domingo, 8 de novembro de 2015

De que vale dizer as palavras certas se a intenção é vazia?


Há pessoas que se perdem, pessoas que se ganham.
Há pessoas que nos perdem, há pessoas que nos ganham.

Há muito tempo que a vida é feita de momentos, de amizades perdidas, de amores não correspondidos. Há muito que a vida é uma confusão de caminhos rumo à felicidade.

Há muito que os humanos se perdem no que os outros querem que eles sejam e não no que querem ser. Há muito que as pessoas tentam moldar os outros ao seu gosto. Há muito que as pessoas deixaram de aceitar e se adaptar aos seus semelhantes, como é preciso, e os abandonam por eles não serem como esperam.

Há muito que as pessoas não dizem o que sentem, o que pensam... Para quê acumular o "NÃO" dentro de ti quando na verdade é o que queres dizer? Porque deixas que te façam sentir cada vez mais impotente?

Diz "NÃO!" quando for preciso, diz "Basta" quando não forem bons para ti, mas acima de tudo diz "Amo-me"... tem amor próprio. De que vale dizer "Quero-te" se o sentimento já não é o mesmo? 

De que vale dizer as palavras certas se a intenção é vazia?

Algo não te faz feliz? Vira-lhe costas e vai ser feliz. Algo faz-te sentir inútil? Vira-lhe as costas e prova o contrário. Algo de incomoda-te? Diz, resolve e muda!

Todos nós temos problemas, atitudes incorretas e pessoas erradas na nossa vida, mas o que nos define é a nossa capacidade de lidar com eles, pois afinal somos seres capazes do recomeço, de luta e da revolta. 

Todos temos o direito de nos sentir felizes e concretizados e ninguém está no seu direito de nos tirar isso. Se não te sentes assim, infeliz e preso por alguém que não te merece, cara amiga(o), claramente tens as pessoas erradas por perto.

E enquanto seleccionas os desnecessários da tua vida pensa que há pessoas como tu, que se perdem e que tal como tu pessoas que se voltam a ganhar, ainda que para isso tenhas que perder as pessoas que não pertencem à tua vida para poder ganhar as que não te desvalorizem e não te tratem como lixo.

Brenda C.
(08-11-2015)

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O podre que tenho dentro de mim


A noite vai longa e deito-me a chorar. Nos últimos dias não tenho tido sono, não com o que se anda a passar... Ajusto os cobertores para me aquecerem, mas só Deus sabe o frio que tenho no coração, a dor que me consome.

Acordo.

Mais uma noite sem sono profundo, nem sequer um pedacinho de sonho. E eu... que sonho todos os dias as coisas mais parvas do mundo, eu que possuo um inconsciente tão absurdo que me faz sonhar todas as noites, sem falhar uma... Agora nem mereço sonhar.

Visto-me, como a pouca comida que consigo meter no estômago e saio de casa.

E lá está, no meio das árvores e prédios do recinto está o grupinho. O grupinho dos meus pesadelos. Passo por ele e sorrio. Avanço em direção à sala escura e silenciosa e sento-me aguardando pelo professor.

Ele chega, a aula começa. Como é normal chegam alguns atrasados, o grupinho entreolha-se e ri, claramente goza com alguém. Desta vez não sei de quem. Olho para eles e sorrio, afinal é a única maneira de me integrar...

Intervalo. Dois grupinhos separam-se, eu fico à parte como sempre. Um é simpático comigo, o outro nem por isso. Toda a gente parece feliz e amiga. Será que só eu sei a falsidade que aí perdura? Será que só eu sei que todos ali falam mal do que está ao seu lado? Será que só eu sei que amizade é algo que entre aqueles "amigos" não existe?



Olhos voltam-se para mim mirando-me de cima abaixo. Palavras são trocadas com olhares tentando não parecerem focar em mim, mas acabando por incidir subtilmente. Param uns segundos, seguidos de um riso de escárnio. Não sei qual o motivo de tanta risota. Talvez seja o meu cabelo que esteja desajeitado... Sorrio-lhes, deixando-as sem jeito, levando-as a depararem-se com o meu pior defeito: a capacidade de me estar a lixar para o que dizem e como olham. A capacidade de as mandar à fava quando me apetece, virar-lhes as costas e abanar a minha anca magricela de que elas comentam tanto achando que me ofendem.

Aulas recomeçam e acabam. O dia termina e vou para casa acompanhada, como sempre. Estes com quem vou são agradáveis comigo, são simpáticos.

Passa o meu colega menos favorito, aquele que sempre abusou um pouco da minha boa vontade e digo-lhe, como sempre, educadamente "Até amanhã!" e ele responde-me "Adeus, amiga. Até amanhã". Não gosto dessa palavra vinda dele, não sou sua amiga, mas deixo passar, deixo sempre. É bom ouvi-la, mesmo que seja de alguém que após algum tempo queira vir abusar da minha boa vontade. Nessa altura hei-de dar conta do recado, mas por enquanto deixo.

O grupinho olha para ele e ri. Comenta o seu jeito de falar, de andar, de acenar, de rir, ... Eles olham para mim e rio desconfortável, sem saber o que fazer... Sem saber o que faço. Olha que bela amiga.

Chego a casa, tomo banho e janto. Olho para o espelho e vejo o nojo de pessoa que sou. Vejo o podre dentro de mim, o podre que me mata lentamente. Sei o que sou, sei o que sofro com os outros e porque deixo estes fazerem o mesmo com ele? Que tipo de pessoa sou? Porque não respondo e luto por ele?

Ele pode não ser a melhor pessoa deste mundo, pode até ser má pessoa, não sei... Não o conheço bem, mas o que sou se deixo que lhe façam isto? Uma vez ouvi dizer: "O que os outros são não me interessa, o que eu sou para eles é da minha responsabilidade."

E neste momento acordo realmente e limpo as lágrimas. Não vou deixar que façam isto com ele, podem fazê-lo comigo, não quero saber, mas com ele não. Quem deita abaixo os outros não se sente confortável consigo mesmo, não é interessante o suficiente, daí precisar de falar dos outros para se sentir superior, como se lhe trouxesse algum tipo de satisfação.

Isso conforta-me, mostra-me que apesar de não fazer nada determinante para que o outro grupo pare de gozar comigo sei que no fundo essas pessoas querem ser como eu, ter o que eu tenho ou ser o que eu sou. Ele não sabe disso ainda, não sabe as razões, como eu sei as delas, mas vou mostrar-lhe... Vou mostrar-lhe a verdade para que ele também possa lutar de volta tendo consciência do que é dito. Para que ele possa andar de passo firme sabendo do que tanto riem e mostrar todos os dias que não o afetam.

E assim, no reflexo do espelho o podre começa um pouquinho a desaparecer e sinto esperança que talvez um dia ele me perdoe por ter rido dele aquelas vezes... Talvez ele perceba que precisei de errar para perceber a verdade.



Mas ainda permanece a dúvida no ar, será que algum dia essas más pessoas vão morrer com o seu próprio veneno? Não gosto de desejar mal a ninguém, mas espero que sim. Espero que um dia, após tantos anos de risos maldosos, finalmente vejam o podre dentro de si e tentem mudar-se. Pena que já será tarde demais, pena que os estragos que fizeram em outras almas não sejam reversíveis. Acredito que monstros desses não sentem remorsos, monstros desses irão sempre achar que o podre e o motivo de risota está nos outros. Eles são divindades perfeitamente ocas que ficando hoje completas com a tristeza alheia, ficarão assim para sempre, envoltas no seu riso venenoso. Só espero que mesmo antes de darem o seu último fôlego se lembrem do quanto mal fizeram e do quão nojentos são.


Brenda C.
(05-11-2015)

Todas as imagens retiradas do site: https://pixabay.com/pt

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

As falsas amizades são como telhas quebradas



Este gif não me pertence e desconheço o seu autor, pelo que lhe concedo o título de "Direitos Reservados". Caso conheças ou sejas o autor dele identifica-te nos comentários e dar-te-ei os devidos créditos.

As falsas amizades são como telhas quebradas. Estragam o nosso telhado e nada mais são do que inúteis.

É Verão. O sol brilha, não há brisa que sopre. Conhecemos pessoas parecidas connosco e criam-se amizades com promessas de ser para sempre. O mar está calmo e o céu limpo. A vida está numa fase de bom tempo, sem furacões, tsunamis ou qualquer perigo que ameace o nosso bem estar. O sol põe-se, o sol nasce, a amizade parece estar firme.

O Outono chega e tudo começa a ficar menos bem. O vento que chega e nos desalinha o cabelo, o horário de verão acaba, os problemas começam a chegar. A vida complica. A amizade parece que não fica...

E o Inverno chega e lá bem no meio da tempestade surge uma telha quebrada, uma aqui, uma ali. Cada vez mais com o passar do tempo, proporcionalmente à quantidade de complicações na nossa vida. Nos dias de mau tempo chove para dentro da casa, gota a gota... E não há nada que se possa fazer. No meio da tempestade não podemos subir ao telhado e consertá-lo, não podemos trocar simplesmente as telhas, temos que esperar.

Uma telha quebrada dá-nos a falsa sensação de proteção. Pensamos que estamos a salvo da chuva mas não. Quando menos esperarmos mais uma telha poderá permitir que a água entre, não nos dando o alento para a qual foi destinada, o alento que uma amizade deve dar.

É nos maus momentos que se veêm como são as pessoas, como nos bons momentos é fácil dar conforto e sorrisos, mas como no Inverno rigoroso é difícil permanecer firme e a amizade intacta. Mas um telhado requer uma constante reparação. 

A minha casa tem um telhado cheio de telhas quebradas. Meto a tigela e vou para a rua. Prefiro molhar-me à chuva do que sentir esta falsa proteção, sentir que não estou sozinha quando o estou. Se é para ter telhas de faz de conta, prefiro viver sem telhado. Assim sei com o que posso contar.

Quando o bom tempo chegar, quando a razão me guiar, de olhos secos e coração frio irei subir ao telhado, retirar todas as telhas quebradas e colocar novas. Novas pessoas, novos pensamentos e novos projetos que façam a minha casa ficar seca e segura.

Colocarei todas as telhas boas da minha vida e sei que estas me protegerão de todas as tempestades que por aí virão. E quando estas faltarem, quando as telhas de qualidade escassearem... Ah! Deixo mesmo assim... Deixo para que de dia possa receber o calor do sol e para que à noite possa observar o universo de oportunidades que tenho pela frente.
Brenda C.
(22-10-2015)

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Carta ao meu melhor amigo

Sei que provavelmente não irás ler isto e se leres nem te irás aperceber que é de ti de quem falo, pois achas sempre que tudo está bem, mesmo que eu to diga que não está.

Faz hoje um ano que nos chateamos. Por um esquecimento parvo, por seres demasiado orgulhoso para me perdoar.

Cada um prosseguiu com a sua vida, por caminhos diferentes e nunca nos esquecemos. Falámos e voltamos a ficar amigos, porém por pouco tempo.

Começaram a surgir obstáculos, um rapaz que me fez esquecer a mágoa de te ter perdido, vinte raparigas (ou mais até, não consigo acompanhar) que inconscientemente usaste para me esquecer, o trabalho, os estudos, muita coisa. A culpa até se calhar foi minha, não sei. Por ter seguido em frente primeiro do que tu, por não ter esperado pelo teu perdão. Por me ter fartado de chorar noites a fio...

Mas não me podes culpar, pensei que esse perdão nunca iria vir, que esperar por ele seria como esperar por uma gota de água no deserto. És e sempre foste demasiado casmurro para admitir que erraste no que quer que seja, que erraste ao dizer-me todas aquelas coisas, por algo que na altura até podia ter alguma importância, mas que com o passar do tempo era um absurdo.

Eu também errei, claro. Ao dizer que te odiava e preferia nunca te ter conhecido e sabes bem que queria mesmo dizer aquilo. Não eram simples palavras de dor, era a verdade. Naquela altura, preferia mesmo nunca te ter conhecido, nunca termos sido felizes juntos, nunca nos termos apoiado sequer. Preferia mil vezes não te ter tido alguma vez do que não te ter agora, depois de tudo.

Sempre me perguntaste se era feliz. Como se ao te responder que não entrasses logo num avião e me viesses trazer a felicidade. E sempre te respondi que sim, que era e sou feliz. Sou feliz sem ti. Sempre fui, mesmo antes de te conhecer era feliz. Mas sabes bem que fizeste transbordar algo em mim. Agora simplesmente há um espaço em branco, um vazio no lugar em que tu estavas. Há uma peça em falta no puzzle do meu coração, da minha vida. É um vazio que dói, um vazio que sei que só tu podes preencher.

Sei que isto soa muito a "As palavras que nunca te direi" de Nicholas Sparks, porém sabes bem que tudo o que tinha para dizer te disse. Escrevo-te isto pela simples razão de que sempre que tento iniciar uma conversa contigo para te falar de tudo o que se anda a passar ou não me respondes, ou se o fazes é só milénios depois (Sim! Provavelmente seria mais eficaz enviá-la por correio, talvez obtivesse a resposta em 2 meses com sorte...). E quando respondes dizes que são coisas da minha cabeça, que não nos estamos a afastar, nada disso. Com sorte falamos 2x nos últimos 2 meses e foi porque eu puxei assunto e me digitaste uma resposta rápida para depois me voltar a esquecer.

Sabes que não te quero perturbar nesta vida nova, mas só quero que saibas que após um ano a distância do mar que nos separa se tornou real (talvez até tenha duplicado) e apesar de achares que está tudo bem, desengana-te. Se achas que basta chamar-te no chat que me respondes, desengana-te. Há muito que esta amizade é só num sentido e não sou mulher para implorar atenção. Especialmente não a tua.

Estás a perder-me cada vez mais todos os dias e só quero que saibas que quando tomares juízo e vieres preencher aquele vazio já eu terei aprendido a viver com ele. Não te peço para me esqueceres porque tenho a certeza que já o fizeste, pelo menos por enquanto, pois de momento não precisas de mim. Peço-te sim que quando te lembrares e tentares resgatar tudo o que fomos não o faças.  Não sou de amizades às prestações. Deixa-me ir como te estou a deixar ir agora.

Com saudades tuas,
Da tua outrora confidente e grande amiga.

(Filipa Helena, 08-10-2015)


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Séries: Final da 3ª Temporada de Under The Dome

Trailer da 3ª Temporada do canal "CBS TELEVISION STUDIOS"

Há quem considere a série mais brilhante de sempre, eu considero que foi a série que mais se afastou do percurso que eu tinha imaginado e que por isso me desiludiu muito.

O que me fascinava em toda está história era o facto de viverem numa redoma e sempre imaginei que a causa para o surgimento dela fosse algo revolucionário! Na verdade até foi, utilizaram um tema que eu ainda não tinha visto em séries, porém toda a terceira temporada, na minha opinião, foi mal concebida. Prova disso é que ao que parece a série será cancelada e não haverá uma temporada 4.

A primeira e segunda temporada foram muito boas, bem delineadas e a história tinha um seguimento bastante organizado. A terceira temporada foi um caos autêntico. Muitos podem ter gostado mas a alternância entre "infetado, não-infetado" foi demasiada para meu gosto. Haviam também ali uns episódios a meio da temporada que facilmente seriam reduzidos para metade pois não traziam nada de relevante para a evolução da história e simplesmente se tornavam aborrecidos de assistir.

Gostei de toda a história do Barbie e da Julia, o ressurgimento do seu amor que venceu a infeção e a capacidade da Julia acreditar no Barbie sempre até ao fim. O Joe e a Norrie cresceram bastante e no final viu-se que apesar da Norrie ter seguido com a sua vida não perdeu a esperança que o Joe estivesse vivo.

Ao longo da temporada tivemos a oportunidade de finalmente ver que o Big Jim tinha sentimentos e isso notava-se bastante no amor que tinha ao seu cão. Sendo que o amor aos animais é o mais fácil de se demonstrar, o Big Jim teve a capacidade, duma forma que nem com o filho tinha conseguido, demonstrar que na verdade conseguia ter humanidade e não pensar só em si.

O Barbie finalmente aceitou a escuridão que tinha dentro de si e utilizou-a para eliminar a ameaça sem sentir remorsos. Porém, a escuridão não foi suficiente para acabar com o "Enemy Within"- que vendo bem a associação deste termo ao inimigo mudava de acordo com a perspetiva das personagens.

Em jeito de palavras finais, gostaria de salientar que apesar de ter dito que a 3ª temporada da série foi mal concebida gostaria que ela regressa-se numa possível 4ª temporada, pois apesar de tudo a história fica inacabada para os fãs e o final do último episódio simplesmente não nos dá o desfecho que precisávamos. Assim, espero que uma "alminha qualquer" compre os direitos autorais e continue com esta série bastante promissora.

Brenda C.
(14-09-2015)

sábado, 12 de setembro de 2015

Séries: Final da Temporada 2 de The Last Ship



E chegou o final de mais uma temporada de The Last Ship.

Sempre achei que a segunda temporada ia ser muito inferior à primeira, visto que se tinha encontrado a cura e seria complicado continuar com uma boa história envolvendo muita ação, porém admito que me enganei-me redondamente! A série surpreendeu a cada episódio e espero sinceramente que haja uma 3ª temporada a caminho senão muitos dos fãs irão ficar desiludidos.

É inegável que o episódio 12 foi um episódio brilhante! O melhor de todos até à data, na minha opinião. Qualquer um de nós acharia que superar um episódio desses seria bastante difícil, mas aconteceu que finalmente quando chegou o 13º episódio o objetivo da temporada foi cumprido: a cura chegou às pessoas.

No episódio anterior viu-se a Dra. Rachel em terra a espalhar a cura, porém por ter cometido um homicídio ainda teria que ser julgada. Sempre achei que a Rachel e o Tom Chandler estavam destinados a apaixonar-se um pelo outro, mas quando ela cometeu aquele crime as minhas esperanças caíram por terra e aguardei ansiosamente para que o perdão do Presidente a incluí-se.

Já no último episódio, o Presidente fez aquele discurso de arrepiar e o reencontro do Tex com a filha era a última coisa que precisávamos para conhecer melhor o Tex e o seu lado mais afetuoso. Apetece-nos dar um abanão no oficial que passou, ainda que sem intenção, a imagem de que não era seguro irem ter com a Marinha Americana à primeira paragem ao longo do rio Mississipi, porém ele conseguiu consertar o seu erro.

Não esperava a atitude dos imunes e muito menos aquele final cruel que depois de uma cena tão íntima como foi a do Chandler e da Rachel nos dava as esperanças que eles poderiam vir a admitir o que sentiam.

Teremos que esperar pela próxima temporada para saber o que acontecerá a uma das nossas personagens mais importantes, sendo que entretanto podemos ir revendo os episódios e formando teorias de como esta série nos poderá ainda surpreender mais na próxima temporada! ;)

Brenda C.
(13-09-2015)

Imagens retiradas do Facebook Oficial da Série The Last Ship

Séries: 2ª Temporada de Tyrant

*contém spoilers*

Hoje venho falar-vos um pouco da temporada 2 da série Tyrant.

Para quem ainda não conhece esta série trata a história de uma família, os Al-Fayeed, e um país, Abuddin, que fica no Médio Oriente. Na primeira temporada, há a morte do ditador Khalid Al-Fayeed, o até à data Presidente de Abuddin, passando o cargo para o filho mais velho, Jamal Al Fayeed.

Toda a primeira temporada se baseia no regresso e na relação que Bassam Al Fayeed (Barry), o filho mais novo do Tirano, tem com o irmão e a adaptação da sua mulher Molly e os dois filhos, Sammy e Emma, ao drama que está "por trás" das cortinas daquela dinastia familiar.

Ao longo da temporada começa a notar-se que Bassam começa a desejar ter o poder do Presidente, até que no final ele é acusado de conspirar e trair o irmão.

Já na segunda temporada, respiramos de alívio quando Bassam não é morto, pois quem não adora um herói que tenta devolver ao povo o país que lhe foi tirado pela tirania de uma ditadura? Jamal abandona-o no deserto e depois de ser encontrado, Barry acaba por renascer como Khalil. Mas para a família Barry está morto.

Numa pequena aldeia, Khalil decide, após o exército do Califado começar a conquistar território dentro de Abuddin, criar um movimento ("The Red Hand") onde ajudava o irmão Jamal a expulsar as tropas do país, mesmo este não sabendo que quem o ajudava era o irmão mais novo, Barry.

Ao longo da temporada, ele reencontra-se com o filho e acabam por resolver as suas diferenças, lutando em conjunto pelo que acreditavam. Khalil vive a guerra com o apoio da mulher do homem que o acolheu em sua casa depois de ser resgatado no deserto e acabam por se apaixonar, embora lutem contra o que sentem.

Finalmente no último episódio da última temporada Bassam e Sammy regressam para junto de Molly e apesar de terem religiões distintas e não terem vivido uma guerra juntos, Molly é aquela que "no fim do dia" deixa Bassam em paz e o aconselha da melhor maneira. 

Bassam tenta convencer Jamal a renunciar o cargo e nos últimos segundos  a série volta a surpreender. Agora resta esperar pela 3ª Temporada para saber qual o destino de Jamal e de Abuddin! :D

Devo dizer que esta temporada me surpreendeu bastante! Pela positiva em alguns aspetos e pela negativa noutros. Em termos de pontos positivos gostei de ver a evolução do Jamal como presidente, continuou a não ser adequado ao cargo e a não saber liderar corretamente o povo, mas foi uma boa tentativa. Gostei também de ver o Rami, filho bastardo de Jamal, e a Nusrat, mulher do filho legítimo de Jamal, a apoiarem-se e a formarem uma bonita amizade, que quem sabe poderia evoluir para algo mais se ela não tivesse deitado tudo a perder.

Acerca do que achei mau temos o caso do Barry com a Daliyah que apesar da Molly também se ter envolvido com o advogado é diferente, pois ela não sabia que o Barry estava vivo. Fiquei muito triste com as mortes da Samira, filha do melhor amigo de Barry, e da Amira Al-Fayeed, pois eram mulheres fortes que defenderam até ao fim os seus ideais.

Por fim, gostava só de salientar o excelente guarda-roupa desta série, em especial o da Leila Al-Fayeed que como mulher do presidente mantém sempre a postura e, apesar de parecer manipulável e viver sobre a sombra do marido acabou por se revelar exatamente o oposto, sendo que dos dois ela é a mais inteligente e engenhosa.


Brenda C.
(10-09-2015)