto "De Livro para as Ilhas", organizado com a @angiexreads do blog The Little Angie, venho apresentar-vos o Projeto Sensibilizar.

Este Projeto utiliza a literatura para sensibilizar a sociedade para a inclusão de crianças com necessidades educativas especiais.

Cada livro infantil dedica-se a transmitir uma mensagem sobre um tema definido, onde são envolvidas crianças (com ou sem necessidades educativas especiais) no processo de construção do livro, nomeadamente, na sua ilustração.

Foi através da participação da minha sobrinha no livro "Pena de Pássaro" (2018), dedicado ao tema da Hiperatividade, que fiquei a conhecer o trabalho de Flávia Medeiros, a responsável do projeto.

“Pena de Pássaro” conta com ilustrações de treze crianças marienses do 1.º ciclo do ensino básico e foca-se na hiperatividade, mas vai muito além disso! Fala-nos também em superstições, compreensão e o amor aos animais.

Além do livro em que a minha sobrinha participou, fiquei a conhecer outros títulos da coleção do Projeto Sensibilizar:

- Orvalho (Deficiência Auditiva);

- Especialmente (Dislexia e Discalculia);

- Princesa sobre Rodas (Deficiência Motora);

- Grãozinho de Arroz (Deficiência Visual).

Entretanto, sei que já foram lançados mais dois livros do projeto, o Cúpulas (2019), dedicado à Síndrome de Tourette, e o Zuim (2019), que desenvolve o tema da sobredotação. Além disso, no ano passado, como forma de angariar fundos para o Projeto Sensibilizar, Flávia lançou ainda o livro "Âmago", que se foca nas diferenças individuais de cada pessoa.

É de louvar esta iniciativa da Flávia que ao envolver não só as crianças, como também os adultos, cria um ambiente de aprendizagem magnífico, transmitindo de uma forma mágica uma mensagem de compreensão e tolerância sobre alguns assuntos que ainda hoje são muitas vezes tratados com vergonha e incompreensão.

Com amor, Brenda

sábado, 1 de maio de 2021

Troca de Livros - Projeto De Livro para as Ilhas

Começa hoje, dia 1 de maio, o De Livro para as Ilhas, um desafio dedicado à literatura que se faz nas e sobre as ilhas dos Açores e Madeira!

 

Nós bem vos avisamos quando anunciamos o desafio para começarem a fazer a vossa mala virtual. Hoje temos o primeiro ponto no itinerário: uma troca de livros ilhas-continente!

Sabemos que, apesar de existir muita vontade para participar neste tipo de desafios, nem sempre as pessoas têm os livros necessários para o fazer.

E é aqui que nós, insulares (que seguramente temos e valorizamos a literatura das nossas magníficas ilhas), vamos ajudar os continentais a saber o que podem ler para o desafio. Convido-vos, meus amigos insulares, não só a partilharem recomendações, como também a juntarem-se a nós nesta troca de livros que permitirá enviar a literatura que é feita nas nossas ilhas para estantes além mar!

Então, como é que a troca decorrerá? Os insulares que se inscrevam NESTE FORMULÁRIO enviam livros dos seus arquipélagos para os continentais inscritos na troca (cujo formulário será aberto no dia 8 - vocês já vão perceber porquê) e os continentais enviam um livro escrito/passado no seu distrito.


Regras:

1. Têm que enviar um livro novo ou usado (desde que em boas condições);

2. O livro tem que ir acompanhado, preferencialmente, por um postal da vossa zona (comprado ou feito por vocês, e caso não seja possível nenhuma das opções, enviem uma cartinha), a explicar o motivo pelo qual mandam aquele livro em particular;

Atenção: O número de vagas para os participantes Continentais dependerá do número de Insulares inscritos na troca, por isso, as inscrições serão por fases:

1/05 a 7/05 - Inscrições dos Insulares (AQUI);

8/05 a 14/05 - Inscrições dos Continentais (formulário será aberto dia 8).

Assim, com esta troca os continentais enriquecem as suas estantes com livros das ilhas e os insulares enriquecem-nas com livros de autores do continente. Ficamos todos a ganhar!

Podemos contar contigo neste primeiro desafio desta aventura "De Livro para as Ilhas"?

Com amor, Brenda

terça-feira, 27 de abril de 2021

Desafio Literário: De Livro para as Ilhas

Chegou o desafio que todos os insulares e viajantes presos pela pandemia esperavam: VAMOS CELEBRAR AS ILHAS!

Com tantos desafios sobre ler livros nacionais (todos eles super necessários), eu e a @angiexreads notamos falta de um voltado para as ilhas. Um desafio que celebrasse não só os autores das ilhas, como também todo o trabalho desenvolvido nas ilhas e sobre elas.

Então o que te trará este projeto? Recomendações literárias, curiosidades sobre as ilhas, entrevistas e até receitas típicas dos arquipélagos (porque nós não vivemos só de livros, também é importante encher a barriguita).

E o que precisas de fazer para participar? Ler livros sobre as ilhas, passados nas ilhas ou de autores insulares e partilhar as tuas leituras connosco. Além disso, poderás também participar em vários desafios que vão ser lançados ao longo das próximas semanas e que te darão a oportunidade de amealhar pontos para um sorteio a realizar no último mês do projeto!

Estás pronto para viajar até às ilhas connosco? Marca aí no calendário: de 1 de maio a 31 de julho viajas para as Ilhas!

Vá, podes ir fazendo a tua mala virtual porque dia 1 já te apresentamos o primeiro ponto do itinerário desta aventura 😉


A inscrição não é obrigatória, mas ajuda-nos a saber que estás a participar no desafio, por isso, preenche ESTE formulário de participação caso pretendas juntar-te ao desafio.

Além de leres e divulgares a literatura das ilhas poderás participar em vários desafios que serão lançados ao longo das próximas semanas.

Por cada livro lido e desafio completado receberás pontos que se converterão em entradas para um sorteio final.

Podemos contar contigo para esta aventura?

Com amor, Brenda

sábado, 10 de abril de 2021

Ilha-América | Almeida Maia

Sinopse: Em 1960, as ilhas atlânticas dos Açores são o centro do mundo. Numa noite iluminada, um vulto adolescente invade a pista do aeroporto internacional e aguarda que um Lockheed Super Constellation acelere as quatro hélices. O seu plano é alcançar o trem de aterragem dianteiro, trepar a altura de dois homens e enfiar-se no vão da roda. Depois, aguardar que a aeronave suba e confiar que haja espaço para si, para o enorme pneu e para o sonho de chegar à América. Confere os três papos-secos nos bolsos, limpa as mãos na tee-shirt e respira fundo duas vezes. Está pronto a lançar-se a uma nova vida. Nos anos auspiciosos da história da ilha de Santa Maria, o aeroporto, construído pelos americanos no final da Segunda Grande Guerra, sob a aprovação de António Salazar, torna-se a principal escala técnica para a maioria dos voos transatlânticos de grandes companhias aéreas e oferece oportunidades de trabalho preciosas a todos os açorianos.
Compra o livro: Letras Lavadas | Wook | Bertrand

Em primeiro lugar deixo um agradecimento especial ao autor, Pedro Almeida Maia, e à Letras Lavadas pela cedência do exemplar de Ilha-América para opinião literária honesta!

Neste seu quinto livro publicado, Almeida Maia apresenta-nos uma história ficcionada com base em relatos verdadeiros da emigração ilegal açoriana.

Com uma narrativa diferente de A Viagem de Juno (livro que li e recomendo sempre que posso), Almeida Maia traz-nos a história de Mané, um passageiro clandestino do século passado que partiu rumo à América no vão da roda de um Lockheed Super Constellation.

Ilha-América é um livro que se lê num piscar de olhos.


Em Ilha-América aprendemos a ver as ilhas pequenas de outra perspetiva, percebemos o preço das decisões impulsivas da juventude, o preço dos sonhos mal pensados e aprendemos também a ver a América dos olhos de um jovem sonhador nos anos 60 que assiste aos glamourosos filmes de Hollywood no cinema do Aeroporto.

Já conhecia esta história desta viagem no vão da roda, contada pelo meu pai das aventuras do tempo do Aeroporto, mas vê-la no papel, uma história que aconteceu na minha ilha contada com tanto cuidado e dedicação...! Não há palavras suficientes para explicar o orgulho de ver em livro uma história de um tempo que não deve ser esquecido, de um tempo em que embarcar na roda de um avião parecia melhor fado que ficar num Portugal de Salazar, melhor do que não viver na terra das oportunidades e do glamour.

Não vivi naquela época, não conheci os tempos de glória da Little America, mas Almeida Maia conseguiu-me transportar para o tempo em que a história decorre através das descrições em termos socioeconómicos, culturais e até climáticos, notando-se uma vasta pesquisa nesse sentido. Mas aquilo que me ajudou principalmente a posicionar na história foram as descrições que despertam os sentidos com referências à cozinha tradicional mariense, aos cheiros e às pérolas musicais da época.

Apesar do autor nos ativar todos os sentidos com as suas descrições, as referências musicais foram aquilo que mais contribuiu para este livro ter o impacte que teve em mim!

À medida que fui sabendo o que o Mané estava ouvindo tornou-se tão fácil conseguir posicionar-me no ambiente da história e gostei tanto disso! Até criei uma playlist para ouvir enquanto lia, como se estivesse ao lado do Mané a ouvir o que ele estava a ouvir. Quem tiver interesse pode ouvir a playlist AQUI.

Ilha-América mostra como a ligação entre duas artes, que são a música e a literatura, pode transformar uma leitura tão mais impactante e enriquecedora, dando, na minha opinião, um perfeito Adagio in libri , projeto organizado pela Words à la Carte (canal, instagram) e Shadow Frozen (instagram)!


E agora a resposta à pergunta milionária que sei que vai na cabeça de todos a quem importunei para ler A Viagem de Juno "Mas supera o teu amor por A Viagem de Juno?" São livros muito diferentes para poder comparar (um faz-nos viajar para o passado e outro para o futuro, um é uma distopia e o outro um romance) e não consigo escolher porque apesar de adorar distopias, Ilha-América conquistou um lugarzinho especial no meu coração por ser um livro que imortaliza uma história que se passou na minha ilha! Por isso olhem, não consigo escolher um favorito, leiam os dois.

Classificação: ★★★★★ (4,5/5)

Com amor, Brenda

quarta-feira, 31 de março de 2021

A Herança das Cores | David Revoy

(if you want to read this post in english, scroll down. The english review is after the portuguese one)

Sinopse: “A Herança das Cores” conta uma história através da perspectiva de uma criança que nos mostra como o mau ambiente em casa é impactante, transformando a vida num mundo monótono em tons de cinza, mas também como a esperança está sempre lá, nos pequenos aspectos quotidianos da vida, como o afecto de um animal de estimação ou o canto de um pássaro. Transformando tudo numa história maravilhosa!
Um livro em banda desenhada com uma narrativa visual, para retratar a maneira como as crianças são afetadas por um ambiente negativo em casa, as dificuldades sociais e como suporta as consequências. Uma obra bonita, triste e alegre ao mesmo tempo."
Aviso Legal: Este livro foi-me enviado pela FA Edições em troca de uma resenha honesta. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas.

Em primeiro lugar, quero agradecer à FA Edições pelo contacto e cedêndia do exemplar para opinião literária honesta.

A Herança das Cores traz-nos a perspetiva de uma criança perante um ambiente familiar negativo e como ela se sente e lida com isso.

É daqueles livros curtinhos com uma história pertinente e tão necessária que nos deixa a desejar que fosse maior.

A Herança das Cores, publicado no final de janeiro passado, veio no tempo certo. Numa altura em que tantas crianças tiveram que estar em casa confinadas com os pais ou responsáveis por elas, algumas sujeitas a ambientes familiares complicados e desmotivantes e nem puderam ir para a escola ou mesmo sair de casa em liberdade e segurança para desanuviar e ver o lado colorido da vida. 

O texto desta banda desenhada é quase como um poema, desenvolvido em frases soltas, algumas cliché, mas, sem dúvida, muito motivadoras. Este não é um livro só para crianças a crescer em maus ambientes, mas também para todos os que precisam de um encorajamento para voltar a ver o lado colorido da vida.

Gostei muito que no final do livro tivesse sido mostrado o making off da banda desenhada, que está incrível! Adorei a forma como as cores e a história se ligam e nos fazem perceber perfeitamente como os sentimentos da criança vão evoluindo e como cada experiência muda a sua forma de ver o mundo. 

É uma obra que me deixou triste e fez-me sorrir ao mesmo tempo. Este livro é como se fosse um abraço da nossa pessoa favorita depois de um dia difícil.


Classificação: ★★★★☆ (3,5/5)

🎨

O livro está disponível em edição física e digital no site www.fabd.pt, bem como noutras lojas online.

Com amor, Brenda

Review in english:

Disclaimer: This book was sent by FA Edições in exchange for an honest review. All opinions expressed in this review are completely mine.

First of all, I want to thank FA Edições for sending me a copy of A Herança das Cores ("The Colors Inheritance")!

A Herança das Cores brings us a child's perspective on a negative family environment and how she feels and copes with it.

It is short book with a pertinent and so necessary history that leaves us wishing it were bigger.

A Herança das Cores, published at the end of January, came at the right time. At a time when so many children had to be at home confined to their parents or guardians, some explosed to complicated and demotivating family environments and they could not even go to school or even leave the house in freedom and security to unwind and see the colorful side of life.

This comic's text is almost like a poem, developed in loose sentences, some of them cliché, but, without a doubt, very motivating. This is not just a book for children growing up in bad environments, but also for everyone who needs encouragement to get back to seeing the colorful side of life.

I really liked that at the end of the book we have access to the making off of how the story and the art were created and devoleped, which is incredible to see.

It is a book that made me sad and made me smile at the same time. A Herança das Cores is like a hug from our favorite person after a hard day.

Rating: ★★★☆☆ (4/5)

🎨

Buy the book: www.fabd.pt

With love, Brenda

sexta-feira, 5 de março de 2021

The Sky Worshipers | F. M. Deemyad

(opinião em português depois da em inglês)


First of all, I want to thatnk the author for contacting and sending me a copy fof this book in exchange for an honest review.

Buy the Book: AmazonHistory Through Fiction

Synopsis: A powerful, sweeping saga that focuses on the role and influence of women who change the trajectory and strength of Genghis Khan and his Mongol warriors.

In the year 1398 A.D., Lady Goharshad and her husband, King Shahrokh, come across an ancient manuscript in the ruins of Karakorum, the Mongol capital. The manuscript chronicles the era of Mongol invasions with entries by three princesses from China, Persia, and Poland who are captured and brought to the Mongol court.

After being stolen from her family at the Tangut Emperor's coronation, Princess Chaka, the Emperor's youngest daughter is left with no choice but to marry Genghis Khan. Thus, the Tangut join Genghis as allies. She is the first to secretly chronicle the historical events of her time, and in doing so she has the help of an African eunuch by the name of Baako who brings her news from the war front.

Princess Reyhan is the witty granddaughter of the last Seljuk King in Persia. She is kidnapped by Ogodei, Genghis's son and heir, who falls in love with her. The romance does not last long, however, since a Mongol beauty wins Ogodei's heart, and Reyhan is sidelined. Reyhan continues the tradition of recording the events in secret, turning her entries into tales.

During the Mongol invasion of Poland and Hungary, Princess Krisztina, niece to Henry the Pious, is taken as a prisoner of war by the Mongols. Reyhan learns about Krisztina's predicament through Baako and asks Hulagu, Genghis's grandson, to help free her. Krisztina has a difficult time adjusting to life in Mongolia, and at one point she attempts to run away but is unsuccessful. When the child she is bearing is stillborn, the Mongol court shuns her. She is able to return to her homeland in old age but comes back to Karakorum and writes her final entry in the journal.

Through beautiful language and powerful storytelling, this fact-based historical novel lays bare the once far-reaching and uncompromising Mongol empire. It shows readers the hidden perspectives of the captive, conquered, and voiceless. It brings to light the tremendous but forgotten influence of Genghis Khan and his progeny, while asking readers to reconsider the destruction and suffering of the past on which the future is built.


In The Sky Worshipers we learn the story of the Mongol invasions, the story of Genghis Khan and his legacy that even today influences the course of the world in which we live.

The story is told by the perspective of three princesses that where kidnapped by Mongol warriors and find their life purpose by writting a manuscript about the “non-victors” of the Mongol invasions.

So, in The Sky Worshipers, we realize how these women from different backgrounds were able to cautiously influence the decisions of the Mongol leaders.

I had some difficulties getting into the story because of the names of the characters and because of the terminologies used to describe the houses (for example), the cities, festivities, etc. The initial part of the book was full things I had to search on google to be able to picture the scenarios.

However, despite these initial difficulties, since the narrative is highly descriptive, I felt that the scenarios described were highly visual and I felt transported to that time in history.

I especially liked Book II, where the author seemed to lose her fear of scrutinizing the individual story of the characters, thus beginning to give a more personal perspective to Reyhan, a former princess of Persia, in contrast to Book I, in which I felt some shyness from the author to get closer to the protagonist, to fictionalize a little more about her day to day, for example.

So we notice that after a while, there is a clear increase in the author's willingness to go deep and develop the characters (especially Reyhan, my favorite).

Despite giving only 3 stars to the book, they are pretty solid 3 stars, because I felt that this book enriched me and that I grew a lot. I discovered a whole set of customs, architectural details and places from a time in history that I was almost was unaware of. However, I really hoped I liked more, but I felt that something was missing that would make a "click" on me.

I think this happened because normally the historical novels I read and like are written from a more personal perspective that gives me more proximity to the characters, which allows me to know their personality, even if fictionally, more deeply and in this book I felt that I didn't get to know the princesses has much as I wished.

Neverthless, I strongly recommend The Sky Worshipers to all those who love outright historical fiction or even to those who want to learn a little more about the world that preceded us.

The Sky Workshipers is a challenging and very educational book, as each line brings us important lessons about a violent past not to repeat.

Rating: ★★★☆☆ (3.5/5)

With Love, Brenda


Opinião literária em português

Em primeiro lugar, quero agradecer à F. M. Deemyad pelo contacto e cedêndia do exemplar para opinião literária honesta.

Compra o livro: Amazon | History Through Fiction

The Sky Worshipers traz-nos a história do Império Mongol, de Genghis Khan e o seu legado que até hoje influencia o percurso do mundo em que vivemos.

A história é-nos então contada por três princesas raptadas por protagonistas do império mongol e que encontram num manuscrito uma forma de contar a história dos “não-vitoriosos” desta conquista daquele povo pelo mundo oriental.

Além disso, percebemos como estas mulheres de outras origens foram capazes de influenciar cautelosamente as decisões dos Khans do império.

Apesar de ter gostado desta leitura, tive algumas dificuldades a entrar na história por causa dos nomes das personagens e por conta das terminologias utilizadas para descrever as casas da época, por exemplo, as cidades, festividades etc. Na parte inicial do livro tive que fazer pesquisas no google para conseguir imaginar o cenário. No entanto, apesar dessas dificuldades iniciais, por a narrativa ser altamente descritiva, senti que os cenários descritos eram altamente visuais e senti-me transportada para essa época da história.

Gostei especialmente do livro II, onde a autora pareceu perder o medo de esmiuçar a história, começando assim a dar uma perspetiva mais pessoal a Reyhan, uma ex-princesa da Pérsia, em contraste com o livro I, em que senti alguma timidez da autora em nos aproximar da protagonista, de ficcionar mais um pouco sobre o seu dia a dia.

Contudo, depois de lhe ganhar o jeito, nota-se perfeitamente um maior à vontade da autora para desenvolver as personagens que nos apresenta (especialmente a Reyhan, a minha favorita).

Apesar de dar apenas 3 estrelas ao livro, são 3 estrelas sólidas, porque me enriqueceu muitíssimo e sinto que cresci muito. Descobri todo um conjunto de costumes, detalhes arquitetónicos e lugares de uma época da história que desconhecia quase por completo. No entanto, gostava mesmo de ter gostado mais deste livro, mas senti que faltou algo que fizesse um "click" em mim. 

Penso que isso aconteceu porque normalmente os livros históricos que leio e gosto são feitos numa perspetiva que me dá mais proximidade às personagens, que me permite conhecer a sua personalidade, ainda que ficcionalmente, mais a fundo e neste livro senti que não conheci as princesas como gostaria.

Todavia, não deixo de recomendar vivamente a leitura de The Sky Worshipers a todos aqueles que adoram ficção histórica sem rodeios ou mesmo àqueles que querem aprender um pouco mais sobre o mundo que nos antecedeu. 

The Sky Workshipers é uma leitura desafiante e muito educativa, pois a cada linha traz-nos lições importantes sobre um passado violento a não repetir.

Classificação: ★★★☆☆ (3.5/5)

Com amor, Brenda