sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Crazy Rich Asians | Kevin Kwan



Crazy
Nota: Apesar de ter lido o livro em inglês e ainda não ter tradução em Portugal, deixo-vos uma sinopse da edição do livro no Brasil.
Sinopse (BR): Best-seller internacional que inspirou uma das mais aguardadas adaptações cinematográficas do ano. Quando Rachel Chu chega à Cingapura com o namorado, o charmoso Nicholas Young, para acompanhá-lo ao casamento de seu melhor amigo, imaginava passar dias tranquilos com uma simpática família, longos passeios de carro explorando a ilha e bastante tempo ao lado do homem com quem um dia talvez fosse se casar. Só que Nick não mencionou alguns detalhes... Como o fato de sua família ter muito, muito dinheiro, que ela iria viajar mais em jatinhos particulares do que de carro e que caminhar de mãos dadas com um dos solteiros mais ricos da Ásia era como ter um alvo nas costas. Em pouco tempo, Rachel se vê transportada para um episódio de Gossip Girl, só que na Ásia e com pessoas podres de ricas, que não vão poupar a simples professora universitária das fofocas e intrigas. Isso sem falar na mãe de Nick, uma mulher com opiniões bem fortes sobre com quem seu filho deve – ou não – se casar. Um passeio pelos cenários mais exclusivos do Extremo Oriente – das luxuosas coberturas de Xangai às ilhas particulares do mar da China Meridional –, Asiáticos podres de ricos é uma visão do jet set oriental por dentro. Com seu olhar satírico, suas cenas memoráveis e seus vários momentos hiperultrafashion, Kevin Kwan traça um retrato engraçadíssimo do conflito entre os novos-ricos e as famílias tradicionais em seu romance de estreia, que já fez milhares de leitores chorarem de tanto rir no mundo todo.

Um dos livros mais famosos do momento e que neste verão teve direito a adaptação cinematográfica.

Esta é a história de uma família que é quase realeza em Singapura. Enquanto vamos conhecendo as várias linhagens da família, e respetivas perspetivas, vai desenrolando-se a história de Rachel Chu e Nick Young, um casal de professores universitários que namoram há 2 anos, e vão a Singapura  de férias para o casamento do melhor amigo de Nick. 

Assim, Rachel entra neste mundo, do qual não tinha absolutamente conhecimento nenhum, e é alvo de partidas e mau olhado por todas as interessadas no solteiro mais cobiçado de Singapura. Já não bastava isso como também a família de Nick encara Rachel como uma gold digger (a.k.a caçadora de fortunas), alguém que só pretende o dinheiro de Nick e dos Young.

Então Rachel começa a sofrer represálias por namorar com o futuro herdeiro da família Young.

Confesso que me irritou um pouco a Rachel sofrer, com tudo o que lhe faziam, e nunca dizer nada ao Nick! Deu vontade de arrancar a personagem do livro e dizer "Oh mulher, manda essas avestruzes interesseiras ir dar uma volta!", porém entendo que num mundo em que tudo é novo ela não queria que Nick percebesse que o "seu" mundo não estava a ser simpático para a sua cara-metade.

Paralelamente vamos também conhecendo a história de Astrid, prima de Nick e rainha do JetSet asiático, e do seu casamento que se está a deteriorar.

Gostei MUITO deste livro, apesar de ter levado 3 semanas a lê-lo! Não demorei a ler por o livro ser desinteressante, o problema foi mesmo ter lido numa edição em que a letra era extremamente pequena.

Ia ficando sem vista com esse tamanho de letra!

Este livro é um ícone de empoderamento cultural. Protagonizado por asiáticos, torna-se um ponto de referência para todos aqueles que se identificam com estas personagens e cultura.

Classificação: ★★★★☆

Tenho muita pena que o filme não chegue aos cinemas portugueses (pelo menos até agora não chegou). Mas televisões, comprem este filme por favor, nunca vos pedi nada!



quarta-feira, 7 de novembro de 2018

O Barqueiro | Claire McFall

Barqueiro

Sinopse: Dylan é uma adolescente, vive com a mãe, nunca conheceu o pai. 
Até agora. Quando o pai entra em contacto, e a convida a visitá-lo, ela aceita sem pensar duas vezes. E, contra a vontade da mãe, parte para Aberdeen, no Norte da Escócia. Vai de comboio, através de paisagens desoladas. Ao passar num túnel, dá-se um acidente terrível. E Dylan é a única sobrevivente. Ou talvez não.

Ao emergir dos escombros encontra-se numa paisagem desolada, desértica. E Tristan, um rapaz de olhos tristes, está à sua espera. 
É ele o barqueiro, é ele quem terá a missão de a levar, através de um cenário cada vez mais assustador, para o outro lado - tal como fez milhares de vezes antes, com milhares de outras pessoas. 

Desta vez, porém, tudo é diferente. Perseguidos por fúrias à caça de almas humanas, Tristan e Dylan aproximam-se cada vez mais. 
Mas há um limite. Eles já não pertencem a este mundo. E no outro lado, há uma fronteira que ninguém consegue passar. A não ser que…

O Barqueiro, inspirado no mito grego do Barqueiro do Hades, é uma história de amor profundamente original, que desafia os limites da morte. Obra premiada na Escócia, país natal da autora, Claire McFall, tornou-se um dos maiores bestsellers contemporâneos na China, onde já vendeu mais de um milhão de exemplares - e onde permanece há anos entre os dez livros mais vendidos.

Adorei, adorei, A-DO-REI! Uma história linda. Li o livro em um dia e senti que, quando o terminei, tinha passado um século de aventuras. 

No início do livro conhecemos uma Dylan curiosa para ir conhecer o pai, que se divorciou da mãe quando ela era pequena e nunca mais manteve contacto. Dylan entra no comboio para ir ter com ele e ao passar num túnel dá-se um acidente terrível. Inicialmente ela acha que foi a única sobrevivente, todavia, depois de conhecer Tristan, um rapaz da sua idade que estava ao fundo do túnel, começa a aperceber-se que algo não está bem. E é-lhe então explicado que morreu e Tristan é o guia que a ajudará a atravessar as terras perdidas em direção ao local onde a alma dela estará a salvo para a eternidade.

À partida questionei-me se o livro iria resultar, visto que os diálogos entre Tristan e Dylan teriam que ser extremamente completos para não nos aborrecermos e acreditem quando vos digo que: não aborrecem, muito pelo contrário!

Todo o livro é uma reflexão constante sobre a vida e a morte e, claro, como eles se apaixonam a questão que fica no ar é sempre "Será que o amor deles irá superar a morte?".

O único ponto menos positivo a apontar seria talvez o relacionamento com a mãe. Não consigo entender o fosso que existe entre as duas e, sinceramente, quando Dylan descobre que está morta até nem parece dar grande relevância a nunca mais poder estar com a mãe. Posso estar enganada neste sentido, mas pelo menos foi aquilo que senti.

"O Barqueiro" tem todos os pontos que aprecio num bom livro: romance cliché, um casal invejável, magia e boa escrita. A autora agarra-nos à história como poucas conseguem.

Não posso deixar de mencionar que a edição, tanto a capa como a ilustração que se encontra no início dos capítulos, está muito bem conseguida!

Este é sem dúvida um dos melhores livros que li na minha vida. No fim há um excerto da sequela e só vos tenho a dizer que a quero ler para ontem. Quero mesmo saber como a história irá continuar! Sem dúvida que recomendo a leitura. Não se irão arrepender!

Lamento que a esta resenha seja curtinha, mas por vezes quando adoro o livro tenho uma ENORME dificuldade em falar dele, por um lado porque há tanta coisa por dizer, e não quero dar spoilers, e por outro porque fico sem palavras para descrever o quanto achei o livro incrível. 

A sério, leiam e vão perceber porque fiquei encantada.

Classificação: ★★★★★

Nota: Livro lido para a categoria "Um livro com uma capa em tons escuros" - Maratona Fall in Stories

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Só no escuro podes ver as estrelas | Cristina Boavida



estrelas

Sinopse: Há muito tempo que Sofia deixou de ter vontade de acordar. É verdade que está desempregada, que tem um namorado desinteressante e que vive com uma mãe deprimida, mas tirando estes pequenos "infortúnios", tão banais nos dias que correm, não se pode queixar da vida. Na verdade, a existência de Sofia não é muito diferente da de todos nós. Mas de uma noite para a outra, o seu mundo fica virado do avesso. E tudo começa a mudar no momento em que um estranho entra na sua vida.

Um livro nacional surpreendente e com uma das melhores protagonistas mais sinceras que tive a honra de conhecer.

Sofia é uma jovem portuguesa desempregada que existe para ir ao Centro de Emprego e fumar. Passa os dias desanimada, tem um namorado que anda no mundo porque vê os outros andar e uma mãe deprimida.

Sofia limita-se a existir e não a viver. 

Mas tudo muda quando numa aborrecida noite de férias no Alentejo vê uma estrela cadente e pede um desejo. O que não sabe é que lhe cai, literalmente, um homem do céu que lhe irá virar a vida do avesso.

Nesse momento, por obra do destino, cruzam-se duas vidas que jamais se deviam encontrar, mudando o conceito de "humanidade" para sempre.

Entre fugas com o carro do namorado Pedro, estadias em hotéis não pagas, assaltos a bancos, perseguições e extraterrestres, Sofia apercebe-se que a sua vida não é a mesma e que meter-se em sarilhos com um extraterrestre, que no fim terá que lhe apagar a memória, vale mais do que levar a vida vazia que levava.

Nada é expectável neste livro, a não ser o casal romântico, claro!

Gostei especialmente das passagens em que Sofia acaba por falar um pouco da tristeza profunda que sente recorrendo àquela filosofia barata que nos ganha o coração e nos faz identificar profundamente com o que ela sente e pensa.

Se procuram livros com histórias diferentes este é o livro ideal. Se procuram um(a) autor(a) nacional este é um livro que têm que ler obrigatoriamente!

Classificação: ★★★★★

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Viver depois de ti de Jojo Moyes

Moyes
Sinopse: 
Louisa Clark é uma jovem com uma vida banal - um namorado estável, trabalhador e uma família unida - que nunca saiu da aldeia onde sempre viveu. Quando fica desempregada, vê-se obrigada a aceitar um emprego em casa de Will Traynor, que vive preso a uma cadeira de rodas, depois de um acidente. Ele sempre tinha vivido de um modo trepidante - grandes negócios, desportos radicais, viajante incansável - agora tudo isso ficou para trás.

Will é mordaz, temperamental e autoritário, mas Lou recusa tratá-lo com complacência e em breve a felicidade e o bem-estar dele tornam-se muito mais importantes do que ela esperaria. No entanto, quando Lou descobre que Will tem planos inconfessáveis para a sua vida, ela luta para lhe mostrar que ainda assim vale a pena viver.

Em Viver depois de ti, Jojo Moyes aborda um tema difícil e controverso, com sensibilidade, obrigando-nos a refletir sobre o direito à liberdade de escolha e as suas consequências.
Uma vez ouvi alguém dizer num vídeo ou num post, não me lembro, que achavam que este livro transmitia a mensagem de que as pessoas nesta condição deviam todas recorrer à eutanásia.

Quando comecei a ler o livro ia de mente aberta, mas essa expressão nunca me saiu da cabeça e o que que tenho a dizer sobre isso é: nós não sabemos o que as outras pessoas sentem. Nós não podemos dizer que o livro passa uma mensagem de que todos os que se encontram nesta condição se devem eutanasiar. Muito pelo contrário, eu acho que este livro mostra a história de uma pessoa que ama alguém e tenta mudar a sua visão da vida.

Este livro é sobre escolha. Sobre a escolha que nós queremos para nós, sobre a escolha que pensamos ser a melhor para os outros e, acima de tudo, a escolha mais difícil que se pode fazer na vida: a de morrer. Porque apesar de "morrer ser fácil", é difícil viver com dores todos os dias da nossa vida. 

Eu já tinha visto o filme (trailer) antes de ler o livro e confesso que a única coisa que me lembrava era o final e, claro, os atores que interpretavam os protagonistas (que estão na capa desta edição), por isso quando me foi apresentava a Louisa Clark eu já tinha "encaixado" a cara da atriz do filme e não comecei o livro completamente isente de spoilers.

A diferença mais discrepante foi mesmo o Will. O do filme não tem nada a ver com o do livro, e quem ler o livro entende. O Will do livro é mais sensato e pelas suas conversas percebemos outro nível de maturidade.

E até o nome dele tem significado: Will, vontade, força de vontade... E é isto que este homem é: uma pessoa cheia de ideias fixas e com vontade de levar avante pelo menos a decisão que pode tomar sozinho.

A Louisa Clark é sempre aquela estrelinha brilhante na vida de todos, não só da família de Will como da sua família.

DE-TES-TEI a irmã dela no livro! Mesmo depois de começar a ajudar a Lou notava-se que era tudo com segundas intenções (a.k.a egoísmo).

O namorado da Lou, que quase passou despercebido no filme, tem um papel considerável no livro. Gostei disso, mas o "tempo de antena" que teve no livro só me fez desgostar ainda mais da personagem. 

E esta tradução do título do livro? Deixem que vos explique, o título original é "Me before you", logo, literalmente, "eu antes de ti" ou até como é dito no brasil "Como eu era antes de você". Logo "Viver depois de ti" só pelo nome já parece um segundo livro para quem só conhece o título em inglês... Quando procurei o livro andei às voltas até descobrir que este realmente era o primeiro. E confesso que devido a esta tradução do título fiquei um pouco de pé atrás com a tradução do livro, mas rezei e confiei que o livro estivesse conforme o original.

Moyes

Achei o tema do livro muito pertinente! Este assunto foi debatido à pouco tempo em Portugal e a legalização da eutanásia foi rejeitada.

Penso que é uma decisão MUITO complicada, mas quem tem que decidir é quem está naquela posição, é quem tem que viver diariamente em determinadas condições. E penso que pelo menos deve ser dada a opção de dizer "sim", deve ser dada uma saída digna. Porque a eutanásia não se trata de matar a torto e a direito, não se trata de cometer homicídio, trata-se de dar uma escolha digna a alguém que se quiser mata-se na mesma, só que neste caso pode escolher morrer em paz e rodeado dos seus entes queridos.

A decisão não é de quem fica, é apenas e exclusivamente de quem está a sofrer e quer ter um fim de vida digno, enquanto ainda pode dizer aquilo que quer.

Chorei baba e ranho no fim do livro. Sofri durante toda a leitura pela Louisa e sofri pelo Will, mas, apesar disso, este é, sem dúvida, num livro que recomendo a toda a gente, sem exceção.

Classificação: ★★★★☆

terça-feira, 2 de outubro de 2018

O Poder de Naomi Alderman

Poder

Sinopse: Quando as raparigas ganham o poder de causar sofrimento e morte, quais serão as consequências?
E se, um dia, as raparigas ganhassem subitamente o estranho poder de infligir dor excruciante e morte? De magoar, torturar e matar? Quando o mundo se depara com esse estranho fenómeno, a sociedade tal como a conhecemos desmorona e os papéis são invertidos. Ser mulher torna-se sinónimo de poder e força, ao passo que os homens passam a ter medo de andar na rua, sozinhos à noite.

Ao narrar as histórias de várias protagonistas, de múltiplas origens e estatutos diferentes, Naomi Alderman constrói um romance extraordinário que explora os efeitos devastadores desta reviravolta da natureza, o seu impacto na sociedade e a forma como expõe as desigualdades do mundo contemporâneo.

Nem sei bem como começar esta resenha. Foi um livro tão bom que me deixou sem palavras no momento em que virei a última página.

Li este livro para o NetBookClub do mês de Setembro e para primeira participação não podia ter começado melhor.

Como puderam ver pela sinopse, neste livro temos uma distopia em que as mulheres possuem um poder que lhes dá supremacia sobre os homens.

A história é abordada pelas perspetivas de 4 personagens: Allie, Roxy, Tunde e Margot. Eventualmente é narrada por outros personagens mas estes são os principais, por assim dizer.

Allie é uma rapariga americana que vive numa família adotiva que abusa física e mentalmente dela.

Roxy é filha de um Líder de um gangue londrino.

Tunde não passava de um rapaz universitário até se descobrir o Poder. Depois disso, este rapaz Nigeriano, dedicou a sua vida a reportar notícias sobre esta transformação mundial.

Margot é uma política americana cujo Poder foi "ativado" pela sua filha Jocelyn.

Poder

Esta distopia mostra-nos como as mulheres, depois de ganharem este Poder, tratam os homens. Mostra-nos como os homens passam a temê-las e percebe-se claramente aquilo que, atualmente, uma mulher passa e sente quando um homem decide que é superior a ela.

Muitos dizem que este livro é sobre feminismo, mas é exatamente o contrário.

Este é um livro que fala sobre inversão de papéis, que aborda o "e se fossem vocês a sofrer o que nós sofremos? e se fossem vocês a sentir aquilo que nós sentimos?"

No ano passado fiz um texto sobre o feminismo, cliquem AQUI para (re)ler.

Gostei que o livro fosse contado em contagem decrescente para um qualquer evento que iria acontecer, mas não achei o final estrondoso, tipo "BUUUM", isto é, não foi tão impactante como estava à espera.

Uma coisa que A-DO-REI foi terem narrado o livro também da perspetiva de um homem, o que permitiu perceber o lado dos homens neste mundo novo.

Este livro foi escrito para chocar e, acima de tudo, para abrir os olhos a muitas pessoas. Para verem que as mulheres aqui fazem o que fazem "porque podem", tal como os homens fazem nos dias de hoje...

Apesar de ter dado 5* no goodreads, admito que a construção das personagens não foi lá muito bem feita, pelo simples facto de que se passaram 10 anos e não se vê claramente a evolução/crescimento de cada uma delas, a não ser talvez na Roxy.

E por falar na Roxy, esta foi a minha personagem favorita, em parte pela pena que tive dela no fim (por motivos que não vos vou contar ;) ).

No início é indicado que o livro é um romance histórico e ao longo deste são apresentadas algumas ilustrações e  descobertas que, supostamente, foram feitas ao longo dos anos. Adorei isto, deu outro ar ao livro e confesso que no início pensei: Mas espera aí, será que encontraram mesmo isto?

Penso que todos os homens deviam ler este livro, apesar de ter quase a certeza que muitos não vão gostar de ler o que lhes aconteceria se estivessem na nossa pele, se tivessem medo ao andar na rua à noite, se tivessem medo de um olhar errado se traduzir em violência, etc.

Penso que O Poder teve o objetivo de mostrar como as mulheres são tratadas e como uma inversão desse poder pode traduzir-se na sociedade.

Lá na live da discussão do grupo, foi também falado, por comparação, em " A História de uma Serva", cujo livro já li e tenho resenha (para ler clica AQUI). Acredito que sim, podem ser objeto de comparação em termos de serem ambos distopias e acredito que quem gostou de um destes livros irá gostar do outro. Principalmente pelas premissas que ambos os livros nos oferecem.

A organizadora do NetBookClub é a Cláudia do blog A mulher que ama livros e o livro do mês de Outubro é "Pão de Açúcar" de Afonso Cabral . Pensam juntar-se a este grupo incrível em que lemos livros e depois os discutimos todos juntos no terceiro fim de semana de cada mês?

O que acharam do que vos contei deste livro? Já leram? Acham que deve ser comparado à [A] História de uma Serva? Contem-me tudo nos comentários ;)

Classificação: ★★★★★

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

The Gilded King de Josie Jaffrey

Josie Joffrey

Sinopse:  In the Blue, the world's last city, all is not well.

Julia is stuck within its walls. She serves the nobility from a distance until she meets Lucas, who believes in fairytales that her world can't accommodate. The Blue is her prison, not her castle, and she'd escape into the trees if she didn't know that contamination and death awaited humanity outside.

But not everyone in the Blue is human, and not everyone can be contained.

Beyond the city's boundaries, in the wild forests of the Red, Cameron has precious little humanity left to lose. As he searches for a lost queen, he finds an enemy rising that he thought long dead. An enemy that the humans have forgotten how to fight.

One way or another, the walls of the Blue are going to come down. The only question is what side you'll be on when they do.

Em primeiro lugar gostaria de agradecer à autora por me ter enviado uma cópia deste livro. Foi a primeira parceria de livros no blog! E devo dizer-vos que começamos MUITO MUITO bem!

QUE. LIVRO!


A história desenvolve-se com duas narrativas paralelas. Por um lado temos Julia, que de Serva passa a Atendente, e do Cam que saiu de Blue à procura de uma amiga que desapareceu há muito tempo.

Blue é uma pequena ilha onde se vive pacificamente com os Silvers (prateados, a.k.a vampiros). Mas estes não são uns vampiros quaisquer! Nada de Twilight, nem Diários de Vampiros, NADA DISSO! São vampiros que têm velocidade e bebem sangue, sim, mas segundo as regras porque afinal eles são nobres. Os Silvers são a Elite!

Muitos anos se passaram desde que uma suposta "cura" foi administrada aos humanos, colocando na sua corrente sanguínea um vírus que transforma em humano qualquer vampiro que beba daquele sangue contaminado. Mas as complicações não ficam por aí!

Blue é o único sítio em que pode assegurar que o sangue dos humanos é puro, isto é, não foi contaminado e portanto é seguro para os Silvers. Como tal, os vampiros têm pessoas cujo trabalho é unicamente dar-lhes o seu sangue. E é nisso que consiste o trabalho de Julia, dar sangue ao Silver a que foi atribuída.

Rituais e protocolos à parte, começa a desenvolver-se uma confiança e amizade incomuns. 
Será que o que os une irá prevalecer sobre as diferenças irreparáveis?

Josie Joffrey

Para Cam, um Silver pertencente ao Solis Invicti, a missão é outra: encontrar uma amiga de longa data.

Os Solis Invicti são um grupo de vampiros que patrulham o Red, cuja função é zelar pela segurança de Blue, em parte, mas também saber o que se passa para além das fronteiras.

Na sua jornada Cam faz muitas descobertas e conhece muitas pessoas. Resta saber se realmente consegue cumprir a missão que o levou para tão longe. Será que vai conseguir encontrar o que procura? Será que perderá a humanidade que lhe resta? 

São muitas questões a responder e senti que em todo o livro andei sobre cascas de ovo com medo de ter esperanças e depois partir o coração. E... admito que fiquei de coração partido no fim. Não vos posso dizer nada porque não quero spoilar, mas caramba, leiam este livro! A sério, é um dos melhores que li este ano! De longe! Ao ler até parecia que eu própria estava naquele mundo, consegui desligar completamente do meio que me rodeava e isso é muito raro para mim.


Ainda por cima é um livro que aborda um assunto que não leio à anos: vampiros! 

Obrigada Josie, por nos dares um livro de fantasia brilhante onde podemos reapaixonarmo-nos pelo tema "vampiros".

A escrita é fascinante! Agarra-nos de tal forma à história que é impossível não querermos continuar a ler e a ler até terminar o livro e, consecutivamente, querer ler o próximo (que por acaso sai já agora em Outubro!).

A minha personagem favorita foi a Julia, sem sombra de dúvidas! É uma personagem muito forte e realista. Não tende a fantasiar, não supõe de forma impulsiva, mas também não é cega e percebe quando algo não está tão bem e se deve retirar. Além disso não é propriamente a "dama em apuros" à qual nos habituam nos livros deste género. A Julie é bem capaz de tratar de si e demonstra isso com cada decisão que toma.


Confesso que depois deste livro fui imediatamente comprar o primeiro da coleção Solis Invictis (A Bargain in Silver). E mal sair a continuação de "The Gilded King", também o vou adquirir porque estou maluca para saber como é que a história continua. Quero ler tudo o que existe sobre os "vampiros da Josie"!

Aqui a fangirl de histórias de vampiros renasceu com força e voltou para ficar! E nisso tenho que agradecer à Josie, porque há muito tempo que não sentia tanto amor por livros deste género.

A continuação desta história vai ser lançada no dia 17 de Outubro e enquanto esse não chega sempre podem comprar o The Gilded King:







Aqui vos deixo um pequeno excerto para aguçar a vossa curiosidade:

At the very furthest point of the temple, at the end of the double row of pillars that processed towards it, there was a pedestal mounted on a stepped dais. A figure was laid out on top of it. For a moment, Julia froze, thinking it was a real person lying there, slumbering in the temple, but something didn't fit.
The figure wasn't breathing. It wasn't moving at all.
'Come on,' Lucas said, leading her down the aisle towards it.
'Is it a statue?' she asked.
'A tomb, really.'
As they walked, he snuffed out the lamps that lined the walls, until finally the only illumination came from the rounded alcove into which the dais rose. It was a bright island in the centre of the darkness, and in the middle of it the statue shone: a man, wearing fine clothing in an unfamiliar style, with a blanket of stone covering his body. His exposed skin was tinged with a sheen of gold that glowed like the walls of the temple.
'He looks so real,' she said, reaching out to touch the golden curls that crowned his head. They were slick under her fingers, so intricate they might have been moulded from a real person.
'They say he was.'
'You mean this is his coffin?' The pedestal certainly looked like a tomb. It was wide and deep enough to accommodate a body.
'No,' Lucas said, 'I mean that this is him, that this statue was once alive.'
Julia's hand had been tracing the lines of the face, but now she snatched it away. 'You're not serious.'
'I am.'

'This is why you brought me here,' she said.


'Of course. You want to hear the fairytale, don't you?' 

Ou se preferirem, podem ouvir a autora a lê-lo:

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Puurfection by Sophie Macheleau

Um livro que me foi cedido pela Schiffer Publishing Ltd. via netgalley em troca de uma resenha honesta.

Este livro foi lançado no dia 28 de Abril e podem adquiri-lo AQUI.


Puurfection

Sinopse: Cats can be the perfect remedy for today's stressful life. They fascinate us, amuse us, and melt our hearts: how can one resist those big eyes and that furry little face? Discover dozens of ways to draw on the power of cats to help us relax and to reinforce this special feline bond that brings us so much well-being. Downloadable audio offers 30 minutes of various cats purring, so you can take advantage of that soothing sound wherever you are, even if you don't have a cat (yet)! Enjoy information and activities related to every aspect of cats; tips for holding a kitty shower to welcome your new arrival; advice on brushing, special herbs, and other care that can optimize your connection with your cat; 7 yoga poses that work while you hold your cat; 4 projects to enhance your fashion status; feline apps and websites (a Google Maps for cats!); and more!

É um livro que não só tem curiosidades sobre os melhores amigos do homem (preparada para os haters virem dizer que isso são os cães), como também dá dicas de brincadeiras, DIY e poses de yoga, o que tornou o livro bem fofo de se ler.

Começa com um pequeno resumo da história dos gatos ao longo dos tempos e a sua relação com os humanos. Gostei de conhecer a história dos gatos, mas detestei saber que eram considerados obra de Satanás e queimados nas fogueiras como as supostas bruxas e feiticeiras.

O livro apresenta-nos os superpoderes dos gatos, dá-nos dicas, curiosidades e tantas, mas tantas coisas interessantes que me fizeram amar este livro de coração!

Além disso, todo o livro tem fotos muito fofinhas dos nossos amiguinhos patudos.

Uma coisa que achei muito interessante, e que eu não fazia ideia que existia, foi o capítulo que falaram sobre cafés em que se pode lá ir passar tempo com gatos! É um género de terapia!

Descobri também que existem apps para melhorar o bem estar destes amiguinhos.

Um spoiler: Até existem sites de encontro entre amantes de gatos. Porque afinal um date em que temos gatos para quebrar o gelo pode ser uma das ideias mais brilhantes de sempre!

Este livro é uma compilação de (quase) tudo o que precisas de saber sobre gatos! E não digo tudo porque só falta amar realmente um gato para saber tudo sobre eles: os gatos são os melhores seres do mundo.

Se precisas de um livro que reúna todo o conhecimento sobre gatos: este livro é para ti!

É um livro de leitura obrigatória para todos os que amam estes seres fofos.

Classificação: ★★★★☆ (4/5)