quarta-feira, 22 de setembro de 2021
O Sonho de Ofélia | Nádia Batista
domingo, 8 de agosto de 2021
Fim da 1ª Edição do "De Livro para as Ilhas": agradecimentos e resumo das leituras
quarta-feira, 28 de julho de 2021
De Livro para as Ilhas: Joel Neto
E, para encerrar a ronda das entrevistas da 1ª edição do "De Livro para as Ilhas", trago-vos uma pequena entrevista a um autor que dispensa apresentações, pois é dos autores açorianos mais conhecidos no continente: o terceirense Joel Neto!
1. Ser Açoriano é... (complete a frase)
J: ... não saber exactamente o que se é. Se se é terra ou água, se se é ilha ou continente, se se é carne ou pedra – se se é gente ou sereia, como escreveu Nemésio. É não saber a resposta a nenhuma dessas perguntas e fazer da vertigem da dúvida um mote criativo.
2. Alguma vez sentiu que o facto de ser açoriano tornou mais difícil ser lido nacionalmente ou dificultou a projeção mediática no mercado literário?
J: Pelo contrário, sinto que o meu trabalho desperta mais interesse precisamente por eu ser açoriano. Tenho uma vantagem, claro: fui jornalista de quase todos os grandes jornais portugueses, vivi em Lisboa vinte anos – e vivi mesmo, não me limitei a sobreviver. Mas, mesmo que não tivesse portas abertas, estenderia sempre o braço na direcção do outro. Também é isso um açoriano – se calhar mais do que qualquer outra coisa.
3. Enquanto escritor, tem algum hábito em particular na hora de escrever? Por exemplo, usar a mesma caneta ou comer as famosas cornucópias da Terceira?
J: Não tenho hábitos inúteis, mas tenho rotinas úteis. Trabalho no meu shed, na minha cabana. Uso sempre computador, catalogo todas as ideias que tenho a partir do meu telemóvel, uso o Excel (um programa inusitado, mas cheio de potencialidades) para o planeamento... Ah: e bebo café e fumo. Afinal, tenho hábitos inúteis também – aquele café não serve para nada.
4. Tem algum livro aguardando publicação? Se sim, pode dar-nos alguma pista sobre o que poderá tratar?
J: Tenho um livro a entregar no fim do ano para sair em 2022 e outro a entregar no fim de 2022 para sair em 2023. Posso adiantar que são ambos de ficção, uma novela e um romance. O âmbito em que ambos são redigidos, o fim que cada um deles persegue, a relação destes com os respectivos resultados finais – isso é surpresa.
5. Enquanto leitor, qual o género que predomina na sua estante?
J: O romance, claramente. Mas nos últimos anos tenho lido bastante ensaio.
6. Qual o seu sítio favorito para comprar livros?
J: Eu podia dar-lhe uma resposta para meter estilo, mas creio que o favorito é mesmo o Chiado. A Fnac, a Bertrand, os alfarrabistas... Gosto do Chiado, gosto de voltar a Lisboa, e é sempre ali que encontro mais amigos sem planear. Quase todos os lançamentos dos meus livros acontecem na Fnac do Chiado.
7. Que livro escrito por um(a) autor(a) açoriano(a) é, na sua opinião, de leitura obrigatória?
J: Muitos são de leitura obrigatória. Quem não leia mais nenhum tem de ler ao menos Mau Tempo no Canal, de Nemésio; Gente Feliz Com Lágrimas, de João de Melo; e, para escolher um terceiro, a trilogia Raiz Comovida, de Cristóvão de Aguiar.
8. Que livro de autor insular (ou cuja história se passe nas ilhas dos Açores ou Madeira) gostava de ler até ao final do ano?
J: A Mulher, O Jogo Mais Perigoso, de Maria Luísa Soares.
9. Qual o seu lugar favorito da ilha Terceira? Esse sítio já inspirou de alguma forma a sua escrita?
J: O interior da ilha. Todo ele. E, sim, completamente – pelo menos o Arquipélago e os dois volumes do diário A Vida no Campo.
10. Dê-nos 3 motivos para visitar a Terceira.
11. Deixe umas últimas palavras a quem lê esta entrevista.
J: Não desistam de mudar o mundo. E façam planos até ao último dia das vossas vidas.
segunda-feira, 26 de julho de 2021
De Livro para as Ilhas: Pedro Paulo Câmara
1. Defina-se em 3 palavras.
2. Escreve apenas quando está inspirado ou tem alguma rotina de escrita?
3. Escrever no papel ou no computador?
4. Publicou recentemente "Violante De Cysneiros: O Outro Lado do Espelho de Côrtes-Rodrigues?", um livro que é resultado de um projeto académico sobre o poeta Armando Côrtes-Rodrigues e seu pseudónimo feminino Violante de Cysneiros. Fale-nos um pouco como surgiu esta curiosidade por este autor açoriano.
5. Se pudesse começar uma nova obra de investigação sobre outro escritor açoriano que mereça ser mais estudado, qual é o primeiro nome que lhe ocorre?
6. Enquanto leitor, qual o género que predomina na sua estante?
7. Qual o seu sítio favorito para comprar livros?
8. Que livro escrito por um(a) autor(a) açoriano(a) é, na sua opinião, de leitura obrigatória?
9. Qual o seu lugar favorito da ilha de São Miguel? Esse sítio já o inspirou de alguma forma na sua escrita?
10. Dê-nos 3 motivos para visitar a ilha de São Miguel.
11. Deixe umas últimas palavras a quem lê esta entrevista.
domingo, 18 de julho de 2021
De Livro para as Ilhas: The Atlantic Reads
1. Define-te em 3 palavras.
2. Como surgiu a ideia de criar o "The Atlantic Reads"?
3. Qual a tua leitura atual?
4. Qual o teu sítio favorito para comprar livros?
5. Escreves a opinião literária mal acabas de ler o livro?
6. Que livro recomendas sempre aos teus amigos?
7. Qual foi o último livro escrito por um(a) autor(a) açoriano(a) que leste?
8. Então, que livro de autor(a) açoriano (a) gostavas de ler até ao final do ano?
9. Qual o teu local favorito da ilha da Terceira?
10. Dá 3 motivos para as pessoas visitarem a tua ilha!
segunda-feira, 12 de julho de 2021
Contos da Imprudência de Pedro Paulo Câmara
Comprem este livro: Letras Lavadas Livraria
Sinopse: “Medo e Mito. Morte e Amor. Solidão e Desesperança. Talvez Medo e Mito, informes e famintos, alicercem o Amor ou a Solidão. E talvez tanto um como outro tenham garras e forças suficientes para rasgar o ventre e a alma de cada ingénuo humano. Desfazemo-nos no vagar dos dias e compomo-nos de Imprudências que se amontoam ao entardecer.
Em Contos da Imprudência, forças titânicas assumem o controlo - e o destino- de cada personagem, reflexo de mil homens e mil mulheres sem opção, desarmados.”
Em primeiro lugar, agradeço ao autor Pedro Paulo Câmara a oferta do exemplar para opinião literária honesta.
Contos da Imprudência é uma antologia de contos submetidos em concursos de escrita em que este autor micaelense participou e outros inéditos.
"Aqui, nestas ilhas, a essência de cada um é absorvida pela alma da terra, pelo espírito do mar, pelo sentir dos cumes e das crateras. Como sabe bem ser-se uno, viver-se em comunhão com este solo negro. Como sabe bem alimentar-me do cheiro a enxofre que inunda os sentidos sem permissão. Só na distância me apercebi da importância destas montanhas eretas no meio do Atlântico. Fui um ilhéu, na distância. Sou menos ilhéu na proximidade."
sexta-feira, 9 de julho de 2021
De Livro para as Ilhas: Daniel Gonçalves
Sem querer descurar as outras pessoas que entrevistei neste projeto do "De Livro para as Ilhas", esta era a entrevista que mais queria trazer-vos. Daniel Gonçalves, natural da Suíça, poeta, professor de Português. Daniel encontrou na ilha de Santa Maria o seu cantinho e por cá vive há mais de 20 anos. Foi meu professor de Português no 12º ano e foi um grande impulsionador do meu gosto pela poesia e pela literatura no geral. Conheçam Daniel Gonçalves, o poeta que veio e ficou.
1. Daniel, porquê a ilha de Santa Maria?
2. Defina "poesia".
3. Escreve apenas quando as musas o inspiram ou tem alguma rotina de escrita?
4. Escrever no papel ou no computador?
5. Há algum livro na gaveta de momento à espera de ser publicado?
6. Enquanto leitor, qual o género que predomina na sua estante?
7. Qual o seu sítio favorito para comprar livros?
8. Que livro recomenda sempre aos seus amigos?
9. Qual o seu local favorito da ilha?
10. Dê-nos 3 motivos para visitar a ilha de Santa Maria.
11. Deixe umas últimas palavras a quem lê esta entrevista.
quarta-feira, 7 de julho de 2021
A Cozinheira de Castamar (La cocinera de Castamar) de Fernando J. Múñez
Sinopse: Espanha, 1720
Clara Belmonte é uma jovem de uma família abastada que, após a morte do patriarca, um dos mais prestigiados médicos de Madrid, se vê cair na mais completa pobreza.Apesar da educação primorosa que recebeu, Clara precisa de uma forma de sustento e acaba por se candidatar a um trabalho nas cozinhas do palácio ducal de Castamar, que conquista graças ao talento para a culinária que herdou da mãe.Clara não é bem recebida nos primeiros tempos. A sua eloquência, bem como o rigor na limpeza das cozinhas e a ousadia no requinte dos pratos, depressa a elevam na atenção dos habitantes da casa e no ciúme dos colegas de trabalho.Mas é Dom Diego, o duque de Castamar, quem Clara mais impressiona. Arrancando-o à apatia absurda em que vive desde o estranho falecimento da mulher, a jovem cozinheira fá-lo derrubar todas as barreiras, despertando-lhe o palato, o intelecto e, por fim, o coração.
Em primeiro lugar, agradeço à Porto Editora a cedência do exemplar para opinião literária honesta.
A história de A Cozinheira de Castamar desenvolve-se no contexto da sociedade espanhola do século XVIII sob o reinado de Filipe V, onde conhecemos Clara Belmonte, uma cozinheira que sofre de agorafobia.
Clara sempre mostrou um talento especial para cozinhar e depois do seu pai, Doutor Belmonte, morrer na guerra, teve que transformar esta sua paixão em algo que a pudesse ajudar a sobreviver indo assim parar à casa de Diego, Duque de Castamar, viúvo há 10 anos e que se encanta com os cozinhados desta Belmonte.
Um aspeto interessante deste livro é que, apesar do seu nome, nem toda a história é focada na história da cozinheira. O autor dá espaço para conhecermos todas as personagens e as vermos evoluir ao longo da narrativa e isso é um dos aspetos que torna este livro tão enriquecedor.
Ao passarmos de narrador em narrador (penso que são cerca de 10 narradores) conseguimos ter uma visão geral da história como um todo. Dessa forma, conseguimos aceder a todos os cantos, recantos e, principalmente, aos pontos cegos de cada personagem e isso torna a história ainda mais incrível.
Mesmo com essa quantidade de narradores não ficamos absolutamente nada confusos com a história, muito pelo contrário. Sentimos que o enredo é-nos apresentado por completo e através dessas várias perspetivas aprendemos sobre o passado e motivações de cada indivíduo envolvido nesta trama. Aprendemos que todos têm os seus motivos para agir de determinada forma e, desse jeito, não os conseguimos julgar nas suas decisões e atitudes.
Além disso, o autor, ao mesmo tempo que nos apresenta cenas mais relaxadas com algum erotismo ao longo da narrativa, consegue ainda focar-se em temas extremamente sérios como o racismo, o machismo e a homossexualidade numa época em que era impensável aceitar um negro numa mesa de brancos, por exemplo, e não se limita a deixar estes temas à toa na história. Fernando J. Múñez cria paralelismos entre as personagens e as suas visões do mundo, cria debates e, acima de tudo, cria alguma desconstrução de preconceitos à medida do que seria possível desconstruir já naquela época.
Uma perceção que é muito interessante e desconstruída é a visão do que é o amor e do que é amar: o amor é o que nos faz viver ou o que nos mata? É a nossa salvação ou o nosso infortúnio? Eleva-nos o espírito ou mata-o aos poucos? É normal o amor entre duas pessoas de diferentes cores ou géneros iguais?
O único ponto negativo que posso apontar neste livro é o tamanho dos capítulos, que, pelo menos para mim, não são amigos de quem tem uma vida um pouco mais corrida e não se pode sentar a ler um capítulo do início ao fim. Mas fora isso, adorei o livro e não o achei nem um pouco aborrecido.
E as receitas? Ai as receitas! Ficava a salivar só de pensar no que a Clara Belmonte descrevia! Senti que podia experimentar estas receitas e dar grandes jantaradas.
Posto isto, com tudo o que já vos descrevi, percebo perfeitamente o porquê de a 9 de julho estrear a série na Netflix, porque este livro super merece uma adaptação e espero que esteja à altura do livro. Eu, seguramente, estarei colada ao ecrã nesse dia para ver a adaptação e, apesar de não ter visto a personagem "Gabriel" no trailer da série, espero honestamente que, pelo menos, nesse aspeto a série se tenha mantido fiel e não tenha cortado a personagem do elenco por algum motivo.
Classificação: ★★★★★ (4,5/5)
sábado, 3 de julho de 2021
De Livro para as Ilhas: entrevista Ana do "Tudo Sob Linhas"
1. Quais as três palavras que consideras que mais te definem?
Sou a pessoa mais bem disposta, distraída e esquecida que conheço.2. Como surgiu a ideia de criar um canal no youtube?
3. Gravas a opinião literária mal acabas de ler o livro?
4. Qual a tua leitura atual?
5. Qual o teu sítio favorito para comprar livros?
6. Que livro recomendas sempre aos teus amigos?
A rapariga que roubava livros de Markus Zusak e, O pintor de almas de Ildefonso Falcones. Foram dois livros que me tocaram muito.7. Que livro que um(a) autor(a) açoriano(a) ainda não tiveste a oportunidade de ler, mas tens muita curiosidade?
8. Qual o teu local favorito da ilha Terceira?
9. Dá 3 motivos para as pessoas visitarem a tua ilha!
sábado, 19 de junho de 2021
De Livro para as Ilhas: a booktuber e autora "A Croma dos Livros"
Hoje trago-vos a entrevista de uma booktuber e autora da Ilha Terceira (Açores). Conheçam um pouco mais sobre a Andreia Rosa, mais conhecida por "A Croma dos Livros".
1. Quais as três palavras que consideras que mais te definem?
Açoriana, sonhadora e compreensiva.2. Como surgiu a ideia de criar um canal no youtube?
3. Gravas a opinião literária mal acabas de ler o livro?
4. Além de booktuber, és, ainda, autora do livro “A Sonhadora”, publicado pela chancela Edições Vieira da Silva. Fala-nos um pouco desta tua faceta de escritora. Continuas a investir na escrita criativa (e quem sabe tens na gaveta algum livro para ser publicado)?
5. Tens uma rubrica no teu canal denominada #LerAçores. Fala-nos um pouco sobre este teu espaço dedicado aos autores açorianos.
6. Qual o último livro de um(a) autor(a) açoriano(a) que leste?
7. Qual o teu sítio favorito para comprar livros?
8. Qual o teu local favorito da ilha Terceira?
9. Dá 3 motivos para as pessoas visitarem a tua ilha!















