domingo, 17 de novembro de 2019

Seca | Um alerta para mudanças urgentes

Seca

O livro Seca, escrito por Neal Shusterman e Jarrod Shusterman, apresenta-nos uma sociedade severamente afetada pela seca em que um dia ocorre um "fechar da torneira", isto é, acaba-se a água no abastecimento público.

Com o desaparecimento dos pais durante esta crise, Alyssa e o irmão, junto com o vizinho Kelton, tentam lidar com esta grave mudança da forma mais humana possível.

Este livro é o perfeito exemplo do que irá acontecer quando um dos bens mais essenciais, a água, acabar.

Imagina abrir a torneira e não sair água. Desesperante, não é?

Na recente onda de consciencialização e ativismo pelas alterações climáticas é urgente perceber as implicações de tudo o que poderá acontecer caso a situação se torne (ainda) mais crítica.

Já imaginaste o que pode acontecer caso não haja água? Não podes saciar a tua sede, não podes utilizar a casa de banho, mal podes cozinhar. E se uma mãe não bebe água como poderá amamentar um bebé, como é que um bebé poderá beber leite em pó se não há água para lhe juntar?

Abres a torneira e não sai água. Vais ao supermercado e não há nada que possas comprar para matar a tua sede. Nunca te aconteceu estares com sede, mas estás num local do qual não podes sair e não levaste garrafa de água contigo? Não te dá ainda mais sede o facto de saberes que não tens como a saciar?

Imagina agora que a água potável efetivamente acaba e esta situação pode ser a tua realidade um dia...?

Ao leres este livro vais dar por ti numa agonia constante do "e se for eu a ter que passar por isso?" e "e se um dia isto realmente acontecer". Aqui a chave parece ser o "e se acontecer enquanto eu viver", porque para muita gente, despreocupada com tudo o que tem sido dito sobre as alterações climáticas, é isso que interessa: o seu tempo de vida.

Quem vive sem se preocupar com as consequências das nossas atitudes menos amigas do ambiente está das duas uma: olhando apenas para o seu umbigo e desde que haja fartura para si tudo bem, ou então está claramente em negação. Não falei na desinformação porque com o tanto que se tem falado no assunto quem não sabe é porque não quer e isso cai nestes dois pontos acima mencionados.

Muitas vezes a nossa ligação ao lugar e/ou à comunidade faz-nos desvalorizar ou negar o risco, porque se há segurança e as necessidades estão saciadas que mais se pode querer, não é?

Neste livro as pessoas ignoraram todos os avisos. Quando tudo indicava que a água potável iria acabar, quando eram implementadas medidas cada vez mais severas, quando eram feitos protestos, as pessoas faziam o quê? Ficavam em casa a ver da televisão acreditando que não iria acontecer com elas. 

Na realidade está a Greta a dar uma palestra nas Nações Unidas sobre as alterações climáticas e está muita gente a fazer o quê? A falar da síndrome da moça, a falar que ela foi paga para dizer aquilo, a falar que está a ser usada pelos pais para fazer dinheiro, que está a ser falsa no seu discurso, a dizer que as grandes organizações ambientais querem é assustar as pessoas para fazerem mais dinheiro, entre tantas outras coisas.

Há pessoas que falam de tudo do que está à volta do assunto, mas ninguém quer efetivamente tocar "na ferida", e porquê? Faz tudo parte da desvalorização e negação do risco. Porque se nós o ignorarmos significa que ele não está realmente ali, certo? ERRADO!

Eu sei que é mais fácil negar o risco, desvalorizar, mas ele não deixa de lá estar. E não é melhor tentar mitigar as consequências antes que a situação seja irreversível?

Mas lá está, por vezes as pessoas não têm capacidade de sair da ideia daquilo que sempre imaginaram que seria o mundo e o seu futuro, ou não conseguem sair da sua bolha e ver que realmente é preciso ser feito algo, nem que seja para assegurar a sua sobrevivência num futuro não tão breve.

E este livro mostra um pouco esta separação entre os que não se importam e não se preparam e com os que se preparam ao extremo.

Li este livro pouco antes de entregar a dissertação de mestrado e não poderia ter lido este livro em melhor altura porque me deu outra visão, embora ficcional (ainda que eu considere que, infelizmente, será uma realidade pouco distante), do que poderia acontecer no caso de um evento deste tipo ocorrer e de como por vezes a teoria sobre as comunidades unidas nem sempre é tão linear assim. Nós nunca conseguiremos prever como se comportarão membros de uma comunidade unida perante uma situação de completo desespero.

Aconselho que leias este livro com uma garrafa de água (ou outra bebida) por perto, porque vais ficar com uma sede danada.

Classificação: ★★★★★

Com amor, Brenda

domingo, 22 de setembro de 2019

O coração vive de sorrisos | Carolina Cruz

Carolina

O coração vive de sorrisos é um tesouro cheio de diversidade, várias formas e gestos de amor e histórias que podem ser ficção, mas que não duvido que ocorram por aí no vasto mundo em que vivemos.

Este livro é um conjunto de 5 histórias: a de Cláudio com paralisia cerebral, a de Alice com síndrome de Down, a do Samuel que tem esquizofrenia, a de Madalena com síndrome de Tourette e a de Maria Inês com síndrome de Aspenger.

Como diz a Carolina:
"O amor não tem forma, o coração não tem rosto. O amor não nasce nem se mede pelo corpo, sexo, eficiência ou defeito. O amor é tudo aquilo que nos faz sentir bem sem sabermos porquê, sem sabermos porque se ama alguém ou sabermos totalmente porque sentimos aquele friozinho na barriga."
Esta citação aparece logo na primeira página e ficou-me imediatamente gravada na memória. Quando terminei o livro voltei a relê-la e vi como este parágrafo reflecte tão bem cada história!

A Carolina conseguiu mostrar que estas condições se ultrapassam com a ajuda, carinho, paciência e muito amor dos que nos rodeiam.

De pequenos a graúdos conseguimos ver a forma como cada um lida com a sua condição e cada um deles mostra-nos uma forma diferente de olhar a vida e de sorrir.

Tentei escolher uma história favorita mas não me consigo só dividir por uma... Mas sem dúvida que a primeira, sobre o Cláudio, me impactou e fiquei logo cheia de vontade de ler todas as outras. Também gostei bastante da história da Madalena. Cada história é diferente e enche-nos o coração de diferentes formas.

E os plot twists? Jesuuus, quero livros completos desta autora, se ela me troca as voltas em histórias pequenas, imagino num livro completo!

A Carolina escreve com muita inteligência e fluidez. Acho que a sua escrita se adequa a todas as idades. Gostava mesmo muito de ler mais livros dela, é tão bom ler algo assim fantástico criado por alguém do nosso país. Bate cá um orgulho..!

Aviso Legal: Este livro foi-me enviado pela autora (a quem agradeço imenso) em troca de uma resenha honesta. Todas as opiniões expressas nesta resenha são verdadeiras e completamente minhas.

Classificação: ★★★★☆

Com amor, Brenda

Não, não era só um gato

3 meses sem o meu menino.

Um dos meus maiores medos foi sempre este: viver além dos meus gatos. Sei bem que é inevitável mas esperava que isso acontecesse num futuro bem longínquo. Mas não, é o presente... Há 3 anos a Shy escolheu-me. Eu resgatei-a da rua, mas foi ela quem me adotou. 

Mais tarde, em Março de 2019 ela veio a dar-me aquele que é a minha outra metade: o Miyagi. 

O Miyagi foi outro bichinho que me adotou, porque inicialmente eu não ia ficar com ele, pois à partida ele já tinha uma família adotiva. Mas no fim das contas essa família desistiu da adoção e eu decidi que entre os dois gatinhos que tinha para doar: o Bambi e o Miyagi, era impossível ficar com outro gato que não o meu pretinho. 

Nunca acreditei muito nisto de almas gémeas, nem tão pouco com animais! Mas com o Miyagi foi tudo diferente, algo me faz crer que as nossas almas estavam destinadas a se encontrar. 

Como qualquer gato fazia das suas, mesmo que eu dissesse "Sai daí de cima" ou "Não arranhes o sofá" ele continuava, ainda fazia cara de inocente e era impossível brigar com aquela fofura. 

Antes de perder o Miyagi só conseguia imaginar o que seria perdê-lo ou à Shy. Quando pensava nisso agarrava-me a eles e rezava para que esse momento fosse o mais longínquo possível. E mesmo quando não conseguia imaginar, porque ainda não tinha encontrado este tipo de amor, respeitava a tristeza da outra pessoa porque só essa pessoa sabia o que sentia e o quanto custava a perda. Nunca disse "Isso já te passava, não? Não tens que chorar mais por causa de um gato", (e gostava de não ter ouvido isso). Sei que a morte faz parte da vida, mas o respeito e a empatia também fazem, por isso se, felizmente, nunca passaram por isso ou não compreendem o amor que se pode ter por um animal, que simplesmente respeitem (e não invalidem).

Além disso, questiono-me se quem me diz, mesmo que com boas intenções, "Arranja outro" também diz o mesmo a alguém que perde um filho, uma mãe, ou outra pessoa que ama. "Ah Brenda, não compares um gato a um ser humano" comparo sim, porque isto não é uma roupa que se estraga e vais à loja comprar outra, não é um telemóvel que parte e compras a débito ou crédito. Isto é uma vida. Uma que nem clonada será igual.

Às pessoas que dizem "É só um gato!" só tenho a dizer: Tivessem muitas pessoas o amor que tenho aos meus gatos. Tivessem muitas pessoas alguém que se importasse tanto quanto eu me importo. E há sempre o recalcado, uma alma com rancor, que nestas alturas começa a evocar argumentos alegando que há quem goste mais de animais e lute mais pelos seus direitos do que pelos direitos do ser humano. E é quanto mais conheço essas pessoas que mais amo os meus bichinhos, porque de repente não lutam por nada na vida, mas criticam quem luta pelas suas causas.

O Miyagi não era só o meu gato, era o filho da minha Shy, era o meu morcego, o meu demónio, o meu mimoso, o meu amor, o meu filho.

Não haverá outro Miyagi, nem em mil vidas nem no multiverso. Miyagi há só um e ele agora vive no meu coração. O nosso amor é para sempre 🖤

Por isso fiz este vídeo, para vos mostrar que não, um gato não "é só um gato". Há definitivamente uma Brenda antes do Miyagi e uma Brenda depois do Miyagi. Não vos consigo explicar o quanto este gato foi o amor da minha vida, mas talvez consigam perceber um pouco com este vídeo:

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

A Passagem | Horácio N. Medina

Em primeiro lugar, agradeço ao Horácio pelo envio do livro.

Poesia é das coisas que mais gosto de ler, mas, surpreendentemente, agora que penso nisso não tenho lido muita em português. 6 anos para ser mais precisa! Portanto, A Passagem é o primeiro livro de poesia que leio em português em anos, o que só por si já o torna um livro especial.

Passagem
A foto não foi tirada na hora de melhor iluminação solar, ficou um pouco estourada como podem ver (ou serei eu que estou demasiado branca?? Devia ter ido mais à praia I guess ahah). Mas como adorei o local, e não podia esperar pela Golden Hour, queria mesmo tirar a foto deste livro aqui!

Este livro relembrou-me os tempos de escola em que lia e amava cada palavra de Fernando Pessoa. Agora vocês dizem "Credo Brenda, estás a comparar este livro às análises chatas que se fazem na escola", não, não estou, calma! Estou a comparar aos poemas cheios de palavras e significados escondidos que tornam a leitura de um poema uma grande aventura dependendo da interpretação e vivência de cada um. 

E foi assim que me senti a ler o livro do Horácio: A Passagem é uma aventura! Adorei ler cada um dos poemas e procurar os significados escondidos, interpretar cada poema e... colocar marcações em quase todas as páginas!

O livro A Passagem está dividido em 3 partes: os Campos, a Corrente, a Passagem.

Na primeira parte temos uma pessoa que não sabe quem é e que adora as coisas simples da vida. Confesso que me lembrou Alberto Caeiro com toda a vontade de voltar à natureza e às coisas e sensações simples da vida! 

A segunda parte é sobre irmos na corrente da vida, sobre descobrirmos quem somos pelo caminho. Há dúvidas, há certezas, voltam a haver dúvidas, mas é assim que é viver.

Na terceira parte parece-me que o sujeito poético estava consciente da morte, do fim da vida, daquilo que importa e dos sonhos que todos devemos ter e lutar como uma criança é capaz de lutar por aquilo que acredita. Uma criança não é corrompida pela realidade do que pode ser possível e impossível num sonho. Um adulto vive de aparências, vive daquilo que é belo por fora e vazio por dentro. E o sujeito poético parece-me um observador nesta parte, observador de uma realidade mais pesada, mais sombria.

Partilho convosco um pouco do meu poema favorito desta parte:

"(...)
Dói-me a cabeça das coisas que passam nela,
E das coisas que lhe passam e ficam bem dentro.
Ouço vozes de risos e congratulações,
(talvez de alguma ligeira comédia)
Que saem das bocas alheias que desconheço,
Do desconhecido que é meu.
E, porque é meu, assim o devesse conhecer,
E a alma devesse ficar inteira
E as vozes assim devessem ser sussurros...
E eu devesse ser alguém mais que eu,
Eu, que nada mais sou que eu?
À margem do que sou, só o rio das minhas 
                                                                    [vontades
E o universo da minha capacidade. 
(...)"
Excerto do Poema I de A Passagem de Horácio N. Medina


Se pudesse deixava-vos aqui todos os meus poemas favoritos mas a questão é que... ia ter que transcrever praticamente o livro todo e isso não é propriamente legal, não é mesmo? Por isso, leiam para perceberem do que falo.

Este livro acompanhou-me nos dias em que fui a Lisboa e não podia ter escolhido melhor leitura para me acompanhar nas viagens de avião.

Aviso Legal: Este livro foi-me enviado pelo autor em troca de uma resenha honesta. Todas as opiniões expressas nesta resenha são verdadeiras e completamente minhas.

Compra aqui: Wook | Bertrand

Classificação: ★★★★☆

Com amor, Brenda

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

A Guerra que Salvou a Minha Vida | Kimberly Brubaker Bradley

Guerra

A Guerra que Salvou a Minha Vida é um livro sobre guerras: a 2ª Guerra Mundial e a guerra que Ada trava diariamente.

Ada e Jamie são dois miúdos de Londres com uma mãe tão horrível que vos vai apetecer arrancar as páginas do livro de tanta raiva por essa mulher.

Ada tem um pé aleijado e por isso é o maior alvo da maldade da mãe, que a rejeita de todas as formas possíveis e tem vergonha dela. Tanta vergonha que Ada nunca saiu à rua sequer.

Mas um dia chega a notícia de que é aconselhável que todas as crianças de Londres sejam evacuadas para sua segurança. Então Ada e Jamie acabam por ser enviados para uma aldeia fora da cidade.

E nesta aventura eles aprendem tantas coisas que o coração do leitor vibra a cada nova batalha vencida.

Este é um dos melhores livros que li. Ainda só tinha lido 30 páginas e já estava a recomendá-lo a toda a gente que conheço. Há muito que não tinha um livro que me fizesse dizer "Vá, só mais um capítulo." e depois de 3 ou 4 ainda continuo a ler e a dizer "Opah mas agora não posso fechar o livro e deixar a leitura assim, vou ler o próximo capítulo" e assim foi todos os dias até ficar cansada e os olhos não conseguirem ler mais.

A Guerra que Salvou a minha vida é daqueles livros que é capaz de vos fazer chorar e rir na mesma frase.

E foi precisamente assim que acabei de ler este livro, de lágrimas nos olhos e sorriso nos lábios.

Recomendo A Guerra que Salvou a Minha Vida a pequenos e graúdos e considero esta leitura obrigatória aos pequenos que ainda tendo tudo o que os pais lhes podem dar consideram que nunca têm nada e pedem sempre mais e mais. A Ada tem muitas lições a ensinar e todos podemos aprender com esta menina que batalhou para conquistar o seu lugar no mundo. 

Compra aqui: WOOK BERTRAND

Classificação: ★★★★★

Com amor, Brenda

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Environmentally Friendly | Elias Zanbaka

Environmentally
Sinopse: Out of seven billion people, one man has declared war on Mother Nature and plans to bring it to its knees.

Out of all the criminals in Los Angeles, he's the number one target being hunted by the LAPD tonight.

And out of the entire LAPD, one officer is hell-bent on helping him complete his mission.

Environmentally Friendly descreve uma perseguição a Alan Bushnell, um veterano de guerra com stress pós-traumático. De início não sabemos exatamente o que se está a passar, apenas que há uma perseguição ao Sargento Major Bushell, que fugiu de uma instituição psiquiátrica e se encontra munido de um lança-chamas e uma motoserra. A missão deste Sargento é apenas uma: declarar guerra à mãe-natureza.

Este thriller transporta-nos para uma cena de grande tensão e a escrita é muito rica em detalhes. Gostava que este livro fosse maior e mais desenvolvido para que pudéssemos ter acesso a um contexto mais abrangente dos motivos que levaram a esta missão do Sargento.

Classificação: ★★★☆☆

Compra aqui: AMAZON

Aviso Legal: Este livro foi-me enviado pelo autor em troca de uma resenha honesta. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas.

Com amor, Brenda

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Despedaçada (Broken #1) | Tânia Dias

Despedaçada
Sinopse: Assumir o seu papel como líder não estava nos planos de Alexia White, mas quando a sua mãe perde a vida num terrível assalto ao castelo, ela vê-se sem opções. 

Num mundo onde os fracos se distinguem dos fortes pelos dons que possuem, Alexia está no topo da lista e precisa de aprender a lidar com os seus dons se pretende recuperar Starnyz das garras do traidor. Ian Bealfire, um homem que exala arrogância e prepotência por todos os poros, parece disposto a ocupar o lugar de seu Mestre. 

Há quem diga que a jovem está destinada a salvar o mundo mas despedaçada pelas perdas que sofreu e assombrada pelas memórias do passado, será mesmo capaz de o fazer, quando nem a si parece ser capaz salvar?
Despedaçada transporta-nos para o mundo de Alexia White, uma princesa que perdeu recentemente a mãe, e que agora tem que assumir as funções que sempre negligenciou. Mas Alexia não é uma moça qualquer, ela é uma das sortudas que possui a capacidade de controlar os elementos, ou melhor tem essa potencialidade mas necessita da ajuda de um Mestre que a ensine a utilizar o seu dom. E é aqui que entra o Ian Belfire! Este mestre sedutor, irresistível, arrogante e muito inteligente quer a todo o custo conquistar o coração de Alexia. Será que vai conseguir?



Tenho que dizer que para primeiro livro este está muito bom, mas confesso que de início, e até meio do livro, achei-o um pouco confuso e de desenvolvimento lento. Senti que não tinha as informações que precisava para ter uma visão geral deste mundo em que as pessoas podem dominar os elementos. Gostava que isso tivesse sido um pouco mais explorado porque afinal nós não sabemos exatamente o que existe neste mundo mágico e até parece que nem a própria Alexia sabe visto que faz uma pergunta nas últimas páginas (que não posso especificar para não spoilar) que me fez questionar "Então ela não sabe estas coisas? Ok que negligenciou os seus estudos mas há um básico que se tem que saber para simplesmente viver...". Sabemos que existem determinadas criaturas mágicas que são mencionadas em alguns momentos do livro, mas e que mais? Além disso, a história tem falhas ao nível do português, algumas incoerências, personagens que mereciam um desenvolvimento maior, mas ainda assim é um mundo cativante e que nos faz querer descobrir mais e mais!

Quando chegamos ao fim do livro não há pontas soltas e gostei muito disso!

Gostei do crescimento da Alexia ao longo do livro. No início não me conseguia identificar com esta personagem, mas por fim ela conquistou-me. Alexia cresceu tanto e abraçou sem medo a pessoa que tem que ser para liderar o seu povo e esse crescimento é muito bonito de se ver. Em relação ao protagonista masculino, o Ian Belfire, achei-o muito superficial e só comecei a gostar dele lá para o fim do livro. Em parte achei-o muito cliché, demasiado arrogante e inconsistente com as suas atitudes e só quando as personagens tinham momentos em que ficavam sozinhas, sem distrações, é que senti que o romance começou a ser melhor explorado e realmente as personagens começaram a revelar o seu enorme potencial.

E o ship? Não sei bem se sou #TeamIan ou #TeamAaron, mas gostava que o Aaron tivesse mais oportunidades de mostrar aquilo que traz de bom para a Alexia pois até agora sinto que ele só a prende e não a deixa evolui. Precisamos de mais momentos entre a Alexia e o Aaron para ver efetivamente a relação deles.

O final deixa-nos a querer ler o próximo livro e adorei isso, porque para um livro cuja leitura não me agarrou no início a autora conseguiu dar a volta, aumentar a tensão do enredo e deixar-me sem fôlego, de borboletas na barriga e a querer ansiosamente ler o próximo volume.

Já leste este livro? Se sim, o que achaste? Se não, do que estás à espera para o ler? 😉

Classificação: ★★★

Compra aqui: Wook | Bertrand

Aviso Legal: Este livro foi-me enviado pela autora em troca de uma resenha honesta. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas.

Com amor, Brenda