quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Tyrant: Final da 3ª Temporada



Na quarta feira, dia 21 de Setembro, foi emitido na Fox Life o 10º, e último episódio, da terceira temporada da série Tyrant.

Para quem ainda não viu, recomendo verem o episódio primeiro e voltarem mais tarde, pois irei falar de pormenores específicos e, com isso, revelar spoilers.

Nesta temporada, vemos o Barry assumir o cargo de Presidente de Abbudin e o que era um sonho para muitos tornou-se um pesadelo para outros. Isto porque ao longo da temporada de tudo acontece desde a morte de Emma, descoberta do verdadeiro pai de Ahmed, a paixão de Leila, ausência e frieza de Molly até ao envolvimento de Barry com Daliyah.

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Ao longo da temporada dei por mim a ficar repetidas vezes aborrecida. Honestamente, devo dizer que o conflito com o Ihab Rashid me está a dar cabo dos nervos. Os Al-Fayed e os Rashid estão em confronto desde a primeira temporada e não se vê o desfecho à vista. Penso que já estava mais do que na hora do Ihab passar à história.

Em segundo lugar, por muito que goste do Barry acho fascinante o rumo que a série tomou. Vemos o homem sensato, humilde e leal, que até foi considerado o herói do povo, assumir uma posição de ditador e ir contra todos os valores que até à data defendia.

Este era sem dúvida o rumo que previa para o Barry desde o início da série, e especialmente desde o início da temporada, pois acredito que muito poucas pessoas sabem manter a humildade no poder.

O que não previa era que ele atingiria o ponto extremo em que fica muito parecido com o Jamal, ou até mesmo com o próximo pai, que sempre criticou.

Vingar a Emma até chega a ser compreensível, cair de amores pela mulher que o acompanhou durante a guerra também, mas trair a Molly, mandar prender o melhor amigo, e tantas outras coisas, mostra o quão brusca pode ser a mudança de uma pessoa face ao poder que lhe é concedido.

Só mostra o quanto o Barry está a perder os princípios morais que tanto o caracterizavam.

Em relação ao último episódio em específico, penso que foi uma ótima maneira de terminar as coisas. Vemos um Barry que se apercebe, em parte, de que levou as coisas longe demais e que ainda quer um país livre. 

Adorei em especial a cena em que Ahmed substitui o quadro de Jamal pelo do pai, fazendo Barry aperceber-se que realmente se tornou um tirano. Acho que sumariou muito bem a posição do Barry neste final de temporada.

Por fim, devo dizer que fiquei pasmada com o peso da parte em que Molly pede um filho ao Barry sem ainda se aperceber que o destino é traiçoeiro e lhe poderia tirar o que já tem. (OBS: Isto foi bem complicado de se ver... chega a ser angustiante para quem ainda acreditava, como eu, que eles com tempo ainda se iriam resolver...).

E pronto, esta é a minha opinião acerca do último episódio e, de forma geral, de toda a terceira temporada de Tyrant. Qual é a tua opinião? Aconteceu o que esperavas/querias? Conta-me tudo nos comentários. :)

Para os que não vêem a série, recomendo que a comecem a ver pois é mesmo muito interessante e tenho a certeza de que irão gostar. ;)


domingo, 25 de setembro de 2016

Páginas em branco

(c) Brenda Cabral

Páginas em branco. Caneta em espera. Cappuccino a arrefecer. 

Assim abro o meu caderno todos os dias, na ânsia de uma inspiração que não vem. 

A mente a transbordar de palavras. Tantos pensamentos, teorias e sonhos. Todos a pairar na minha cabeça e impossíveis de traduzir em papel. 

Pouso a caneta. O tempo passa. Tic tac... tic tac... tic tac. Olho pela janela e vejo as pessoas na rua.

Podia escrever sobre o amor, o tempo ou o segredo da juventude. Podia escrever sobre segredos, desilusão ou apatia. Mas não escrevo.

Bebo o cappuccino já frio e observo o papel mais um dia em branco. 

Tantas memórias aguardam que as escreva, mas não pareço ter forma de as narrar.

Por hoje desisto. Mas só por hoje. Amanhã volto a tentar. 

Um dia terei algo bonito para contar, mas de momento o papel que fique em branco. Não há pressa em preencher aquelas páginas. Não há pressa em despejar vivências e momentos. 

Não há pressa...



sexta-feira, 17 de junho de 2016

50 Sombras de Grey: Filme vs Livro

Trailer do filme

Com tanto alarido em volta da saga que mal saiu o filme o fui ver. Ou seja, ao contrário do que costumo fazer vi o filme primeiro porque não tinha qualquer intenções de ler o livro.

A primeira impressão que tive ao ver o trailer foi que o filme não era nada de especial. Na verdade até achava que não ia passar de um romance do género "Crepúsculo" traçado com cenas mais quentes.

E não me desviei muito da previsão... 

Na verdade, quando o vi achei que tinha sido tanto alarido por nada. Personagens cliché, sem química, algum pormenores repetitivos e com passagens muito rápidas entre determinados momentos importantes da narrativa.

Sinceramente depois desse fracasso nem considerava ler o livro, mas por alguma insistência e garantia de que "O livro é muito melhor do que o filme, acredita! Lê!" lá fui ler o bendito livro.

A minha conclusão é que realmente o filme é uma inocência em relação ao livro... Mas não se iludam, porque o livro também não é digno de prémio.





Ele realmente é extremamente detalhado, isso não nego! É precisamente aí que reside o seu sucesso desmesurado. Mas há que admitir, a autora repete imensas vezes as mesmas expressões! Chegou a uma altura do livro em que quem já revirava os olhos era eu com tantas expressões iguais e cenas tão repetitivas. Ok, nós percebemos que a "Deusa Interior" dela estava muito contente com a situação, agora "move on".

À parte disso achei que o livro mesmo assim foi melhor(zinho) na construção das personagens. A química entre os protagonistas era inegável e... Compreendo totalmente o entusiasmo com o Grey!

Não é o facto de ele ser rico que faz com que todas (ou quase todas) queiram em casa um Christian Grey. Simplesmente o que se quer é uma visão moderna de um príncipe encantado que não só nos dê a nível sentimental o que merecemos como também nos faça evoluir dentro da pessoa que somos, que realce o nosso potencial e que, ainda assim, abrace os nossos defeitos como parte essencial das nossas virtudes.

Afinal quem não quer um homem focado, determinado, apaixonado e que use isso para ser bem sucedido na vida profissional e amorosa? Pois é precisamente isso que falta aos príncipes que andam por aí. São príncipes? Até que são, mas a falta de confiança em si mata tudo! Não é por as mulheres deste século serem mais determinadas que os homens têm que o deixar de ser. :)

Aliás, quer-se e recomenda-se homens determinados e seguros do que querem para o seu presente e futuro.

Em suma, é um bom livro, não o nego, mas também não foi daqueles que eu li de rompante e cheia de entusiasmo, até acho que levei mais de um mês a lê-lo (o que é uma eternidade para uma amante de livros como eu).

Reconheço também que se fosse como muitos fãs por aí e se tivesse visto o filme depois do livro, provavelmente tinha ficado tão desiludida quanto vi que os fãs tinham ficado nas redes sociais. Concordo no sentido em que dizem que o filme não faz jus à intensidade do livro.

Ainda assim, não deixo de vos recomendar a leitura, pode ser que aprendam alguma coisa, sei lá. :p

Classificação do Filme (0-10): 🌟🌟🌟🌟🌟 (5 estrelas)
Classificação do Livro (0-10): 🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟 (7 estrelas)

sábado, 21 de maio de 2016

Carta para o meu "Eu" de 10 anos

Para acompanhar a leitura :)

Olá Brenda!

Eu sou tu com mais 10 anos em cima. :p De certo que ainda me reconheces pelos olhos azuis e cabelo loirinho, mas vou-te dar algumas pistas do que acontecerá no teu futuro (não entres em pânico e... não chores - ainda me lembro o que é que a casa gasta!).

Se bem me recordo ainda estás na fase em que colocas corações nos "i"s, que escreves poemas no diário, que tens ínfimas brincadeiras na ribeira e... sei que não te deveria dizer isto mas tu vê lá onde metes os pés que agradecia menos cicatrizes nas pernas! 

Gostava de te dizer que não perderás esse brilho nos olhos que te é tão característico, que o teu sorriso persistirá nas adversidades e que as tuas amigas continuarão ao teu lado, mas não te posso dizer isso porque estaria a mentir-te.

As tuas amigas de agora mudar-se-ão de ilha, algumas substituir-te-ão por amigas mais extrovertidas e outras mudarão de turma. E tu... Tu seguirás o teu caminho. Manterás algum contacto com algumas, mas com outras isso não passará de um "Gosto" nas fotos do Facebook* e nada mais. Tantos anos de amizade para passarem por ti e simplesmente nem te cumprimentarem. 

* O Facebook é, digamos, um site onde te vais divertir imenso a gerir uma quinta nos primeiros anos! E não, não te preocupes que quando tiveres a minha idade sabes fazer mais do que jogar Pinball e desenhar graffitis no Paint.


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E sabes o que é pior? Vais aprender que nada é como nos filmes. Aprenderás que nem sempre as pessoas saem da tua vida por motivos específicos, simplesmente saem. E são essas saídas as mais dolorosas, pois um dia olhas e pessoas que antes eram o teu dia-a-dia, hoje já não lá estão sequer para te dar um sorriso. 

Infelizmente aprenderás que o bom da vida eram os joelhos e cotovelos esfolados, as constipações de estar todo o santo dia na rua e os sermões da mãe por andares sempre a "cabriar" em cima dos muros do quintal. 

Invejo-te, sabes? Porque com esta idade é o coração que está esfolado pelas desilusões que vais sofrendo.

Aprenderás que a palavra "amigo" nem sempre é algo bom, porque por vezes as pessoas aproveitam a tua amizade para conseguir determinadas coisas e, admito que por vezes ainda és enganada por esses falsos amigos que se infiltram na tua vida e tentam incutir receio ou dúvida ao avançares na luta pelos teus sonhos. E aí o melhor conselho que te posso dar é: quando sentires que alguém te puxa para trás, solta-te das amarras e vai sozinha. 

Nenhum barco avança com a âncora no fundo do mar.

Mas calma, nem tudo é mau! ;)

O bom de tudo é que quando olhares para mim ainda reconhecerás a paz de espírito, a quietude de expressão e essa maneira desajeitada de lidar com as pessoas. Nisso não mudaste nem um milímetro. Continuas fascinada por livros e apaixonada por cada personagem dos romances que lês. :) 

Estudas na universidade que querias e no curso dos teus sonhos. :) Tens novos amigos e alguns que poderás, sim, considerar verdadeiros, pois na calmaria e na tempestade permaneceram ao teu lado. 

Quando chegares a esta idade já terás viajado por sítios que sempre sonhaste e terás inúmeras histórias divertidas para recordar! Terás alguns sucessos e muitos desafios bons pela frente e, ainda que não preveja o futuro, sei que teremos muitos mais ainda. ;D

Quero que saibas que, apesar de tudo, crescerás feliz e rodeada de pessoas que te amam e que, por isso, as pequenas tristezas que a vida te trará só te tornarão mais forte e uma pessoa em constante evolução, lutando todos os dias por te tornares digna do amor que recebes.

Continua motivada e sorridente e, acima de tudo, mesmo depois da juventude passar continua sempre a acreditar em ti e no poder que a simpatia e bondade têm no mundo. :)

Um beijinho (com corações nos i's) desta (velha) tu com 20 anos,



domingo, 24 de abril de 2016

TAG: Hábitos de Leitura



Olá pessoal!

Como têm reparado (ou não) o blog anda meio parado, mas para quem não sabe estou na fase final do meu curso e tenho que me dedicar à universidade (e por isso o blog fica meio de parte). ;)

Por isso, para não vos deixar mais tempo sem saber notícias minhas, trago-vos hoje uma tag sobre hábitos de leitura, com o objetivo de que, para além das opiniões que posto dos livros, possam conhecer mais um pouco sobre mim e, acima de tudo, conhecer um pouco dos "bastidores" das resenhas que já coloquei e que irei colocar brevemente. ;)

A Marianna Zavisch do blog Galáxia dos Desejos respondeu à tag e convidou todos os que quisessem responder a ela que o fizessem e como costumo visitar o blog dela decidi que iria entrar "na brincadeira". Ora aqui vão as perguntas e respostas:


1 – Quando você lê (manhã, tarde, noite, o dia inteiro ou quando tem tempo)?

Prefiro ler à noite, mas de momento só leio quando tenho tempo, o que tem sido raro ultimamente...


2 – Você lê apenas um livro de cada vez?

Geralmente sim. A não ser que o livro que comecei seja tão chato que não aguente e tenha que começar a ler outro ao mesmo tempo para equilibrar a dose de entusiasmo pela leitura ahah


3 – Qual seu lugar favorito para ler?
Secretária. Adoro ler na secretária e se foi à noite leio na cama. Porém na cama acabo por ler menos do que gostaria porque fico com sono e tenho que abandonar a leitura por ali. xD


4 – O que você faz primeiro: lê o livro ou assiste ao filme?
Leio o livro, como é óbvio! O livro é a história original e o filme uma adaptação dessa história, ou seja terá lacunas e alterações. Por isso gosto sempre de ler o original e só depois ver o filme. Se vir o segundo depois não consigo ler o livro de jeito algum.


5 – Qual o formato de livro você prefere (áudio-livro, e-book ou livro físico)?
Livro físico! Mas admito que já me começo a render ao e-book pelo facto de que consigo ler vários livros sem ter que os levar num monte dentro da mala :) Mas... continuo a preferir o livro físico!


6 – Você tem algum hábito exclusivo ao ler?
Silêncio. Não consigo ler sem silêncio, nem me consigo concentrar na história sequer. Outro hábito que tenho é arranjar marcadores completamente fora do normal. Como detesto dobrar o canto das páginas, quando não tenho um marcador comigo arranjo qualquer coisa que marque a página sem danificar o livro, por vezes até uso um simples guardanapo. ahah


7 – As capas de uma série tem que combinar ou não importa?
Claro que importa! Por exemplo, eu comprei os livros da Série Divergente e no primeiro está a capa já baseada num dos cartazes do filme e os restantes dois (ainda não tenho o último: "Quatro") têm as capas originais (com os respetivos símbolos) e isso irrita-me solenemente! Claro que leio os livros na mesma, mas fico com desgosto por as capas não seguirem a mesma linha de edição. 

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E pronto, a TAG chegou ao fim. :) À semelhança do que foi feito pela Marianna, deixo à vossa escolha fazerem a TAG ou não, mas existe uma condição: se a fizerem, seja em post ou em vídeo, informem-me nos comentários para que possa ver as vossas respostas (sou muito curiosa ahah). Beijinhos,


sábado, 2 de abril de 2016

Till I Colapse


Para ouvir enquanto lêem ;)

As dificuldades são um fardo que carregas diariamente. Há pessoas que pensam que elas são facilmente ultrapassáveis, outros nem por isso.

Tudo se torna mais fácil quando temos amigos. Tudo se torna mais fácil quando partilhamos o peso do fardo com alguém. Significa que não estamos sozinhos.

Mas e se estivermos?

Há pessoas que não aguentam estar sozinhas, que procuram sempre ultrapassar a dificuldade juntando-se a outras, criando amizades de circunstâncias. Depois as amizades desaparecem e não são capazes de lutar sozinhas e afundam-se na frustração de não serem suficientes.

Depois há os que carregam a carga sozinhos e que, apesar de terem amigos, sabem que o peso é seu e não incutem a ideia de que "Pensei que eras meu/minha amigo(a), mas não me ajudas nisto". Simplesmente têm a noção de que não podem obrigar ninguém a estar ao seu lado quando "a coisa apertar". Mas não os tomem por egoístas ou otários, porque não se vão sujeitar a carregar o seu peso e o de pessoas que se vê que não dão a mínima para a pessoa em questão.

Não digo que carregar esse fardo absolutamente só seja uma coisa boa, porque não é... Carregas um grande peso, que um dia pode tornar-se superior ao que consegues suportar. Mas hipócrita ao ponto de formar amizades que só durarão até que não precises que te ajudem mais? Isso é sem dúvida... Cómico!



Sou aquele tipo de pessoa que está sempre na sua, sempre a tentar não incomodar os outros. Carrego o meu terrível fardo sozinha. Os que me pedem ajuda são inúmeros, pois para algumas pessoas sou amiga das circunstâncias e, por isso, acham que é minha obrigação ajudá-las a ultrapassar as suas dificuldades. Porém, quando se trata de ajudar nas minhas nem 1/3 dos quais eu ajudo me ajuda. 

Não se trata de dar para receber, mas sim, caso tenhamos a oportunidade para ajudar o próximo, então porque não ajudar a diminuir o que o deita abaixo?

E ainda se admiram quando me consideram "amiga" porque ajudo sempre e um dia deixo de carregar esse fardo que na verdade não é meu. Ainda são capazes de dizer que sou x e y e que nunca fui capaz de as ajudar (ingratidão *cof cof*). 

É eu sei, nesse sentido sou mázinha, mas se vejo que carrego mais fardo do que a própria pessoa que o devia carregar... Desculpem, mas não sou otária para andar a cumprir funções dos outros. E não se preocupem que pessoas assim arranjam outras amizades de circunstâncias, por isso nunca ficam mal na vida. A necessidade da minha ajuda é apenas temporária.



Chamam-me de arrogante, competitiva, presunçosa... Tudo porque desisti de carregar o fardo dos outros, mas sabem que mais? Só eu sei o peso que carrego e se só estão interessados em sugar a minha boa vontade e paciência podem muito bem ir arranjar outra falsa amizade, que desta não abusam mais. Se não carregas o meu fardo após muitas temporadas em que precisei, não esperes que faça das tripas coração por ti quando fores tu a precisar.

E assim continuo a carregar o meu terrível fardo sozinha. Há dias que me apetece desistir de tudo? Claro. Mas não desisto (nem aquele 1/3 de gente verdadeira da minha vida o permitiria), por isso lembro-me sempre do meu objetivo e sei que um dia o peso diminuirá. E não será porque arranjei mil e um amigos de circunstâncias para me ajudarem, será sim porque realmente conquistei o que queria e está na hora de começar a ambicionar outro sonho. Será porque está na hora de começar a carregar um novo peso.

Vocês também têm a sensação que só estão na vida de alguém para ajudar (abusivamente) e depois são descartados caso deixem de ser escravos? Deixem tudo nos comentários ;) Beijinhos,







sexta-feira, 25 de março de 2016

Livro: No Teu Olhar de Nicholas Sparks

Nicholas Sparks | 520 p.



Sinopse: Colin Hancock é jovem mas já viveu mais violência e abandono do que a maioria das pessoas. Foi perante o abismo que tomou a corajosa decisão de começar de novo. Agora, o emprego num restaurante da moda pode não o satisfazer, mas o sonho de se tornar professor parece cada vez mais perto de se concretizar. Dar às crianças o carinho e a atenção que ele próprio não teve é o seu grande e único objetivo… mesmo que o preço a pagar seja a solidão.


Maria Sanchez também deseja, acima de tudo, uma vida calma. Filha de imigrantes mexicanos, aprendeu desde cedo o valor do trabalho árduo, da ética e da lealdade. Para ela, bastam-lhe o emprego num prestigiado escritório de advogados e uma noite tranquila em casa para repôr as energias. Nem a insistência da sua irmã surte efeito. Com uma profissão tão arriscada, Maria aprecia a segurança que o isolamento lhe dá.



Colin e Maria não foram feitos um para o outro. Ele representa tudo aquilo que ela despreza, é o típico meliante que ela está habituada a ver atrás das grades. E quando se cruzam numa noite de tempestade, o fosso que os separa é profundo e evidente. Mas, a partir desse momento fortuito, as suas vidas não voltarão a ser as mesmas.

Conseguirão eles ver para além das aparências? Ler nos olhos do outro o que de mais profundo lhe vai na alma? Ceder à persistente memória daquela noite?



Se acham que No teu olhar será mais um simples romance de Nicholas Sparks, desenganem-se!

O livro narra a história de Maria Sanchez, uma filha de imigrantes mexicanos, e Colin Hancock, um jovem a lidar com o seu passado problemático.

Maria é advogada e almeja uma carreira de sucesso. Colin quer ser professor do 3º ano, mas ambiciona mais do que isso: lidar com a raiva que o consome pelas entranhas.

Tudo muda no dia em que se conhecem. Para ela, ele é verdadeiramente assustador, o típico rufia que mandaria para a prisão (exceto que é um rufia sincero! ). Para ele, ela é como uma pequena chama que promete incendiar a sua vida de coisas boas.

Conhecem-se e acabam por desenvolver uma relação, mas a vida de ambos altera-se por completo quando Maria começa a receber flores e estranhos bilhetes com ameaças no seu escritório.

A vida de Maria torna-se num rodopio de medo, confusão e incertezas e Colin usa aquilo que o torna na pior e na melhor pessoa que ela conheceu: a violência e a inteligência.

Colin acaba por nos assustar com o seu comportamento ao longo do enredo. Nem Evan e Lily, incondicionáveis amigos do nosso protagonista o conseguem controlar aquando de alguns eventos, mas acabamos por perceber que tudo vai correr bem. Isto porque afinal: Colin é a verdadeira lição deste livro. 

Todos nós temos direito à redenção, todos nós temos todo um passado que nos assomba, nem que seja apenas um episódio, ou anos cheios de ações das quais nos arrependemos. O que nos faz seguir em frente é a aceitação de quem fomos, de quem somos e do que a combinação dos dois anteriores nos fará ser.


Começo por vos dizer que a sinopse nada diz sobre o livro! Achei que iria ser um livro simples e acreditem: até à última página fiquei mergulhada neste mundo de medo pela Maria e pavor que o Colin fizesse algo estúpido e acabasse na cadeia.

Admito que não consegui prever o final, nem lá perto! A certa altura comecei a desconfiar de todas as personagens. Acho que o stress da perseguição da Maria também me deu nervos, como se fosse eu que estivesse a passar por aquela situação. Mas vá, desconfiei em coisas certas também, em como tinham ficado inacabadas tendo que se dar um desfecho a isso.

E o desfecho foi muito bom!

Já imagino como será no filme, porque realmente ver este livro concretizado em filme seria sem dúvida um desafio cinematográfico. Concretizar cenas com aquela dimensão, da maneira como foram escritas... e só tenho a dizer: boa sorte a superar o que imaginei! :p

Já leram o livro? Pretendem lê-lo? Contem-me nos comentários ;) Beijinhos,