Sim, poeira no coração. Hoje em dia a poeira não cega os olhos e sim o coração.
Vemos o mal do mundo, vemos as alterações climáticas devorarem o planeta como o conhecemos. Vemos os poderosos tomarem decisões insensatas e sem sabedoria e fazemos o quê? Continuamos nas nossas vidas, sem agir!
"I could tell you I was ageless"
A Terra cada vez mais demonstra sinais de severa exploração e nós continuamos a esgotar os seus recursos de forma descontrolada e sem arrependimentos. Porquê? Porque é melhor fechar os olhos do que tomar atitudes.
Alguns defendem que a solução passa por fazer a verdade chegar ao poder, mas o poder não seremos todos nós?
Mais do que fazer a verdade chegar aos poderosos é preciso fazer com que a verdade seja o poder.
Temos todos a capacidade de transformar o mundo num sítio melhor e mais bem cuidado todos os dias, para isso só temos que aceitar a verdade: o mundo não é infinito e precisa de cuidados para permanecer habitável.
Por isso, sacode a poeira do coração e sente o mundo, podes fazer mais por ele do que podes imaginar.
Com Julho a chegar, comecei a preparar o meu Bullet Journal para o mês. Lembrei-me então que, tal como eu, pode haver alguém que não tem lá muito jeito para as artes, mas que quer manter um.
Mas então afinal o que é isso (perguntam alguns de vocês, não é?).
O Bullet Journal foi criado por Ryder Carroll, um designer. Dada a grande diversidade de locais onde podemos anotar as nossas ideias e visto que um esquema não serve para toda a gente, foi então criado o BuJo (como também é denominado), um caderno onde podes fazer listas, ser criativo e produtivo da forma que melhor te servir.
Por estar insatisfeita com as agendas que ou tem pouco ou demasiado espaço para escrever, decidi em Março (2017) criar um Bullet. E tenho-vos a dizer: foi das melhores coisas que já fiz.
Organizar-me e criar desenhos pelas páginas deste caderno relaxam horrores!
Isto vale para tudo: organização, desenhos, etc. Se ainda não te sentes confiante em elaborar muito, não faz mal. Faz aquilo que achas melhor e que espelha a tua personalidade.
2- Inspira-te!
Para alguns pode ser o Instagram, Tumblr, Pinterest, Weheartit ou até mesmo o Facebook, para outros a pura natureza é o suficiente.
O local em que buscas por ideias não importa, a inspiração é que é importante!
3- Não te preocupes se não sai bem logo no primeiro mês.
Tens 12 meses no ano para recomeçar com ideias e designs novos. Não tens que acertar logo no primeiro mês.
Eu, por exemplo, comecei em Março e, desde aí, todos os meses mudo completamente as minhas listas e layouts.
4- Não há manual de instruções.
Por isso podes fazer as listas que te apetecer, com os temas que quiseres, etc. Tudo depende de ti.
No Pinterest, o meu local de inspiração favorito, podes encontrar inúmeras listas que podes fazer no teu bullet e ainda inspirar-te para fazeres as tuas próprias.
É tudo uma questão de ires adaptando e criando segundo as tuas necessidades.
5- Não precisas de material topo de gama.
Para quem vai pesquisar sobre este tema em qualquer rede social encontra mil e uma fotos com imensos materiais de papelaria e com as mais variadíssimas canetas de inúmeras cores e marcas, etc etc. Mas o que vos digo é que, se tiverem muita criatividade, só com uma caneta preta conseguem fazer verdadeiras obras de arte.
No meu caso, eu já comecei triste porque não encontrei um caderno sem linhas. Só por isso estava desanimada, pois todos os que via online eram lisos ou com pontinhos de referência. Porém, na zona onde vivo só tinha encontrado com linhas ou quadriculado. Depois só tinha canetas para escrita simples, pontas de feltro e marcadores de sublinhar. E ainda assim, decidi aplicar o que tinha para criar o meu bullet.
Usem a vossa imaginação! Por vezes temos em casa materiais que podem ser reutilizados.
Eu uso canetas pigmentadas, marcadores, pontas de feltro, um conjunto de fita-cola com padrão e, mais recentemente, adquiri um conjunto de canetas stabilo. Para além disso costumo usar post-its e recortes de revistas e jornais para decorar.
6 - A caligrafia melhora ao longo do tempo.
É das coisas mais difíceis de acreditar, mas é verdade. Desde que comecei a minha caligrafia mudou imenso. Já sou capaz de variar um pouco nas fontes (ligeiramente, mas sou) e até a minha letra "do dia a dia" está mais bonita.
De início é extremamente difícil reproduzir os tipos de letras que vemos em vídeos do youtube ou no pinterest, mas é uma questão de praticar ou colocarmos a nossa personalidade e criarmos as nossas próprias fontes.
7 - Errei, e agora?
Vamos sempre errar e isso só dá mais personalidade ao nosso caderno. Porém existem muitas formas de remediar o erro, como desenhar ou colar algo por cima. As possibilidades são infinitas, é só improvisar.
8- Exige tempo e paciência.
Não vou mentir, demoro muito tempo a fazer o plano para cada mês. O tema nem é muito difícil de decidir, mas levo muito tempo a procurar inspirações no pinterest de como desenhar o que quero. O pior mesmo é colocar em prática e, por isso, exige paciência, pois nem sempre consigo que fique tudo como idealizei.
🌳
Em relação ao meu bullet, o objetivo era inspirar-me a escrever e a desenhar, nem que fossem rabiscos. Também queria que fosse um espaço em que conseguisse organizar-me e relaxar, visto que anotaria ali todas as tarefas, poupando a minha mente de ter que se lembrar de determinadas coisas.
Este mês optei por um layout bem simples. Escolhi a cor e o que queria colocar na capa, sendo que decidi fazer triângulos, em que um ilustra o meu aniversário e outro o verão. Há pessoas que mantém um índice de cores ou símbolos para assinalar os diferentes temas e tarefas, mas eu não, principalmente pelo facto de ter um bullet um pouco desorganizado em termos de secções.
O meu, basicamente, é composto pela capa do mês, que ocupa sempre uma página, de seguida tem um calendário, sendo que neste existem algumas variações. Inicialmente tentei fazer como vi algumas youtubers fazerem, isto é, colocarem os dias verticalmente e organizar em duas colunas, uma para a secção pessoal e outra para o blog/youtube. Não resultou! Quase que não anotei nada porque a minha letra mal cabia no espaço que tinha e a parte do blog era completamente desnecessária, pois não tinha tempo para atualizar o blog.
Depois passei a ter 4 dias por página, também não resultou, pois há meses em que não preciso de tanto espaço.
Optei então por ir ajustando mês a mês consoante uma previsão das tarefas que tinha para determinado mês.
Depois tenho um espaço dedicado à gratidão, um habit tracker, onde me mantenho a par de hábitos que quero melhorar ou reduzir, e um espaço para enumerar os livros, séries e filmes que li/vi durante o mês.
No final de cada mês adiciono uma secção com fotos e pequenas frases que resumam o meu mês.
Deixo-vos um vídeo que fiz com fotos do meu bullet journal. Perdoem-me se está muito básico, mas é o primeiro... Se gostarem no próximo mês faço uma demonstração em vídeo.
Nem tenho palavras para expressar este final... Já muitos fãs comentam revoltados pelas redes sociais, mas eu não comento porque de momento ainda tenho os olhos lavados em lágrimas...
Porque depois de 8 anos... a minha série preferida acaba! :'(
Nem por um segundo esta série me desiludiu e mesmo no final manteve-se fiel às personagens, aos fãs.
A série acabou com o ideal que a define: A família está sempre primeiro.
Nem é preciso avisar que este post contém spoilers não é? Mas:
****SPOILER ALERT****
Em relação ao regresso da Katherine era inevitável para a série acabar minimamente bem. Teve o que mereceu, pena foi ter levado o Stefan consigo.
Acerca do Matt, Vicky e família Donovan, já estava à espera. Até o fim do Tyler e Vicky eu achei que ia acontecer, pois não se podiam esquecer destes dois! :)
O Matt sempre defendeu a irmã e mereceu o prémio de protetor da cidade, porque ele sendo o único humano que persistiu a série toda, nem sei como é possível ele ter chegado humano e vivo ao fim, merecia esse reconhecimento.
E vamos admitir... Todos nós queríamos um Matty Blue Eyes nas nossas vidas!
Em relação à Caroline foi um final morno, não achei que ela tivesse acabado 100%, mas acabou responsável e MUITO diferente da pessoa que era na primeira temporada, sendo que demonstrou uma grande capacidade de amar e uma maturidade incrível.
E não, não me esqueci: Klaroline is back! Quem sabe ela não fará parte desta nova temporada de The Originals? ("That is the beginning of another story.")
O Alaric foi outro personagem que eu achei bem negligenciado desde que entrou na série, mas finalmente teve um final feliz. Encontrou o amor mais forte que poderia alguma vez sentir, o amor para com as suas filhas, e concretizou o plano de criar um sítio onde elas e tantos outros com o dom da magia poderiam crescer, aceitar e ser quem são.
E quem sabe esta escola não será um dia a da Hope?
(nota: para quem não sabe é a filha do Klaus - ref. The Originals)
Em relação ao Stefan... Ai o Stefan... Foi triste ele ter morrido, mas era o fim que eu desejava para ele: acabar em paz. Muitos fãs queriam o regresso de Stelena, mas, honestamente, eu queria era Strenda (Stefan + Brenda AHAHAHAH). Sempre, mas sempre amei o Stefan, mesmo na sua fase de ripper ele era a pessoa mais incrível da série.
A morte dele só nos fez concordar ainda mais que tudo o que ele queria era apenas ser o homem que se sacrifica pela família e pela felicidade dos que lhe são queridos. Sempre foi um mártir durante a série, no fim tinha que ser também. Foi coerente! ;)
O casal maravilha, Elena e Damon pôde, finalmente, ter uma vida feliz, para no fim se reencontrarem com os entes queridos. Não esperava outra coisa :)
Quero terminar falando da Bonnie, porque dado o penúltimo episódio todos nós achámos que ela ia morrer e, por isso, é que a Elena iria voltar. Porém, ela não podia simplesmente morrer sem viver junto da melhor amiga! Nunca seria aceitável. E, sinceramente, quando a avó e as outras Bruxas Bennett se juntaram a ela naquele grande feitiço até me arrepiei!
O destino dela foi um dos que mais me orgulhou, pois ela começou independente, mas insegura com a sua magia, e, depois de tanto morrer na série, decidiu por fim que queria viver e acima de tudo,acreditar em si.
E mesmo sem o amor da sua vida a viver aventuras ao seu lado ela viveu. Porque ela é e sempre foi uma personagem forte e independente que não precisa de uma figura masculina para a elevar.
Resta-me dizer que me fartei de chorar a ver o episódio e quando apareceu o banner final ainda mais chorei.
Todas as tardes vejo-te chegar, olhar em volta e sentar no banco mais remoto de todo o jardim.
Pões os auriculares, ligas a música e fechas os olhos para ninguém ver as voluptuosas lágrimas que se agregam nesses teus olhos de mel.
Para quem passa és apenas um rapaz a desfrutar de uma música envolvente. Mal sabem eles o quão envolvente é...
Os olhos abrem-se duas ou três músicas depois. Olhas fixamente o chão, como se estivesses a vê-lo mover-se debaixo dos teus pés. Pouco depois olhas para cima, para o grande e velho carvalho do parque. Vês como se eleva sobre a tua cabeça e acredito que a cada segundo que passas a observá-lo te sentes cada vez mais pequeno.
Fazes sempre isto todos os dias. E todos os dias venho para aqui tentar escrever e volto de caderno em branco para casa. Não porque não me sinta inspirada, até porque essa tua alma quebrada é inspiração para mil e um poemas de dor, simplesmente esmagas-me de tal forma o espírito que não consigo traduzir-te em palavras.
Vens cada vez mais magro e as olheiras acentuam-se cada vez mais. Temo que não te andes a alimentar e que o sono não ande a ser bondoso contigo.
Temo que durmas e o teu pesadelo seja acordar.
Não sei quem te partiu o coração mas é penoso ver uma alma humana decair dia após dia. E tenho a certeza que ela um dia irá sentir a tua falta.
🌳
Duas horas e pouco se passam. Arrumas os auriculares e ao levantares-te olhas para mim. Sorris e vais embora.
Lá vais tu... pouco depois vou eu... de caderno vazio e alma cheia.
Vi este sapatinho de bebé junto de uma ribeira. Por algum motivo achei digno de registo.
Achei poético. Uma poesia triste, mas poesia...
Mas agora digam-me, é poético existirem milhares destes pelo mundo? Pela fome, pelos desastres cada vez mais frequentes, pela guerra... Por negligência!?
Negligência nossa para com as próximas gerações que irão habitar num mundo que hoje destruímos, seja por lutas pelo poder, dinheiro, território... Por querer tão orgulhosamente marcar um lugar na história.
Porquê ser inesquecível quando o que mais se vai querer apagar da história é a inutilidade evolutiva e estupidez destas décadas?
Seres que morrem, e matam cada vez mais, que espalham o preconceito e a violência, que olham para o próximo como se ele não tivesse valor.
Que não estendem a mão a quem precisa.
Até quando temos que ver "crianças mortas a dar à costa" e sapatinhos sem par perdidos por aí para mudarmos o nosso pensamento, o nosso rumo? Quantas vezes precisamos de rever a história para perceber que um dia todos morremos e a única coisa que deixamos é a herança do nosso amor pelo mundo e pelas pessoas com quem nos cruzamos, que o que deixamos são os sorrisos e a valorização até de simples ato bondoso?
Dizem que somos livres... Depende da perspetiva, depende do país onde nascemos, depende da sorte que tivermos, depende...!
Todos somos parte de um universo. Todos giramos em volta de uma motivação.
Todos nós temos um sonho.
Somos planetas. Somos asteróides. Somos cometas.
Somos regidos por sóis. Sóis amarelos, vermelhos... Somos regidos por uma força que nos faz gravitar.
E se o nosso sol, o nosso centro gravitacional for destruído? E se o nosso sol, a força externa que nos move desaparecer? Ficamos sem motivação? Entramos num buraco negro?
Há quem diga que um buraco negro não nos pode sugar para sempre. Que a certa altura saímos em algum lado... em alguma dimensão.
Por vezes podemos estar sem motivação, sem rumo. Por vezes as coisas desaparecem da nossa vida... mas sabes que mais? Elas por vezes desaparecem para que possam aparecer outras melhores.
Tem sempre presente que um dia voltarás a ser um novo ser, terás um novo recomeço, terás novos sonhos.
O que importa seres um asteróide, um planeta desagregado? Um dia chocarás com algo e farás parte de algo. Um dia vais ser um ser inteiro, basta acreditares.
E toda a matéria de que és feito só te tornará ainda mais único. E especial no universo.
Não te sintas perdido sem um sol, pensa que um dia poderás brilhar tu e ser tu a tua própria motivação.
Lembro-me que uma vez, talvez no 8º ano de catequese tivemos que fazer uma atividade. Esta consistia em colocar post-its nas costas dos nossos colegas e escrever um adjetivo sobre deles. Fiquei muito contente com o desafio, pois tinha convivido a maior parte da minha vida com aquelas pessoas e, ainda que, não fosse amiga de algumas tinham sempre um sorriso para mim.
A atividade começou e tudo foi feito de modo a que ninguém soubesse quem escrevia o quê.
O alarido da sala era grande, muita gente riu e à volta de 15 pessoas escreveram em post-its nas minhas costas. Eu também escrevi em todos eles. Com quem não falava coloquei apenas "linda(o)", "simpática (o)" ou simplesmente "divertido(a)" porque na verdade não tinha nada de mal a dizer, sempre tinham sido simpáticos comigo, educados e brincalhões nas lições da catequese e alguns até no recreio.
A catequista pediu então que revelássemos o que tinham escrito. Empolgada tirei os papelinhos das minhas costas e foi aí que me deparei... Adjetivos como "puta", "cabra", "betinha" apareceram. O sorriso saiu logo do meu rosto e lembro-me perfeitamente que a catequista me perguntou o que tinham escrito. Não chorei. Eu era uma chorona na altura, mas não chorei. Lembro-me também de cerca de 1/3 dos que ali estavam a dizer "linda", "simpática", amiga"... Ah e "tímida".
Olhei aqueles papéis como um inferno. Não tinha feito nada para merecer aquelas palavras. Olhei os meus colegas e nenhum mostrou qualquer sinal de ter sido ele a escrever aquilo.
Tivemos que ler em voz alta o que tinham dito. Eu lá comecei a dizer o que tinham escrito.
A catequista perguntou porque tinham escrito aquilo sobre mim, se tinha alguma vez dado algum motivo para dizerem aquelas coisas. Ninguém se pronunciou. Sabiam que eram só palavras da boca para fora. Não me metia com ninguém, falava o necessário, passava o tempo a estudar. Dava-me bem com todos...
A catequese acabou, mas a lição que retirei dela não.
Valorizei os elogios, até o "tímida", visto que era a mais pura das verdades! Mas os insultos ficaram. Ensinaram-me que faças o que fizeres haverá sempre alguém a recear que sejas mais bonita, mais sucedida, ou simplesmente mais simpática do que ela. Há sempre alguém que acha que tu não podes ser feliz porque essa pessoa não o é.
Aprendi que entre as boas pessoas, que realmente valorizam quem és, existem também as más. Aqueles que não te conhecem, conhecem apenas o teu nome e a tua aparência e isso é o que basta para te rotularem de algo mau, simplesmente porque não te compreendem, ou não querem compreender.
Naquela idade a inveja e o ódio nem existiam, penso eu... São sentimentos muito fortes que não se aprende nessa idade. Mas o facto de eu ser aluna de excelência claramente não ajudou, era até como uma afronta para muitas pessoas, como se eu tivesse nascido para as deixar mal. Quando a única coisa que sempre fiz foi trabalhar para saber o máximo que pudesse e seguir o meu caminho com isso.
Foi uma brincadeira de crianças claro, mas abriu-me muito os olhos. Mostrou que é muito fácil falar-se das pessoas anonimamente, é muito fácil dar adjetivos maus quando elas não sabem que foste tu. Por isso pensa. Pensa se gostarias de tirar um post-it das tuas costas com um insulto, algo que tu sabes que não és. "Não se deve fazer aos outros aquilo que não gostaríamos que nos fizessem a nós."
Serás sempre mais bem sucedido que alguém. É um facto. E serás também menos sucedido que outros. É a hierarquia da vida. A diferença é como reages a isso: se decides criticar pelas costas ou ser feliz pela pessoa e trabalhar pelo teu próprio sucesso.
O que se diz a uma pessoa pode parecer banal, mas pode ficar com ela a sua vida toda. Pode influenciar a maneira como vê o mundo, a sua personalidade. Pode influenciar como vê as pessoas no geral depois disso. E influencia-te a ti também, o teu caráter e a pessoa que és no dia de amanhã, e depois disso...
É fácil falar por trás, mandar indiretas, ser invejoso. Mais difícil é fazer tudo às claras. É mais fácil apontar o dedo ao outro e dizer que ele é falso, imperfeito. É fácil... Difícil é teres consciência que ao apontar esse dedo ao outro tens outros três apontados a ti, cada um pelo que tens que te esforçar: caráter, dignidade e felicidade.
Eu vivia num castelo cor-de-rosa, achando que todos eram bons, felizes e com orgulho nas pessoas que são. Nesse dia ele desabou, nunca mais acreditei no sorriso das pessoas, nem nas suas aparentes boas intenções. Reconstruí a minha casa e cerquei-a por grandes muralhas de pedaços de desilusão que fui colhendo ao longo do tempo.
E como uma casa de legos pedaço a pedaço, desilusão a desilusão, ela foi ficando maior.
Maior a cada desilusão, sem visitas indesejadas e com largo espaço para os verdadeiros amigos. Poucos têm o privilégio de lá entrar. Para todos os outros sou simplesmente alguém fechado, protegida do mundo ou, simplesmente, a conspirar um plano para os destruir. As pessoas terão sempre algo contra aquilo que não conhecem bem, ou que não se permitem conhecer.
As pessoas terão sempre algo contra ti, faças o que fizeres, por isso vive, desfruta das coisas boas e escolhe bem os teus amigos.
Portugal, Açores, 20 anos. Colecionadora de sonhos e pensamentos. Escrevo sobre coisas que acredito e sobre coisas que me intrigam, traduzindo em palavras poéticas e, às vezes, desajeitadas aquilo que me vai nos pensamentos (e coração).