sexta-feira, 21 de agosto de 2015

The Lonely Tree

A árvore solitária.

A Árvore solitária cresceu de uma semente pouco tradicional. Muito comprida e diferente das outras. Não se sabia de que espécie era, quais os seus frutos e em que tipo de solo tinha de ser plantada, por isso o agricultor plantou-a longe das outras para que não interferisse com a produtividade do seu grande pomar.

Ela cresceu, cresceu, até que no meio de um grande prado se apercebeu que era a única árvore ao alcance da sua vista. Esticava-se todos os dias mais um bocadinho, para conseguir ver mais além mas nunca via nada, não via árvores nem um único humano.

Isso fazia-a sentir-se triste pois sabia que havia sido plantada ali por ser diferente. E ali continuou anos e anos a ser regada pela água da chuva e ao sol abrasador de Agosto. 

Um dia, o mesmo agricultor que a plantou, já com a cara enrugada de minha vida de trabalho, voltou. Ao chegar encostou-se à sombra da árvore e ali ficou horas a descansar. Assim o fizeram todos os que por ali passavam para depois seguir caminho. A Árvore sentia-se realmente especial, pois por se ter esticado para ver mais além conseguiu crescer rapidamente. Se estivesse num pomar não teria conseguido crescer assim pois não se teria esforçado por ver mais além, nem daria o descanso que o agricultor precisava ao percorrer quilómetros de terra aplanada. Ali, no final de uma grande planície servia de conforto para todos aqueles que descansavam na sua sombra.

No início da Primavera o agricultor regressou. E desta vez trouxe algo especial: sementes. Plantou algumas e foi embora. O tempo passou, entretanto foi construída uma estrada mesmo ali ao lado onde passavam algumas pessoas de tempos a tempos. Grandes fogueiras eram feitas, famílias montavam tendas e cantavam alegres músicas ao luar. Os anos foram passando e as sementes que o agricultor colocou na terra não germinaram. A árvore solitária pensou que talvez uma árvore tão diferente estive-se destinada a estar sozinha. 

E assim passou a viver, consciente de que para dar o alento que os caminhantes precisavam teria que ficar sozinha... porém no fundo, bem lá nos recantos pouco explorados da sua alma, a Árvore ainda tinha esperança. Esperança que um dia uma semente colhida pelo vento seja a certa para germinar naquele terreno junto de si.

site de edição: BeFunky
Brenda C.
(21-08-2015)


Para os leitores mais antigos, podem ver que alterei o título do blog. :) Andei a pensar, a dedicar-me mais ao blog e decidi que estava na altura de encontrar um novo título. As ideias foram muitas e acabei por me decidir por este. Deixem a vossa opinião nos comentários ;)



4 comentários:

  1. Nossa! Muito comovente, lindo texto ;-;
    Sucesso com o blog, beijoss.
    http://sonhos-adolescentes-beh.blogspot.com.br

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  2. Fico mesmo feliz por teres voltado!! Candidatei-me ao politécnico de Leiria para o curso Comunicação e Média :)
    Adorei o texto, está fantástico!!

    http://photographybyvania.blogspot.pt/

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    1. Muito bem! O curso é mesmo a tua cara :) Desejo-te grandes sucessos :)
      Obrigada :)

      Beijinhos, Brenda C.

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