sexta-feira, 12 de abril de 2019

Ao teu Lado | Ana Ribeiro

Ribeiro

Sinopse: Ana e Miguel conhecem-se, por acaso, enquanto crianças. Durante umas férias de verão, percebem que apesar das diferenças que os separam, têm muita coisa em comum e descobrem juntos a essência de uma amizade imaculada.
Mas à medida que crescem, os dois percebem que manter a sua proximidade é uma batalha árdua. E quando menos esperam, Ana e Miguel descobrem que o tempo acabou por engrandecer aquilo que sentem. Os sentimentos mudam, tornam-se mais fortes e explodem num amor desmedido e assolapado. "Ao teu lado" marca o regresso da romancista Ana Ribeiro com uma história de amor que é também uma ode às amizades verdadeiras.

Antes de ler este livro já muito tinha ouvido falar dele, principalmente por posts de bookbloggers e bookinstagrammers, e até já o tinha na minha wishlist.

Por isso quando a autora me contactou para ler e resenhar, de forma honesta, o seu livro em ebook fiquei radiante!

Ao Teu Lado é um livro que fala sobre amizade, amor e sobre o destino.

Começa por contar a história de Ana e Miguel, duas crianças que se conhecem numas férias de verão no Alentejo. Inicialmente as coisas não começam muito bem, Miguel sente-se angustiado por ser pobre e não ter crianças da sua idade com quem brincar. Por isso quando Ana o vê e se mostra curiosa em relação às roupas de Miguel, este foge da menina e não quer ser seu amigo.

Mas Ana é teimosa e acredita que aquela amizade tem futuro. Assim, as diferenças acabam por ser esquecidas e tornam-se amigos.

Com a sua amizade veio uma grande cumplicidade e Miguel, que nunca teve uma infância "normal", acaba por ir viver com Ana para Lisboa para poder concretizar um dos seus maiores sonhos: ir à escola.

Entretanto crescem, têm sonhos diferentes, mas a sua amizade une-os mais do que nunca.

Mas será que desta grande amizade não é capaz de nascer um amor épico?


Não gostei particularmente da escrita da autora. Não que não seja boa, mas simplesmente já não me identifico com este tipo de escrita que me parece mais indicada para leitores infanto-juvenis. Como me habituei ao longo dos últimos anos a tipos de escrita diferentes acabei por não achar esta muito fluída. Porém, não é por simplesmente já não estar habituada que significa que Ao teu Lado é um livro mal escrito. Até porque ao ler este livro lembrei-me dos tempos em que comecei a ler as obras da Alice Vieira ou Ana Maria Magalhães, autoras da minha adolescência.

Não obstante, penso que o livro precisa de uma grande reformulação ao nível de alguns diálogos, porque houve coisas que, na minha opinião, simplesmente não resultaram. Achei que em alguns momentos o enredo foi lento demais, como no começo da amizade, e o fim do livro foi muito apressado e era precisamente aí que se devia ter dado mais espaço para as coisas se desenvolverem.

Gostava que toda a questão do relacionamento abusivo do Miguel com a Isabel tivesse sido mais explorado, pois senti que foi algo que foi mencionado e não acrescentou grande coisa à história. Ok, deixa claro que este tipo de relações não é normal e acaba por ser um alerta vermelho para quem lê este livro e está a passar por isso. Apesar do Miguel ser bastante consciente do que se passa e assertivo, um relacionamento abusivo raramente acaba facilmente de um dia para o outro, ainda por cima neste em que uma das partes é extremamente controladora e ciumenta. Raramente, o "acabou tudo" põe um ponto final. E acho que teria sido interessante se houvessem mais momentos à volta dessa relação (talvez no segundo volume, quem sabe?).

Houve determinadas coisas que achei que precisavam mesmo de ser reformuladas, principalmente no fim... Achei TÃO ABRUPTO! Até fiquei a pensar "espera aí, espera aí, será que eu passei alguma página à frente sem me aperceber?".

Penso que a parte de perceberem e começarem a agir como apaixonados devia começar mais cedo, talvez na viagem que fazem e ir crescendo gradualmente, pois na realidade eles são amigos que se comportam como irmãos e o facto de as coisas se processarem num ápice é muito estranho.

Apesar dos pontos menos bons que mencionei acima, recomendo o livro da Ana Ribeiro e asseguro-vos que ao lê-lo vão sentir uma pontinha de inveja do romance, um bocadinho cliché (mas quem não ama clichés atire a primeira pedra), da Ana e do Miguel.

Classificação: ★★★☆☆

Com amor,  Brenda

quinta-feira, 11 de abril de 2019

TAG: 25 de Abril com Livros/Filmes (original)

Abril. Um mês que para alguns significa "Abril águas mil", para outros, como eu, Abril é o mês em que se celebra o 25 de Abril, a famosa Revolução dos Cravos, a conquista da "liberdade". Não presenciei a Revolução, nem antes disso a ditadura, mas valorizo a minha liberdade a cada respiração. Então lembrei-me que seria giro celebrar esta data aqui no blog com a criação de uma tag inspirada nesta temática e cruzá-la com uma das coisas das quais mais gosto: livros. Espero que gostem.
1. Ditadura: Um livro que te oprimiu de alguma forma. Seja porque não descansaste enquanto não terminaste, seja porque está há muito tempo na estante e tens remorsos, seja porque achaste ofensivo de algum jeito, etc etc, mas diz-nos qual é aquele livro que sentes que te aprisiona/aprisionou.

R: No meu caso, esse livro é o Cem anos de Solidão de Gabriel García Márquez. Foi um livro que não resultou para mim, mas reconheço a sua qualidade.

2. Salazar: Aquele livro com um protagonista detestável. Já não o(a) podias ver nem pintado(a).

R: A Anastasia de 50 Sombras Livre e o romantismo que atribuiu ao controlo obsessivo do Christian. Se nos outros livros ela me irritou, então no último já não a podia ver à frente.

3. "Orgulhosamente Sós": Aquele livro único que vale por uma trilogia/saga inteira.

R: O Tatuador de Auschwitz de Heather Morris. Um livro que toda a gente devia ler uma vez na vida.

4. PIDE: Qual foi aquele livro que leste e adoraste mas que a sociedade nutre ódio/preconceito? É aquele livro que se disseste no teu círculo de "amigos" que leste (e adoraste) todos te olham de lado.

R: Crepúsculo. BUT I DON'T CARE (post "sim, sou fã de Crepúsculo, e depois? Twilighter Booktag"). Sou #teamedwardforever

5. "Grândola Vila Morena, Em cada rosto igualdade": Uma personagem pela qual te identificaste ou sentiste que poderia ser o(a) teu(ua) melhor amigo(a) (caso existisse na realidade).

R: A Katniss dos Hunger Games é a minha heroína desde que li os livros da saga, por isso ela seria a minha BFF ficcional.

6. A Revolução dos Cravos: O livro que revolucionou a tua vida. Podes ter lido muitos depois desse, mas aquele... aquele livro terá sempre um lugarzinho especial no teu coração.

R: A Cabana de WM. Paul Young. Esta leitura mudou a minha maneira de ver a vida. Foi o livro que reli mais vezes.

7. Democracia: Seleciona 2 livros que tenhas para ler e deixa os teus seguidores escolherem um para ser a tua próxima leitura (ou para leres quando tiveres oportunidade).

R: Finale, o último livro da Saga Hush Hush, da Becca Fitzpactrick (a ver se despacho a série de uma vez) ou se leio "PS. Ainda te amo" da Jenny Han, o segundo livro da trilogia "A Todos os Rapazes que já amei".

8. Liberdade: Recomenda qualquer livro que te faça sentir feliz por teres a oportunidade, e liberdade, para o ler.

R: A História de uma Serva de Margaret Atwood. Foi um abre olhos para o que poderá acontecer se as mulheres não lutarem pela equidade.

9. Em memória das vidas roubadas: Um livro com uma personagem forte que luta, seja de que forma for, pela sua e pela liberdade dos seus pares.

R: Li recentemente o livro "The Wolves of La Louvière" de Flore Balthazar, um livro cheio de exemplos de como pequenos atos de rebelião podem mudar a vida de uma pessoa e, especialmente, de uma mulher. Por isso a minha escolha seria a Marguerite, uma professora que no dia-a-dia era amável com os Alemães que tinham ocupado a cidade, mas que de noite era uma rebelde distribuidora de um jornal clandestino.


Se quiseres responder a esta TAG substituindo a palavra "livro" por "filme" também o podes fazer, ou seja, na primeira categoria responderias sobre um filme que te oprimiu, na segunda sobre um filme com um protagonista detestável e assim por diante com as outras categorias. Além disso, podes desafiar alguém para responder à tag ou simplesmente deixar em aberto.

Com esta TAG não pretendo faltar ao respeito a ninguém, nem tão pouco tratar a liberdade como um assunto "banal". Sei perfeitamente que a liberdade tem diferentes significados para cada pessoa e que a liberdade é efetivamente diferente de pessoa para pessoa!

Porque infelizmente, no que toca a direitos humanos Portugal (e o mundo!!) ainda tem um longo caminho a percorrer!

Com esta TAG pretendo comemorar a conquista da Liberdade em Portugal depois de um regime opressor. Além disso, valorizo MUITO o facto de não ter presenciado um tempo em que havia censura como a que houve antes do 25 de abril, porque seguramente não iria ter a oportunidade de ler nem metade dos livros que li até hoje (e tantos outros que pretendo ler).

Com amor,  Brenda

sábado, 6 de abril de 2019

Time Crawlers | Varun Sayal

Crawlers
Sinopse: 
Alien Invasion, Dark Artificial Intelligence, Time-Travel, High-Tech Mythology, Djinn Folklore, Telekinetics, and life-consuming Cosmic Entities are some major themes in this book which has six tightly-knit, fast-paced Sci-Fi stories.

1. Nark-astra, The Hell Weapon
The weapons he possesses make him the destroyer of worlds, and he burns for revenge. A high-tech take on ancient Indian mythology.

2. Death by Crowd
The dark desires of the masses; darknet websites fueled by a crypto-currency. What lurks in the background – an advanced artificial intelligence?

3. Genie
He rubbed a lamp alright, but what he got was the shock of his life. An entirely sci-fi take on the djinn myth.

4. Time Crawlers
There are individuals who exist in multiple time periods at once, and there are those who know about them….

5. Eclipse
No attacks, no blood-shed, yet there was an invasion and a conquest. Who are these shapeshifter aliens being hounded by an eclipse?

6. The Cave
The fate of an advanced imperial race hangs in balance as a dark celestial entity meets a legendary protector.
 

Time Crawlers é um livro de ficção científica escrito por Varun Sayal composto por 6 histórias que transbordam de imaginação e originalidade. 

Apesar de todas as histórias serem diferentes, têm ao mesmo tempo em comum o facto de se passarem em universos paralelos (ou no multiverso como lhe quiserem chamar) e de estarem relacionadas com a ganância do homem e a sua utilização da tecnologia para matar.

Time Crawlers faz-nos refletir sobre a utilização que estamos a dar à tecnologia. Varun apresenta-nos universos em que o problema é sempre o mesmo: quando mais nos tornamos tecnologicamente avançados, mais renunciamos ao que é moralmente correto. Essa lição está logo presente desde a primeira história (Nark-Astra, The Hell Weapon).

Fazemos coisas impensáveis apenas porque temos a tecnologia e o poder para o fazer.

Apesar de ter gostado imenso de todos os contos, o meu favorito foi o "Eclipse" pois foi o que mais me fez refletir. Apesar de sermos "mais evoluídos" tememos sempre o aparecimento de uma raça mais desenvolvida que nós e acabamos por querer aniquila-la a todo o custo.

Também gostei muito do conto "Genie", o diálogo foi muito engraçado e foi uma lufada de ar fresco a seguir ao "Death By Crowd", que, apesar de chocante, não me admirava nada que estivesse a acontecer neste preciso momento no mundo em que vivemos.

Gostava que cada uma das histórias tivesse sido mais desenvolvida porque a escrita deste autor tem muito potencial.

Este livro é ótimo para quem é amante de ficção científica pois em poucas páginas dá espaço para se refletir sobre as teorias do multiverso e sobre as decisões que andamos a tomar neste universo.

Classificações: Capa: 4/5 ; Conceito: 4/5 ; Personagens: 2.5/5
Classificação Geral: ★★★☆☆ (3.5/5)

Nota: Este livro foi-me enviado pelo autor (obrigada Varun!) em troca de uma resenha honesta. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas. 

Com amor,  Brenda

sábado, 2 de março de 2019

The Blood Prince | Josie Jaffrey


Prince
Sinopse: The price of freedom is always paid in blood.


The sovereigns of the Silver have awakened, but the Queen is a fractured shell of the woman Cam remembers. He hopes to put her back together by finding her son, the missing prince. At least, that's what he tells his friends when he leaves for the Red.



Back in the Blue, Julia's old tormentor Rufus is hounding her at every turn. She's sick of feeling powerless, but she has a plan that will bring the Nobles to their knees.
All she needs is blood.



The Blood Prince is the final book in Josie Jaffrey's Sovereign trilogy, set in a dystopian Europe where vampiric Nobles control the last remnants of the human race.
Nota: Este livro foi-me enviado pela autora em troca de uma resenha honesta, fosse ela positiva ou não. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas. 

Antes de mais, gostaria de agradecer à autora Josie Jaffrey por me ter enviado este, e todos os outros livros da série Sovereign! Estes livros ficarão para sempre guardados no meu coração, não só por terem sido a minha primeira parceria com uma autora, bem como pela história dos livros em si!

Esta resenha está inserida na Blog Tour do The Blood Prince que começou no dia 14 de Fevereiro e termina no dia 9 de Março.

The Blood Prince é o terceiro livro desta saga, por isso spoilers serão inevitáveis, mas vou tentar não adiantar muito mais do que está na sinopse.

Acabamos o segundo livro com o regresso de Julia, que depois de se ter aventurado no Red, se reencontra com Lucas e juntos regressam ao Blue para salvar a cidade.

No final do segundo livro a Rainha, após ser resgatada por Cam e pelos Invicti, regressa, por fim, ao seu amado. E com o seu regresso fazem-se descobertas: a rainha teve um filho em cativeiro!

Então o terceiro livro é, como o nome indica, sobre um príncipe!

Mas quem será o príncipe? Será que é o que ficou implícito no fim do segundo livro? Será que as minhas teorias do primeiro livro se vão provar certas?

Este livro dá-nos muitas respostas logo no primeiro terço do livro mas Josie sendo Josie faz questão de nos dar ainda mais dados para criarmos ainda mais teorias.

E olhem que eu tinha cá cada teoria... Muitos momentos foram de encontro ao que eu pensava que iria acontecer, mas outras vezes a minha teoria foi completamente pelos ares.

Passei metade do livro chocada com as atitudes de Julia. Sim, houve muitos momentos em que pensei "MEU DEUS, O QUE É QUE ESTÁ A ACONTECER". Este é o tipo de escrita da Josie, fluída, a história desenrola-se sem nada forçado e consegue acabar com as nossas esperanças de uma página para a outra. E MEU DEUS como detestei o triângulo amoroso! Às vezes só me apetecia esganar a Julia.

Foi notável o desenvolvimento das personagens desde o primeiro livro até agora, inclusive o crescimento da Julia. Esta personagem alegava não acreditar em contos de fadas mas sempre me pareceu que ela acreditava pois, por exemplo, inconscientemente mentia a si própria sobre a verdadeira história dos pais. Além disso, ela passou de uma pessoa escrava de uma sociedade doentia para uma pessoa determinada a mudá-la.

A Julia não é a típica rapariga estereotipada que precisa que alguém a salve: ela salva-se a si mesma! Ela sempre teve o poder de se libertar dentro de si, só precisava do conhecimento e oportunidade para o fazer!

Até o Rufus cresceu e por momentos pensei que ele tinha mudado... Mas o Rufus é o Rufus não é mesmo...?!

O Cam também cresceu muito e agradou-me muitíssimo o rumo que a história desta personagem tomou. Não havia final mais perfeito para ele.

Também achei incrível a evolução das capas. Na capa do primeiro livro o vermelho é uma pequena porção, no segundo livro o vermelho (Red) cresce e já começa a invadir o azul (Blue). Por fim, no último ele invade o azul em força,  representando bem o que se passa na história. Estas capas são trabalho de génio! *aplausos*

Ao longo do livro dei por mim tão embrenhada na história, completamente alheia ao mundo real, e quanto mais me aproximava do final mais triste ficava, porque significava que me tinha de despedir destas personagens e deste mundo...

Acreditem em mim quando vos digo que não podem perder esta trilogia magnífica!

O final de The Blood Prince é justo para cada personagem, por isso é que o adorei! Mas ao mesmo tempo senti uma imensa tristeza quando acabei o livro! Ora bem, agora resta-me ler a saga Solis Invicti que a autora já lançou, cuja história se passa no início da Revelação dos Silvers (a.k.a. vampiros)! Mal posso esperar por conhecer o passado da Emmy!

Classificação: ★★★★★


E deixo-vos aqui o vídeo da leitura feita pela autora:


Com amor,  Brenda

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Fireside Chat with a Grammar Nazi Serial Killer | Ryan Suvaal

Killer
Sinopse: 
Seventeen gruesome killings across the United States, within a span of six months and there is one clear connection among victims. They were all writers. 
While media is decorating the murders with sensationalist stories, and law enforcement is playing catch-up, the homicidal maniac remains elusive and secretive. 
Things get very interesting, when one day she decides to appear on an internet talk show for an honest fireside chat.

Nota: Este livro foi-me enviado pelo autor, em troca de uma resenha honesta, positiva ou não. Todas as opiniões expressas nesta resenha são completamente minhas. 



Oh meu deus, o que é que acabei de ler? Que livro divertido!

É-nos contada a história de uma serial killer que mata pela raiva que os erros gramaticais lhe dão.

Grazine, pseudónimo desta serial killer,  justifica esse sentimento que lhe incita a matar com o facto de investir o seu tempo valioso a ler os livros para depois eles estarem repletos de erros gramaticais que lhe saturam a paciência.
"I invest my valuable time reading a book. (...) But when I start noticing typos, comma splices, sentence sprawls, lack of parallelisms in sentence structures, overuse of commas or complete lack of them. These gaffes just fuel my fire."
Grazine mata-os nas mais variadas circunstâncias e deixa sempre uma pista para reivindicar o assassinato: um livro do(a) autor(a) com os erros gramaticais assinalados e outras notas.

Mas Grazine tem o bom senso de não se achar perfeita, também ela escreve com erros gramaticais, mas justifica as suas ações dizendo que ela não pretende que leiam o que escreve, mas que se um autor escreve o seu livro e pretende que muita gente o leia então Grazine, enquanto leitora, está no seu direito de exigir perfeição.

Neste livro até se fala na perspetiva das opiniões menos positivas dos bookbloggers por causa da gramática.

Bem, aqui um aparte, comigo não vão ter esse problema, porque se o livro é em inglês, e visto que a minha língua materna é  o português, ainda que tenha estudado muitas destas coisas "técnicas" do Inglês quando andava no básico e no secundário, já não sei olhar para elas e perceber se está errado. Movo-me pelo "isto soa-me bem" ou o contrário, ou seja, apesar de tudo eu só preciso de compreender e não ando a reparar propriamente nesses erros. Mas sei que provavelmente os cometo ao escrever os posts em inglês. (Não me mates Grammar Nazi Serial Killer!)

O livro é bem pequenino, por isso não quero adiantar muito mais, mas quero salientar algumas citações que se evidenciaram e gostava de partilhar convosco:
"But when you did not respect me as a reader, WHY SHOULD I RESPECT YOU AS A WRITER?"
#storytime Achei piada a esta! Publiquei uma resenha de um livro na página do facebook do blog e houve um autor  que me respondeu que tinha escrito um livro no mesmo género e fez um breve resumo sobre o mesmo. Respondi ao comentário dele dizendo que o livro dele até parecia interessante (pelo que ele tinha explicado) e ele enviou-mo por email no mesmo dia. Eu achei atencioso da parte dele e agradeci, claro, mas a verdade é que não tinha fechado parceria nenhuma, mas senti-me um pouco na obrigação de ter que o ler e fazer uma opinião, visto que ele me mandou o livro. #Brendatrouxa

Apesar de eu encarar a receção dos ebooks como um compromisso, abri uma exceção para este autor no momento em que ele tratou mal imensa gente, inclusive a mim, num grupo de bloggers portuguesas.

Depois dessas situações lá no grupo em que ele era racista, xenófobo e super mesquinho, falei com ele e disse-lhe que agradecia que me tivesse mandado o livro mas que não o ia ler nem resenhar, pois não aprovo aquele tipo atitudes e só trabalho com pessoas que respeitam os outros.

Achei as atitudes dele desprezíveis, não respeitou ninguém, inclusive desrespeitou potenciais leitores dos seus livros, e, acima de tudo, não nos respeitou como seres humanos.


Este blog é contra qualquer tipo de discriminação!


Desculpem o textão sobre isto, mas nunca vos tinha falado  sobre este assunto e quando li esta frase no livro veio-me logo à memória toda esta situação e decidi que era a hora de vos contar isto.

Quando lhe perguntavam se ela matava por género, cor, idade etc, e ela responde:
"I am an equal opportunities serial killer"
Contrastando com o que se vê, por exemplo, em Mentes Criminosas, que normalmente no perfil do suspeito ele tem sempre preferências. Esta serial killer mata "sem discriminar"!

Adorei também a crítica que o próprio autor faz a outros colegas autores. Hilariante!
"If I started punishing all writers commiting grammatical mistakes, I might end up wiping out an entire generation of writers from the planet."
Este livro é, na sua maioria, narrado em forma de entrevista num programa clandestino, emitido na Dark Web, o que conjugado com o facto de ser uma short story (história curta) acaba por dar um caráter muito leve ao livro. Mas admito que tive pena de o livro ser tão pequenino, gostava de ter lido mais sobre isto.

Este livro chega a ser ridículo de tão engraçado que é. A cada parágrafo há pelo menos uma gargalhada. E, acima de tudo, este livro ensina-nos a refletirmos sobre as coisas que nos irritam e sobre o que podemos fazer quando atingimos esse limite.

Classificação: ★★★★☆



Com amor,  Brenda