Gosto de flores, gosto das cores. Das delicadas pétalas aos cruéis espinhos.
Gosto das brancas, vermelhas, rosas e amarelas. Gosto das folhas que as compõem e das raízes que as mantêm assentes na terra.
Gosto que cresçam sem pensar nas adversidades porque apesar de tudo, apesar de quantas ervas daninhas e pedras as rodeiam, quando for o momento vão florir, mostrando o ser completo que são. Ainda que possam possuir espinhos ou pétalas menos perfeitas aquela flor a brotar é linda assim do seu jeito.
Somos todos flores.
Depois iremos evoluir consoante as estações, mas sem esquecer que na Primavera seguinte estamos de regresso: lindos rebentos, prontos para encantar com a nossa perseverança.
Como tal comecei pela escolha do tema, que sinceramente este mês não foi nada fácil. Optei então por "Vasos", ainda que não fosse adequado ao mês propriamente dito (por ser um mês de verão). Porém, queria algo diferente e quando comecei a capa não tinha inspirações e decidi que do meu vaso iam nascer atividades que pretendo fazer neste mês.
Para além disso tinha que desenhar obrigatoriamente uma coisa adequada ao mês:
a minha melhor amiga, a Ventoinha!
Depois elaborei um pouco a ideia e enumerei os dias do mês, distribuindo-os uniformemente por página.
Este mês, decidi colocar uma pequena secção para escrever sobre metas que pretendo atingir nos próximos 31 dias, como ler, pelo menos, 3 livros e acordar cedo, pelo menos, 20 dias, bem como uma lista de dicas para estimular a criatividade (que é sempre bem vinda).
Como sempre, há um espaço para a gratidão e para colocar os livros/séries/filmes que assisti ao longo do mês.
Admito que este mês senti-me bastante desinspirada, mas acabei por fazer algo que me agrada (não te todo, mas agrada). Para o mês de Setembro vou tentar trazer-vos algo mais elaborado e minimalista.
No mês passado aventurei-me a fazer um vídeo com as fotos do bullet, este mês fui mais corajosa e fiz um timelapse enquanto preparava o meu BuJo. Espero que gostem e, por favor, tenham em consideração que não sou pro a editar vídeos, nem propriamente a fazê-los (sim, o nervosismo quando apertava o play era imenso! ahahah)
Quem não iria ficar curioso descobrindo que tem uma sósia? E 2 sósias? E 3, 4, 5...? E quando descobres que não são sósias, não são irmãs gémeas, mas sim CLONES! Claro que vais querer saber o motivo, certo?
Deixo-vos a primeira cena para apimentar a vossa curiosidade:
Um vídeo, que contém alguns spoilers, mas que mostra algumas das clones.
2- Empoderamento Feminino
São clones mas ainda assim são todas diferentes umas das outras o que as torna completamente especiais. Uma polícia, uma cientista, uma dona de casa, uma esteticista, uma rebelde, etc etc. Todas elas, apesar de terem o mesmo material genético, são diferentes em termos de personalidade, intelectualidade e mesmo em questões de humanidade.
Para além disso mostram-nos que ainda que diferentes são como uma irmandade que luta pelos meus direitos e nunca desistem dos seus objetivos como pessoas individuais.
3- Se amas ciência, esta série é para ti!
Pode até ter coisas muito ficcionais como clonagem, experiência malucas e até receita da imortalidade, porém aborda questões bastante pertinentes, como a ética por trás da ciência da clonagem, por exemplo, que eu, ainda que seja leiga na área da Biologia, acredito que vá ser uma realidade no futuro.
4- A história é coerente
O que mais falta por aí são séries "para encher chouriços", a realidade é essa.
Com esta série sentes que tudo o que ali dizem é verdadeiro, começas mesmo a entrar nesse mundo dos clones e do "e se conseguirem mesmo fazer clones?" ou "e se conseguirem sintetizar os genes para a saúde ideal"? Nunca se sabe se isso não será uma realidade do futuro... (acredito eu!)
E é isso que torna a série extremamente interessante!
5- A Tatiana Maslany é SIM-PLES-MEN-TE a atriz mais talentosa de sempre!
Com o ritmo dos episódios nem te apercebes que é a mesma atriz a fazer quase todas as personagens.
Como diz a Jout Jout, há duas formas de ver esta série: ou te abstrais de que todas as clones são, na verdade, a mesma atriz ou passas a série à procura de erros na gravação das cenas...
Admito que no início eu optei pela segunda forma, porém é impossível não se começar a achar que são todas diferentes.
O vídeo da Jout Jout a que me refiro, e que me inspirou a ver esta série, é:
A atriz é fantástica, as cenas estão muito bem conseguidas e é incrível como a mesma atriz consegue interpretar personagens tão distintas. Fico mesmo boquiaberta!
Vídeo da Comic Con onde podem ver a Tatiana a improvisar
6- 5 temporadas com 10 episódios cada
Para mim saber que uma série tem poucos episódios e ainda assim captar a minha atenção, da forma como esta série o faz, é um grande motivo para assistir, simplesmente porque conseguem condensar uma grande história em tão poucos episódios e continuar a agarrar-nos ao ecrã, ansiosos pelo próximo episódio.
Extra: Qual a melhor clone e porquê a Krystal?
Simples, divertida e completamente alheia à confusão das clones. Dá um ar descontraído à série, pois no meio do enredo ela é a única que se mantém distanciada do Clone Club, não por não saber a verdade, mas simplesmente por se recusar a acreditar.
Sim, poeira no coração. Hoje em dia a poeira não cega os olhos e sim o coração.
Vemos o mal do mundo, vemos as alterações climáticas devorarem o planeta como o conhecemos. Vemos os poderosos tomarem decisões insensatas e sem sabedoria e fazemos o quê? Continuamos nas nossas vidas, sem agir!
"I could tell you I was ageless"
A Terra cada vez mais demonstra sinais de severa exploração e nós continuamos a esgotar os seus recursos de forma descontrolada e sem arrependimentos. Porquê? Porque é melhor fechar os olhos do que tomar atitudes.
Alguns defendem que a solução passa por fazer a verdade chegar ao poder, mas o poder não seremos todos nós?
Mais do que fazer a verdade chegar aos poderosos é preciso fazer com que a verdade seja o poder.
Temos todos a capacidade de transformar o mundo num sítio melhor e mais bem cuidado todos os dias, para isso só temos que aceitar a verdade: o mundo não é infinito e precisa de cuidados para permanecer habitável.
Por isso, sacode a poeira do coração e sente o mundo, podes fazer mais por ele do que podes imaginar.
Com Julho a chegar, comecei a preparar o meu Bullet Journal para o mês. Lembrei-me então que, tal como eu, pode haver alguém que não tem lá muito jeito para as artes, mas que quer manter um.
Mas então afinal o que é isso (perguntam alguns de vocês, não é?).
O Bullet Journal foi criado por Ryder Carroll, um designer. Dada a grande diversidade de locais onde podemos anotar as nossas ideias e visto que um esquema não serve para toda a gente, foi então criado o BuJo (como também é denominado), um caderno onde podes fazer listas, ser criativo e produtivo da forma que melhor te servir.
Por estar insatisfeita com as agendas que ou tem pouco ou demasiado espaço para escrever, decidi em Março (2017) criar um Bullet. E tenho-vos a dizer: foi das melhores coisas que já fiz.
Organizar-me e criar desenhos pelas páginas deste caderno relaxam horrores!
Isto vale para tudo: organização, desenhos, etc. Se ainda não te sentes confiante em elaborar muito, não faz mal. Faz aquilo que achas melhor e que espelha a tua personalidade.
2- Inspira-te!
Para alguns pode ser o Instagram, Tumblr, Pinterest, Weheartit ou até mesmo o Facebook, para outros a pura natureza é o suficiente.
O local em que buscas por ideias não importa, a inspiração é que é importante!
3- Não te preocupes se não sai bem logo no primeiro mês.
Tens 12 meses no ano para recomeçar com ideias e designs novos. Não tens que acertar logo no primeiro mês.
Eu, por exemplo, comecei em Março e, desde aí, todos os meses mudo completamente as minhas listas e layouts.
4- Não há manual de instruções.
Por isso podes fazer as listas que te apetecer, com os temas que quiseres, etc. Tudo depende de ti.
No Pinterest, o meu local de inspiração favorito, podes encontrar inúmeras listas que podes fazer no teu bullet e ainda inspirar-te para fazeres as tuas próprias.
É tudo uma questão de ires adaptando e criando segundo as tuas necessidades.
5- Não precisas de material topo de gama.
Para quem vai pesquisar sobre este tema em qualquer rede social encontra mil e uma fotos com imensos materiais de papelaria e com as mais variadíssimas canetas de inúmeras cores e marcas, etc etc. Mas o que vos digo é que, se tiverem muita criatividade, só com uma caneta preta conseguem fazer verdadeiras obras de arte.
No meu caso, eu já comecei triste porque não encontrei um caderno sem linhas. Só por isso estava desanimada, pois todos os que via online eram lisos ou com pontinhos de referência. Porém, na zona onde vivo só tinha encontrado com linhas ou quadriculado. Depois só tinha canetas para escrita simples, pontas de feltro e marcadores de sublinhar. E ainda assim, decidi aplicar o que tinha para criar o meu bullet.
Usem a vossa imaginação! Por vezes temos em casa materiais que podem ser reutilizados.
Eu uso canetas pigmentadas, marcadores, pontas de feltro, um conjunto de fita-cola com padrão e, mais recentemente, adquiri um conjunto de canetas stabilo. Para além disso costumo usar post-its e recortes de revistas e jornais para decorar.
6 - A caligrafia melhora ao longo do tempo.
É das coisas mais difíceis de acreditar, mas é verdade. Desde que comecei a minha caligrafia mudou imenso. Já sou capaz de variar um pouco nas fontes (ligeiramente, mas sou) e até a minha letra "do dia a dia" está mais bonita.
De início é extremamente difícil reproduzir os tipos de letras que vemos em vídeos do youtube ou no pinterest, mas é uma questão de praticar ou colocarmos a nossa personalidade e criarmos as nossas próprias fontes.
7 - Errei, e agora?
Vamos sempre errar e isso só dá mais personalidade ao nosso caderno. Porém existem muitas formas de remediar o erro, como desenhar ou colar algo por cima. As possibilidades são infinitas, é só improvisar.
8- Exige tempo e paciência.
Não vou mentir, demoro muito tempo a fazer o plano para cada mês. O tema nem é muito difícil de decidir, mas levo muito tempo a procurar inspirações no pinterest de como desenhar o que quero. O pior mesmo é colocar em prática e, por isso, exige paciência, pois nem sempre consigo que fique tudo como idealizei.
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Em relação ao meu bullet, o objetivo era inspirar-me a escrever e a desenhar, nem que fossem rabiscos. Também queria que fosse um espaço em que conseguisse organizar-me e relaxar, visto que anotaria ali todas as tarefas, poupando a minha mente de ter que se lembrar de determinadas coisas.
Este mês optei por um layout bem simples. Escolhi a cor e o que queria colocar na capa, sendo que decidi fazer triângulos, em que um ilustra o meu aniversário e outro o verão. Há pessoas que mantém um índice de cores ou símbolos para assinalar os diferentes temas e tarefas, mas eu não, principalmente pelo facto de ter um bullet um pouco desorganizado em termos de secções.
O meu, basicamente, é composto pela capa do mês, que ocupa sempre uma página, de seguida tem um calendário, sendo que neste existem algumas variações. Inicialmente tentei fazer como vi algumas youtubers fazerem, isto é, colocarem os dias verticalmente e organizar em duas colunas, uma para a secção pessoal e outra para o blog/youtube. Não resultou! Quase que não anotei nada porque a minha letra mal cabia no espaço que tinha e a parte do blog era completamente desnecessária, pois não tinha tempo para atualizar o blog.
Depois passei a ter 4 dias por página, também não resultou, pois há meses em que não preciso de tanto espaço.
Optei então por ir ajustando mês a mês consoante uma previsão das tarefas que tinha para determinado mês.
Depois tenho um espaço dedicado à gratidão, um habit tracker, onde me mantenho a par de hábitos que quero melhorar ou reduzir, e um espaço para enumerar os livros, séries e filmes que li/vi durante o mês.
No final de cada mês adiciono uma secção com fotos e pequenas frases que resumam o meu mês.
Deixo-vos um vídeo que fiz com fotos do meu bullet journal. Perdoem-me se está muito básico, mas é o primeiro... Se gostarem no próximo mês faço uma demonstração em vídeo.
Nem tenho palavras para expressar este final... Já muitos fãs comentam revoltados pelas redes sociais, mas eu não comento porque de momento ainda tenho os olhos lavados em lágrimas...
Porque depois de 8 anos... a minha série preferida acaba! :'(
Nem por um segundo esta série me desiludiu e mesmo no final manteve-se fiel às personagens, aos fãs.
A série acabou com o ideal que a define: A família está sempre primeiro.
Nem é preciso avisar que este post contém spoilers não é? Mas:
****SPOILER ALERT****
Em relação ao regresso da Katherine era inevitável para a série acabar minimamente bem. Teve o que mereceu, pena foi ter levado o Stefan consigo.
Acerca do Matt, Vicky e família Donovan, já estava à espera. Até o fim do Tyler e Vicky eu achei que ia acontecer, pois não se podiam esquecer destes dois! :)
O Matt sempre defendeu a irmã e mereceu o prémio de protetor da cidade, porque ele sendo o único humano que persistiu a série toda, nem sei como é possível ele ter chegado humano e vivo ao fim, merecia esse reconhecimento.
E vamos admitir... Todos nós queríamos um Matty Blue Eyes nas nossas vidas!
Em relação à Caroline foi um final morno, não achei que ela tivesse acabado 100%, mas acabou responsável e MUITO diferente da pessoa que era na primeira temporada, sendo que demonstrou uma grande capacidade de amar e uma maturidade incrível.
E não, não me esqueci: Klaroline is back! Quem sabe ela não fará parte desta nova temporada de The Originals? ("That is the beginning of another story.")
O Alaric foi outro personagem que eu achei bem negligenciado desde que entrou na série, mas finalmente teve um final feliz. Encontrou o amor mais forte que poderia alguma vez sentir, o amor para com as suas filhas, e concretizou o plano de criar um sítio onde elas e tantos outros com o dom da magia poderiam crescer, aceitar e ser quem são.
E quem sabe esta escola não será um dia a da Hope?
(nota: para quem não sabe é a filha do Klaus - ref. The Originals)
Em relação ao Stefan... Ai o Stefan... Foi triste ele ter morrido, mas era o fim que eu desejava para ele: acabar em paz. Muitos fãs queriam o regresso de Stelena, mas, honestamente, eu queria era Strenda (Stefan + Brenda AHAHAHAH). Sempre, mas sempre amei o Stefan, mesmo na sua fase de ripper ele era a pessoa mais incrível da série.
A morte dele só nos fez concordar ainda mais que tudo o que ele queria era apenas ser o homem que se sacrifica pela família e pela felicidade dos que lhe são queridos. Sempre foi um mártir durante a série, no fim tinha que ser também. Foi coerente! ;)
O casal maravilha, Elena e Damon pôde, finalmente, ter uma vida feliz, para no fim se reencontrarem com os entes queridos. Não esperava outra coisa :)
Quero terminar falando da Bonnie, porque dado o penúltimo episódio todos nós achámos que ela ia morrer e, por isso, é que a Elena iria voltar. Porém, ela não podia simplesmente morrer sem viver junto da melhor amiga! Nunca seria aceitável. E, sinceramente, quando a avó e as outras Bruxas Bennett se juntaram a ela naquele grande feitiço até me arrepiei!
O destino dela foi um dos que mais me orgulhou, pois ela começou independente, mas insegura com a sua magia, e, depois de tanto morrer na série, decidiu por fim que queria viver e acima de tudo,acreditar em si.
E mesmo sem o amor da sua vida a viver aventuras ao seu lado ela viveu. Porque ela é e sempre foi uma personagem forte e independente que não precisa de uma figura masculina para a elevar.
Resta-me dizer que me fartei de chorar a ver o episódio e quando apareceu o banner final ainda mais chorei.
Todas as tardes vejo-te chegar, olhar em volta e sentar no banco mais remoto de todo o jardim.
Pões os auriculares, ligas a música e fechas os olhos para ninguém ver as voluptuosas lágrimas que se agregam nesses teus olhos de mel.
Para quem passa és apenas um rapaz a desfrutar de uma música envolvente. Mal sabem eles o quão envolvente é...
Os olhos abrem-se duas ou três músicas depois. Olhas fixamente o chão, como se estivesses a vê-lo mover-se debaixo dos teus pés. Pouco depois olhas para cima, para o grande e velho carvalho do parque. Vês como se eleva sobre a tua cabeça e acredito que a cada segundo que passas a observá-lo te sentes cada vez mais pequeno.
Fazes sempre isto todos os dias. E todos os dias venho para aqui tentar escrever e volto de caderno em branco para casa. Não porque não me sinta inspirada, até porque essa tua alma quebrada é inspiração para mil e um poemas de dor, simplesmente esmagas-me de tal forma o espírito que não consigo traduzir-te em palavras.
Vens cada vez mais magro e as olheiras acentuam-se cada vez mais. Temo que não te andes a alimentar e que o sono não ande a ser bondoso contigo.
Temo que durmas e o teu pesadelo seja acordar.
Não sei quem te partiu o coração mas é penoso ver uma alma humana decair dia após dia. E tenho a certeza que ela um dia irá sentir a tua falta.
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Duas horas e pouco se passam. Arrumas os auriculares e ao levantares-te olhas para mim. Sorris e vais embora.
Lá vais tu... pouco depois vou eu... de caderno vazio e alma cheia.
Portugal, Açores, 20 anos. Colecionadora de sonhos e pensamentos. Escrevo sobre coisas que acredito e sobre coisas que me intrigam, traduzindo em palavras poéticas e, às vezes, desajeitadas aquilo que me vai nos pensamentos (e coração).