segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Mudança

A mudança é a ínfima capacidade de se tornar melhor, de mostrar uma versão melhorada de si a cada dia.

A mudança é a necessidade de se trocar o Sol pela Lua para se poder desfrutar dum bonito luar, mesmo que a luz avistada não passe de uma projeção da do Sol. Mudar é trocar o calor do Verão pela queda das folhas no Outono e não se importar com isso. É trocar uma capa de chuva pelo pijama num dia de Inverno.

A natureza ensina-nos a mudar. Mas nós, humanos, o que fazemos? Paramos. Paramos no tempo. As nossas células multiplicam-se, envelhecem e morrem. Milhões de novas células são criadas a cada dia que passa e a nossa personalidade mantém-se estática. Nunca consideramos a opção "mudar" até que seja estritamente necessário.

Porquê mudar? Por outras pessoas? Pelo teu companheiro? A resposta é bem simples, deves mudar apenas e só por ti. Porque tu mereces, deves isso a ti mesma. Tirar um fim de semana ou um dia que seja para olhar para dentro de ti. Se não estás contente com o que és melhora-te. A vida é uma constante mudança, uma constante oportunidade de melhorares. Estás contente com o que és? Melhora-te na mesma. Porque o problema das pessoas é achar que está bem assim e que por isso o mundo tem que lidar com ela do jeito que é.

Arrogância não é opção. Não podes conformar-te com o facto de seres de determinado jeito e deixares as pessoas afastarem-se de ti por isso. Se elas são importantes, melhora-te. Deixa-as admirar a pessoa que és e mostra-lhes a pessoa em constante manutenção que tem na frente. 



Tu és o que pensas ser e se a tua vida está um caos é porque imaginas um caos para ti. Os obstáculos servem para ser ultrapassados. São uma forma de testar a tua força, de alertar-te para a mudança que deve ocorrer dentro de ti. 

Por vezes, esses obstáculos levam-te por caminhos estranhos e divergentes dos que planeaste, até que chegas ao final da estrada e pensas em desistir dos teus sonhos. E sabes que mais? Não faz mal desistir deles. Deves desistir desses sonhos, sim! Devemos desistir quando eles não nos acrescentam nada, quando já não se enquadram mais no que somos. Quando o sonho não se adequa a ti desiste e procura um sonho maior.

A mudança não se dá com o tempo, mas sim com a quantidade de feridas e golpes que sofres e o quanto eles te tornam mais forte. Não habituada à dor, mas preparada para enfrentá-la as vezes que forem necessárias até concretizares os teus sonhos.

A mudança é essencial e depois de algum tempo não darás pela chegada dela, a tua alma irá apenas sentir "Aqui estou. Esta sou eu. Uma versão melhor que a de ontem e em renovação para ser ainda melhor amanhã."

Brenda C.
30-08-2015

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Séries: Estreia "Fear The Walking Dead"

Olá! Hoje venho para vos falar sobre a estreia da nova série da AMC "Fear the Walking Dead" cujo o tão esperado primeiro episódio saiu domingo passado (dia 23 de Agosto) nos EUA.

Como todos os fãs de "The Walking Dead" (TWD), estava bastante ansiosa para ver como esta série iria revelar pormenores que em TWD não são mostrados de início, visto que no pico de desenvolvimento da epidemia o personagem principal, Rick, estava em coma. Segue-se o trailer.



Em termos de primeiro episódio, claro que por ser o início, achei um pouco fraco, desmoralizante até. Mas é normal visto que no primeiro episódio as coisas não podem acontecer tão rápido, tem que se dar algumas explicações e dar a conhecer as personagens. Ainda me lembro que quando comecei a ver TWD achava a série super desinteressante e não entendia o porquê dos meus amigos andarem tão viciados naquele enredo. A verdade é que estamos em território inexplorado, sem saber bem quem são estas personagens e que factos desconhecidos existem ainda sobre os zombies. 

Outro aspeto que achei muito interessante, acerca não só do primeiro episódio mas também do conceito geral da série, foi o facto de se ter a oportunidade de ver as vidas das personagens a mudar, sendo que, por exemplo, os jovens já não irão para a faculdade.

Em relação ao presságio da aula de inglês, acho interessante terem feito referência ao Homem contra a Natureza, onde a Natureza ganha sempre. O Travis, o professor, é que não sabe o verdadeiro significado que estas palavras têm (irónico) e que tal como o autor do livro, terá que sobreviver e aprender a aplicar as palavras na prática. E mal sabe ele que ainda terá que fazer muitos fogos em prol da sua sobrevivência. ;)

Considero portanto a série bastante promissora e penso que as personagens irão trazer grandes surpresas, amadurecendo com as suas escolhas e capacidade de sobrevivência, tal como aconteceu em TWD. E bem... sempre dá para ir matando umas saudades dos zombies enquanto esperamos pela estreia da 6ª Temporada de TWD, não é?

Mal posso esperar pelo segundo episódio! :D



Brenda C.
(25-08-2015)

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

The Lonely Tree

A árvore solitária.

A Árvore solitária cresceu de uma semente pouco tradicional. Muito comprida e diferente das outras. Não se sabia de que espécie era, quais os seus frutos e em que tipo de solo tinha de ser plantada, por isso o agricultor plantou-a longe das outras para que não interferisse com a produtividade do seu grande pomar.

Ela cresceu, cresceu, até que no meio de um grande prado se apercebeu que era a única árvore ao alcance da sua vista. Esticava-se todos os dias mais um bocadinho, para conseguir ver mais além mas nunca via nada, não via árvores nem um único humano.

Isso fazia-a sentir-se triste pois sabia que havia sido plantada ali por ser diferente. E ali continuou anos e anos a ser regada pela água da chuva e ao sol abrasador de Agosto. 

Um dia, o mesmo agricultor que a plantou, já com a cara enrugada de minha vida de trabalho, voltou. Ao chegar encostou-se à sombra da árvore e ali ficou horas a descansar. Assim o fizeram todos os que por ali passavam para depois seguir caminho. A Árvore sentia-se realmente especial, pois por se ter esticado para ver mais além conseguiu crescer rapidamente. Se estivesse num pomar não teria conseguido crescer assim pois não se teria esforçado por ver mais além, nem daria o descanso que o agricultor precisava ao percorrer quilómetros de terra aplanada. Ali, no final de uma grande planície servia de conforto para todos aqueles que descansavam na sua sombra.

No início da Primavera o agricultor regressou. E desta vez trouxe algo especial: sementes. Plantou algumas e foi embora. O tempo passou, entretanto foi construída uma estrada mesmo ali ao lado onde passavam algumas pessoas de tempos a tempos. Grandes fogueiras eram feitas, famílias montavam tendas e cantavam alegres músicas ao luar. Os anos foram passando e as sementes que o agricultor colocou na terra não germinaram. A árvore solitária pensou que talvez uma árvore tão diferente estive-se destinada a estar sozinha. 

E assim passou a viver, consciente de que para dar o alento que os caminhantes precisavam teria que ficar sozinha... porém no fundo, bem lá nos recantos pouco explorados da sua alma, a Árvore ainda tinha esperança. Esperança que um dia uma semente colhida pelo vento seja a certa para germinar naquele terreno junto de si.

site de edição: BeFunky
Brenda C.
(21-08-2015)


Para os leitores mais antigos, podem ver que alterei o título do blog. :) Andei a pensar, a dedicar-me mais ao blog e decidi que estava na altura de encontrar um novo título. As ideias foram muitas e acabei por me decidir por este. Deixem a vossa opinião nos comentários ;)



sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O amor é um frasco suspenso



O amor é um frasco suspenso agarrado por um fio e uma rolha.

Quanto mais o amor se multiplica, mais pesado o frasco fica. Chega a uma altura em que o amor é tão pesado que o fio, preso à rolha, não o consegue suportar. O fio quebra.

O frasco começa a cair sem parar e dependendo a altura a que se encontra poderá levar mais ou menos tempo a atingir o chão. Mas o tempo não significa nada quando um dos elementos se solta. Não importa se foi o fio ou a rolha.

Pode ter estado 10 meses ou 10 anos suspenso e seguro porque quando cai estamos dependentes do frasco e do chão em que cai.

O frasco, o recipiente do amor, tem que ser forte, não de cristal, pois apesar de ele ser brilhante e bonito é frágil e caindo no chão quebra em mil pedaços. O frasco deve ter revestimento de memórias e conteúdo de sonhos, compatibilidade e gostos partilhados. Não deve ser aparentemente forte, para que todos os outros conjuntos de rolhas, fios e amores possam ver, mas realmente estável para que, num momento de dúvida, caso um dos dois largue, o amor não quebre e se espalhe pelo chão.

Se for forte nada está perdido, há a possibilidade de reaver o frasco, se os dois ainda o quiserem. Tudo depende se ao cair ele quebrou, lascou ou se o seu conteúdo era demasiado volátil e acabou por sair, restando apenas as memórias do que aquele amor foi.

Se lascou, pode recuperar-se o amor. Mas se o frasco cair vezes e vezes sem conta aquela fenda ficará cada vez maior e o fio e a rolha só estarão a insistir em algo que não se poderá recuperar, visto que juntos não são suficientemente fortes para sustentar aquele frasco de amor.

Um frasco quebrado ou o conteúdo perdido é algo que já não tem solução, que não se pode reabilitar.

Em certas situações o fio é o elemento forte, mas a rolha é que não suporta e sai. Libertando o amor dos dois.


O que mantém o amor sem cair é a força conjunta destes dois elementos. Querer ficar junto sem amor é como ser rolha e fio sem frasco. É querer uma relação supérflua entre dois seres onde nada há a não ser a existência dos dois, sem conteúdo nenhum. Uma rolha e um fio que constantemente se separam do frasco não são bons um para o outro.

Para cada fio há uma rolha e para eles haverá um bonito frasco do amor que com o tempo irão criar para sustentar.

Cabe a cada um de nós ver se consegue sustentar aquele conteúdo, ver se com aquele fio ou rolha criamos um bom frasco de amor, com qualidade e sem prazo de validade. O peso não importa, desde que o carreguemos conscientes de que aquele é o conjunto de que fazemos parte, de que aquele fio ou rolha é capaz de sustentar um grande amor connosco.

Cabe a cada um de nós garantir que deixamos o frasco ir quando o amor se torna um fardo que carregamos.

"O tempo é muito lento para os que esperam 
Muito rápido para os que têm medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno."
Henry Van Dyke


Brenda C.
(14.08.2015)

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O desconhecido assusta-nos

O que é desconhecido assusta-nos.

Uma pessoa calada é sonsa. Uma pessoa calada nunca é considerada tímida ou introvertida, simplesmente é sonsa. Representa um perigo. Um perigo a "abater". Não sabemos o que vale, não sabemos se é melhor do que nós pois não fala, não partilha coisas.

Quando partilha temos que deixar. Deixar e perguntar tudo para que a possamos conhecer. Mas não nos podemos dar a conhecer. Nunca! Para que ela não saiba do que nós somos capazes. Dos nossos pontos fortes e pontos fracos. Para que tenhamos truques na manga e ela não. Ela não, a sonsa não pode ser um mistério, nem pensar! Temos que conhecer a sonsa para podermos saber o que estamos a enfrentar.

É este o mundo em que se vive, onde uma pessoa calada e que gosta mais de observar do que falar é logo rotulada de falsa, sonsa e tudo o mais.

As pessoas estão habituadas ao conhecido e quando se deparam com alguém diferente entram em pânico, pois esse algo pode dar-lhe a volta à vida. Isto pensam esse tipo de pessoas, pessoas essas que se acham vulneráveis na sua posição só por não saberem do que os outros são capazes.

Mas guess what, tu é que tens saber do que és capaz e por isso lutar por aquilo que queres. Não culpes os outros pela tua incapacidade, não chames os outros de sonsos ou outra coisa qualquer só porque não os conheces e aos teus olhos são um mistério. Nem todos tem que se dar a conhecer a ti. Só és vulnerável se não trabalhares e não te dedicares.


Não represento um perigo para ti, a não ser que efetivamente estejas tão decidida(o) a competir comigo e a conhecer todos os meus pontos fracos que te esqueças de que tens que trabalhar. Que tens de melhorar, melhorar para ser uma pessoa melhor. Não melhor que eu, melhor para ti. 

E depois, caso a "sonsa" te ultrapasse, achas que foi a sua "sonsice", a sua falsidade que te venceu. Mas enganaste, foi a falta de dedicação em ser melhor, foi a tua incapacidade de não te tentares superar, de te focares em alguém que não a tua pessoa. Ao contrário de ti, foi a sua concentração na meta a atingir e não a tentativa de ser melhor que alguém.


Só seremos melhores pessoas, melhores profissionais e melhores para nós quando trabalharmos por nós e não para superar os outros. Seremos todos melhores quando não projetarmos o nosso fracasso em factores externos. Concentrar-nos no verdadeiro motivo do que nos fez não ser tão bons naquela situação.

O nosso sucesso só depende de nós.

Brenda C.
(12.08.2015)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

“Estarmos habituados a ver falsas imagens de perfeição.”



http://www.tabonito.pt/ex-modelo-revela-se-depois-de-ser-apelidada-de-nojenta-horrivel-e-feia



“Estarmos habituados a ver falsas imagens de perfeição.” Esta foi a frase que mais me marcou neste artigo.


Realmente esta é uma sociedade fantástica! -.- Onde se criam expectativas cada vez menos realistas. Usar ou não usar maquilhagem "é igual ao litro" porque falam sempre mal, sendo que na verdade as pessoas só sabem falar mal de tudo, a perfeição só reside nelas mesmas. Ou não é verdade? E se pensares “eu não sou assim”, ok! Aceito essa resposta porque realmente há pessoas humanas. Sim, humanas! Que olham para os outros como iguais e não têm a cabecinha quadrada, modelada por uma sociedade que só sabe discriminar.


No vídeo ela mostra o que é ser insultada, tanto por usar maquilhagem como por mostrar a sua pele sem maquilhagem. E aí é que se percebe o quando as pessoas podem ser cruéis. Quem tem olhos na cara e mesmo com algumas imperfeições (todos nós as temos, não somos perfeitos) ela é bonita. E aqui fica já clara a ideia que eu tenho da maquilhagem: ela não nos torna mais bonitos! Se Picasso pegasse numa má tela para pintar um quadro ia ficar mau, pois para sair um bom quadro precisa-se de um "mínimo" de qualidade e a maquilhagem tem esse mesmo efeito: uma pessoa não fica bonita só por causa disso, é necessário ser bonita antes. A maquilhagem só realça o que a pessoa tem de melhor e isso é o que normalmente as pessoas não sabem ver. Qualquer pessoa é bonita com ou sem maquilhagem. Cada um de nós é lindo sem que o saiba, pois temos todos diferentes características e traços que nos tornam únicos. O que define a beleza é como sabemos ver o que temos e ser confiantes com isso. E nessa etapa está incluída a capacidade de fazer brilhar o que temos de bom também na nossa personalidade. Todos ficam mais bonitos quando são gentis e sorridentes.


Mas nisto a sociedade continua! E continua a achar que beleza é não usar maquilhagem! Que sem ela se fica feio. Ou talvez sem maquilhagem as pessoas não saibam ver. Sim ver, olham mas não sabem ver a beleza. Procuram superficialmente e se não encontram contraem a ideia de que “x” pessoa é feia. E quando essa mesmíssima pessoa usa maquilhagem já é bonita só porque tem maquilhagem... Não! A pessoa é bonita com maquilhagem porque se parou e olhou bem para ela. É bonita porque se explorou a sua beleza. A maquilhagem só ajudou a que os que só vêem, e não olham, reparassem.


Ainda acerca deste vídeo, vi alguns comentários como esta mulher também defendia que a beleza só existe quando se é magro. Bem, eu gostava de ver onde ela defendeu isso porque, pelo que entendi, ela não pretende fazer uma campanha sobre magreza, mas sim mostrar que temos que nos aceitar como somos e não como a sociedade quer que sejamos.


Se fosse isso eu já estava que nem louca a tentar engordar e a meter quilos de maquilhagem para pertencer ao que a sociedade agora acha que é "uma mulher verdadeira" (sim, pessoas naturalmente magras não são verdadeiras... somos extraterrestres :p)




E isso leva-me à questão de que quando a sociedade quer demonstrar algo tem que denegrir outra coisa. Ser magro não é mau, pessoas! Por favor deixem de ser tolas. Sim, é isso mesmo, deixem de ser tolas! Admito que sempre se discriminou pessoas com mais peso sendo que as chamavam de gordas, e muitos mais nomes, e isso é incorreto. Mas acham que para isso é razoável agora dizerem coisas como “uma mulher verdadeira tem curvas, ninguém quer um saco de ossos”, ou “verdadeira mulher não é esquelética” e coisas do género.

É bom que se lute por deixar de haver discriminação e pela luta de que as modelos “plus size”, que na minha opinião nem deviam ter esse nome visto que querem deixar de ser distinguidas das outras pelo peso, é que são ideais e etc. PAREM! Isso é tão estúpido como os homossexuais, bissexuais e transexuais ao lutarem pelos seus direitos comecem a discriminar os heterossexuais só porque estes preferem elementos do sexo oposto.

Todos nós somos como somos e não devemos ser considerados menos pessoas, menos mulheres/homens, menos bonitos (as) por sermos do jeito que somos. Somos assim, cada um à nossa maneira. Cada um com imperfeições, mas feliz com o que é. Não podemos fingir ser alguém só porque a sociedade não aprova sermos do nosso jeito.



E temos cada vez mais que lutar por uma sociedade justa! Maquilhagem? Cada um maquilha-se e faz como quer. Magreza? Cada um é como é e não precisa de ser rebaixado em prol da luta para pôr fim à discriminação de pessoas com tamanhos maiores.

Querem parar com a discriminação? Comecem vocês primeiro por não discriminar. Para mudar o mundo temos que nos mudar primeiro a nós próprios.

" No need for greed or hunger, a brotherhood of man, imagine all the people, sharing all the world"



domingo, 16 de março de 2014

Basta!

Há pessoas que simplesmente se acham os reis do mundo. Que só olham para o seu umbigo e se divertem a gozar com os outros. Normalmente essas pessoas têm ínfimos amigos que, ou para continuarem populares ou só porque não têm personalidade própria, nunca os enfrentam e dizem "Olha, agiste mal naquela cena!" ou então "Tens de ter mais respeito, as pessoas não reagem todas da mesma forma".

Tudo está bem enquanto todos dizem "sim senhor" a tudo e mais alguma coisa que uma pessoa dessas faça. Raramente são enfrentados, mas lá de vez em quando há uma alminha que decide levantar a voz e dizer que acha que aquilo não está bem.

Pois bem, aí é que começa a guerra do ego ferido. No início ainda tentam argumentar, mas visto que os seus cérebros são muito limitados e que está em conta a reputação, logo começam a cometer falácias ad hominem. Em vez de atacarem o argumento, atacam a pessoa. E é aqui que começam a descobrir-se dois tipos de pessoas: aquelas que desistem da sua opinião e voltam a dizer "sim senhor" e aquelas que tendo noção que se continuarem vão ficam marcadas socialmente como "aquela que tem a mania que pode refilar com o popular" e que não desistem de enfrentar as atitudes más. Claro que há situações em que o segundo tipo de pessoas reconhece que nem vale a pena lutar por algo que não vai mudar, mas na maior parte das situações, lutar ou não faz toda a diferença.

Conheço pessoas que passaram a sua vida toda a dizer "sim senhor" a tudo e todos. Esta semana uma delas teve a iniciativa de dizer "não" e sabem o que aconteceu? Quando ela disse basta, "meio mundo" juntou-se a ela. Viviam todos com medo de dizer que não concordavam e quando houve alguém que disse, decidiram que era tempo de finalmente levantarem a voz e falarem mais alto que a injustiça.

O mundo ficou um sítio mais harmonioso. Os injustos estão na penumbra, com medo que a revolução os atinja de tal maneira que não reste nada da sua reputação, porque afinal isso é a única coisa que eles têm. Os corajosos agora podem andar ao sol sem medo de serem julgados. 

A justiça é o que governa o mundo e se assim não for é porque quem devia estar ao sol está escondido com medo. E é precisamente esse medo que temos de exterminar.