sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ceguei

Andava eu pela rua de mãos dadas com a Solidão quando me apercebi que estava cega. A primeira coisa que pensei foi o que se passou comigo? Porque é que isto me foi acontecer logo a mim?

Dei por mim, parada, a pensar em todas as coisas que fiz e não fiz e em tudo o que fui e sou. Dei por mim a questionar-me sobre as causas desta "cegueira". Como é que esta falta de visão me atingiu? E quando?
E só nesse momento percebi... O meu erro foi andar de mãos dadas com a Solidão e deixá-la decidir perante as dificuldades.

Foi por isso que desenlacei as minhas mãos das dela e segui livre, deixei-a para trás, só... Exatamente como deveria ter sido desde o início.

Após uns segundos não resisti e voltei a parar, mas desta vez parei para ouvir o som do mundo. Ahhh! E como melodioso ele é! Não consegui dar nem mais um passo naquele estado. 

Decidi que a partir daquele momento eu iria ver aquilo para o qual durante todo este tempo tinha apenas olhado. Decidi naquele momento que me ia deixar levar pela linda melodia da vida.

Brenda Cabral
(24-05-2013)
"Ensaio sobre a Cegueira" - O livro que me fez ver.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

(06-05-2013)

Desiludida? Sim.
Desistente? Nunca.
Há sempre um pingo de vida nos meus sonhos.
Há sempre um fio de esperança em mim.
O Sol pôs-se.
A Lua ergueu-se.
A esperança é mínima, mas ainda a consigo ver na noite.
"Felizmente há luar!"

domingo, 5 de maio de 2013

(05-05-2013)

Sorri. Acredita. Abraça o que a vida te dá.
Sê paciente, tudo tem o seu tempo.

sábado, 4 de maio de 2013

(04-05-2013)

Fecha os olhos.
Deixa as memórias preencherem a tua mente.
Deixa os sentimentos invadirem o teu corpo.
Deixa essa ferida sarar. Perdoa.
Abre os olhos.
Deixa o mundo guiar-te.
Relaxa. Vive.


sábado, 20 de abril de 2013

  E já foi há uma semana. Lá estava eu a brilhar, a mostrar outra parte do que sou, parte essa jamais vista por alguém. Brilhei, porque não me limitei a mostrar a roupa que vestia, brilhei, porque despi-me do que era e vesti o que verdadeiramente sou. Há quem se aproxime de mim, me felicite e elogie com todo o vocabulário que tem. Parece que adoraram esta pessoa que nunca tinham visto.
 Ganhar é uma palavra subjectiva e é por isso que apesar de tudo tenho o privilégio de dizer "EU GANHEI". Não um título, não uma coroa, mas ganhei gosto em ser quem sou e ganhei a amizade de pessoas que jamais quero perder.
Brenda C.
(20-04-2013)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Os finais felizes dos filmes

    Já não há nada a fazer! Os finais dos filmes são todos iguais. Por muito má que seja a vida da personagem principal, no fim tudo fica bem e ela acaba por vencer "o mal". Mas quem é que não adora este cliché?
    No outro dia disseram-me que essas histórias só nos dão uma falsa esperança sobre a vida e sobre o amor, que os filmes apenas servem para nos fazer sonhar com o que não temos nem podemos ter.
    Eu não acho que nos seja dada uma falsa esperança, apenas acredito que nós somos é preguiçosos e exigentes! E sabem porquê? Porque vemos todos esses filmes, suspiramos por um final feliz daqueles, mas em vez de nos mexermos e tentarmos concretizar esses sonhos ficamos à espera que eles se concretizem sozinhos.
     Estás à espera que entreguem o amor da tua vida ao domicílio? Estás à espera que o sucesso te bata à porta sem teres de fazer nada? Vai mas é trabalhar e lutar pelos teus sonhos, pelo teu futuro, pois o teu final feliz só depende de ti.
    Se já tentaste concretizá-lo e mesmo assim não conseguiste, continua a tentar, não desistas. O herói nunca desiste!
     Se queres continuar a ser preguiçoso então não reclames que os filmes é que te iludem, tu é que te estás a iludir.
Brenda C.
(19-04-2013)

Esta é a minha opinião. Qual é a tua?
Bom fim de semana! :)


terça-feira, 9 de abril de 2013

Se pensarmos bem...

     Se pensarmos bem, o Memorial do Convento até é uma obra bastante atual.
     O povo é explorado até ao limite e há um enorme desequilíbrio entre a quantidade de trabalho e o salário recebido. Quem está debilitado rapidamente deixa de "servir". O casamento é algo banal, que só serve para manter as aparências. O governo tem sempre dinheiro para aquilo que lhe interessa e não o investe naquilo que é realmente importante. Quem é original (um inventor de sonhos) é um louco, um "Dom Quixote". E as falsas verdades continuam a circular expondo as pessoas a autos de fé. São queimadas vivas por serem quem são e enforcadas pelo preconceito.
Brenda C.
(9-04-2013)