sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Environmentally Friendly | Elias Zanbaka

Environmentally
Sinopse: Out of seven billion people, one man has declared war on Mother Nature and plans to bring it to its knees.

Out of all the criminals in Los Angeles, he's the number one target being hunted by the LAPD tonight.

And out of the entire LAPD, one officer is hell-bent on helping him complete his mission.

Environmentally Friendly descreve uma perseguição a Alan Bushnell, um veterano de guerra com stress pós-traumático. De início não sabemos exatamente o que se está a passar, apenas que há uma perseguição ao Sargento Major Bushell, que fugiu de uma instituição psiquiátrica e se encontra munido de um lança-chamas e uma motoserra. A missão deste Sargento é apenas uma: declarar guerra à mãe-natureza.

Este thriller transporta-nos para uma cena de grande tensão e a escrita é muito rica em detalhes. Gostava que este livro fosse maior e mais desenvolvido para que pudéssemos ter acesso a um contexto mais abrangente dos motivos que levaram a esta missão do Sargento.

Classificação: ★★★☆☆

Compra aqui: AMAZON

Aviso Legal: Este livro foi-me enviado pelo autor em troca de uma resenha honesta. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas.

Com amor, Brenda

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Despedaçada (Broken #1) | Tânia Dias

Despedaçada
Sinopse: Assumir o seu papel como líder não estava nos planos de Alexia White, mas quando a sua mãe perde a vida num terrível assalto ao castelo, ela vê-se sem opções. 

Num mundo onde os fracos se distinguem dos fortes pelos dons que possuem, Alexia está no topo da lista e precisa de aprender a lidar com os seus dons se pretende recuperar Starnyz das garras do traidor. Ian Bealfire, um homem que exala arrogância e prepotência por todos os poros, parece disposto a ocupar o lugar de seu Mestre. 

Há quem diga que a jovem está destinada a salvar o mundo mas despedaçada pelas perdas que sofreu e assombrada pelas memórias do passado, será mesmo capaz de o fazer, quando nem a si parece ser capaz salvar?
Despedaçada transporta-nos para o mundo de Alexia White, uma princesa que perdeu recentemente a mãe, e que agora tem que assumir as funções que sempre negligenciou. Mas Alexia não é uma moça qualquer, ela é uma das sortudas que possui a capacidade de controlar os elementos, ou melhor tem essa potencialidade mas necessita da ajuda de um Mestre que a ensine a utilizar o seu dom. E é aqui que entra o Ian Belfire! Este mestre sedutor, irresistível, arrogante e muito inteligente quer a todo o custo conquistar o coração de Alexia. Será que vai conseguir?



Tenho que dizer que para primeiro livro este está muito bom, mas confesso que de início, e até meio do livro, achei-o um pouco confuso e de desenvolvimento lento. Senti que não tinha as informações que precisava para ter uma visão geral deste mundo em que as pessoas podem dominar os elementos. Gostava que isso tivesse sido um pouco mais explorado porque afinal nós não sabemos exatamente o que existe neste mundo mágico e até parece que nem a própria Alexia sabe visto que faz uma pergunta nas últimas páginas (que não posso especificar para não spoilar) que me fez questionar "Então ela não sabe estas coisas? Ok que negligenciou os seus estudos mas há um básico que se tem que saber para simplesmente viver...". Sabemos que existem determinadas criaturas mágicas que são mencionadas em alguns momentos do livro, mas e que mais? Além disso, a história tem falhas ao nível do português, algumas incoerências, personagens que mereciam um desenvolvimento maior, mas ainda assim é um mundo cativante e que nos faz querer descobrir mais e mais!

Quando chegamos ao fim do livro não há pontas soltas e gostei muito disso!

Gostei do crescimento da Alexia ao longo do livro. No início não me conseguia identificar com esta personagem, mas por fim ela conquistou-me. Alexia cresceu tanto e abraçou sem medo a pessoa que tem que ser para liderar o seu povo e esse crescimento é muito bonito de se ver. Em relação ao protagonista masculino, o Ian Belfire, achei-o muito superficial e só comecei a gostar dele lá para o fim do livro. Em parte achei-o muito cliché, demasiado arrogante e inconsistente com as suas atitudes e só quando as personagens tinham momentos em que ficavam sozinhas, sem distrações, é que senti que o romance começou a ser melhor explorado e realmente as personagens começaram a revelar o seu enorme potencial.

E o ship? Não sei bem se sou #TeamIan ou #TeamAaron, mas gostava que o Aaron tivesse mais oportunidades de mostrar aquilo que traz de bom para a Alexia pois até agora sinto que ele só a prende e não a deixa evolui. Precisamos de mais momentos entre a Alexia e o Aaron para ver efetivamente a relação deles.

O final deixa-nos a querer ler o próximo livro e adorei isso, porque para um livro cuja leitura não me agarrou no início a autora conseguiu dar a volta, aumentar a tensão do enredo e deixar-me sem fôlego, de borboletas na barriga e a querer ansiosamente ler o próximo volume.

Já leste este livro? Se sim, o que achaste? Se não, do que estás à espera para o ler? 😉

Classificação: ★★★

Compra aqui: Wook | Bertrand

Aviso Legal: Este livro foi-me enviado pela autora em troca de uma resenha honesta. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas.

Com amor, Brenda

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Death of Dreams | Shruti Agrawal

Dreams

Death of Dreams é um livro curtinho mas com um conjunto de poemas que valem por mil. Fala sobre amor-próprio, desilusões e corações partidos.

Shruti escreveu um livro tocante e com uma maturidade impressionante. Shruti tem 16 anos! 16! E escreve com uma profundidade sem igual, parece que teve vivências tão profundas que a fizeram escrever com uma precisão sem igual sobre os temas que aborda.

O livro não tem uma estrutura definida, ou seja, não tem uma linha de evolução do género "descoberta dos sentimentos, amor, coração partido, amor-próprio", como estamos habituados a ver em muitos livros de poesia. Todas as páginas têm uma história diferente e, por vezes, senti que estava numa montanha russa de emoções: numa página sentia que duas almas se conectavam de forma linda, noutra o meu coração quebrava, na seguinte voltava a ter esperança na vida e a seguir caía de cara no chão porque sou trouxa mesmo. E o amor-próprio não é uma etapa final, mas sim uma jornada ao longo de todo o livro. Gostei disso neste livro, pois a vida não é linear. As coisas não evoluem como nos livros de romance e o amor-próprio não tem que vir depois das desilusões e sim ao longo de toda a nossa jornada.

Cada poema podia ter várias interpretações, de acordo com cada leitor, mas de uma forma geral eles são bastante claros e bem fáceis de interpretar. O que me agradou mais foram algumas escolhas de palavras que ela utilizou. Ora vejam um dos meus poemas favoritos:
Take a tour within your soul,
And explore places
You've never been to
Because before you expect
Others to know you.

You need to understand
Your worth,
And have a better view.
Se com 16 anos já escreve de forma tão sensível, espero para ver o seu crescimento ao longo dos próximos anos e  nas próximas obras.

Esta é uma leitura bem rápida, visto que o livro tem 58 páginas, onde cada poema fica guardado com carinho no nosso coração. É um livro ótimo para levar numa tarde de praia ou para fazer detox de outras leituras.

Classificação: ★★★★☆


Aviso Legal: Este livro foi-me enviado pela autora em troca de uma resenha honesta. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas.

Com amor, Brenda

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Ponto Sem Retorno (Giselle #1) | Gabriela Simões

Giselle

Aviso Legal: Este livro foi-me enviado pela autora em troca de uma resenha honesta. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas.

Giselle Levy é uma moça de 17 anos, meio-bruxa, que vive isolada com o seu avô nas imediações do Reino de Kendrad. Como o avô está doente e não pode trabalhar, cabe a Giselle ser o sustento da casa, mas como tem que se esconder do Rei e dos seus guardas, que proíbem a existência de criaturas mágicas no seu reino, Giselle não pode propriamente trabalhar no centro e faz aquilo que pode para trazer comida para casa: rouba. 

Mas um dia as coisas não correm bem e ela terá que lidar com as consequências da sua ambição.

Gostei muito desta história! Tem um pouco de tudo o que gosto: fantasia, romance, amizades para a vida e uma protagonista "badass"! Adorei a Giselle, achei-a muito carismática, mas confesso que em alguns momentos detestei que chegasse a ser arrogante a ponto de não saber quando deve parar, mas uma coisa não lhe posso tirar: a rapariga foi sempre consistente com as suas atitudes ao longo do livro. Giselle é muito confiante, determinada e não tem papas na língua.

Entendo todo problema de confiar ou não nas pessoas que conhece no palácio, mas ainda assim acho que isso não devia ter afetado pelo menos uma demonstração clara do que Giselle sente por determinadas pessoas. Achei o livro um pouco morno em termos de romance, shipei um casal em alguns momentos mas precisava de mais, um beijinho pelo amor de Deus! Achei que a Giselle estava a combater demasiado o que sentia.

A certa altura já estava um pouco confusa porque o livro parecia um quadrado amoroso, mas ainda assim não acontecia uma grande demonstração de toda aquela confusão de sentimentos que ia dentro dela. Nas últimas páginas algumas coisas foram explicadas, mas sinto que aconteceu tudo muito rápido, precisava de mais! Acredito que no próximo livro a autora explique algumas das coisas que ficaram em suspenso. Além disso, espero que hajam mais momentos com o avô, visto que depois de irem para o palácio parece que ele sai um pouco da fotografia...

Ponto Sem Retorno é uma leitura muito leve e rápida, que nos transporta para Kendrad e não descansamos enquanto não descobrimos o que irá acontecer com Giselle (eu que o diga... li o livro em 2 dias!).

Não sei se fui eu que agarrei este livro ou se foi o livro que me agarrou.

Agradeço à autora que me enviou o seu livro para eu resenhar de forma honesta, muito obrigada pela oportunidade de ler esta história incrível, Gabby! Aguardo ansiosamente pelo próximo!

Este é o livro ideal para ler relaxado(a) numa tarde de verão ou enrolado numa manta num dia chuvoso.

Classificação: ★★★★☆

Com amor, Brenda

terça-feira, 11 de junho de 2019

Bree | Tay Lopes

Bree

Editora: Maresia | Compra este livro falando diretamente com: @taylopesl !

Bree Miller é uma jovem de 15 anos que há 4 anos teve a sua vida virada do avesso: o seu pai foi preso e em consequência, Bree e a sua mãe começaram a ser alvo de chacota na cidade, um dos seus melhores amigos deixou de lhe falar e sofre de bullying na escola. Desde que tudo isso aconteceu na sua vida, Bree não se sente completa. Além de ter perdido a ligação afetiva com os pais, perdeu o seu dom para as palavras e perdeu também uma das pessoas mais importantes da sua vida: Ethan Foster.

A minha primeira impressão desta história foi que a vida de Bree gira demasiado à volta do Ethan, o melhor amigo que lhe deixou de falar após a sua família ter sido afetada pelo crime do pai de Bree. Além disso, entendo o conceito do livro mas sinto que faltam umas ocasiões de trabalhos de casa pelo meio, de estudo e penso que por vezes os parágrafos em que é descrito como ela se sente quando o vê são um pouco demais. Entendo que ele é muito importante, mas ela não pode achar que é "meia" ou uma metade de pessoa sem ele ou que ele é a estrela e ela um simples pirilampo (vagalume). Ela é uma pessoa completa, pode não se sentir assim, mas é, e não é ele que tem de a completar, ele é só um acrescento à pessoa completa que ela deveria ser.

Porém entendo que aos 15 anos é realmente isso que sentimos, os primeiros amores são sempre o centro do nosso mundo e sentimos que uma vida sem aquela pessoa não é uma vida completa.

Mas caramba, o Ethan é um idiota que fingia não gostar dela, tem atitudes boas por vezes, mas continua a ser idiota e a tratá-la mal mesmo depois de tudo o que passaram. Os erros foram do pai dela e não dela pelo amor de Deus! Eu sei que ele tem 16 anos, mas achei que esta personagem não foi consistente, pois por vezes tinha atitudes muito maduras e outras em que era um completo idiota e parecia ter 10 anos.

Penso que no fim a autora quis mostrar a evolução do amor entre os dois e fazia transições de anos, mas penso que podia ter explorado mais essa parte, pois gostaria de ver mais investidas do Daniel com a ausência do Ethan, gostaria de ter visto mais o que sentiram e o quanto evoluíram enquanto pessoas nessas passagens de tempo.

Tay Lopes escreve de uma forma muito poética e que me remete para os meus anos de adolescente (que não foram há muito tempo ahah). 

Este livro transporta-nos para o tempo em que vivíamos os amores mais puros e despreocupados e descreve-os com uma leveza que nos faz sentir saudades de quando as coisas eram simples aos 15 anos.

No fundo é um romance fofinho e retiramos a conclusão de que as pessoas têm que se conhecer a si próprias primeiro, antes de iniciarem uma relação, seguir os seus sonhos por vezes tendo que abandonar quem amam e é assim a vida. Bree e Ethan mostraram não o que deve ser o primeiro amor, mas sim o que deve ser o último amor, aquele em que somos aceites pelo que somos e não nos é exigido que abdiquemos da pessoa que somos em prol do outro.

Li este livro em 24 horas, o que é incrível para quem está de ressaca literária. Logo, podem ver que é um livro que me cativou bastante e não consegui largar enquanto não terminei.

Nota: Este livro foi-me enviado pela autora, em troca de uma resenha honesta, fosse ela positiva ou não. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas.

Classificação: ★★★★☆

Com amor, Brenda

terça-feira, 28 de maio de 2019

Demons of Time: Race to the Seventh Sunset (Time Travelers #1) | Varun Sayal

Demons


A história começa por se desenvolver na Índia, no ano 3077 B.C. Tej é um homem simples que vive uma vida humilde, mas o seu passado é de muita dor e sofrimento. Em criança testemunhou a tortura aplicada à sua mãe por dois demónios do tempo Kumbh e Vetri. Depois de anos de captura, conseguem escapar com a ajuda de Rigu, um homem sábio que os ajuda a chegar à sua vila em segurança.

Vinte anos se passaram, Tej tem a sua própria família e vive relativamente em paz consigo próprio, até que Rigu o visita e pede a sua ajuda: Kumbh escapou da prisão do futuro em que o tinham colocado e Tej é o único que pode viajar até 2024 A.D para o capturar novamente.

Este é o momento que Tej esperou desde que fugiu com a mãe, este é o momento em que Tej fará a diferença e vingará todo o tormento que assombrou a sua.



Já tinha lido a short-story Time Crawlers e, por isso, já estava um pouco familiarizada com a escrita do autor mas este livro surpreendeu-me IMENSO! Adorei a forma como está escrito, não demasiado curto nem demasiado longo e foi muito agradável ver a expansão dos conceitos abordados em Time Crawlers neste livro. 

O autor faz um excelente trabalho ao explicar cada conceito, o que é uma maravilha para os iniciantes em ficção científica, e especialmente iniciantes em teorias do tempo, pois não se atrapalham a ler esta história.

O Tej é uma personagem muito inteligente e as suas ações são bastantes consistentes com a pessoa que ele demonstrou ser desde o início. Também gostei de ver todo o "futurismo" descrito por Tej em volta do ano 2024, que para nós está à distância de 5 anos.

Gostei muito do desenvolvimento da história, não desilude e os plot twists são muito bons! Recomendo vivamente a leitura deste livro. Se gostam de ficção científica este é um must-read!

Classificação: ★★★★☆

Nota: Este livro foi-me enviado pelo autor em troca de uma resenha honesta, fosse ela positiva ou não. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas. 

Com amor, Brenda

sexta-feira, 17 de maio de 2019

And We Call It Love | Amanda Vink

Love
Nota legal: Este livro foi-me enviado pela editora via Netgalley em troca de uma resenha honesta. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas. 


And We Call It Love (tradução: "E chamamos isto de amor") é um livro de poesia que nos traz uma história de amizade, relações tóxicas e força interior.

Claire e Zari são melhores amigas. Escrevem músicas juntas, conhecem-se melhor do que ninguém e são inseparáveis.

Claire é uma miúda com algumas dificuldades por isso o dinheiro que faz a tocar violão na rua é para preencher necessidades que existem em casa. Zari vem de uma família com dinheiro e está constantemente sobre a pressão de concretizar o que os pais sonharam para ela.

O problema é que os pais de Zari não gostam de Claire... nem o seu recente namorado, Dion.

Quando um namorado não gosta da nossa melhor amiga, isso já é sinal de que algo está mal. Das duas uma: ou realmente a nossa amizade não é a melhor, mas isso já nós sabemos - e lá está, insistimos nessa relação também tóxica-, ou isso é um alerta para prestarmos atenção ao nosso(a) parceiro(a). Mas Zari ignorou todos os sinais.

Identifiquei-me muito com este livro porque já fui a Zari em algumas situações e já fui uma Claire tentando resgatar uma amiga dessa situação. Sei o quão difícil é vermos que as pessoas nos afastam e não sabemos bem porquê, mas é preciso ter muita paciência e ser sempre um apoio para aquela amizade, mesmo que não concordemos com o rumo que a pessoa está a tomar.

"É difícil para uma árvore sobreviver sem o seu sistema de suporte"

Nós vamos achar que a pessoa sabe bem em que situação está e não sai porque não quer, mas as coisas são muito mais complicadas do que parecem. Para quem está na situação é muito difícil sentir que pode sair, há sempre o medo das consequências de terminar a relação. O que o Dion fez foi tirar o sistema de apoio à Zari e os pais, querendo ou não, também contribuíram para isso. Começou com pequenas coisas que lhe deitaram abaixo a auto-estima e depois voltou a inflá-la com as típicas palavras "amo-te", "preciso de ti" e ela até acha que o problema de ver algo de errado com o comportamento dele é puramente culpa dela. 

Aprendi com o Dion que normalmente os abusadores são meninos insatisfeitos consigo próprios e que têm que ser o centro do universo a todo o momento e quando encontram o seu alvo não vão descansar enquanto não vergam a pessoa à sua vontade.

Com este livro pensamos muito sobre quantas vezes não toleramos algumas atitudes como as Dion, quantas vezes não nos culpamos por algo que o outro tenha feito porque "foi consequência das nossas ações", quantas vezes nos apagamos para o outro brilhar porque se brilharmos vamos ter repercussões, seja físicas ou psicológicas? E não falo só relativamente a relação amorosa, falo também de amizades e família. Temos de parar de nos anular por outras pessoas. Temos de parar de romantizar aquilo que é tóxico.

O livro está tão bem construído que os poemas parecem prosa e a história das duas amigas é contada de uma forma tão fluída que nos perdemos no tempo. Adorei o facto de o narrador ir variando, permitindo-nos ver a situação das duas perspectivas: a da vítima e a da amiga que se sente sem poder de ajudar a outra.

Por isso, recomendo vivamente a leitura deste livro, porque ele conta-nos uma história pela qual já podemos ter passado em algum momento da nossa vida, ou então que vimos alguém passar e mostra-nos que é preciso agir, nem que seja pela pequena grande ação de estar ali pelo outro.

Para quem está iniciando as leituras em inglês este livro é uma boa aposta, visto que a sua linguagem é bastante simples e sem grandes floreados, a autora diz o que tem a dizer e a mensagem é bem clara. 

Gostaria de agradecer à autora Amanda Vink, à editora West 44 Books e ao Netgalley pela oportunidade de ler este livro. Um dos melhores que li até agora em 2019!

Classificação: ★★★★★

Com amor, Brenda