sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Lego House

Para acompanhar a leitura

Texto inspirado no vídeo que vi aqui: http://www.tabonito.pt/o-video-comovente-contra-o-abuso-sexual-de-mulheres-que-esta-correr-o-mundo


Lembro-me que uma vez, talvez no 8º ano de catequese tivemos que fazer uma atividade. Esta consistia em colocar post-its nas costas dos nossos colegas e escrever um adjetivo sobre deles. Fiquei muito contente com o desafio, pois tinha convivido a maior parte da minha vida com aquelas pessoas e, ainda que, não fosse amiga de algumas tinham sempre um sorriso para mim.

A atividade começou e tudo foi feito de modo a que ninguém soubesse quem escrevia o quê.

O alarido da sala era grande, muita gente riu e à volta de 15 pessoas escreveram em post-its nas minhas costas. Eu também escrevi em todos eles. Com quem não falava coloquei apenas "linda(o)", "simpática (o)" ou simplesmente "divertido(a)" porque na verdade não tinha nada de mal a dizer, sempre tinham sido simpáticos comigo, educados e brincalhões nas lições da catequese e alguns até no recreio.

A catequista pediu então que revelássemos o que tinham escrito. Empolgada tirei os papelinhos das minhas costas e foi aí que me deparei... Adjetivos como "puta", "cabra", "betinha" apareceram. O sorriso saiu logo do meu rosto e lembro-me perfeitamente que a catequista me perguntou o que tinham escrito. Não chorei. Eu era uma chorona na altura, mas não chorei. Lembro-me também de cerca de 1/3 dos que ali estavam a dizer "linda", "simpática", amiga"... Ah e "tímida".

Olhei aqueles papéis como um inferno. Não tinha feito nada para merecer aquelas palavras. Olhei os meus colegas e nenhum mostrou qualquer sinal de ter sido ele a escrever aquilo.

Tivemos que ler em voz alta o que tinham dito. Eu lá comecei a dizer o que tinham escrito. 

A catequista perguntou porque tinham escrito aquilo sobre mim, se tinha alguma vez dado algum motivo para dizerem aquelas coisas. Ninguém se pronunciou. Sabiam que eram só palavras da boca para fora. Não me metia com ninguém, falava o necessário, passava o tempo a estudar. Dava-me bem com todos...

A catequese acabou, mas a lição que retirei dela não.

Valorizei os elogios, até o "tímida", visto que era a mais pura das verdades! Mas os insultos ficaram. Ensinaram-me que faças o que fizeres haverá sempre alguém a recear que sejas mais bonita, mais sucedida, ou simplesmente mais simpática do que ela. Há sempre alguém que acha que tu não podes ser feliz porque essa pessoa não o é.

Aprendi que entre as boas pessoas, que realmente valorizam quem és, existem também as más. Aqueles que não te conhecem, conhecem apenas o teu nome e a tua aparência e isso é o que basta para te rotularem de algo mau, simplesmente porque não te compreendem, ou não querem compreender. 

Naquela idade a inveja e o ódio nem existiam, penso eu... São sentimentos muito fortes que não se aprende nessa idade. Mas o facto de eu ser aluna de excelência claramente não ajudou, era até como uma afronta para muitas pessoas, como se eu tivesse nascido para as deixar mal. Quando a única coisa que sempre fiz foi trabalhar para saber o máximo que pudesse e seguir o meu caminho com isso.

Foi uma brincadeira de crianças claro, mas abriu-me muito os olhos. Mostrou que é muito fácil falar-se das pessoas anonimamente, é muito fácil dar adjetivos maus quando elas não sabem que foste tu. Por isso pensa. Pensa se gostarias de tirar um post-it das tuas costas com um insulto, algo que tu sabes que não és. "Não se deve fazer aos outros aquilo que não gostaríamos que nos fizessem a nós."

Serás sempre mais bem sucedido que alguém. É um facto. E serás também menos sucedido que outros. É a hierarquia da vida. A diferença é como reages a isso: se decides criticar pelas costas ou ser feliz pela pessoa e trabalhar pelo teu próprio sucesso.

O que se diz a uma pessoa pode parecer banal, mas pode ficar com ela a sua vida toda. Pode influenciar a maneira como vê o mundo, a sua personalidade. Pode influenciar como vê as pessoas no geral depois disso. E influencia-te a ti também, o teu caráter e a pessoa que és no dia de amanhã, e depois disso...

É fácil falar por trás, mandar indiretas, ser invejoso. Mais difícil é fazer tudo às claras. É mais fácil apontar o dedo ao outro e dizer que ele é falso, imperfeito. É fácil... Difícil é teres consciência que ao apontar esse dedo ao outro tens outros três apontados a ti, cada um pelo que tens que te esforçar: caráter, dignidade e felicidade.

Eu vivia num castelo cor-de-rosa, achando que todos eram bons, felizes e com orgulho nas pessoas que são. Nesse dia ele desabou, nunca mais acreditei no sorriso das pessoas, nem nas suas aparentes boas intenções. Reconstruí a minha casa e cerquei-a por grandes muralhas de pedaços de desilusão que fui colhendo ao longo do tempo.

E como uma casa de legos pedaço a pedaço, desilusão a desilusão, ela foi ficando maior.

Maior a cada desilusão, sem visitas indesejadas e com largo espaço para os verdadeiros amigos. Poucos têm o privilégio de lá entrar. Para todos os outros sou simplesmente alguém fechado, protegida do mundo ou, simplesmente, a conspirar um plano para os destruir. As pessoas terão sempre algo contra aquilo que não conhecem bem, ou que não se permitem conhecer.

As pessoas terão sempre algo contra ti, faças o que fizeres, por isso vive, desfruta das coisas boas e escolhe bem os teus amigos.


terça-feira, 4 de outubro de 2016

Filme: Milagre do Rio Hudson (Sully)

Trailer do filme

Em primeiro lugar, achei o trailer excecional, por isso quando soube que o filme tinha estreado em Portugal fiquei logo entusiasmada e não queria perder a oportunidade de vê-lo no grande ecrã.

Para quem não sabe, este filme baseia-se em uma história verídica na qual um avião em problemas foi forçado a aterrar no rio Hudson.

Ora, as expectativas eram altas, não só pela participação do Tom Hanks e Aaron Eckhart como também por ser dirigido pelo Clint Eastwood. 

E confesso: este filme não me desiludiu nem por um segundo!


Claro que o trailer engana um pouco, vamos com a ideia de que é um filme de ação, mas não é. Pelo menos não por completo.

A parte mais "calma", aborda algo que por vezes não é tão percetível pelo público numa situação de desastre: a atribuição de culpa.

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Às vezes é expectável pensar que os desastres acontecem e a culpa é de alguém, principalmente quando se trata de empresas que poderão ter uma grande repercussão da imprensa, dos próprios atingidos e, acima de tudo, uma grande perda económica.

O que acontece é que nestas profissões que envolvem vidas humanas o mínimo erro pode traduzir-se num desastre e em fatalidades. Neste filme, como seria de esperar tudo correu bem, mas nem sempre as coisas são tão lineares. Acredito que se aquele grande piloto com esta manobra tivesse perdido uma pessoa que fosse as consequências seriam outras.

Mas não perdeu e toda a questão do filme incide na ambição de uma campanhia que, embora veja o piloto ser aclamado como herói pelo povo, tenta culpá-lo de todas as formas possíveis.

Aquilo do qual se esquecem e que, na realidade destas áreas, ainda é esquecido é:

Ainda que com todos os dados e cálculos a intuição e factor humano são parâmetros que nunca se poderão calcular, mas que muitas vezes são os nossos melhores instrumentos na hora de tomar uma decisão.

Mas nem sempre se devem tomar decisões com base em algo tão subjetivo, aconteceu que neste caso ele teve sorte e conseguiu decidir com base nas necessidades do momento. 

Este filme faz pensar "E se fosse eu nesta situação?". Há quem possa pensar da perspetiva dos passageiros, outros do piloto, o que é certo é que é um filme que nos faz equacionar sobre decisões e sobre a forma como elas podem afetar os outros.

Classificação do Filme (0-10): 🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟 (8 estrelas)



quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Tyrant: Final da 3ª Temporada



Na quarta feira, dia 21 de Setembro, foi emitido na Fox Life o 10º, e último episódio, da terceira temporada da série Tyrant.

Para quem ainda não viu, recomendo verem o episódio primeiro e voltarem mais tarde, pois irei falar de pormenores específicos e, com isso, revelar spoilers.

Nesta temporada, vemos o Barry assumir o cargo de Presidente de Abbudin e o que era um sonho para muitos tornou-se um pesadelo para outros. Isto porque ao longo da temporada de tudo acontece desde a morte de Emma, descoberta do verdadeiro pai de Ahmed, a paixão de Leila, ausência e frieza de Molly até ao envolvimento de Barry com Daliyah.

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Ao longo da temporada dei por mim a ficar repetidas vezes aborrecida. Honestamente, devo dizer que o conflito com o Ihab Rashid me está a dar cabo dos nervos. Os Al-Fayed e os Rashid estão em confronto desde a primeira temporada e não se vê o desfecho à vista. Penso que já estava mais do que na hora do Ihab passar à história.

Em segundo lugar, por muito que goste do Barry acho fascinante o rumo que a série tomou. Vemos o homem sensato, humilde e leal, que até foi considerado o herói do povo, assumir uma posição de ditador e ir contra todos os valores que até à data defendia.

Este era sem dúvida o rumo que previa para o Barry desde o início da série, e especialmente desde o início da temporada, pois acredito que muito poucas pessoas sabem manter a humildade no poder.

O que não previa era que ele atingiria o ponto extremo em que fica muito parecido com o Jamal, ou até mesmo com o próximo pai, que sempre criticou.

Vingar a Emma até chega a ser compreensível, cair de amores pela mulher que o acompanhou durante a guerra também, mas trair a Molly, mandar prender o melhor amigo, e tantas outras coisas, mostra o quão brusca pode ser a mudança de uma pessoa face ao poder que lhe é concedido.

Só mostra o quanto o Barry está a perder os princípios morais que tanto o caracterizavam.

Em relação ao último episódio em específico, penso que foi uma ótima maneira de terminar as coisas. Vemos um Barry que se apercebe, em parte, de que levou as coisas longe demais e que ainda quer um país livre. 

Adorei em especial a cena em que Ahmed substitui o quadro de Jamal pelo do pai, fazendo Barry aperceber-se que realmente se tornou um tirano. Acho que sumariou muito bem a posição do Barry neste final de temporada.

Por fim, devo dizer que fiquei pasmada com o peso da parte em que Molly pede um filho ao Barry sem ainda se aperceber que o destino é traiçoeiro e lhe poderia tirar o que já tem. (OBS: Isto foi bem complicado de se ver... chega a ser angustiante para quem ainda acreditava, como eu, que eles com tempo ainda se iriam resolver...).

E pronto, esta é a minha opinião acerca do último episódio e, de forma geral, de toda a terceira temporada de Tyrant. Qual é a tua opinião? Aconteceu o que esperavas/querias? Conta-me tudo nos comentários. :)

Para os que não vêem a série, recomendo que a comecem a ver pois é mesmo muito interessante e tenho a certeza de que irão gostar. ;)


domingo, 25 de setembro de 2016

Páginas em branco

(c) Brenda Cabral

Páginas em branco. Caneta em espera. Cappuccino a arrefecer. 

Assim abro o meu caderno todos os dias, na ânsia de uma inspiração que não vem. 

A mente a transbordar de palavras. Tantos pensamentos, teorias e sonhos. Todos a pairar na minha cabeça e impossíveis de traduzir em papel. 

Pouso a caneta. O tempo passa. Tic tac... tic tac... tic tac. Olho pela janela e vejo as pessoas na rua.

Podia escrever sobre o amor, o tempo ou o segredo da juventude. Podia escrever sobre segredos, desilusão ou apatia. Mas não escrevo.

Bebo o cappuccino já frio e observo o papel mais um dia em branco. 

Tantas memórias aguardam que as escreva, mas não pareço ter forma de as narrar.

Por hoje desisto. Mas só por hoje. Amanhã volto a tentar. 

Um dia terei algo bonito para contar, mas de momento o papel que fique em branco. Não há pressa em preencher aquelas páginas. Não há pressa em despejar vivências e momentos. 

Não há pressa...



sexta-feira, 17 de junho de 2016

50 Sombras de Grey: Filme vs Livro

Trailer do filme

Com tanto alarido em volta da saga que mal saiu o filme o fui ver. Ou seja, ao contrário do que costumo fazer vi o filme primeiro porque não tinha qualquer intenções de ler o livro.

A primeira impressão que tive ao ver o trailer foi que o filme não era nada de especial. Na verdade até achava que não ia passar de um romance do género "Crepúsculo" traçado com cenas mais quentes.

E não me desviei muito da previsão... 

Na verdade, quando o vi achei que tinha sido tanto alarido por nada. Personagens cliché, sem química, algum pormenores repetitivos e com passagens muito rápidas entre determinados momentos importantes da narrativa.

Sinceramente depois desse fracasso nem considerava ler o livro, mas por alguma insistência e garantia de que "O livro é muito melhor do que o filme, acredita! Lê!" lá fui ler o bendito livro.

A minha conclusão é que realmente o filme é uma inocência em relação ao livro... Mas não se iludam, porque o livro também não é digno de prémio.





Ele realmente é extremamente detalhado, isso não nego! É precisamente aí que reside o seu sucesso desmesurado. Mas há que admitir, a autora repete imensas vezes as mesmas expressões! Chegou a uma altura do livro em que quem já revirava os olhos era eu com tantas expressões iguais e cenas tão repetitivas. Ok, nós percebemos que a "Deusa Interior" dela estava muito contente com a situação, agora "move on".

À parte disso achei que o livro mesmo assim foi melhor(zinho) na construção das personagens. A química entre os protagonistas era inegável e... Compreendo totalmente o entusiasmo com o Grey!

Não é o facto de ele ser rico que faz com que todas (ou quase todas) queiram em casa um Christian Grey. Simplesmente o que se quer é uma visão moderna de um príncipe encantado que não só nos dê a nível sentimental o que merecemos como também nos faça evoluir dentro da pessoa que somos, que realce o nosso potencial e que, ainda assim, abrace os nossos defeitos como parte essencial das nossas virtudes.

Afinal quem não quer um homem focado, determinado, apaixonado e que use isso para ser bem sucedido na vida profissional e amorosa? Pois é precisamente isso que falta aos príncipes que andam por aí. São príncipes? Até que são, mas a falta de confiança em si mata tudo! Não é por as mulheres deste século serem mais determinadas que os homens têm que o deixar de ser. :)

Aliás, quer-se e recomenda-se homens determinados e seguros do que querem para o seu presente e futuro.

Em suma, é um bom livro, não o nego, mas também não foi daqueles que eu li de rompante e cheia de entusiasmo, até acho que levei mais de um mês a lê-lo (o que é uma eternidade para uma amante de livros como eu).

Reconheço também que se fosse como muitos fãs por aí e se tivesse visto o filme depois do livro, provavelmente tinha ficado tão desiludida quanto vi que os fãs tinham ficado nas redes sociais. Concordo no sentido em que dizem que o filme não faz jus à intensidade do livro.

Ainda assim, não deixo de vos recomendar a leitura, pode ser que aprendam alguma coisa, sei lá. :p

Classificação do Filme (0-10): 🌟🌟🌟🌟🌟 (5 estrelas)
Classificação do Livro (0-10): 🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟 (7 estrelas)

sábado, 21 de maio de 2016

Carta para o meu "Eu" de 10 anos

Para acompanhar a leitura :)

Olá Brenda!

Eu sou tu com mais 10 anos em cima. :p De certo que ainda me reconheces pelos olhos azuis e cabelo loirinho, mas vou-te dar algumas pistas do que acontecerá no teu futuro (não entres em pânico e... não chores - ainda me lembro o que é que a casa gasta!).

Se bem me recordo ainda estás na fase em que colocas corações nos "i"s, que escreves poemas no diário, que tens ínfimas brincadeiras na ribeira e... sei que não te deveria dizer isto mas tu vê lá onde metes os pés que agradecia menos cicatrizes nas pernas! 

Gostava de te dizer que não perderás esse brilho nos olhos que te é tão característico, que o teu sorriso persistirá nas adversidades e que as tuas amigas continuarão ao teu lado, mas não te posso dizer isso porque estaria a mentir-te.

As tuas amigas de agora mudar-se-ão de ilha, algumas substituir-te-ão por amigas mais extrovertidas e outras mudarão de turma. E tu... Tu seguirás o teu caminho. Manterás algum contacto com algumas, mas com outras isso não passará de um "Gosto" nas fotos do Facebook* e nada mais. Tantos anos de amizade para passarem por ti e simplesmente nem te cumprimentarem. 

* O Facebook é, digamos, um site onde te vais divertir imenso a gerir uma quinta nos primeiros anos! E não, não te preocupes que quando tiveres a minha idade sabes fazer mais do que jogar Pinball e desenhar graffitis no Paint.


🌳


E sabes o que é pior? Vais aprender que nada é como nos filmes. Aprenderás que nem sempre as pessoas saem da tua vida por motivos específicos, simplesmente saem. E são essas saídas as mais dolorosas, pois um dia olhas e pessoas que antes eram o teu dia-a-dia, hoje já não lá estão sequer para te dar um sorriso. 

Infelizmente aprenderás que o bom da vida eram os joelhos e cotovelos esfolados, as constipações de estar todo o santo dia na rua e os sermões da mãe por andares sempre a "cabriar" em cima dos muros do quintal. 

Invejo-te, sabes? Porque com esta idade é o coração que está esfolado pelas desilusões que vais sofrendo.

Aprenderás que a palavra "amigo" nem sempre é algo bom, porque por vezes as pessoas aproveitam a tua amizade para conseguir determinadas coisas e, admito que por vezes ainda és enganada por esses falsos amigos que se infiltram na tua vida e tentam incutir receio ou dúvida ao avançares na luta pelos teus sonhos. E aí o melhor conselho que te posso dar é: quando sentires que alguém te puxa para trás, solta-te das amarras e vai sozinha. 

Nenhum barco avança com a âncora no fundo do mar.

Mas calma, nem tudo é mau! ;)

O bom de tudo é que quando olhares para mim ainda reconhecerás a paz de espírito, a quietude de expressão e essa maneira desajeitada de lidar com as pessoas. Nisso não mudaste nem um milímetro. Continuas fascinada por livros e apaixonada por cada personagem dos romances que lês. :) 

Estudas na universidade que querias e no curso dos teus sonhos. :) Tens novos amigos e alguns que poderás, sim, considerar verdadeiros, pois na calmaria e na tempestade permaneceram ao teu lado. 

Quando chegares a esta idade já terás viajado por sítios que sempre sonhaste e terás inúmeras histórias divertidas para recordar! Terás alguns sucessos e muitos desafios bons pela frente e, ainda que não preveja o futuro, sei que teremos muitos mais ainda. ;D

Quero que saibas que, apesar de tudo, crescerás feliz e rodeada de pessoas que te amam e que, por isso, as pequenas tristezas que a vida te trará só te tornarão mais forte e uma pessoa em constante evolução, lutando todos os dias por te tornares digna do amor que recebes.

Continua motivada e sorridente e, acima de tudo, mesmo depois da juventude passar continua sempre a acreditar em ti e no poder que a simpatia e bondade têm no mundo. :)

Um beijinho (com corações nos i's) desta (velha) tu com 20 anos,



domingo, 24 de abril de 2016

TAG: Hábitos de Leitura



Olá pessoal!

Como têm reparado (ou não) o blog anda meio parado, mas para quem não sabe estou na fase final do meu curso e tenho que me dedicar à universidade (e por isso o blog fica meio de parte). ;)

Por isso, para não vos deixar mais tempo sem saber notícias minhas, trago-vos hoje uma tag sobre hábitos de leitura, com o objetivo de que, para além das opiniões que posto dos livros, possam conhecer mais um pouco sobre mim e, acima de tudo, conhecer um pouco dos "bastidores" das resenhas que já coloquei e que irei colocar brevemente. ;)

A Marianna Zavisch do blog Galáxia dos Desejos respondeu à tag e convidou todos os que quisessem responder a ela que o fizessem e como costumo visitar o blog dela decidi que iria entrar "na brincadeira". Ora aqui vão as perguntas e respostas:


1 – Quando você lê (manhã, tarde, noite, o dia inteiro ou quando tem tempo)?

Prefiro ler à noite, mas de momento só leio quando tenho tempo, o que tem sido raro ultimamente...


2 – Você lê apenas um livro de cada vez?

Geralmente sim. A não ser que o livro que comecei seja tão chato que não aguente e tenha que começar a ler outro ao mesmo tempo para equilibrar a dose de entusiasmo pela leitura ahah


3 – Qual seu lugar favorito para ler?
Secretária. Adoro ler na secretária e se foi à noite leio na cama. Porém na cama acabo por ler menos do que gostaria porque fico com sono e tenho que abandonar a leitura por ali. xD


4 – O que você faz primeiro: lê o livro ou assiste ao filme?
Leio o livro, como é óbvio! O livro é a história original e o filme uma adaptação dessa história, ou seja terá lacunas e alterações. Por isso gosto sempre de ler o original e só depois ver o filme. Se vir o segundo depois não consigo ler o livro de jeito algum.


5 – Qual o formato de livro você prefere (áudio-livro, e-book ou livro físico)?
Livro físico! Mas admito que já me começo a render ao e-book pelo facto de que consigo ler vários livros sem ter que os levar num monte dentro da mala :) Mas... continuo a preferir o livro físico!


6 – Você tem algum hábito exclusivo ao ler?
Silêncio. Não consigo ler sem silêncio, nem me consigo concentrar na história sequer. Outro hábito que tenho é arranjar marcadores completamente fora do normal. Como detesto dobrar o canto das páginas, quando não tenho um marcador comigo arranjo qualquer coisa que marque a página sem danificar o livro, por vezes até uso um simples guardanapo. ahah


7 – As capas de uma série tem que combinar ou não importa?
Claro que importa! Por exemplo, eu comprei os livros da Série Divergente e no primeiro está a capa já baseada num dos cartazes do filme e os restantes dois (ainda não tenho o último: "Quatro") têm as capas originais (com os respetivos símbolos) e isso irrita-me solenemente! Claro que leio os livros na mesma, mas fico com desgosto por as capas não seguirem a mesma linha de edição. 

🌳

E pronto, a TAG chegou ao fim. :) À semelhança do que foi feito pela Marianna, deixo à vossa escolha fazerem a TAG ou não, mas existe uma condição: se a fizerem, seja em post ou em vídeo, informem-me nos comentários para que possa ver as vossas respostas (sou muito curiosa ahah). Beijinhos,


sábado, 2 de abril de 2016

Till I Colapse


Para ouvir enquanto lêem ;)

As dificuldades são um fardo que carregas diariamente. Há pessoas que pensam que elas são facilmente ultrapassáveis, outros nem por isso.

Tudo se torna mais fácil quando temos amigos. Tudo se torna mais fácil quando partilhamos o peso do fardo com alguém. Significa que não estamos sozinhos.

Mas e se estivermos?

Há pessoas que não aguentam estar sozinhas, que procuram sempre ultrapassar a dificuldade juntando-se a outras, criando amizades de circunstâncias. Depois as amizades desaparecem e não são capazes de lutar sozinhas e afundam-se na frustração de não serem suficientes.

Depois há os que carregam a carga sozinhos e que, apesar de terem amigos, sabem que o peso é seu e não incutem a ideia de que "Pensei que eras meu/minha amigo(a), mas não me ajudas nisto". Simplesmente têm a noção de que não podem obrigar ninguém a estar ao seu lado quando "a coisa apertar". Mas não os tomem por egoístas ou otários, porque não se vão sujeitar a carregar o seu peso e o de pessoas que se vê que não dão a mínima para a pessoa em questão.

Não digo que carregar esse fardo absolutamente só seja uma coisa boa, porque não é... Carregas um grande peso, que um dia pode tornar-se superior ao que consegues suportar. Mas hipócrita ao ponto de formar amizades que só durarão até que não precises que te ajudem mais? Isso é sem dúvida... Cómico!



Sou aquele tipo de pessoa que está sempre na sua, sempre a tentar não incomodar os outros. Carrego o meu terrível fardo sozinha. Os que me pedem ajuda são inúmeros, pois para algumas pessoas sou amiga das circunstâncias e, por isso, acham que é minha obrigação ajudá-las a ultrapassar as suas dificuldades. Porém, quando se trata de ajudar nas minhas nem 1/3 dos quais eu ajudo me ajuda. 

Não se trata de dar para receber, mas sim, caso tenhamos a oportunidade para ajudar o próximo, então porque não ajudar a diminuir o que o deita abaixo?

E ainda se admiram quando me consideram "amiga" porque ajudo sempre e um dia deixo de carregar esse fardo que na verdade não é meu. Ainda são capazes de dizer que sou x e y e que nunca fui capaz de as ajudar (ingratidão *cof cof*). 

É eu sei, nesse sentido sou mázinha, mas se vejo que carrego mais fardo do que a própria pessoa que o devia carregar... Desculpem, mas não sou otária para andar a cumprir funções dos outros. E não se preocupem que pessoas assim arranjam outras amizades de circunstâncias, por isso nunca ficam mal na vida. A necessidade da minha ajuda é apenas temporária.



Chamam-me de arrogante, competitiva, presunçosa... Tudo porque desisti de carregar o fardo dos outros, mas sabem que mais? Só eu sei o peso que carrego e se só estão interessados em sugar a minha boa vontade e paciência podem muito bem ir arranjar outra falsa amizade, que desta não abusam mais. Se não carregas o meu fardo após muitas temporadas em que precisei, não esperes que faça das tripas coração por ti quando fores tu a precisar.

E assim continuo a carregar o meu terrível fardo sozinha. Há dias que me apetece desistir de tudo? Claro. Mas não desisto (nem aquele 1/3 de gente verdadeira da minha vida o permitiria), por isso lembro-me sempre do meu objetivo e sei que um dia o peso diminuirá. E não será porque arranjei mil e um amigos de circunstâncias para me ajudarem, será sim porque realmente conquistei o que queria e está na hora de começar a ambicionar outro sonho. Será porque está na hora de começar a carregar um novo peso.

Vocês também têm a sensação que só estão na vida de alguém para ajudar (abusivamente) e depois são descartados caso deixem de ser escravos? Deixem tudo nos comentários ;) Beijinhos,







sexta-feira, 25 de março de 2016

Livro: No Teu Olhar de Nicholas Sparks

Nicholas Sparks | 520 p.



Sinopse: Colin Hancock é jovem mas já viveu mais violência e abandono do que a maioria das pessoas. Foi perante o abismo que tomou a corajosa decisão de começar de novo. Agora, o emprego num restaurante da moda pode não o satisfazer, mas o sonho de se tornar professor parece cada vez mais perto de se concretizar. Dar às crianças o carinho e a atenção que ele próprio não teve é o seu grande e único objetivo… mesmo que o preço a pagar seja a solidão.


Maria Sanchez também deseja, acima de tudo, uma vida calma. Filha de imigrantes mexicanos, aprendeu desde cedo o valor do trabalho árduo, da ética e da lealdade. Para ela, bastam-lhe o emprego num prestigiado escritório de advogados e uma noite tranquila em casa para repôr as energias. Nem a insistência da sua irmã surte efeito. Com uma profissão tão arriscada, Maria aprecia a segurança que o isolamento lhe dá.



Colin e Maria não foram feitos um para o outro. Ele representa tudo aquilo que ela despreza, é o típico meliante que ela está habituada a ver atrás das grades. E quando se cruzam numa noite de tempestade, o fosso que os separa é profundo e evidente. Mas, a partir desse momento fortuito, as suas vidas não voltarão a ser as mesmas.

Conseguirão eles ver para além das aparências? Ler nos olhos do outro o que de mais profundo lhe vai na alma? Ceder à persistente memória daquela noite?



Se acham que No teu olhar será mais um simples romance de Nicholas Sparks, desenganem-se!

O livro narra a história de Maria Sanchez, uma filha de imigrantes mexicanos, e Colin Hancock, um jovem a lidar com o seu passado problemático.

Maria é advogada e almeja uma carreira de sucesso. Colin quer ser professor do 3º ano, mas ambiciona mais do que isso: lidar com a raiva que o consome pelas entranhas.

Tudo muda no dia em que se conhecem. Para ela, ele é verdadeiramente assustador, o típico rufia que mandaria para a prisão (exceto que é um rufia sincero! ). Para ele, ela é como uma pequena chama que promete incendiar a sua vida de coisas boas.

Conhecem-se e acabam por desenvolver uma relação, mas a vida de ambos altera-se por completo quando Maria começa a receber flores e estranhos bilhetes com ameaças no seu escritório.

A vida de Maria torna-se num rodopio de medo, confusão e incertezas e Colin usa aquilo que o torna na pior e na melhor pessoa que ela conheceu: a violência e a inteligência.

Colin acaba por nos assustar com o seu comportamento ao longo do enredo. Nem Evan e Lily, incondicionáveis amigos do nosso protagonista o conseguem controlar aquando de alguns eventos, mas acabamos por perceber que tudo vai correr bem. Isto porque afinal: Colin é a verdadeira lição deste livro. 

Todos nós temos direito à redenção, todos nós temos todo um passado que nos assomba, nem que seja apenas um episódio, ou anos cheios de ações das quais nos arrependemos. O que nos faz seguir em frente é a aceitação de quem fomos, de quem somos e do que a combinação dos dois anteriores nos fará ser.


Começo por vos dizer que a sinopse nada diz sobre o livro! Achei que iria ser um livro simples e acreditem: até à última página fiquei mergulhada neste mundo de medo pela Maria e pavor que o Colin fizesse algo estúpido e acabasse na cadeia.

Admito que não consegui prever o final, nem lá perto! A certa altura comecei a desconfiar de todas as personagens. Acho que o stress da perseguição da Maria também me deu nervos, como se fosse eu que estivesse a passar por aquela situação. Mas vá, desconfiei em coisas certas também, em como tinham ficado inacabadas tendo que se dar um desfecho a isso.

E o desfecho foi muito bom!

Já imagino como será no filme, porque realmente ver este livro concretizado em filme seria sem dúvida um desafio cinematográfico. Concretizar cenas com aquela dimensão, da maneira como foram escritas... e só tenho a dizer: boa sorte a superar o que imaginei! :p

Já leram o livro? Pretendem lê-lo? Contem-me nos comentários ;) Beijinhos,

sexta-feira, 18 de março de 2016

A história do meu amuleto contra as más energias

Em pequena, cresci rodeada de gatos! Nunca tive um que pudesse chamar de meu, mas por serem da minha avó era como se me pertencessem também! 

A Tuxa foi o meu primeiro amor felino. Brincava imenso com ela até aos 4, 5 anos. Depois, como acontece com todas as crianças (ainda mais hoje em dia) fui para o 1º ano e deixei de ter tempo para sair de casa e ir brincar. 

Tinha que fazer os trabalhos de casa e não restava tempo entre eles e o anoitecer, pelo qual todos os tempos livres que tinha eram para brincar com as Barbies e os nenucos no quarto.

Cresci, troquei a natureza pela televisão. A televisão pelo computador, e pelo computador ainda continuo. Vim para a universidade e conheci esta beleza chamada Princesa:



Ora, de início nós detestávamos-nos! A sério, era uma indiferença doentia. Ela afastava-se de mim quando passava, eu batia com o pé no chão para ela se assustar e desocupar o sofá... Verdadeiras inimigas! 

Penso que em parte se devia ao facto de me lembrar a Tuxa que há muito tinha morrido e, por isso, não queria mais gatos que me lembrassem as aventuras que tinha ao lado da gatinha da minha avó!

Passou-se o tempo e comecei a deixá-la ficar no sofá. Ora, e ela começou a achar que podia invadir subtilmente o meu quarto para fazer-me companhia.

Sim, aquele montinho é a gata entre o edredom e o cobertor... Uma verdadeira agente infiltrada!

Depois de certas "atitudes" (:p), é claro que estabeleci limites: nada de me subir para as pernas quando estiver distraída (nada de movimentos bruscos se não morro do coração) e nada de entrar no meu quarto. Adoro-a mas não adoro os seus pêlos na minha colcha fofinha! E assim foi. Ela respeita os limites e eu vou ter com ela sempre que posso. Assim, somos felizes e agora vamos casar-nos :p (ahahah just kidding!)

E sabem aquilo de dizerem que os gatos absorvem más energias? Sou totalmente de acordo. Cada vez que estou triste/ansiosa e passo por ela, o meu amuleto mia perdidamente até eu lhe fazer uma festinha. E sabem... uma festinha leva a outra e dali a pouco já está no meu colo dormindo sonoramente (ela ressona imenso!).

Continua a ser uma chata e refilona (acho que isso aprendeu comigo) mas é o meu amuleto contra as más energias. ❤



Vocês têm ou gostavam de ter um amiguinho destes? Contem-me tudo nos comentários ;) Beijinhos,

domingo, 13 de março de 2016

Filme: Convergente - The Divergent Series: Allegiant (2016)



Em primeiro lugar... nem sei o que dizer ao certo.

Fui ver o filme super entusiasmada e vim para casa meia confusa/desiludida/perdida da vida.

Li todos os livros, fui consciente que haveria uma divisão do último livro em duas histórias e que por isso este ia deixar ainda coisas em aberto. Basicamente com esta saga temos que parar de associar o filme ao livro, sim sei muito bem disso, mas é impossível não compararmos. E na minha honesta opinião acho que a Veronica Roth criou uma saga sem plano de escrita algum e foi escrevendo o que lhe deu na cabeça... o que foi aparecendo de interessante ela foi juntando. 

Chegou ao fim e tinha 3 livros. 

Já para nem falar que escreveu um último livro cheio de lacunas e partes vagas (o que é impensável acontecer num livro final de uma trilogia) e quando chegou o filme: PUFF tiveram que escrever um argumento possível de concretizar em cinema. Como leitora achei que o livro ficou aquém de uma produção cinematográfica. Vendo o filme achei que... podia ficar sem parte 2!

Eu que adoro a saga cheguei ao intervalo aborrecida e só queria ir dormir para casa e não ali no meio da sala de cinema. Adorei os efeitos, isso é indiscutível, mas simplesmente não vi o grande BOOM do filme. O momento pelo qual perdemos a respiração e ficamos na expectativa pelo próximo passo.

Os outros filmes eram bons? Sem dúvida. Este filme era bom? Repito, em efeitos visuais estava ótimo, mas continuaram a haver momentos vazios, com coisas literalmente (ahah) "atiradas ao ar" esperando que virassem um estrondo. E bem que este podia ser o último filme pois a história está praticamente encerrada.

Esta é uma curta opinião que vos deixo porque simplesmente soube-me a pouco e não sei que raio vai acontecer no próximo filme visto que a história do último livro está praticamente contada. Só se inventarem algo diferente... Sei lá, não faço ideia.

Tinha grandes expectativas para este 3º filme da saga. Desiludi-me bastante, mas acredito que tenha sido uma transição para o último que deverá acabar de uma forma supostamente magnífica.



Mas sabem que mais? Que tal irem ver o filme ao cinema e depois me virem contar o que acharam? Espero pelas vossas opiniões nos comentários ;) Beijinhos,








P.S- Saiu recentemente uma entrevista sobre o blog "The Lonely Tree" no blog "Upside Down" da Joana Veríssimo, vejam AQUI.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Carta aberta ao passado



Passado fica onde estás.

As pessoas que ficaram em ti não são essenciais.
Os sonhos eram outros porque não se tinha a maturidade de agora.
As pontas soltas atacam-nos com os "e se..." mas não é por isso que te devemos deixar voltar.

O vento muda, as perspetivas das pessoas também. Não nos tentes enganar, Passado, porque sabemos bem que elas não mudam, o que muda são os fatores externos, as coisas que nos influenciam e as pessoas que permanecem nas nossas vidas. Até a infelicidade é diferente de cada vez que vem.

Passado fica onde estás. Não mexas com o presente.

Se há coisa que aprendi é que o ser humano tem a mania de complicar as coisas e deixar voltar a entrar pessoas que não fazem sentido na sua vida deixando-se influenciar por isso. 

Se fosse para durar tinha durado, se fosse para viver tinha sido vivido, se fosse para ser concretizado tinha sido...

A vida é um grande quadro gigante e a cada pincelada tu transformas aquela grande tela em branco na tua obra de arte. Seguramente terás interpretações soberbas no teu quadro e terás também borrões desagradáveis.

A felicidade é para ser vivida e recordada como bons momentos mas nunca, JAMAIS deve vir acompanhada pela angústia de ter um borrão no quadro, de ter um desenho que era bonito mas que não pôde ser acabado.

O passado é todo ele um desenho por terminar, uma ponta solta que nunca vais ter a oportunidade de atar.

A tarefa de cada um de nós é deixar esse desenho inacabado no passado e prosseguir com novos que surjam. Em vez de tentarmos remediar devemos mentalizar-nos que só podemos usar esse passado como um pequeno tom da grande tela. Podemos mudar o pincel, a cor e até aperfeiçoar a técnica mas não podemos mudar o quadro talhado pela nossa vida.

Tudo depende de cada um de nós. Queres pintar o dia de hoje de que cor? Queres usar que estilo?

Passado fica onde estás, estou a fazer de ti arte.


sábado, 20 de fevereiro de 2016

Aniversário: 5 anos de blog!



O blog faz hoje 5 anos! Sim, 5 ANOS! Tem sofrido muitas mudanças ao longo dos anos e neste aniversário ele adquiriu um novo aspeto. É simples, muito "clean" e era mesmo o que eu pretendia: deixar o blogue mais simples à visualização.

Como sabem, inicialmente criei o blogue para ser uma espécie de diário, um sítio onde colocava os meus poemas e outros pensamentos aleatórios. Ao longo do tempo o seu objetivo foi mudando e neste último ano voltou em força com temas específicos, com publicações trabalhadas e com um conteúdo consideravelmente melhor relativamente ao que existia (pelo menos é o que acho).

Para ver os meus textos deprimentes do início do blog clicar AQUI.

Perspetivas para o futuro? Tenho algumas. Continuar a fazer publicações regulares no blog, fazer manutenção constante no conteúdo de modo a permitir aos leitores um local online interessante e com o qual se identifiquem ao máximo e, principalmente, continuar a fazer deste blogue um sítio onde me expresso e dou um pouco de mim a cada um que cá passa. :)

Por fim, gostava que deixassem a vossa opinião acerca do atual percurso do blog e caso tenham algumas ideias do que gostariam de ver traduzidas nele estejam à vontade de sugerir nos comentários ou por outra via presente na seção "Contatos" na barra de navegação. :)




Neste dia, para além do aniversário do blog é também... o aniversário da minha Mãe! :) Por isso, aqui fica um oficial: Parabéns, Mãe! Apesar de um "obrigada" não traduzir tudo o que fazes diariamente por mim, obrigada por seres quem és e me ensinares tudo o que sou! :) Beijinhos,


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Opinião: A filha da minha melhor amiga de Dorothy Koomson

Dorothy Koomson | 448 p.


Sinopse: A forte relação de amizade entre Kamryn Matika e Adele Brannon, companheiras desde os tempos de faculdade, é destruída num instante de traição que marcará as suas vidas para sempre. Anos depois desse incidente, Kamryn é uma mulher com uma carreira de sucesso, que vive sem ligações pessoais complexas, protegendo-se de todas as desilusões. Mas eis que, no dia do seu aniversário, Adele a contacta... A amiga de Kamryn está a morrer e implora-lhe que adote a sua filha, Tegan, fruto da sua ilícita relação de uma noite com Nate.

Terá ela outra escolha? Será o perdão possível? O que estará Kamryn disposta a fazer pela amiga que lhe partiu o coração?
Uma viagem dolorosa e comovente de autoconhecimento, uma leitura de cortar a respiração.

O grande bestseller da autora que comoveu Portugal, com mais de 250 000 exemplares vendidos.



A filha da minha melhor amiga é um livro sobre o perdão, amor e a responsabilidade.

Trata a história de Kamryn Matika que 2 anos após descobrir a grande traição entre o seu noivo e a sua melhor amiga tem que finalmente confrontar os fantasmas do passado, dado que a amiga está na prestes a morrer e a pequena Tegan, filha de Adele, ficará sozinha (ou então aos cuidados dos péssimos avós maternos).

Claro que não é fácil, o tempo passou, mas a ferida não está curada e isso, em parte, devia-se ao facto de Kam ter simplesmente virado as costas a tudo o que tinha em Londres e ter ido para Leeds, onde construiu uma carreira que lhe ocupava todo o seu tempo e pensamentos.

Quando recebeu um postal no dia do seu aniversário da sua (ex) amiga Adele Brannon, Kam decidiu que iria enfrentar os seus medos e ver Adele. Mas quando esta morre inesperadamente e Kam fica com Tegan tudo muda na vida dela.

Já não pode simplesmente dedicar-se a tempo inteiro à carreira, não pode continuar desarrumada e muito menos fugir a conversas necessárias, pois agora tudo o que fizesse teria repercussões na vida da pequena Tiga, de apenas 5 anos.

Mas há um problema! Nate, o pai biólogico de Tegan e ex-noivo de Kamryn tem que abdicar da filha para que esta a possa adotar.

Pessoas entram e saem da vida uma da outra e estas começam a aperceber-se que só se têm uma a outra. Agarram-se cada vez mais a isso. Mas será que uma filha é a única coisa que Kam precisa na sua vida?

Este livro não só é uma descoberta de sentimentos que ainda existiam, como também uma viagem pela aceitação do que nos torna melhores pessoas, mesmo que hajam obstáculos e grandes dificuldades pelo caminho.



Achei a Kamryn uma personagem fascinante que nos mostra o poder do perdão e acima de tudo do amor e da evolução, porque ela foi simplesmente uma personagem que da primeira à última página passou por uma evolução emocional enorme e, apesar de se ir abaixo - como nós nos vamos tantas vezes - mostrou que é possível superar cada obstáculo com humor.

A Tiga é simplesmente uma menina adorável que mesmo sofrendo uma grande perda foi, com toda a certeza, amada por todos os leitores do livro. Ela conseguiu ser e ter o melhor de Kamryn e isso só por si a torna a nossa pequena heroína.

O livro foi 5 estrelas! Confesso que por vezes sem dar conta me ria e fazia algumas expressões consoante o agrado ou desagrado com o que se andava a passar, o que só mostra o quanto o livro nos envolve. :)

MAS, se pudesse mudar uma coisinha, teria todo o gosto se a autora tivesse abordado alguma das cartas ou postais que a Adele tinha enviado ao longo dos meses em que foi a consultas e soube da sua doença. Ok, ia intensificar a dor da Kam, porém ia preencher um pouco aquele passado de "ignorância" da parte dela. A carta que explicou a traição findou todas as dúvidas, mas ainda assim teria sido bom revelar algum do conteúdo que Adele tinha escrito nas cartas, que agora permaneciam na gaveta da roupa interior de Kam.


domingo, 14 de fevereiro de 2016

O dia em que me apercebi que estava em falta



O dia em que me apercebi que eu estava em falta foi o pior dia da minha vida. 

Então sorri, comi sem olhar à quantidade, vi o bom nas outras pessoas, andei por sítios improváveis e parei para ver bem a pessoa que estava à frente do espelho.

E sabes o que me apercebi? Que esta pessoa há muito abandonada no meu íntimo, esta pessoa que há muito deixou de sorrir, esta pessoa que há muito foi abandonada... Esta pessoa não merece o que lhe ando a fazer.

E percebi que para não me voltar a abandonar, tenho que te abandonar a ti.

Para sermos dois, temos que ser um primeiro. E eu não sou. Perdi-me pelo caminho, pelas escolhas, pelos erros.

Só lamento ter-me apercebido disso tarde. Só agora tive força. Aliás, só agora reconheço a minha força. 

E sabes que mais? Estou-me a encontrar. Cada segundo que passo sem ti, cada sorriso que dou sem o motivo seres tu, a cada expiração liberto um pouco de ti… Como um fumo que me intoxica e que eu agora liberto do meu organismo.

A cada milésimo de segundo deixas de fazer parte de mim e isso alivia-me de certa forma. Não porque não te amei, sabes bem que a certa altura foste os meus pilares, mas porque estou a voltar a ser quem era. Sem amarras, sem palavras que me levam para trás. Estou aliviada por voltar a ser eu própria os pilares da minha vida e sobretudo da minha felicidade. 

Esperanças? Ainda tenho. Arrependimentos? Também. Talvez devesse ter insistido mais? Talvez... Mas resolvi amar-me, em vez de te amar a ti. E garanto-te, não há nada que substituía a sensação de ter amor próprio.

Feliz dia do amor próprio (hoje e todos os dias do ano) :)

(Já tinha saudades de escrever um dos meus textos à la início do blog com uma música como inspiração! ahah)







quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Opinião: Dei-te o Melhor de Mim de Nicholas Sparks

Nicholas Sparks | 299 p.
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Sinopse: Este novo e aclamado romance de Nicholas Sparks conta a história emocionante de Amanda e Dawson, dois adolescentes envolvidos na mágica experiência do primeiro amor. Contudo, sob a pressão familiar e social, são obrigados a seguir vidas distintas. Somente vinte e cinco anos mais tarde voltam a encontrar-se, por altura da morte do único homem que tinha protegido o jovem casal apaixonado. E se para ambos o amor de outrora se revela intacto, confrontam-se inevitavelmente com as escolhas feitas e os compromissos assumidos. Qual então o sentido daquele encontro, se nada podia mudar o passado? (Fonte: Bertrand)






Dei-te o melhor de mim é o livro dos amantes que se reencontram após quase uma vida separados.

É o segundo livro que leio de Nicholas Sparks e já desde o primeiro que tenho a impressão que ele é completamente diferente de todos os autores e nos surpreende com finais completamente fora do normal. 

O livro aborda o primeiro amor e o reencontro de Dawson Cole e Amanda Collier, que depois de 25 anos, se encontram perante circunstâncias difíceis: a morte de uma pessoa querida, Tuck.

Tuck foi o homem que acolheu Dawson quando este abandonou a casa (de má fama) da família Cole. Quando a rapariga rica e o rapaz de más famílias começaram a namorar, era na garagem de Tuck que passavam a maior parte do tempo, enquanto Dawson reparava carros.

O seu namoro nunca foi aceite pela família de Amanda, e agora anos depois, Amanda já casada enfrenta a dificuldade de decidir entre o seu amor que tinha tudo para dar certo, mas é um conjunto de "e se" e o amor atual, que embora com mais problemas e não tão fervoroso quanto o seu primeiro, é mais maduro.

Pelo contrário do que era esperado, quando se encontraram não houve clima estranho entre os amantes de longa data, o que prova o quanto aquele amor é real e não um simples episódio da adolescência. Porém as coisas não correm como o esperado.

Todo o fim de semana da cerimónia da morte de Tuck foi planeado por ele, de modo a tentar clarificar a relação inacabada entre os dois jovens. E numa sucessão de eventos em que a decisão cabe a Amanda, a escolha foi feita (e muito sabiamente devo dizer).

O que acabamos por constatar com este livro é que por muito que um primeiro amor seja maravilhoso, pode ser simplesmente um vislumbre do que podia ter sido se tivesse resultado, cheio de incertezas e lacunas de conhecimento sobre a pessoa que outrora foi o nosso tudo.

Sabe-se desde o início ao fim o que representa esse "Dei-te o melhor de mim" e o quão importante é dar-mos o melhor de nós a cada pessoa especial com quem nos encontramos nesta vida tão curta e imprevisível. Num momento podemos ter um futuro definido, no outro o nosso mundo poderá virar do avesso e a única coisa que temos são as pessoas que permaneceram do nosso lado e as que cativamos, ainda que possam não ter estado sempre presentes.

Assim, restam memórias, momentos e, acima de tudo, o melhor que lhes demos de nós.

Todo o livro é escrito com uma fluidez impressionante e à medida que avançamos na leitura mais suspiramos receosos do futuro que os protagonistas terão. Ficamos constantemente de coração nas mãos tentando adivinhar se este é afinal um livro onde vence o primeiro ou o último amor.


*spoiler alert*
Como já puderam constatar, gostei muito do livro! Achei-o muito equilibrado em termos de detalhes, não nos sobrelotando de informação, mas também não deixando propriamente lacunas que não nos fizessem entender a história. Este é daqueles livros que nos faz sonhar com um amor como aquele e que ainda assim nos deixa os pés bem assentes no chão, permitindo-nos confrontar a realidade: um sentimento bonito não passa disso quando temos mais para desistir do que propriamente ganhar. Preferindo-se uma pessoa real do presente do que uma imagem esbatida do passado.

Deixei-vos o trailer do filme baseado no livro aqui em cima. E, só pelo trailer, já vejo imensas diferenças do livro para o filme, mas desde que esteja mais ao menos na mesma linha do livro não me importo. ;)

Ficaste curioso(a)? Lê o livro para descobrir mais detalhes! ;) Ou caso já o tenhas lido comenta o que achaste nos comentários. ;)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

6 motivos para (não) votar


Ainda no tema das eleições, e dada a elevada taxa de abstenção, aqui vos deixo 6 justificações pelo qual não deves votar.

1- Não percebo nada de política.

Não percebes? Tira uma hora dos teus dias para pesquisar os candidatos, em que movimentos estiveram no passado, quais as suas opiniões de momento, lê os jornais e vê os debates entre eles.

2- Votar, para quê? Como assim o meu voto não muda nada...

70% de abstenção nos Açores! Se todos esses votassem no Vitorino Silva ele não só tinha garantido um 4º lugar como também tinha passado à frente da Maria de Belém. E esta proesa só considerando os que se abstiveram nos Açores... Agora, se fôssemos fazer contas ao nível nacional, com a união de todos até o Cândido Ferreira tinha sido Presidente.

3- Os outros que decidam. Bei, não vou sair do meu sofá para ir votar!

Não sais do sofá, mas depois vais para as redes sociais refilar que o governo é isto ou aquilo... Que irónico! Quem não vota não tem do que refilar, conforma-se com a escolha de quem votou.

4- Não me identifico com nenhum dos candidatos.

Ao votar não se está a pedir em namoro nem muito menos para escolher a alma-gémea isente de defeitos. Se não te identificas, vota em branco. A abstenção não é solução!

Se bem que no meio de todos aqueles há sempre algum que tenha algo em comum com o que nós pensamos. Porque apesar do que muita gente pensa não existem só 2 partidos em que votar, a oferta é muito maior. E diga-se de passagem, votando ora num ora noutro, é mesmo assim que o país não sai do buraco negro em que está.

5- Quem ganha não me aquece nem me arrefece.

Tu até podes estar bem na vida, mas mais de metade do país não está. Se queres viver para os teus interesses vai para o meio do mato, caso contrário lembra-te que existem mais pessoas nesta sociedade para além de ti que podem não ter o que tu tens porque simplesmente vivemos num sistema viciado que recompensa os ricos e empobrece ainda mais os pobres. 

6- Estou fora da ilha.
Ah Ah Ah, usei esta nas legislativas! Mas no meu caso não pedi propositadamente a declaração para votar antecipadamente, pois nunca tinha votado e não sabia bem qual o procedimento, daí ter preferido esperar para votar quando estivesse com alguém que já o tivesse feito.

Mas mesmo assim não vale de nada justificar um não-voto porque existem sítios na internet onde nos podemos informar. Para quem não sabe, AQUI estão explicados os procedimentos e NESTE as circunstâncias em que se pode exercer o voto antecipado.


E pronto, chegamos ao fim dos nossos 6 motivos para "não" votar e como podes ver todas as justificações que se dão acabam por ser superficiais de modo a fugir ao ponto fulcral da questão: Herdamos a liberdade e não lhe damos valor.

É muito bonito dizer-se nos aniversários de 18 anos que agora já se pode ir para a cadeia, mas é ainda mais importante o facto de com essa idade te tornares uma peça fundamental e ativa na sociedade, que pode decidir o seu futuro exercendo o seu direito, mas acima de tudo DEVER de voto. Pensem nisto para as próximas eleições.