quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Fireside Chat with a Grammar Nazi Serial Killer | Ryan Suvaal

Killer
Sinopse: 
Seventeen gruesome killings across the United States, within a span of six months and there is one clear connection among victims. They were all writers. 
While media is decorating the murders with sensationalist stories, and law enforcement is playing catch-up, the homicidal maniac remains elusive and secretive. 
Things get very interesting, when one day she decides to appear on an internet talk show for an honest fireside chat.

Nota: Este livro foi-me enviado pelo autor, em troca de uma resenha honesta, positiva ou não. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas. 



Oh meu deus, o que é que acabei de ler? Que livro divertido!

É-nos contada a história de uma serial killer que mata pela raiva que os erros gramaticais lhe dão.

Grazine, pseudónimo desta serial killer,  justifica esse sentimento que lhe incita a matar com o facto de investir o seu tempo valioso a ler os livros para depois eles estarem repletos de erros gramaticais que lhe saturam a paciência.
"I invest my valuable time reading a book. (...) But when I start noticing typos, comma splices, sentence sprawls, lack of parallelisms in sentence structures, overuse of commas or complete lack of them. These gaffes just fuel my fire."
Grazine mata-os nas mais variadas circunstâncias e deixa sempre uma pista para reivindicar o assassinato: um livro do(a) autor(a) com os erros gramaticais assinalados e outras notas.

Mas Grazine tem o bom senso de não se achar perfeita, também ela escreve com erros gramaticais, mas justifica as suas ações dizendo que ela não pretende que leiam o que escreve, mas que se um autor escreve o seu livro e pretende que muita gente o leia então Grazine, enquanto leitora, está no seu direito de exigir perfeição.

Neste livro até se fala na perspetiva das opiniões menos positivas dos bookbloggers por causa da gramática.

Bem, aqui um aparte, comigo não vão ter esse problema, porque se o livro é em inglês, e visto que a minha língua materna é  o português, ainda que tenha estudado muitas destas coisas "técnicas" do Inglês quando andava no básico e no secundário, já não sei olhar para elas e perceber se está errado. Movo-me pelo "isto soa-me bem" ou o contrário, ou seja, apesar de tudo eu só preciso de compreender e não ando a reparar propriamente nesses erros. Mas sei que provavelmente os cometo ao escrever os posts em inglês. (Não me mates Grammar Nazi Serial Killer!)

O livro é bem pequenino, por isso não quero adiantar muito mais, mas quero salientar algumas citações que se evidenciaram e gostava de partilhar convosco:
"But when you did not respect me as a reader, WHY SHOULD I RESPECT YOU AS A WRITER?"
#storytime Achei piada a esta! Publiquei uma resenha de um livro na página do facebook do blog e houve um autor  que me respondeu que tinha escrito um livro no mesmo género e fez um breve resumo sobre o mesmo. Respondi ao comentário dele dizendo que o livro dele até parecia interessante (pelo que ele tinha explicado) e ele enviou-mo por email no mesmo dia. Eu achei atencioso da parte dele e agradeci, claro, mas a verdade é que não tinha fechado parceria nenhuma, mas senti-me um pouco na obrigação de ter que o ler e fazer uma opinião, visto que ele me mandou o livro. #Brendatrouxa

Apesar de eu encarar a receção dos ebooks como um compromisso, abri uma exceção para este autor no momento em que ele tratou mal imensa gente, inclusive a mim, num grupo de bloggers portuguesas.

Depois dessas situações lá no grupo em que ele era racista, xenófobo e super mesquinho, falei com ele e disse-lhe que agradecia que me tivesse mandado o livro mas que não o ia ler nem resenhar, pois não aprovo aquele tipo atitudes e só trabalho com pessoas que respeitam os outros.

Achei as atitudes dele desprezíveis, não respeitou ninguém, inclusive desrespeitou potenciais leitores dos seus livros, e, acima de tudo, não nos respeitou como seres humanos.


Este blog é contra qualquer tipo de discriminação!


Desculpem o textão sobre isto, mas nunca vos tinha falado  sobre este assunto e quando li esta frase no livro veio-me logo à memória toda esta situação e decidi que era a hora de vos contar isto.

Quando lhe perguntavam se ela matava por género, cor, idade etc, e ela responde:
"I am an equal opportunities serial killer"
Contrastando com o que se vê, por exemplo, em Mentes Criminosas, que normalmente no perfil do suspeito ele tem sempre preferências. Esta serial killer mata "sem discriminar"!

Adorei também a crítica que o próprio autor faz a outros colegas autores. Hilariante!
"If I started punishing all writers commiting grammatical mistakes, I might end up wiping out an entire generation of writers from the planet."
Este livro é, na sua maioria, narrado em forma de entrevista num programa clandestino, emitido na Dark Web, o que conjugado com o facto de ser uma short story (história curta) acaba por dar um caráter muito leve ao livro. Mas admito que tive pena de o livro ser tão pequenino, gostava de ter lido mais sobre isto.

Este livro chega a ser ridículo de tão engraçado que é. A cada parágrafo há pelo menos uma gargalhada. E, acima de tudo, este livro ensina-nos a refletirmos sobre as coisas que nos irritam e sobre o que podemos fazer quando atingimos esse limite.

Classificação: ★★★★☆



Com amor,  Brenda



domingo, 10 de fevereiro de 2019

They Called me Wyatt | Natasha Tynes

Tynes
Sinopse: 
When Jordanian student Siwar Salaiha is murdered on her birthday in College Park, Maryland, her consciousness survives, finding refuge in the body of a Seattle baby boy. Stuck in this speech delayed three-year old body, Siwar tries but fails to communicate with Wyatt's parents, instead she focuses on solving the mystery behind her murder. Eventually, her consciousness goes into a dormant state after Wyatt undergoes a major medical procedure.

Fast-forward twenty-two years. Wyatt is a well-adjusted young man with an affinity towards the Middle East and a fear of heights. While working on his graduate degree in Middle Eastern studies, Wyatt learns about Siwar's death, which occurred twenty-five years ago. For reasons he can't explain, he grows obsessed with Siwar and spends months investigating her death, which police at the time erroneously ruled as suicide. His investigation forces him to open a door he has kept shut all hislife, a spiritual connection to an unknown entity that he frequently refused to acknowledge. His leads take him to Amman, Jordan where after talking to her friends and family members and through his special connection with the deceased, he discovers a clue that unravels the mystery of her death. Will Siwar get justice after all?

Não tenho como descrever o quão original este livro é de entre todos os livros que já li!

They Called me Wyatt é um livro especulativo passado entre os Estados Unidos e a Jordânia e trata de temas como a imigração, identidade, diferentes tipos de amor e a constante necessidade de se integrar numa terra estrangeira. 

Neste livro é-nos apresentada a história de Siwar Salaiha, uma estudante da Jordânia, que foi assassinada no dia do seu 25º Aniversário, cuja consciência migrou para corpo de um menino chamado Wyatt, que nasceu no dia em que ela morreu.

Três anos depois, Siwar emerge do subconsciente do pequeno menino e é aí que começa a contar-nos a sua história através dos olhos de Wyatt, focando-se no presente, como uma mulher de 25 anos no corpo de uma criança de 3 anos, integrada numa família que não é a sua, e foca-se, principalmente, no passado, na vida que viveu e deixou incompleta.

A história está dividida em duas partes. Na primeira parte, enquanto Siwar desespera pela sua condição de ter "reencarnado" no corpo de um bebé que nem sequer sabe falar e ler, são apresentados flashbacks sobre a sua vida em Amman e, posteriormente, nos Estados Unidos.

Siwar conheceu muitos "boys lixo" ao longo da sua vida e, inclusive, Wyatt depois de crescer também é um bocadinho idiota, mas, vendo pelo lado positivo, pelo menos não é um completo idiota e ajuda a solucionar o mistério do assassinato de Siwar.

Siwar é uma protagonista forte, cheia de vida e sonhos. E é por isso que a família dela não acredita que a sua morte tenha sido suicídio.

Siwar tem uma presença que é impossível ignorar.

E é isso que Wyatt irá descobrir. O menino loiro de olhos azuis cresce e apercebe-se que é diferente, que algo dentro dele mexe com as suas escolhas, que algo o faz sentir familiaridade com coisas que não devia sentir familiaridade, que algo o compele a visitar países Árabes, que algo o atrai para uma rapariga natural da Jordânia que ele até nem acha assim tão atraente.

Então na segunda parte do livro, a história desenrola-se em volta do que aconteceu com Siwar e sobre o turbilhão de emoções e vontades que existe dentro do corpo de Wyatt.

Quando a autora me contactou para ler uma cópia avançada do seu livro, a primeira coisa que fiz foi pesquisá-lo, pesquisei-o no Goodreads e achei que ele se destacava de todos os que já li... e não me enganei! Natasha escreve tão bem, até se critica, de certa forma, a si própria através da personagem principal e cria uma narrativa muito interativa, o que é de louvar porque a primeira parte da história é praticamente contada apenas por Siwar.

Confesso que a história tomou um caminho que eu não esperava, adotou uma parte futurista e isso agradou-me muitíssimo. Foi mais uma particularidade que o fez um romance tão diferente.

Uma das coisas que mais me marcou foi o facto de ela dizer que nunca pensou muito sobre a cor da sua pele no país onde vivia, mas que ao chegar aos EUA é que se apercebeu que a sua pele, e o seu sotaque, seria sempre um diferencial. E isso fez-me pensar em todos os crimes de ódio que acontecem pelo mundo fora em que alguém é excluído, ferido ou assassinado por ter vindo de outro país.

E confesso que acreditei fielmente no "final cliché", antes de a autora lhe dar a volta.

They Called Me Wyatt será lançado a 11 de Junho pela editora California Coldblood Books e eu mal posso esperar por poder adquiri-lo e oferecê-lo às minhas bookfriends.

Classificação: ★★★★★

Onde comprar: AmazonBook depository


Com amor, Brenda

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

The Silver Queen | Josie Jaffrey

Silver

Sinopse: The last city on Earth is contaminated. Now blood is the only thing that can wash it clean.

Julia is trapped inside the Blue as the Nobles fight over the few humans who are still alive. When the dust settles and she finds herself shackled to a new master, she knows she must escape or die.

Meanwhile, Cam has gathered a handful of comrades and is on his way into the Red to rescue his queen. But not all of his friends can be trusted, and not all of them will make it back alive.

The Silver Queen is the second book in Josie Jaffrey's Sovereign trilogy, set in a dystopian Europe where vampiric Nobles control the last remnants of the human race.
Nota: Este livro foi-me enviado pela autora, em troca de uma resenha honesta, fosse ela positiva ou não. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas. 

Este livro é uma fantasia distópica jovem-adulto localizada numa Europa futurista. É o segundo livro da trilogia Sovereign.

O primeiro livro deixou muitas coisas em suspenso e estava ansiosa por saber qual o destino de Julia e do Lucas. Claro que queria saber o destino de todas as outras personagens, mas como shipo a Julia e o Lucas, ou Jucas como gosto de os chamar, estava ainda mais curiosa para saber o destino destes dois.

Neste livro podemos então observar de perto as aventuras de Julia, que se ficar em Blue corre um sério risco de vida, e Cam, que continua na busca pela sua amiga, e rainha, Emmy.

Tanto Julia como Cam têm grandes decisões a tomar, decisões que implicam pensar logicamente, sem deixar que as emoções atrapalhem. Será que conseguem tomá-las sem pensar com o coração?

Um dos meus momentos favoritos do livro foi aquele em que as narrativas do Cam e Julia se encontram, pois a partir daí podemos acompanhar a evolução dos acontecimentos no mesmo local sobre duas perspetivas e vivências completamente diferentes.

Apesar de este livro responder a muitas questões, traz-nos ainda mais: Porque é que o Rei acordou (no final do primeiro livro) antes da Rainha ser salva? Porque é que depois voltou a adormecer? Esta foi uma das coisas que ficou sem explicação mas espero que todas as respostas nos sejam dadas no último livro da trilogia: The Blood Prince.

Silver
Capa de "The Blood Prince"

Agora, dizer que estou ansiosa para ler The Blood Prince é pouco...! Estou desesperada!

Existem tantas teorias, tantas possibilidades para o fim da história!

Quem será o Blood Prince (se bem que se é quem ficou implícito no fim deste livro não faz muito sentido, mas confio que a autora vai explicar isso muito bem!)? O que será do Lucas e da Julia? O que será feito de Blue e de outros povoamentos?

Eu ficarei a saber já amanhã, quando começar a ler a cópia avançada que a autora já me enviou (e à qual agradeço muitíssimo). Ler a Trilogia Sovereign tem sido uma jornada tão boa! Há muito que não lia livros de vampiros e a Josie fez renascer em mim este amor por estes seres do sobrenatural.

Esta trilogia rompe com tudo o que sabemos sobre vampiros (e zombies), sobre a raça mais fraca, os humanos, e sobre o amor entre mundos diferentes. Esta trilogia é tudo o que eu precisava de ler neste fase da minha vida.

O terceiro e último livro desta saga é lançado no dia 20 de Fevereiro e a resenha, aqui no blog, será publicada no dia 2 de Março.
Classificação: ★★★★★

O ebook do primeiro livro da saga está grátis como podem ver aqui: Josie Jaffrey's Website

A Josie é uma autora independente, por isso caso façam download e leiam o livro dela deixem a vossa opinião nos vossos blogs, no Goodreads, no Amazon, etc. É importante divulgar o trabalho deste autores, pois quantos autores independentes bons existem neste mundo e não têm o devido reconhecimento? Qualquer ajuda é bem vinda na divulgação de obras incríveis como as desta autora.

Onde podem comprar este livro: Josie Jaffrey's WebsiteSmashwordsiTunesKoboBarnes & NobleAmazon.

The Blood Prince já se encontra em pré-venda aqui: SmashwordsiTunes , Kobo , Barnes & Noble , Amazon e podem ver a sinopse do livro aqui: Goodreads.

Com amor, Brenda

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Catching Christmas by Terri Blackstock



Christmas


Sinopse: This Year, Christmas Comes Just In Time

As a first-year law associate, Sydney Batson knows she will be updating her resume by New Year's if she loses her current court case. So when her grandmother gets inexplicably ill while she's in court, Sydney arranges for a cab to get her to the clinic.

The last thing cab driver Finn Parrish wants is to be saddled with a wheelchair-bound old lady with dementia. But because Miss Callie reminds him of his own mother, whom he failed miserably in her last days, he can't say no when she keeps calling him for rides. Once a successful gourmet chef, Finn's biggest concern now is making his rent, but half the time Callie doesn't remember to pay him. And as she starts to feel better, she leads him on wild goose chases to find a Christmas date for her granddaughter.

When Finn meets Sydney, he's quite sure that she's never needed help finding a date. Does Miss Callie have an ulterior motive, or is this just a mission driven by delusions? He's willing to do whatever he can to help fulfill Callie's Christmas wish. He just never expected to be a vital part of it.

"Terri Blackstock's latest offering touches tender places with its quirky characters and stirring plot. Catching Christmas explores what happens when the paths of a disenchanted Taxi driver collide with that of an overworked attorney. Blackstock weaves a compelling, romantic tale that is sure to get you into the Christmas spirit!" —Denise Hunter, bestselling author of Honeysuckle Dreams

"Blackstock's Catching Christmas is not your average romance. Darling and laugh-out-loud cute, it makes the reader think about the important things in life. I read it in one gulp and wished there was more. Highly recommended!" —Colleen Coble, USA TODAY bestselling author of the Hope Beach series and the Lavender Tides series

Nesta história de derreter o coração, os leitores vão conseguir sentir o verdadeiro espírito de natal impregnado nas páginas deste livro.

Gostei imediatamente da premissa do livro. A história começa com um taxista de bom coração a ajudar uma senhora de idade que precisa de ir a uma consulta. Finn Parrish, o taxista, tem assuntos não resolvidos relativamente à sua mãe que morreu sem que ele tivesse coragem de ir vê-la ao hospital.

Portanto, todo o livro é o processo de redenção de Finn, que agora tem uma segunda oportunidade de fazer o que é certo.

Apesar de ter um ótimo coração, Finn não quer propriamente ter que passar o dia a ajudar a senhora Callie, até porque tem até ao natal para ganhar o dinheiro que precisa para pagar a renda, se não é despejado! Porém, Callie parece sempre precisar de ajuda e Finn questiona-se que tipo de familiares terá ela para a deixarem ir de táxi a onde quer que seja no estado em que ela se encontra. Até para a levarem a uma consulta chamaram o táxi!

Sydney Batson é uma advogada que está em risco de perder o emprego. Assim, Sydney contacta uma companhia de táxis para deixarem a sua avó no hospital, na hora da consulta. Apesar de querer acompanhar a avó ao consultório, ela não pode pois está perante um iminente despedimento e um ataque de nervos, pois tem que defender em tribunal o filho do investidor mais importante da sua firma.

O caso é estúpido, ninguém o quer aceitar e, portanto, impingem a caso à moça. Sydney quer cuidar o melhor possível da avó, que está claramente a piorar, mas tem que se apresentar no serviço extra-horas e esgotar toda a sua energia num caso que só lhe fará mal à reputação.

Ou seja, Sydney é a personificação de todos aqueles que estão num trabalho pelo qual estudaram muito, mas que como são novatos é-lhes exigido que façam o que mais ninguém quer fazer, precisamente porque são novatos. Mas Sydney não vê a verdade, ou melhor, não quer perceber a realidade da situação em que se está a meter ou nas escolhas que está a fazer para a sua vida ao deixar-se controlar pelos chefes daquela maneira.

Quando Finn conhece Sydney percebe que afinal ela não é uma familiar que não dá a mínima para a avó, percebe que é precisamente o contrário.

Emocionei-me tanto mas tanto ao longo deste livro. Velhinhos ou crianças doentes ou até mesmo animais a morrer etc, são coisas que me afetam profundamente! Chorei tanto a certa altura que dava para abrir uma fábrica de lágrimas humanas. Porém, nem todas as lágrimas foram de tristeza, muitas foram de alegria mesmo.

Callie é um anjo enviado por Deus que uniu dois seres humanos com diferentes histórias de vida, mas com algo forte em comum: o carinho que possuíam por Callie.

Recomendo a leitura a todos os que gostam de um bom livro de natal e de dar umas boas gargalhadas com as palavras sem filtro de uma senhora idosa. (A Callie é super divertida!)

Este livro, repleto de humor, é contado numa narrativa alternada em que podemos assistir em primeira mão à redenção de Finn e ao crescimento pessoal de Sydney.

Classificação: ★★★★★

Este livro está incluído na categoria "Livro que se passe no natal ou nas festividades de ano novo" do New Year with Books e na categoria "4 - Sinos | Um livro que se passe no natal ou inverno" do Christmas in the Books 2. Para saberes mais sobre estas maratonas acede ao separador "Maratonas Literárias" que se encontra no topo desta página.

Recebi esta cópia avançada pela editora, através do programa BookLookBloggers, em troca de uma resenha honesta, fosse ela positiva ou não. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas. Divulgo isto de acordo com o CFR 16 da "Comissão Federal de Trocas", parte 255: 
<http://www.access.gpo.gov/nara/cfr/waisidx_03/16cfr255_03.html>: "Guides Concerning the Use of Endorsements and Testimonials in Advertising."

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

I escaped North Korea! | Ellie Crowe & Scott Peters

Korea
Sinopse:
From multi-award-winning writer Ellie Crowe and bestselling children's author Scott Peters comes a gripping survival story about a young refugee's escape from North Korea. 


14-year-old Dae has been taught that his country's leaders are like gods and that their country is the best in the world. Yet all his family has to eat is watery porridge made from grass. At school, Dae and his friends bow before the leaders' giant portraits, their clothes flapping around their bony limbs. Dae begins to question why their rulers look so well fed.

When Dae's father is hauled away, he's left to fend for himself. The young teen dreams of saving his father. If he can cross the border into China, maybe he can earn enough money to bribe the jailors. But can he make it past the deadly border guards and high fences?

Does he have what it takes to escape?

If you like survival stories, you'll love this book.

Que livro...! Estou a escrever isto mal acabei a leitura e estou completamente abismada com o que acabei de ler.

Neste livro é-nos contada a história de Dae, um rapaz de 14 anos que está literalmente a morrer à fome na Coreia do Norte. Tudo é controlado neste país, cada passo é monitorizado pelo vizinho ou colega. Há sessões de auto-crítica quem que para além de terem de enumerar algum desrespeito a alguma lei têm ainda que apontar o dedo aos seus colegas e denunciá-los. Ou seja, imagina viver num mundo em que não há ninguém em que possas confiar, porque a pessoa mais tarde ou mais cedo terá que te culpar de algo para poder sobreviver.

Imagina um mundo onde não levar as fezes para a escola, para fertilizar os campos de cultura, é considerado desrespeito à lei!

O pai de Dae, cansado de não conseguir alimentar a sua família, tenta dar a volta à situação, mas é preso por tentativa de roubo. A mãe do rapaz parte então em busca de uma forma de poder tirar o marido da cadeia. Vendo-se sozinho, Dae tenta sobreviver e surge a oportunidade de atravessar a fronteira para a China e, assim, fugir.

O que mais me surpreendeu neste jovem foi a sua força e coragem ao longo de todo o livro. Mesmo perante as adversidades Dae conseguiu manter-se positivo o tempo todo.

O país vive completamente fechado em si mesmo, os seus Líderes são Deuses na Terra e é ensinado que os Americanos e os Sul Coreanos são o demónio e a causa de todos os problemas da Coreia do Norte. 

Este livro lembrou-me The Hunger Games e o governo do Snow. Lembrou-me Gilead de "A História de uma Serva" e lembrou-me todas as histórias que li sobre o ambiente de terror que se viveu nas Guerras Mundiais e que acabam por ser mais faladas do que propriamente estes casos que estão a ocorrer agora, neste preciso momento, na Coreia do Norte (e em outros países).

Afinal parece que estes livros distópicos de distopia têm pouco, certo? As histórias descritas neles estão realmente a acontecer do outro lado do mundo.

O holocausto foi um momento vergonhoso para a história da humanidade, é verdade, mas não podemos mudar o passado, apenas o presente e o futuro. E está claro que país descrito neste livro tem graves problemas e precisa urgentemente de mudanças. E tal como este existem muitos outros.

Apesar desta história não ser realmente o relato de uma vivência de alguém que escapou a este regime é, segundo a autora, uma compilação de histórias de refugiados e de factos precisos. Entristece-me saber que há pessoas reais que tentam sobreviver na Coreia do Norte onde praticamente tudo é proibido, ou que tentam fugir e não conseguem... Acima de tudo, é desolador saber que em pleno séc. XXI há pessoas que vivem sem liberdade.

Com este livro conseguimos sentir na pele o que é ser um refugiado e o quão importante é a ajuda dos outros neste processo de fuga em direção à liberdade.

É um infanto-juvenil pequenino, pelo menos na minha edição tem 83 páginas, mas ainda assim é um livro tão grande, tão cheio de história! Foi publicado a 29 de Novembro e podem comprá-lo aqui: Amazon .

Tenho que agradecer aos autores por me terem cedido esta cópia para vos poder trazer aqui a minha opinião, e um agradecimento especial à Ellie com a qual troquei emails.

Fui literalmente a primeira pessoa a classificá-lo e a escrever algo sobre ele no Goodreads, o que me deixa muito feliz por ter sido escolhida para resenhar e divulgar este livro.

O mundo precisa de conhecer esta história. O mundo precisa de conhecer todas as histórias destes refugiados e de perceber que existem pessoas que ainda estão em constante luta pelos direitos humanos mais básicos. Quantos Daes não existem por este mundo fora...? 

Classificação: ★★★★★

Nunca tinha lido nada destes autores, por isso este livro está enquadrado na categoria "Luzinhas de Natal | Um livro de um autor que nunca leste" do Christmas in the Books 2 (para saberes mais sobre esta maratona acede ao separador que está no topo do blog).

Beijinhos, Brenda

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

As Gémeas do Gelo (The Ice Twins) | S.K. Tremayne

Gémeas
Sinopse: 
"EU SOU A KIRSTIE
EU SOU A LYDIA
EU SOU CONFIANTE E ANIMADA
EU SOU PENSATIVA E SOSSEGADA
EU ESTOU VIVA
EU ESTOU MORTA
QUAL DELAS SOU?

Lydia e Kirstie tinham 6 anos e eram gémeas idênticas. Quando Lydia morre acidentalmente na queda de uma varanda, os pais mudam-se para uma pequena ilha escocesa, na esperança de reconstruírem, com a filha que lhes resta, as suas vidas dilaceradas.
Mas um ano depois, a gémea sobrevivente acusa os pais de terem cometido um erro e afirma que quem caiu da varanda foi Kirstie e não ela.
Na noite em que uma tempestade assola a ilha e deixa mãe e filha isoladas, elas dão por si a serem torturadas pelo passado e por visões inexplicáveis, que quase as levam à loucura. O que terá acontecido realmente naquele fatídico dia em que uma das gémeas morreu?"

Este é um livro sobre morte, sobre a vida de uma gémea sobrevivente e pais que escondem um segredo.

Os Moorcrafts são a família perfeita: o casamento perfeito, têm gémeas idênticas perfeitas, uma casa perfeita e empregos perfeitos.

Até que numa tarde de verão uma das gémeas cai de uma varanda e morre.

Esta é uma história de ficção sobre uma criança que perdeu a sua irmã gémea e sobre a consequente confusão que se cria na sua cabeça em relação à sua identidade. São gémeas idênticas e por isso não só é complicado identificá-las, como imagino que seja difícil olharmos para o espelho e vermos (também) o reflexo da nossa falecida irmã.

Achei simplesmente fantástica a dinâmica desta família em luto que aos poucos e poucos se desmorona cada vez mais, um pouco também por causa da culpa e desconfianças que existem entre o casal. 

Angus, o pai das gémeas e marido de Sara, destruiu a sua carreira ao esmurrar o seu chefe após o acidente. Além disso, em casa trata a mulher com desprezo, conservando sempre uma mágoa e raiva latente cuja causa é desconhecida.

Por obra do destino, Angus herda a casa da avó, numa pequena ilha escocesa, praticamente isolada do mundo exterior.

Então o casal decide vender a sua casa e ir para este sítio novo para começar uma nova vida.

Skye é um local para se curarem, para sararem as feridas e se unirem enquanto família. Mas obviamente que não é isso que acontece.

Mas nada é fácil nesta vida, certo? Por isso quando lá chegam a casa está em ruínas e para a recuperar e, posteriormente, vender terão que trabalhar muito!

Já para nem falar que o que acontece naquela ilha, fica naquela ilha, pois ela está tão isolada do mundo que ninguém seria capaz de ouvir os gritos ou pedidos de ajuda...

Como se viver numa ilha isolada em que se acredita viverem fantasmas e coisas do outro mundo não fosse suficiente, Kristie alega que ela é Lydia e que foi a sua irmã a morrer naquele fatídico dia.


Adorei as fotos sobre o lugar, deram um toque realista à história, o que torna o ambiente do livro ainda mais arrepiante.

É uma narrativa alternada que se desenvolve relativamente rápido em termos de acontecimentos e achei a confusão de identidades bastante credível.

Se lerem este livro, preparem-se, pois vão ser assombrados pelas gémeas Moorcrafts.

Este livro insere-se algures no género thriller e terror, com um quê de paranormal à mistura.

Um livro muito bem escrito e que nos agarra desde o primeiro capítulo. E o fim...? Arrepiante!

 O livro "As Gémeas do Gelo" é ideal para ler numa tarde de chuva!

Para concluir esta resenha, só tenho a dizer que A Rapariga no Comboio tem neste livro um ótimo rival e espero, sinceramente, que este livro seja adaptado para cinema.

Classificação: ★★★★★

Beijinhos, Brenda