sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Catching Christmas by Terri Blackstock



Christmas


Sinopse: This Year, Christmas Comes Just In Time

As a first-year law associate, Sydney Batson knows she will be updating her resume by New Year's if she loses her current court case. So when her grandmother gets inexplicably ill while she's in court, Sydney arranges for a cab to get her to the clinic.

The last thing cab driver Finn Parrish wants is to be saddled with a wheelchair-bound old lady with dementia. But because Miss Callie reminds him of his own mother, whom he failed miserably in her last days, he can't say no when she keeps calling him for rides. Once a successful gourmet chef, Finn's biggest concern now is making his rent, but half the time Callie doesn't remember to pay him. And as she starts to feel better, she leads him on wild goose chases to find a Christmas date for her granddaughter.

When Finn meets Sydney, he's quite sure that she's never needed help finding a date. Does Miss Callie have an ulterior motive, or is this just a mission driven by delusions? He's willing to do whatever he can to help fulfill Callie's Christmas wish. He just never expected to be a vital part of it.

"Terri Blackstock's latest offering touches tender places with its quirky characters and stirring plot. Catching Christmas explores what happens when the paths of a disenchanted Taxi driver collide with that of an overworked attorney. Blackstock weaves a compelling, romantic tale that is sure to get you into the Christmas spirit!" —Denise Hunter, bestselling author of Honeysuckle Dreams

"Blackstock's Catching Christmas is not your average romance. Darling and laugh-out-loud cute, it makes the reader think about the important things in life. I read it in one gulp and wished there was more. Highly recommended!" —Colleen Coble, USA TODAY bestselling author of the Hope Beach series and the Lavender Tides series

Nesta história de derreter o coração, os leitores vão conseguir sentir o verdadeiro espírito de natal impregnado nas páginas deste livro.

Gostei imediatamente da premissa do livro. A história começa com um taxista de bom coração a ajudar uma senhora de idade que precisa de ir a uma consulta. Finn Parrish, o taxista, tem assuntos não resolvidos relativamente à sua mãe que morreu sem que ele tivesse coragem de ir vê-la ao hospital.

Portanto, todo o livro é o processo de redenção de Finn, que agora tem uma segunda oportunidade de fazer o que é certo.

Apesar de ter um ótimo coração, Finn não quer propriamente ter que passar o dia a ajudar a senhora Callie, até porque tem até ao natal para ganhar o dinheiro que precisa para pagar a renda, se não é despejado! Porém, Callie parece sempre precisar de ajuda e Finn questiona-se que tipo de familiares terá ela para a deixarem ir de táxi a onde quer que seja no estado em que ela se encontra. Até para a levarem a uma consulta chamaram o táxi!

Sydney Batson é uma advogada que está em risco de perder o emprego. Assim, Sydney contacta uma companhia de táxis para deixarem a sua avó no hospital, na hora da consulta. Apesar de querer acompanhar a avó ao consultório, ela não pode pois está perante um iminente despedimento e um ataque de nervos, pois tem que defender em tribunal o filho do investidor mais importante da sua firma.

O caso é estúpido, ninguém o quer aceitar e, portanto, impingem a caso à moça. Sydney quer cuidar o melhor possível da avó, que está claramente a piorar, mas tem que se apresentar no serviço extra-horas e esgotar toda a sua energia num caso que só lhe fará mal à reputação.

Ou seja, Sydney é a personificação de todos aqueles que estão num trabalho pelo qual estudaram muito, mas que como são novatos é-lhes exigido que façam o que mais ninguém quer fazer, precisamente porque são novatos. Mas Sydney não vê a verdade, ou melhor, não quer perceber a realidade da situação em que se está a meter ou nas escolhas que está a fazer para a sua vida ao deixar-se controlar pelos chefes daquela maneira.

Quando Finn conhece Sydney percebe que afinal ela não é uma familiar que não dá a mínima para a avó, percebe que é precisamente o contrário.

Emocionei-me tanto mas tanto ao longo deste livro. Velhinhos ou crianças doentes ou até mesmo animais a morrer etc, são coisas que me afetam profundamente! Chorei tanto a certa altura que dava para abrir uma fábrica de lágrimas humanas. Porém, nem todas as lágrimas foram de tristeza, muitas foram de alegria mesmo.

Callie é um anjo enviado por Deus que uniu dois seres humanos com diferentes histórias de vida, mas com algo forte em comum: o carinho que possuíam por Callie.

Recomendo a leitura a todos os que gostam de um bom livro de natal e de dar umas boas gargalhadas com as palavras sem filtro de uma senhora idosa. (A Callie é super divertida!)

Este livro, repleto de humor, é contado numa narrativa alternada em que podemos assistir em primeira mão à redenção de Finn e ao crescimento pessoal de Sydney.

Classificação: ★★★★★

Este livro está incluído na categoria "Livro que se passe no natal ou nas festividades de ano novo" do New Year with Books e na categoria "4 - Sinos | Um livro que se passe no natal ou inverno" do Christmas in the Books 2. Para saberes mais sobre estas maratonas acede ao separador "Maratonas Literárias" que se encontra no topo desta página.

Recebi esta cópia avançada pela editora, através do programa BookLookBloggers, em troca de uma resenha honesta, fosse ela positiva ou não. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas. Divulgo isto de acordo com o CFR 16 da "Comissão Federal de Trocas", parte 255: 
<http://www.access.gpo.gov/nara/cfr/waisidx_03/16cfr255_03.html>: "Guides Concerning the Use of Endorsements and Testimonials in Advertising."

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

I escaped North Korea! | Ellie Crowe & Scott Peters

Korea
Sinopse:
From multi-award-winning writer Ellie Crowe and bestselling children's author Scott Peters comes a gripping survival story about a young refugee's escape from North Korea. 


14-year-old Dae has been taught that his country's leaders are like gods and that their country is the best in the world. Yet all his family has to eat is watery porridge made from grass. At school, Dae and his friends bow before the leaders' giant portraits, their clothes flapping around their bony limbs. Dae begins to question why their rulers look so well fed.

When Dae's father is hauled away, he's left to fend for himself. The young teen dreams of saving his father. If he can cross the border into China, maybe he can earn enough money to bribe the jailors. But can he make it past the deadly border guards and high fences?

Does he have what it takes to escape?

If you like survival stories, you'll love this book.

Que livro...! Estou a escrever isto mal acabei a leitura e estou completamente abismada com o que acabei de ler.

Neste livro é-nos contada a história de Dae, um rapaz de 14 anos que está literalmente a morrer à fome na Coreia do Norte. Tudo é controlado neste país, cada passo é monitorizado pelo vizinho ou colega. Há sessões de auto-crítica quem que para além de terem de enumerar algum desrespeito a alguma lei têm ainda que apontar o dedo aos seus colegas e denunciá-los. Ou seja, imagina viver num mundo em que não há ninguém em que possas confiar, porque a pessoa mais tarde ou mais cedo terá que te culpar de algo para poder sobreviver.

Imagina um mundo onde não levar as fezes para a escola, para fertilizar os campos de cultura, é considerado desrespeito à lei!

O pai de Dae, cansado de não conseguir alimentar a sua família, tenta dar a volta à situação, mas é preso por tentativa de roubo. A mãe do rapaz parte então em busca de uma forma de poder tirar o marido da cadeia. Vendo-se sozinho, Dae tenta sobreviver e surge a oportunidade de atravessar a fronteira para a China e, assim, fugir.

O que mais me surpreendeu neste jovem foi a sua força e coragem ao longo de todo o livro. Mesmo perante as adversidades Dae conseguiu manter-se positivo o tempo todo.

O país vive completamente fechado em si mesmo, os seus Líderes são Deuses na Terra e é ensinado que os Americanos e os Sul Coreanos são o demónio e a causa de todos os problemas da Coreia do Norte. 

Este livro lembrou-me The Hunger Games e o governo do Snow. Lembrou-me Gilead de "A História de uma Serva" e lembrou-me todas as histórias que li sobre o ambiente de terror que se viveu nas Guerras Mundiais e que acabam por ser mais faladas do que propriamente estes casos que estão a ocorrer agora, neste preciso momento, na Coreia do Norte (e em outros países).

Afinal parece que estes livros distópicos de distopia têm pouco, certo? As histórias descritas neles estão realmente a acontecer do outro lado do mundo.

O holocausto foi um momento vergonhoso para a história da humanidade, é verdade, mas não podemos mudar o passado, apenas o presente e o futuro. E está claro que país descrito neste livro tem graves problemas e precisa urgentemente de mudanças. E tal como este existem muitos outros.

Apesar desta história não ser realmente o relato de uma vivência de alguém que escapou a este regime é, segundo a autora, uma compilação de histórias de refugiados e de factos precisos. Entristece-me saber que há pessoas reais que tentam sobreviver na Coreia do Norte onde praticamente tudo é proibido, ou que tentam fugir e não conseguem... Acima de tudo, é desolador saber que em pleno séc. XXI há pessoas que vivem sem liberdade.

Com este livro conseguimos sentir na pele o que é ser um refugiado e o quão importante é a ajuda dos outros neste processo de fuga em direção à liberdade.

É um infanto-juvenil pequenino, pelo menos na minha edição tem 83 páginas, mas ainda assim é um livro tão grande, tão cheio de história! Foi publicado a 29 de Novembro e podem comprá-lo aqui: Amazon .

Tenho que agradecer aos autores por me terem cedido esta cópia para vos poder trazer aqui a minha opinião, e um agradecimento especial à Ellie com a qual troquei emails.

Fui literalmente a primeira pessoa a classificá-lo e a escrever algo sobre ele no Goodreads, o que me deixa muito feliz por ter sido escolhida para resenhar e divulgar este livro.

O mundo precisa de conhecer esta história. O mundo precisa de conhecer todas as histórias destes refugiados e de perceber que existem pessoas que ainda estão em constante luta pelos direitos humanos mais básicos. Quantos Daes não existem por este mundo fora...? 

Classificação: ★★★★★

Nunca tinha lido nada destes autores, por isso este livro está enquadrado na categoria "Luzinhas de Natal | Um livro de um autor que nunca leste" do Christmas in the Books 2 (para saberes mais sobre esta maratona acede ao separador que está no topo do blog).

Beijinhos, Brenda

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

As Gémeas do Gelo (The Ice Twins) | S.K. Tremayne

Gémeas
Sinopse: 
"EU SOU A KIRSTIE
EU SOU A LYDIA
EU SOU CONFIANTE E ANIMADA
EU SOU PENSATIVA E SOSSEGADA
EU ESTOU VIVA
EU ESTOU MORTA
QUAL DELAS SOU?

Lydia e Kirstie tinham 6 anos e eram gémeas idênticas. Quando Lydia morre acidentalmente na queda de uma varanda, os pais mudam-se para uma pequena ilha escocesa, na esperança de reconstruírem, com a filha que lhes resta, as suas vidas dilaceradas.
Mas um ano depois, a gémea sobrevivente acusa os pais de terem cometido um erro e afirma que quem caiu da varanda foi Kirstie e não ela.
Na noite em que uma tempestade assola a ilha e deixa mãe e filha isoladas, elas dão por si a serem torturadas pelo passado e por visões inexplicáveis, que quase as levam à loucura. O que terá acontecido realmente naquele fatídico dia em que uma das gémeas morreu?"

Este é um livro sobre morte, sobre a vida de uma gémea sobrevivente e pais que escondem um segredo.

Os Moorcrafts são a família perfeita: o casamento perfeito, têm gémeas idênticas perfeitas, uma casa perfeita e empregos perfeitos.

Até que numa tarde de verão uma das gémeas cai de uma varanda e morre.

Esta é uma história de ficção sobre uma criança que perdeu a sua irmã gémea e sobre a consequente confusão que se cria na sua cabeça em relação à sua identidade. São gémeas idênticas e por isso não só é complicado identificá-las, como imagino que seja difícil olharmos para o espelho e vermos (também) o reflexo da nossa falecida irmã.

Achei simplesmente fantástica a dinâmica desta família em luto que aos poucos e poucos se desmorona cada vez mais, um pouco também por causa da culpa e desconfianças que existem entre o casal. 

Angus, o pai das gémeas e marido de Sara, destruiu a sua carreira ao esmurrar o seu chefe após o acidente. Além disso, em casa trata a mulher com desprezo, conservando sempre uma mágoa e raiva latente cuja causa é desconhecida.

Por obra do destino, Angus herda a casa da avó, numa pequena ilha escocesa, praticamente isolada do mundo exterior.

Então o casal decide vender a sua casa e ir para este sítio novo para começar uma nova vida.

Skye é um local para se curarem, para sararem as feridas e se unirem enquanto família. Mas obviamente que não é isso que acontece.

Mas nada é fácil nesta vida, certo? Por isso quando lá chegam a casa está em ruínas e para a recuperar e, posteriormente, vender terão que trabalhar muito!

Já para nem falar que o que acontece naquela ilha, fica naquela ilha, pois ela está tão isolada do mundo que ninguém seria capaz de ouvir os gritos ou pedidos de ajuda...

Como se viver numa ilha isolada em que se acredita viverem fantasmas e coisas do outro mundo não fosse suficiente, Kristie alega que ela é Lydia e que foi a sua irmã a morrer naquele fatídico dia.


Adorei as fotos sobre o lugar, deram um toque realista à história, o que torna o ambiente do livro ainda mais arrepiante.

É uma narrativa alternada que se desenvolve relativamente rápido em termos de acontecimentos e achei a confusão de identidades bastante credível.

Se lerem este livro, preparem-se, pois vão ser assombrados pelas gémeas Moorcrafts.

Este livro insere-se algures no género thriller e terror, com um quê de paranormal à mistura.

Um livro muito bem escrito e que nos agarra desde o primeiro capítulo. E o fim...? Arrepiante!

 O livro "As Gémeas do Gelo" é ideal para ler numa tarde de chuva!

Para concluir esta resenha, só tenho a dizer que A Rapariga no Comboio tem neste livro um ótimo rival e espero, sinceramente, que este livro seja adaptado para cinema.

Classificação: ★★★★★

Beijinhos, Brenda

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Três Coroas Negras (Three Dark Crowns) | Kendare Blake

Gostas de fantasia?
Gostas de protagonistas femininas fortes?
Então este livro é para ti!

Crowns

Sinopse:

Três rainhas negras,
Fruto da mesma terra.
Três gémeas meigas,
Agora entrarão em guerra.

Três irmãs negras –
Quais delas não se adivinha –
Mas duas terão de morrer:
Só uma será rainha.

A CADA GERAÇÃO, NA OBSCURA ILHA DE FENNBIRN, NASCEM TRÊS IRMÃS GÉMEAS.

Três rainhas herdeiras de um só trono, cada uma possuindo um poder mágico muito cobiçado. Mirabella é capaz de inflamar o incêndio mais violento ou a tempestade mais terrível. Katharine consegue ingerir um veneno mortal sem sentir os seus efeitos. De Arsinoe diz-se capaz de fazer florir a rosa mais vermelha e controlar o leão mais feroz.

Mas para uma delas ser coroada rainha, não basta ter a linhagem certa. As trigémeas terão de conquistar o seu direito à coroa, lutando por ele… até à morte.

Na noite em que as irmãs completam 16 anos, a batalha começa. E a rainha que sobreviver, conquistará a coroa!

O bestseller do New York Times finalmente em Portugal
 
Katherine, Mirabella e Arsinoe são três irmãs gémeas que nasceram para lutar entre si de modo a uma delas poder ascender ao trono.

O dom de Katherine é o de ser uma envenenadora, não só sobrevive aos mais letais dos venenos como é capaz de os criar para matar os seus inimigos.

Arsinoe tem o dom de lidar com a natureza. Faz florescer as flores, assegura as culturas e conecta-se os animais.

Mirabella controla os elementos e é capaz de destruir uma vila inteira caso se deixe levar pelo seu humor.

Separadas, as três irmãs já parecem letais, imagine-se quando as juntarem para se confrontarem até à morte...

Os seus dons são revelados à nascença pela sua mãe, guiada por uma entidade divina, que depois do nascimento de novos rainhas, por ter cumprido os desejos da Deusa, é exilada da ilha.

Kendare Blake construiu um mundo incrível onde a afeição entre pais e filhos e entre irmãos é colocado de parte. Apenas a corrida pela coroa importa. 

Neste mundo as mulheres é que estão no poder, os homens são quase meros acessórios! É uma sociedade governada por pessoas implacáveis e puramente cruéis, um Conselho escolhido pela Rainha vencedora. E aí é que está o problema: o conselho que for escolhido para assessorar a Rainha pode ser problemático. 

Romance é também algo que não falta neste livro, porém, confesso que me enervei algumas vezes com as atitudes de certas personagens (se lerem vão perceber a que me refiro).

Enquanto lia este livro senti uma dualidade de emoções: de amor, revolta, de "ai que fofos", de "ai credo, vão todos morrer" e por fim "que raiva que esse gajo me dá!". Perfeitamente normal, certo? ahahah

E que final, meu deus! QUE FINAL!
Não estava nada à espera que o livro me fascinasse tanto quanto me fascinou. Todo este mundo é completamente diferente do que eu normalmente leio e isso dá-lhe asas para se destacar no universo de livros jovem-adulto.

Este livro está incluído na categoria: Livro com animais na capa/história para a Maratona Fall in Stories, organizada pela Angie do The Little Angie e pela Sara do blog Sarangmyworld.

Classificação: ★★★★★

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Red Queen (Rainha Vermelha) | Victoria Aveyard

Aveyard

SinopseO mundo de Mare, uma rapariga de dezassete anos, divide-se pelo sangue: os plebeus de sangue vermelho e a elite de sangue prateado, dotados de capacidades sobrenaturais. Mare faz parte da plebe, os Vermelhos, sobrevivendo como ladra numa aldeia pobre, até que o destino a atraiçoa na própria corte Prateada. Perante o rei, os príncipes e nobres, Mare descobre que tem um poder impensável, somente acessível aos Prateados.

Para não avivar os ânimos e desencadear revoltas, o rei força-a a desempenhar o papel de uma princesa Prateada perdida pelo destino, prometendo-a como noiva a um dos seus filhos. À medida que Mare vai mergulhando no mundo inacessível dos Prateados, arrisca tudo e usa a sua nova posição para auxiliar a Guarda Escarlate - uma rebelião dos Vermelhos - mesmo que o seu coração dite um rumo diferente.

A sua morte está sempre ao virar da esquina, mas neste perigoso jogo, a única certeza é a traição num palácio cheio de intrigas. Será que o poder de Mare a salva... ou condena?
Já tinha ouvido falar neste livro, mas quando vi a capa e li a sinopse... ui foi amor à primeira vista!

Neste mundo a divisão da sociedade é feita entre os nobres de sangue prateado e os plebeus de sangue vermelho.

A história começa com o dia-a-dia de Mare, a nossa protagonista principal. Mare não tem nenhuma habilidade especial, não tem sangue prateado, que confere poderes aos que o possuem, e muito menos um talento para trabalhar e, por isso, não tem mentor. Como está quase a atingir a maioridade e sem uma qualidade que a faça contribuir honestamente para a sociedade, Mare sabe que o seu destino será ir para a guerra, ser um soldado, tal como os seus irmãos foram.

Porque os de sangue vermelho são a plebe e se não contribuem de forma positiva para a sociedade são postos para morrer na guerra. Basicamente os vermelhos são carne para canhão.

Porém, ao invadir a cidade dos prateados para tentar roubar o máximo de coisas que conseguisse antes da sua partida, Mare prejudica gravemente a sua irmã. No meio da sua tentativa de solucionar a situação, um bom samaritano arranja-lhe um trabalho no palácio e é aí que a verdadeira aventura começa.



Neste livro está presente uma crítica social que se pode aplicar à nossa sociedade, poderes à parte, claro. Só tem poder quem consegue mexer com as nossas cabeças, há desigualdade social, há exploração e há sobretudo uma divisão entre os ricos e os menos afortunados, isto é, os prateados e os vermelhos.

Alguém disse que esta história é uma mistura de A Seleção, Os Jogos da Fome, Divergente e Graceling. Não sei quanto ao último livro, pois não o li, mas em relação aos outros, posso dizer que reconheço semelhanças com a Katniss de Hunger Games, reconheço a rebeldia contra o poder de Divergente, mas não percebi porque compararam com A Seleção... Talvez porque há uma monarquia com um Rei/Rainha mau/má como as cobras?

Encontrei muitas semelhanças com a Katniss Everdeen, principalmente o facto de quebrar as regras para poder alimentar a sua família. Porém encontrei também muitas coisas em que são completamente diferentes e que mostram que Mare é mais falível e que comete erros graves mesmo com as melhores intenções.

Mare é detestada pelas gentes da sua cidade, por roubar.

Porém, percebi que a ideia era comparar a livros do mesmo género que tiveram imenso sucesso, mas se quisessem comparar a sério, o livro mais indicado teria sido A Guilda dos Mágicos de Trudi Canavan, uma das minhas sagas favoritas da vida!

O livro já saiu há algum tempo e, por isso, de tanto ouvir falar nele criei muitas expectativas. Confesso que me desiludiu um pouco porque, mesmo sendo trilogia, pensei que o primeiro livro ia ter muitos eventos "bombásticos". Não teve assim tantos quanto esperava.

Gostei do livro? Sem dúvida! Quero ler mais? Com certeza (já comprei os outros 3 livros da série )! Porém espero que haja maior desenvolvimento dos outros livros do que houve neste.

Não sei bem se sou #TEAMCAL ou #TEAMMAVEN mas a realidade é que independentemente do que o Maven possa fazer não consigo confiar nele. Afinal o Maven é filho de quem é né...?

Li este livro no Verão, para o Book Bingo Leituras ao Sol, na categoria de livro que comprei pela capa, mas fui deixando passar o tempo e acabei por não publicar a resenha. Até agora! A resenha veio tarde e o livro já é extremamente conhecido mas achei por bem escrevê-la na mesma porque pode haver gente que não o conheça e a minha opinião pode fazer a diferença (sei lá, gosto de acreditar que sim!).

Classificação: ★★★★☆

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

A Todos os Rapazes que já amei | Jenny Han




Sinopse: 
«Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei — cinco, ao todo.

Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando acabo de a escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-a na minha caixa de chapéu verde-azulada.

Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não quero estar apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.»
Este livro é um dos mais amorzinhos que li este ano.

Lara Jean tem a mesma mania que eu: escrever sobre o que sente e guardar isso numa caixa. 

Um dia a caixa de chapéu em que Lara Jean guarda as cartas desaparece e com ela as cartas... Que foram enviadas aos destinatários, a.k.a os crushes da Lara Jean! E aí surge um triângulo amoroso (ou melhor, um quadrado amoroso!).

No meio de hormonas, namoros falsos e sentimentos verdadeiros, como é que Lara Jean vai resolver a embrulhada em que se meteu?

Revi nela os meus anos de adolescente em que tinha um diário e escrevia cartas para guardar numa caixa (que no meu caso era de sapatos).

E confesso que ainda sou um pouco Lara Jean no que toca a ser desastrada.

Acredito que esta personagem acaba por ser uma representação de muitas meninas na sua adolescência: cheia de crushs, amores platónicos, roupas diferentes e inabilidade para assumir o que sente.

Recomendo este romance a toda a gente, sem exceção. Penso que desde que se consiga perceber o intuito do livro e a leveza com que ele deve ser tratado pode adequar-se a qualquer idade, pois na verdade o objetivo deste livro não é educar ou transmitir propriamente uma mensagem mindblow que vira o teu mundo do avesso, mas sim desfrutar de um chick-lit, um romance levezinho de teenagers. 

Por vezes precisamos de um livro leve e fofinho assim para descansar a alma dos livros cheios de mensagens encondidas nas entrelinhas.

Classificação: ★★★★★

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Desafio Literário: Ano Novo com Livros

À semelhança do que fiz no verão com a Maratona de Verão Momentos de Ataraxia, decidi que gostava de fazer algo do género para o final do ano. Como tal, decidi criar este desafio, não propriamente de natal, mas algo que nos fizesse encerrar o ano com livros. As categorias são as seguintes:

1. Lê o livro mais antigo da tua TBR/wishlist de 2018
Aquele livro que tens para ler desde o início do ano, mas por algum motivo vai sempre sendo ultrapassado por outros. Desafia-te a ler esse.

2. Lê um livro que se passe no natal ou no clima das festividades de ano novo

3. Lê o último livro que compraste
Acredito que alguns de vocês, tal como eu, não lêem imediatamente um livro mal ele chega a casa. E é por isso que eu tenho IMENSOS livros na minha estante de livros para ler... 

4. Lê um livro cujo tema principal seja a família
Nesta quadra é celebrada, acima de tudo, a família, a união com as pessoas que mais amamos. Por isso lê algo inserido neste tema.

5. Termina pelo menos um livro que começaste a ler e não terminaste OU lê pelo menos uma continuação de um livro
Para todos aqueles que, como eu, se aventuram a ler um ou mais livros ao mesmo tempo, esta é uma categoria importante! :p Lê pelo menos um livro que começaste e não terminaste! Tenta começar o ano novo sem livros meio-lidos. Além disso, se tiveres séries de livros que queiras terminar, este é o desafio para ti (por exemplo, eu sei que provavelmente vou ler o último livro da série Hush Hush para esta categoria).

6. Lê o que te apetecer
... e que tenhas um bom ano novo ;)

Desafio

Não há regras, se quiserem ler mais do que um livro por categoria, ótimo! O objetivo do desafio é mesmo lerem o máximo, tentarem completar tudo o que têm pendente e divertirem-se MUITO.

O desafio começa no dia 20 de Dezembro e termina a 11 de Janeiro.

Porquê estas datas específicas? Porque queria que o desafio começasse por volta do natal e acabasse já no ano novo.

A tag do desafio é: #newyearwithbooks e convido-vos a juntarem-se ao grupo no facebook destinado ao desafio.

Espero que tenham gostado desta proposta e que participem no desafio, claro  Espero pela vossa opinião nos comentários!