sábado, 1 de dezembro de 2012
"A minha alma partiu-se como um vaso vazio."
Quando as pessoas mais próximas nos desiludem o que fazer? Afastar-se. Quando elas nos rebaixam? Evitá-las. Quando elas provocam e gozam com a nossa cara? Ignorá-las. E se elas insistem? Ser forte e deixá-las viver no pavor da nossa presença, porque é isso que elas mais temem, a nossa forte personalidade, a nossa inabalável firmeza.
É assim que me sinto hoje, mais forte para lidar com as adversidades da vida, mais forte para lutar por tudo o que sonhei, por tudo aquilo que ambiciono para o meu futuro, apenas coisas que me tragam paz e felicidade. Quem não souber lidar com estes meus objetivos, que se retire da minha vida. Se não se retirarem, eu acabarei por vos fazer sair dela.
CORAGEM, a palavra do futuro! FELICIDADE, a meta a atingir! PERDÃO, algo que trás paz para a nossa vida, mas não amnésia! FIRMEZA, em tudo o que fazemos!
Obrigada a todos aqueles que ao tentarem provocar-me, tirar-me a razão e usarem a minha bondade para seu proveito, me tornaram mais fortes. "Obrigada, a sério, pena continuar de pé? Não é? :( " Podem tentar deitar-me a baixo, mas lembrem-se: não vale a pena lutar contra o vento, ele segue o rumo que está destinado a ter...
"A minha alma partiu-se como um vaso vazio."
Boa! Não preciso de vasos. A minha alma é uma flor que floresce em qualquer circunstância. Quando a vida nos parte o vaso há que ignorar e crescer sempre. ;)
sábado, 24 de novembro de 2012
À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da
fábrica
Tenho febre e escrevo.Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!
Em fúria fora e dentro de mim,
Por todos os meus nervos dissecados fora,
Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!
Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,
De vos ouvir demasiadamente de perto,
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso
De expressão de todas as minhas sensações,
Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas! [...]
Ode triunfal de Álvaro de Campos
sábado, 17 de novembro de 2012
"Cada palavra é um pouco de mim, do que sinto, vivo, do que acho, do que já vi e do que ainda creio que vou viver." Por isso é que me mantenho calada até que algo mereça a minha opinião, não digo palavras em vão, o que digo irá fazer parte da minha vida para sempre, e tal como ela, tudo precisa de ser pensado e refletido para que não haja mal entendidos nem confusões. O que digo sou eu, o que digo é para a vida, o que digo é a verdade sobre mim!
Brenda Cabral (17-11-2012)
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Devaneios de Filipa Helena
Filipa H. está sentada na sua secretária a refletir. Olha para a parede lisa do seu quarto e como se estivesse a ver um filme recorda momentos cruciais da sua vida.
Tinha exatamente dezassete anos, quarenta e quatro dias, sete horas e dois minutos de vida quando a maior desilusão da sua vida a atingiu. Podem pensar que com aquela idade ela não faz ideia do que a esperava no futuro, e têm razão, mas ela achava que já sabia tudo e não sejamos tão duros com ela até porque alguma coisa ela já haveria de saber, não é verdade?
Sabendo o suficiente sobre confiança, ela presumiu que quando se confia ou deixa confiar essa atitude é para sempre, não se podendo simplesmente desiludir ou ser desiludida por uma pessoa sem mais nem menos.
Foi exatamente isso que não aconteceu! Confiou e traíram essa confiança que foi depositada, deu segunda oportunidade, mas a situação voltou a repetir-se. Que fazer? Ela não sabia. Não queria falar sobre isso com ninguém. Queria que aquilo não tivesse acontecido. Queria que as mentiras não tivessem existido. Mas elas existiram...
"Confiança uma vez quebrada, jamais restabelecida", não é? Porém, quando lhe dizem "Se não arriscas não petiscas", continua a acreditar que vai ser diferente, embora não seja essa a verdade.
E é olhando para a sua parede branca e melancólica que lhe ocorrem estes pensamentos, é olhando para aquele pedaço do mundo que se encontra e reflete sobre todas as adversidades que teve de ultrapassar para que a sua alma permanecesse eternamente inquebrável.
E foi assim que Filipa Helena deixou de confiar nas pessoas.
BC :)
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