A Inês publicou Brilho Tóxico no ano passado e ouvi dizer (👀) que se encontra altamente pressionada para terminar a continuação o quanto antes. 😂
1. Há cerca de 1 ano publicaste o teu primeiro livro, Brilho Tóxico. Como tem sido ver a tua obra nas mãos (e estantes!) dos leitores?
Honestamente é quase surreal. Parece um sonho, mesmo passado este tempo todo. Sinto assim um orgulho cada vez que consigo falar diretamente com um leitor que já vivenciou as emoções de “Brilho Tóxico”. E quando entro numa livraria procuro sempre por um cópia do meu menino. Se há, fico a gritar internamente como uma criança a pensar “É meu! Eu escrevi isto”, e com vontade de dizer a todos os que estiverem presentes. Mas ainda não tive a coragem para isso…
2. Qual foi o maior desafio que enfrentaste ao dar forma a esta história?
Ao dar forma foi sem dúvida encontrar a minha voz, porque maioritariamente até começar a experimentar com BT só tinha escrito fanfics, logo entrava na cabeça de personagens não minha. Por isso criar algo num universo novo, com personagens totalmente pensadas por mim, com um voz que era eu a dar-lhe foi o primeiro desafio. Não foi tão bem sucedido assim porque muita gente diz que me imagina como a Iris, sobretudo na forma de falar… Mas vamos melhorando! E, sem dúvida, escrever o meio da história quando queremos tanto chegar a um fim já imaginado!
3. Podemos já vislumbrar no horizonte a continuação de Brilho Tóxico?
Acho que já esteve mais longe! Vou ser sincera e dizer que a experiência de publicar BT, apesar de ser um sonho tornado realidade, foi um sonho um pouco envenenado. Não correu como esperava e, por isso, a minha escrita parou simplesmente. Mas agora estou energias literárias renovadas, com ideias e com vozes na minha cabeça (de um menino em especial). Ou seja, acho que o segundo se vai acabar de escrever muito mais rápido. E depois é convencermos todos a SDE que BT2 tem de sair. Temos de vender mais, vendemos! Eu não vou desistir! Quero que o leiam, acima de tudo. Não há nada pior que uma história inacabada…
4. Tens algum lugar preferido para escrever?
Honestamente 80% do que já escrevi até hoje foi no meu telemóvel, deitada na minha cama… Para limar arestas e editar já é trabalho de computador, e nesse caso tem de ser na secretária do meu quarto.
5. Qual é o teu autor e livro favoritos?
Ai as perguntas que não se fazem… É difícil escolher. Enquanto inspiração a Stephanie Garber está no topo. Adorava fazer sinestesias como ela, e um dia criar um vilão que adoramos amar, tal como o Jack. Em termos de livros, para além dos dela, sem dúvida a coleção ACOTAR tem o meu coração!
6. Há alguma paisagem da ilha de São Miguel que te inspire de forma especial?
Cada vez que vou a uma paisagem bonita, há qualquer coisa que se forma no fundo da minha cabeça… Descer até às Sete Cidades faz-me sentir em Forks e desperta logo a minha criatividade e leva-me para mundos fantásticos. No entanto, um dos sítios que sempre adorei desde criança foi a árvore de borracha do Jardim António Borges. Sempre me fez lembrar uma casa de fadas, ou algo mágico, acabando por ser a inspiração para a árvore da vida que aparece em Brilho Tóxico!
7. Que conselhos deixarias a escritores açorianos que sonham com o seu primeiro livro nas mãos?
Nunca pensem que sermos de uma ilha nos torna inferiores ou nos dá menos oportunidades! Obviamente não é fácil, mas com tanta paisagem bonita, tanta magia e inspiração até na nossa própria história, só pode sair das vossas mãos algo digno de chegar às estantes. Não desistam, “sagrados”! Os sonhos açorianos também se tornam realidade e têm um sabor extra especial! E estou sempre disponível para ajudar, ou tentar, no que precisarem.
Gostaram desta entrevista? Não se esqueçam de espreitar o instagram da Inês (@bookish_dandelion_girl).
Esta entrevista foi feita no âmbito do desafio "Um Mês de Açores", um desafio que promove a divulgação de livros sobre as ilhas do arquipélago dos Açores, que se encontra a decorrer todo o mês de junho.









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